Archive for the ‘ Efeméride ’ Category

Antonio de Cabezón

O compositor e organista espanhol nasceu há quinhentos anos, numa pequena povoação perto de Burgos. Cego desde a infância, Antonio de Cabezón entrou em 1526 ao serviço da Família Real Espanhola como organista, pela mão da Rainha D. Isabel I de Portugal, filha de D. Manuel I e mulher de Carlos I de Espanha, com quem havia casado no ano anterior.
Foi, a par de Manuel Cardoso (1566-1650), insigne representante da polifonia portuguesa, um dos compositores ibéricos mais influentes do seu tempo. Morreu neste dia 26 de Março, em 1566.

Rinaldo`s première – 300 years

Rinaldo (HWV 7) is an opera by George Frideric Handel composed in 1711, and was the first Italian language opera written specifically for the London stage. The libretto was prepared by Giacomo Rossi from a scenario provided by Aaron Hill, and the work was first performed at the Queen’s Theatre in London’s Haymarket on 24 February 1711.
The story of love, battle and redemption set at the time of the First Crusade is loosely based on Torquato Tasso’s epic poem Gerusalemme liberata (“Jerusalem Delivered“) in which he depicts a highly imaginative version of the combats between Christians and Muslims at the end of the First Crusade, during the siege of Jerusalem. (Source – Wikipedia)

Giambattista Tiepolo – Rinaldo and Armida in the Garden, c1752

Femme nue dans l’atelier

Picasso tinha-se visto privado da musa e mãe dos seus filhos, Françoise Gilot, em Setembro. Quem terá sido a substituta?

Pablo Picasso – Femme nue dans l’atelier | Vallauris | 30 de Dezembro de 1953

Requiem de Michael Haydn

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Carolyn Sampson, soprano | Hilary Summers, contralto | James Gilchrist ,tenor | Peter Harvey ,baixo |
Choir of the King’s Consort | The King’s Consort | Robert King

Robert King suggests that Michael Haydn‘s Requiem of 1771 for the Archbishop-Prince of Salzburg (28-02-1698 / 16-12-1771) reflects a personal outpouring of grief for the loss of Haydn’s beloved patron and the recent death of his infant daughter. The fervent expressions of grief, consolation and hope must have made some impression on the 15-year-old Mozart. A comparison with Mozart’s Requiem setting of 20 years later is inevitable: Haydn didn’t give his solo quartet anything that compares with the immediacy of Mozart’s ‘Tuba mirum‘, but the older man’s masterful choral writing, brilliant orchestral scoring and sensitive use of solo voices created plenty of musical riches and dramatic moods, such as the brooding Kyrie and the bursting energy of the ‘Dies irae’.
The quartet of soloists is impeccable; the choir and orchestra of The King’s Consort prove to be increasingly assured and dynamic with each recording released. Robert King’s measured and emphatic direction makes it easy to appreciate why the Requiem was performed at his brother Joseph’s funeral in 1809.
His interpretation of the sunnier, extrovert Missa in honorem Sanctae Ursulae (1793) helps the music to sound natural and spontaneous. In some respects the Mass is an even finer composition, full of charismatic and inventive musical charms (it’s worth buying for Carolyn Sampson’s ravishing ‘Benedictus’ alone).
Anybody who enjoys the choral works of Mozart and Joseph Haydn will be delighted by this double-disc set, and will probably concur that Michael Haydn’s neglect in the shadow of his younger friend and older brother is substantially corrected by these exquisite performances.”
Gramophone Classical Music Guide, 2010. Via.

Heróis Lusitanos – Cristóvão da Gama

Cristovão da Gama (Évora, 1515 – 29 de Agosto 1542), irmão de D. Estevão da Gama, o então Vice-Rei da Índia, era filho de Vasco da Gama e de D. Catarina de Ataíde.
Recebeu o cargo de capitão de Malaca e o de fidalgo da Casa Real depois de voltar da Índia (para onde tinha ido em 1532, na frota de Pedro Vaz do Amaral), e como recompensa da bravura lá demonstrada. Efectuou diversas empreitadas depois de voltar à Índia em 1538 sob a direcção do seu irmão, enquanto este foi governador. Em 1541 acompanhou-o na expedição de Goa ao Mar Vermelho, uma armada de 75 velas com o objectivo de queimar as naus turcas em Suez, em que tomou parte honrosa.

No entanto, o reino da Etiópia estava sob ameaça dos muçulmanos e, acudindo ao apelo do Imperador Cristão da Etiópia, os portugueses intervieram militarmente enviando para isso uma expedição de 400 homens bem armados, equipados com arcabuzes e artilharia montada em carros.

Foi esta a resposta portuguesa aos pedidos de auxílio do Imperador Cláudio, atacado por forças islâmicas provenientes da área da actual Eritreia, que lhe ocupavam já grande parte do seu reino. Após o desembarque em Massáuá, a hoste portuguesa internou-se em território abissínio e defronta, por duas vezes, sem outros apoios, os exércitos de Ahmad al Ghazi, que derrota nas batalhas de Amba Sanayt e dos campos de Iarte. Contudo, inexplicavelmente, Cristóvão da Gama não faz a junção com o grosso das tropas abexins, enquanto o adversário recebeu reforços turcos, em arcabuzeiros e artilharia de campo, retirando-lhe assim a vantagem tecnológica de que dispunha inicialmente. A Batalha de Ofla, em Agosto de 1542, foi um desastre para a expedição portuguesa; pese embora a coragem demonstrada, o número avassalador dos inimigos, agora reforçado por turcos bem armados, levou a melhor, tendo Cristóvão da Gama sido capturado e posteriormente decapitado, pelo próprio Ahmad al Ghazi.

A obra “Historia das cousas que o mui esforçado capitão Dom Cristóvão da Gama fez nos reinos do Preste João com quatrocentos portugueses que consigo levou” (1564), de Miguel de Castanhoso, relata este episódio.

Entretanto, aproveitando este período, o Imperador Cláudio reconstituiu o seu exército e, reforçado com os cerca de 100 portugueses sobreviventes, defronta as forças islâmicas em princípios de 1543, obtendo uma estrondosa vitória. Terá sido mesmo um arcabuzeiro português quem conseguiu abater o chefe inimigo, o que naturalmente produziu um efeito psicológico negativo no exército oponente que, batido, se põe em fuga.

As consequências desta pouco conhecida intervenção portuguesa são muito importantes, pois permitiram a manutenção do Império Etíope, de religião cristã, que então se encontrava à beira da derrota e, possivelmente, do desaparecimento.

Foi o início da derrocada do Império africano, que nunca chegara a existir. No ano seguinte, o rei mandou abandonar Safim, que tinha sido um dos pilares fundamentais da tentativa marroquina e chegou a ser sede de um bispado. Em 1549 saímos de Arzila e em 1550 de Alcácer-Ceguer. Estes abandonos resultavam da necessidade de concentrar no Oriente todos os recursos A área da nossa influência continuava ali a crescer. De Malaca partiu-se para a exploração económica dos portos chineses; em 1557 foi-nos reconhecida a posse pacífica de Macau, que, até aos fins do século XVII, serviria como o principal entreposto de comércio da China com os mercados da Índia e ponto de partida dos portugueses para as ilhas do Japão.

Fontes: Wikipedia, História de Portugal e Revista da Marinha

Os 260 anos da morte de Johann Sebastian Bach

Do Musica Aeterna de passado sábado, dedicado a assinalar a passagem do ducentésimo sexagésimo aniversário da morte do genial compositor seis e setecentista, está disponível o podcast

“Para Botticelli”, nos 500 anos da sua morte

Para Botticelli

Pressinto que o mundo cresce de teus dedos
quando num clarão mortal se rasgam asas
e faces lívidas de anjos
choram suas raízes arrancadas do chão.

Quando o vento grita em teus cabelos
que não é o mar a seara que se ondula.

Quando um perfil destrói em si a noite
e o teu peito,
onde límpida era a sua côr.

Quando uma árvore frutifica a sua solidão
e se ilumina
com um súbito canto
ou um vulto quase irreal de ser tão breve.

Quando, de olhos sangrentos,
sentes nitidamente o anoitecer
e exausto abandonas a cabeça a mãos ausentes:
náufrago de veias que prolongam a terra,
transfigurado no rosto
onde a manhã te anuncia o seu regresso.

in Silabário, de José Bento

‘Abendmusiken’, de Dietrich Buxtehude (II)

Dietrich Buxtehude, organista e compositor que se supõe ter nascido em 1637, representa, a par de Heinrich Schütz (1585-1672), o expoente máximo do barroco alemão no século XVII. O seu estilo influenciou inúmeros compositores, entre os quais Johann Sebastian Bach. Morreu neste dia 9 de Maio, em 1707.

A primeira parte desta Abendmusiken – Benedicam Dominum BuxWV 113 (música nocturna) está nesta publicação.

Alessandro Scarlatti

Alessandro Scarlatti lived between the years 1660-1725, and during that time wrote in all the major forms of the day. Although he was most famous for his operas and vocal compositions, he wrote some very fine keyboard music in the later years of his life. Domenico Scarlatti’s keyboard music is more widely known, but the La Folia variations feature thirty pieces on the La Folia theme. They are elaborate and beautiful, and well worth listening to. They may have been written for one of Scarlatti’s patrons, Cardinal Ottoboni, who possessed a harpsichord with a complete bottom octave and three sets of strings.

The La Folia theme is named after a fifteenth century dance of Portugal, that later moved to Spain. “Folia” means “insane” and the dance was so named because it was accompanied by wild singing, and the dancing was done as if the dancers were out of their minds. During the late seventeenth century, composers began writing variations on the La Folia theme, which had developed over a long period of time from various sources of the dance. It was a very popular type of composition for seventeenth century guitarists as well as keyboardists, and many great composers wrote pieces of this genre. J.S. Bach, Corelli, and Vivaldi all wrote La Folia variations. The theme for Scarlatti’s La Folia variations first appeared in an “air des hautbois” of Jean Baptiste Lully.

© All Music Guide

150º Aniversário do “Tratado de Paz entre Portugal e o Japão”

Após prolongada presença portuguesa, inicialmente no sul e centro do Japão (de 1543 a 1639), as relações diplomáticas entre os dois países foram formalmente estabelecidas pelo Tratado de Paz, Amizade e Comércio, assinado em 1860, pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão. Embaixada de Portugal no Japão

A partir de hoje e para ir acompanhando, O Vento nas Velas colocará em rede as memórias dos aventureiros e dos missionários de há quatro séculos no país do Sol Nascente.

Em Outubro de 2010, o CHAM promove o Colóquio As relações luso-nipónicas (1860-2010).

Entre os muitos tesouros que o Museu Nacional de Arte Antiga encerra, encontra-se uma rara série de biombos Nambam (que narram as actividades religiosas e comerciais dos portugueses no Japão) e um frasco, ambos pertencentes ao Período Momoyama, finais do século XVI.