Archive for the ‘ Fotografia ’ Category

Ainda no outro dia…

O Jardim estava assim, caduco! Naquela manhã de Maio, depois de deixar a minha filha na escola, enchi-me de coragem e fui ao sombrio Príncipe Real fazer uns bonecos, que aqui reproduzo.

Bancos decrépitos, árvores moribundas a pedir motoserra, uma tristeza! Teimosamente, uns quantos resistentes por lá vagueavam, acompanhados pelo melhor amigo, outros, vagarosamente, saltitando de banco em banco em busca da melhor sombra para a sesta; Os velhotes, que passavam tardes inteiras a jogar às cartas, eram, apesar de tudo, os que mais pareciam indiferentes ao perigo de o céu lhes cair em cima da cabeça.

Em boa hora surgiu então um zeloso funcionário que, para impedir que alguém se magoasse, fechou o Jardim para o aformosear. Parece que têm andado lá umas máquinas de aparar árvores e uns senhores a cortar o mal pela raiz e diz que vai ficar uma coisa linda de ver. Diferente!

Por certo não deixará ninguém indiferente. Com saudades, talvez…

Publicado originalmente no blog dos Amigos do Príncipe Real.

Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um lugar onde se lembra o coleccionador Anastácio Gonçalves através das diversas obras aí expostas. Esta colecção reunida pelo Dr. Anastácio Gonçalves compreende cerca de 2000 obras de arte que se distribuem por três grandes núcleos: pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, porcelana chinesa e mobiliário português e estrangeiro. Existem ainda importantes secções de ourivesaria civil, pintura europeia, escultura portuguesa, cerâmica europeia e oriental, têxteis, numismática, medalhística, vidros e relógios de bolso de fabrico suíço e francês. Para além das obras reunidas pelo coleccionador,  a Casa-Museu encerra ainda um núcleo de pintura contemporânea portuguesa e um número significativo de objectos pertencentes ao espólio do pintor Silva Porto. Via.



Conversa de elevador

Qualquer caminho leva a toda a parte
Qualquer caminho
Em qualquer ponto seu em dois se parte
E um leva a onde indica a estrada
Outro é sozinho.
Uma leva ao fim da mera estrada. Pára
Onde acabou.
Outra é a abstracta margem

……

No inútil desfilar de sensações
Chamado a vida.
No cambalear coerente de visões
Do […]

Ah! os caminhos estão todos em mim.
Qualquer distância ou direcção, ou fim
Pertence-me, sou eu. O resto é a parte
De mim que chamo o mundo exterior.
Mas o caminho Deus eis se biparte
Em o que eu sou e o alheio a mim
[…]

Fernando Pessoa

Arte em Movimento – Ascensor do Lavra

O projecto da Carris “Arte em Movimento” de apoio à arte contemporânea portuguesa, assenta na divulgação dos Ascensores e Elevador de Santa Justa, classificados desde 2002 como Monumentos Nacionais e estará em cena até 30 de Junho de 2010. A intervenção “A Viagem” no Ascensor do Lavra, cujo centenário se comemora em 2014, é de autoria de Vasco Araújo.

Ascensor do Lavra, 1914

O trajecto do Ascensor do Lavra, assim como a zona onde está inserido, remete-nos para um tempo-outro. O percurso e a paisagem bucólica que desvenda perfaz uma viagem que expande a nossa noção de tempo; durabilidade e permanência são dois conceitos com que nos confrontamos ao longo deste trajecto. O seu percorrer ao longo de uma ladeira muito escarpada e por entre muros seculares (quase que ininterruptamente constituídos por paredes cegas) transfigura-se numa viagem introspectiva. E o movimento da paisagem que se sucede no exterior é propício ao desamarrar de considerações por aquele que está parado no seu interior. A ideia do viajar (e potenciada pela deslocação ascendente ou descendente) pode ser considerada como uma metáfora dessa grande viagem que é a Vida. As grandes questões filosóficas que nos acossam desde tempos primórdios são a base dos escritos clássicos. É a literatura e os temas Humanistas, que autores como Eurípedes, Aristófanes, Homero, Shakespeare, Cesare Pavese ou Samuel Beckett abordam, que Vasco Araújo tem vindo a invocar no seu trabalho. A intervenção para o Elevador do Lavra, que o artista intitulou de “A Viagem”, pede de empréstimo excertos da obra de Fernando Pessoa que entremeia com pensamentos de sua própria autoria. Uma reflexão sobre a viagem – a que está decorrer no momento, o trajecto prosaico de começar num ponto e chegar a outro – intercalada com pensamentos, questões e invocações sobre a nossa viagem maior. A obra de Vasco Araújo, a par das várias referências literárias, incorpora variados materiais e suportes e a melhor maneira de descrever o seu trabalho será numa lógica formal expandida. Uma história, uma conversa, um escrito, um dado biográfico, uma memória, uma ópera, o presenciar, o viajar, o conhecer, um desenho, uma escultura ou uma arquitectura são elementos que se entrecruzam e informam o grande mapa que no seu conjunto inteiram as propostas de Vasco Araújo. No caso concreto da intervenção no Ascensor do Lavra, o artista articula uma identificação, de facto, de uma vivência daquele lugar. Em consequência da sua partilha, propõe que a experiência daquela viagem seja a da fruição de um lugar de encontro. “Ah! Os caminhos estão todos em mim” é uma das frases (de Pessoa) que imprimiram relevo nas placas que ocuparam o seu lugar nos assentos do ascensor. São pensamentos para acompanhar os passageiros, os viajantes, a comunidade. E no processo de leitura das frases que se encontram entre os passageiros, o olhar entre as pessoas e um entendimento/conversa silenciosa por via daquilo que é convocado nas frases é desencadeado. Um espaço de emancipação, de promoção da identidade de cada um é processo que o artista acciona. Via.

"Queria que as pessoas que utilizam este meio de transporte, ao lerem as frases na subida e na descida, reflectissem de certa forma neste momento e fizessem um paralelo entre os altos e baixos da vida" - Vasco Araújo

"Tenho muitos nomes. E outros terei quando voltar a descer... conforme o capricho da viagem."

Cabo da Roca e Praia da Ursa, mesmo ao lado

Aqui…

Onde a terra se acaba e o mar começa…

(Camões)

Cabo da Roca, Janeiro de 2010

The Velvet Revolution

In the space of just a few weeks in November 1989, the Communist system in Czechoslovakia was brought to its knees. Massive protests on the streets of Prague – often several hundred thousand strong – forced the resignation of the hard-line Communist Party leadership in what became known as “the velvet revolution.”
One of the names the demonstrators shouted was that of Alexander Dubcek. He was the leader of the famous “Prague Spring” in 1968 when attempts at reform were crushed by Soviet tanks. He made a triumphant return to Prague after years in political oblivion.

On November 17, 1989, a Friday, riot police suppressed a peaceful student demonstration in Prague. That event sparked a series of popular demonstrations from November 19 to late December. By November 20 the number of peaceful protesters assembled in Prague had swollen from 200,000 the previous day to an estimated half-million.
The real man of the hour, though, was Vaclav Havel, the playwright who was one of the leaders of the dissident Charter 77 movement. An outspoken critic of the Communists, he had spent time in prison for his beliefs. After the collapse of the Communists, he was unanimously elected President of Czechoslovakia.
Unlike some of its East European neighbours, Czechoslovakia was relatively successful economically following the fall of Communism. The most dramatic change has been in the transformation from a centralised state-controlled economy to a capitalist system. Almost 80% of industry and commerce is now in private hands.
1989 was a momentous year for eastern Europe. It was the year the Berlin Wall finally came down as pressure for reform grew in East Germany. And in Romania, the Ceascescu dictatorship, which had tried to resist the winds of change blowing elsewhere, was overthrown in a bloody uprising. Via.

Prague, Spring 2006

Arte Rupestre – Canada do Inferno

A Canada do Inferno, cujo estudo foi já iniciado, fica num troço em que o rio percorre um vale profundo, com um encaixe de cerca de 130 metros . Era nesta zona do vale, 400 metros a jusante, que estava em construção a barragem de Foz Côa. Foram já inventariadas trinta e seis rochas gravadas, a maior parte das quais está submersa a pouca profundidade desde 1983 em consequência da construção da barragem do Pocinho, cuja albufeira penetra pelo vale do Côa acima até cerca de 6 km a montante da confluência com o Douro.

Em criança (muito antes da Barragem do Pocinho) esta zona do Côa era uma ribeira que no verão se podia atravessar a pé...

Antes da submersão, existia aqui uma pequena praia fluvial dominada por imponentes escarpas de xisto cujas superfícies verticais viradas a nascente serviram de suporte às gravuras das diversas épocas. Entre as que datam do Paleolítico os motivos predominantes são as representações de auroques, cabras e cavalos. Como particularidade, assinala-se a existência de vários peixes gravados em duas das rochas deste núcleo, numa (submersa) por picotagem, noutra (emersa) por incisão filiformeVia.

50 anos de “Dark Side Of The Moon”

A 6 de Outubro de 1959, a nave Luna-3 da URSS passou a cerca de 6.200 km do pólo sul da Lua, continuando a viagem em direcção ao lado mais distante. A sequência inicial para captação das primeiras imagens do “lado escuro da Lua” teve lugar a 7 de Outubro, tendo sido obtidas 29 fotografias. Durante o dia 8, foram feitas várias tentativas de as enviar para a Terra, sendo que só no dia 18 foram transmitidas 17 imagens, de fraca qualidade. O contacto com a nave perdeu-se no dia 22.

07-10-1959: First image of the far side of the Moon – Target Object: Earth’s Moon – Mission: Luna 3

 

Happy Birthday Annie Leibovitz

Annie Leibovitz


“Noites de São Bento”

A Rua de São Bento, em Lisboa, recebe no último fim-de-semana de Setembro a 9ª edição das “Noites de São Bento”.
Música, lojas abertas – maioritariamente antiquários – e homens e mulheres estátua são os atractivos, numa atmosfera descontraída.
Para ser mesmo, mas mesmo engraçado… era fecharem a rua ao trânsito automóvel.
Quem conhece aqueles passeios estreitos, facilmente imagina que, com a quantidade de pessoas a circular, é inevitável que tenhamos que circular na rua. Aspecto a rever.

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009

"Noites de São Bento" 2009