Archive for the ‘ Música ’ Category

Gaspar Sanz – “Instrucción de Música sobre la Guitarra Española”

Instrucción de música sobre la guitarra española

Instruccion de musica sobre la guitarra española y metodo de sus primeros rudimentos, hasta tañerla con destreza : con dos laberintos ingeniosos, variedad de sones y Dances de Rasguedo y Punteado al estilo de Español, Italiano, Francés y Inglés ; con vn breve Tratado para acompañar con perfección sobre la parte muy esencial para la Guitarra, Arpa y Organo resumido en doze reglas y exemplos los mas principales de Contrapunto y Composición …

Poco se sabe de la vida de Gaspar Sanz (Calanda, 1640-Madrid, 1710?). En 1669 se presentó a las oposiciones para la cátedra de música de la Universidad de Salamanca, que no superó. Con posterioridad viajó a Italia, donde, como él mismo cuenta en su libro, se formó como músico en Nápoles y Roma. Publicó en Zaragoza, en 1674, su Instrucción de música sobre la guitarra española, dedicada al hijo de Felipe IV, don Juan de Austria, entonces vicario general del Reino de Aragón. En las ediciones de 1697, la dedicatoria será ya a Carlos II. Lo que hoy conocemos como guitarra barroca tuvo su vigencia entre el siglo XVI y finales del XVIII, y siempre fue llamada «española» en la abundante producción europea. Sanz se muestra conocedor de las publicaciones europeas para guitarra, en particular las italianas, pero incide especialmente en las danzas españolas, pues «a los que empiezan es menester darles los documentos en los mismos sones, y canciones que de ordinario oyen». La Instrucción de Sanz es única por varias razones: es fuente indispensable para conocer la música popular española de la época; es el método de guitarra barroca más completo; contiene el primer manual conocido en la música española de acompañamiento instrumental. Dadas las limitaciones de la imprenta española, fue el propio Sanz quien grabó buena parte de las planchas de música. La influencia de Sanz llega hasta la aparición de la actual guitarra, y, en el siglo XX, la música de su libro ha sido utilizada por compositores como Manuel de Falla (El retablo de maese Pedro) y Joaquín Rodrigo (Fantasía para un gentilhombre).

Via Biblioteca Nacional de España

As últimas sonatas de Schubert

Na passagem de mais um aniversário do prolífico compositor austríaco, que nasceu neste dia em 1797 e morreu em 1828, com apenas 32 anos de idade.
Foi precisamente no último ano de vida que Franz Schubert compôs as três sonatas para piano – D 958, 959 e 960, esta última interpretada por Andreas Staier no pianoforte.

Aphrodite’s Child – 50 anos de ‘End of The World’

Demis Roussos [1946-2015] ascendeu ao Olimpo há três anos.
Em 2018 assinala-se o 50º aniversário do lançamento de ‘End of The World’, álbum de estreia de Aphrodite’s Child, banda de rock progressivo que integrava nomes como Demis Roussos e Vangeliscom uma presença singular no movimento Rock Progressivo em finais de 60 do século passado.
Mais do que recordar o cantor romântico, pretendo hoje destacar a colaboração entre os músicos em dois temas:

Do álbum ‘End of The World’ – 1968, o single ‘Rain in Tears’, numa recriação do Canon de Pachelbel.

Da banda sonora que Vangelis compôs para ‘Blade Runner’ – 1982, o tema ‘Tales Of The Future’

 

Tomaso Albinoni, ‘musico violino dilettante veneto’

De Tomaso Albinoni [8 Junho 1671 – 17 Janeiro 1751], compositor italiano contemporâneo de Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi (what a wonderful world),  o Concerto para oboé em ré maior, Opus 9, n.º 2.
Han de Vries, Ensemble Alma Musica Amsterdam e direcção de Bob van Asperen.

Gustav Leonhardt

Em dia de homenagem a Gustav Leonhardt (30 de Maio de 1928 – 16 de Janeiro de 2012), As Variações Goldenberg explicadas “direitinho” pelo Fernando Miguel Jalôto.

As Suites de Johann Bernhard Bach

Johann Bernhard Bach [1676-1749], membro relativamente desconhecido da família Bach, era primo mais velho de Johann Sebastian.
Para um melhor conhecimento do seu legado musical, instrumental na sua totalidade, temos a interpretação, pelo Ensemble L’Achéron dirigido por François Joubert-Caillet, das quatro Ouvertures (Orchestral Suites), numa edição da outhere music. Em audição no Spotify.

‘Blue Maqams’, de Anouar Brahem

Depois do projecto Souvenance [ECM, 2014] apresentado pelo Quarteto do músico tunisino em concerto com a Orquestra Gulbenkian a 28 de Abril de 2015,  Anouar Brahem regressa a Lisboa para a apresentação ao vivo do álbum Blue Maqams [ECM, 2017] a 16 de Abril no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian,
Vem isto a propósito, claro está, do artigo de Gonçalo Frota publicado no Ípsilon:

No ano em que celebra o 60.º aniversário, o tunisino reuniu à sua volta uma formação de luxo — Dave Holland, Jack DeJohnette e Django Bates — para a gravação de Blue Maqams, lugar de encontro entre as liberdades da música árabe e do jazz.

O álbum pode ser escutado no Spotify

 

‘Estava a Mãe Dolorosa’, de Pergolesi

Em mais um aniversário do compositor barroco Giovanni Battista Pergolesi, que nasceu neste dia 4 de Janeiro em 1710 e faleceu com apenas 26 anos em 17 de Março de 1736, partilho a tocante abertura “Duo Stabat Mater dolorosa”, aqui interpretada pelo contratenor Tim Mead e pela soprano Lucy Crowe, dirigidos por David Bates durante a gravação que o Ensemble La Nuova Musica realizou em 2017 para a Harmonia Mundi.

 

Genesis em Cascais, 1975

Quarenta anos passados e ainda me penitencio por ter falhado o encontro geracional que marcaria a história dos concertos em Portugal, mas um rapaz que ainda não tem barba pensa noutras coisas. Retenho apenas o prémio de consolação, que foi ver Peter Gabriel cinco anos depois.

«Jazz a Dois» – Swing do bom

O João Moreira Santos sugere para o «Jazz a Dois» de hoje uma [imperdível, digo eu] viagem de regresso aos anos 50 para ouvir concertos das orquestras de Lionel Hampton – Apollo Hall Concert 1954 e Benny Goodman  – Benny in Brussels Vol.1 (1958).