Archive for the ‘ Música ’ Category

Miguel Ângelo Buonarotti

Na entrada relativa a 2 de Dezembro de 1786 da sua Italienische Reise (Viagem a Itália), escrevia Johann Wolfgang von Goethe:

No dia 28 de Novembro voltámos à Capela Sistina. Aberta a galeria que permitia ver o tecto e após a passagem estreita e mal iluminada, somos compensados pela visão da grande obra-prima da arte. Neste momento, estou de tal modo fascinado por Miguel Ângelo, que depois dele já nem tenho gosto pela natureza, especialmente porque sou incapaz de a contemplar com o mesmo olhar de génio com que ele o fez.


Miguel Ângelo Buonarotti – A Criação de Adão, c. 1570
Fresco, c. 280 x 570 cm | Roma, Vaticano, Capela Sistina

A emissão do Musica Aeterna do passado dia 27, dedicada à comemoração dos hoje assinalados 500 anos da revelação do tecto da Capela Sistina ao Papa Júlio II, está disponível em podcast. Absolutamente a não perder!

 

Outono musical em Aveiro

Festivais de Outono na Universidade de Aveiro – 19 de Outubro a 23 de Novembro
A paráfrase d’A Portuguesa, de Alfredo Keil, intitulada My Beautiful Blue Country, da autoria do compositor e pianista Luís Pipa, abrirá a oitava edição dos Festivais de Outono, no dia 19 de Outubro, no Auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro. Luís Pipa, acompanhado pela Orquestra Filarmonia das Beiras e sob a direcção do maestro Ernst Schelle, interpretará igualmente o concerto para piano e orquestra em Lá menor Op. 16, de Edvard Grieg. A Filarmonia das Beiras encerrará a noite interpretando a Sinfonia nº 4, em Ré menor, Op. 120, de Robert Schumann. Este é o ponto de partida para a 8ª edição dos Festivais de Outono que pretende celebrar a música portuguesa e prestar um tributo aos músicos portugueses e músicos residentes em Portugal. Via.
O Programa está disponível aqui.

The Cure – Just Like Heaven

The Cure – Just Like Heaven @ Reading Festival 2012

In Memoriam – Gustav Leonhardt

Gustav Leonhardt (30 de maio de 1928 – 16 de janeiro de 2012) foi músico regular de temporadas de concertos em Portugal, nomeadamente nos encontros da Casa de Mateus, em Vila Real, e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Na capital portuguesa tocou várias vezes no órgão da igreja de S. Vicente de Fora, que apreciava particularmente.
O músico foi um dos impulsionadores, na década de 1950, do movimento da interpretação historicamente correta, tendo gravado cerca de 300 álbuns.
Entre 1971 e 1990 gravou a integral das cerca de 200 cantatas sacras de Bach, com o austríaco Nikolaus Harnoncourt. De Bach gravou ainda a “Paixão segundo S. Mateus” e o Magnificat.
O músico gravou, ainda de Bach, nos inícios da década de 1950, as Variações de Goldenberg e a Arte da Fuga, segundo princípios teóricos inovadores e hoje amplamente aceites.
O cravista chegou mesmo a encarnar a figura de Bach no filme “Chronique d’Anna Magdalena Bach” (1967), de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub. Segundo a ANP, o músico tinha anunciado no dia 13 de dezembro último que não voltaria a dar concertos. De 1947 a 1950, Leonhardt foi aluno de Eduard Muller na Schola Cantorum Basiliensis, de Basileia, na Suíça.
Gustav Leonhardt estreou-se como cravista em Viena, em 1950, foi professor de cravo entre 1952 e 1955 na Academia de Música local e, desde 1954, no Conservatório de Amesterdão.
Ao longo da sua carreira, Gustav Leonhardt tocou e dirigiu diferentes agrupamentos musicais, desde música de câmara a operáticos, com um repertório musical do Renascimento (século XVI) ao Classicismo (século XIX).
O músico foi condecorado com a Ordem Orange-Nassau (grau oficial) da Holanda, e recebeu o doutoramento Honoris Causa das universidades de Harvard, Dallas, Amesterdão, Metz e Pádua.
Por Luis Ramos, Antena Dois

Musica Aeterna – Hildegard von Bingen

Musica Aeterna dedicado à vida e a obra de Hildegard von Bingen (1098-1179), a “Sibila do Reno”, abadessa beneditina, visionária, profetisa teutónica e considerada como a compositora mais importante da Idade Média.



Myth: Women were oppressed in the Middle Ages
In the 1960s and 1970s, the idea that women were oppressed in the Middle Ages flourished. In fact, all we need to do is think of a few significant women from the period to see that that is not true at all: St Joan of Arc was a young woman who was given full control of the French army! Her downfall was political and would have occurred whether she were male or female. Hildegard von Bingen was a polymath in the Middle Ages who was held in such high esteem that Kings, Popes, and Lords all sought her advice. Her music and writing exists to this day. Elizabeth I ruled as a powerful queen in her own right, and many other nations had women leaders. Granted women did not work on Cathedrals but they certainly pulled their weight in the fields and villages. Furthermore, the rules of chivalry meant that women had to be treated with the greatest of dignity. The biggest difference between the concept of feminism in the Middle Ages and now is that in the Middle Ages it was believed that women were “equal in dignity, different in function” – now the concept has been modified to “equal in dignity and function”. Via.

«Vite! Vite! Mon barnais! Mon cheval!»

Jeanne d’Arc, chef de guerre ou simple mascotte (avril 1429 – mai 1430)?
Ses frères la rejoignent. On l’équipe d’une armure et d’une bannière blanche frappée de la fleur de lys, elle y inscrit Jesus Maria, qui est aussi la devise des ordres mendiants (les dominicains et les franciscains). En partance de Blois pour Orléans, Jeanne expulse ou marie les prostituées de l’armée de secours et fait précéder ses troupes d’ecclésiastiques. Arrivée à Orléans le 29 avril, elle apporte le ravitaillement et y rencontre Jean d’Orléans, dit « le Bâtard d’Orléans », futur comte de Dunois. Elle est accueillie avec enthousiasme par la population, mais les capitaines de guerre sont réservés. Avec sa foi, sa confiance et son enthousiasme, elle parvient à insuffler aux soldats français désespérés une énergie nouvelle et à contraindre les Anglais à lever le siège de la ville dans la nuit du 7 au 8 mai 1429. Via Wikipedia

The Harmony of the World

The Harmony of the World: Book V – XLII. Proposition – By Joahannes Kepler [1571-1630]
Kepler’s Harmonices Mundi

The greater common proportion of Mars and the Earth, or that of their diverging motions, was necessarily made 54:125, less than the harmony 5:12 confirmed by the a priori arguments.

VangelisMythodea

For Mars`s own proportion had to be a diapente, from which a diesis was removed, by the previous proposition. However, the common proportion of the converging motions of Mars and the Earth, or the lesser common proportion, had to be a diapente, 2:3, by XV. Last, the Earth’s own proportion is a doubled diesis, from which a comma has been removed, by XXVI and XXVIII. Now of these elements elements is composed the greater proportion, or that of the diverging motions, of Mars and the Earth; and it comes to two diapentes [or 4:9, that is 108:243] together with one diesis which is mutilated of a comma, that is together with 243:250. That is, it comes to 198:250, or 54:125, that is 608:1500. But that is less than 625:1500, that is, than 5:12, by the factor of 608:625, and that is nearly 36:37, less than the smallest melodic interval.

‘Ombra mai fu’, de George Frideric Handel

No dia em que passam 327 anos sobre o nascimento de George Frideric Handel [1685-1759], compositor alemão naturalizado britânico e cuja existência decorreu durante os séculos XVII e XVIII, sugiro a audição de Ombra mai fù, ária inicial da ópera Serse, apresentada pela primeira vez em Londres no ano de 1738, tendo como solista o contratenor Andreas Scholl, acompanhado pelo conjunto Akademie für Alte Musik de Berlim.

Damião de Góis

Nascido neste dia 2 de Fevereiro no ano de 1502, o jovem Damião de Góis entrou para a Côrte em 1512 como pagem do Rei D. Manuel I, o Venturoso (1469-1521). Por via da sua ascendência flamenga por parte da mãe, D. João III (1502-1557) nomeou-o em 1523 Secretário da Feitoria Portuguesa de Antuérpia para a feitoria de Flandres, o que lhe proporcionaria inúmeras viagens durante cerca de duas décadas, período durante o qual teve oportunidade de conviver com vultos humanistas como Martinho Lutero, Erasmus e Alberto Dürer, autor do retrato que ilustra a composição musical de autoria desta importante personalidade do Renascimento em Portugal.

Entre 1534 e 1538 frequentou a Universidade de Pádua, onde teve contacto próximo com figuras da Igreja, como os cardeais Bembo e Sadoletto, tendo este último pedido a Damião de Góis que promovesse a reconciliação entre católicos e protestantes.
Apesar de ter recusado o lugar de tesoureiro da Casa da Índia, por insistência do Rei D. João III regressou a Portugal em 1545 para ocupar o cargo de guarda-mor da Torre do Tombo, em 1548. Dez anos mais tarde escreveu a Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel, completando assim o conjunto de obras dedicadas aos reis de Portugal, que tinha inciado com a Crónica do Príncipe D. João.
As críticas que teceu na sua historiografia erudita e ensaística a questões como a expulsão dos judeus, a matança dos cristãos-novos e a expansão portuguesa, valeram-lhe a instauração de um processo inquisitorial pelo Santo Ofício. Acabou por morrer em circunstâncias indefinidas, a 30 de Janeiro de 1574.
Além das já referidas crónicas, Damião de Góis escreveu ainda várias obras em latim, compiladas no volume Opuscula, tendo sido também músico e tradutor. Colecionador de espécies greco-romanas, musicólogo, diplomata e historiógrafo, Damião de Góis é uma das figuras mais proeminentes do Humanismo português pelo contacto que proporcionou entre Portugal e os grandes nomes da sua época.
Fontes: Wikipedia, Infopedia e Vidas Lusófonas

As Idades do Mundo #4

quarto programa da série As Idades do Mundo, de  Ana Mântua e João Chambers, é dedicado aos “movimentos pós-impressionistas e o caminho da modernidade: o simbolismo, uma nova apreensão da realidade visível e a música de Maurice Ravel, Claude Debussy, Gabriel Fauré, Camille Saint-Saëns, Hector Berlioz, Gustav Mahler e Jean Delibes.”

Paul Gauguin – Be Mysterious, 1890