Archive for the ‘ Efeméride ’ Category

Femme nue dans l’atelier

Picasso tinha-se visto privado da musa e mãe dos seus filhos, Françoise Gilot, em Setembro. Quem terá sido a substituta?

Pablo Picasso – Femme nue dans l’atelier | Vallauris | 30 de Dezembro de 1953

Requiem de Michael Haydn

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Carolyn Sampson, soprano | Hilary Summers, contralto | James Gilchrist ,tenor | Peter Harvey ,baixo |
Choir of the King’s Consort | The King’s Consort | Robert King

Robert King suggests that Michael Haydn‘s Requiem of 1771 for the Archbishop-Prince of Salzburg (28-02-1698 / 16-12-1771) reflects a personal outpouring of grief for the loss of Haydn’s beloved patron and the recent death of his infant daughter. The fervent expressions of grief, consolation and hope must have made some impression on the 15-year-old Mozart. A comparison with Mozart’s Requiem setting of 20 years later is inevitable: Haydn didn’t give his solo quartet anything that compares with the immediacy of Mozart’s ‘Tuba mirum‘, but the older man’s masterful choral writing, brilliant orchestral scoring and sensitive use of solo voices created plenty of musical riches and dramatic moods, such as the brooding Kyrie and the bursting energy of the ‘Dies irae’.
The quartet of soloists is impeccable; the choir and orchestra of The King’s Consort prove to be increasingly assured and dynamic with each recording released. Robert King’s measured and emphatic direction makes it easy to appreciate why the Requiem was performed at his brother Joseph’s funeral in 1809.
His interpretation of the sunnier, extrovert Missa in honorem Sanctae Ursulae (1793) helps the music to sound natural and spontaneous. In some respects the Mass is an even finer composition, full of charismatic and inventive musical charms (it’s worth buying for Carolyn Sampson’s ravishing ‘Benedictus’ alone).
Anybody who enjoys the choral works of Mozart and Joseph Haydn will be delighted by this double-disc set, and will probably concur that Michael Haydn’s neglect in the shadow of his younger friend and older brother is substantially corrected by these exquisite performances.”
Gramophone Classical Music Guide, 2010. Via.

Heróis Lusitanos – Cristóvão da Gama

Cristovão da Gama (Évora, 1515 – 29 de Agosto 1542), irmão de D. Estevão da Gama, o então Vice-Rei da Índia, era filho de Vasco da Gama e de D. Catarina de Ataíde.
Recebeu o cargo de capitão de Malaca e o de fidalgo da Casa Real depois de voltar da Índia (para onde tinha ido em 1532, na frota de Pedro Vaz do Amaral), e como recompensa da bravura lá demonstrada. Efectuou diversas empreitadas depois de voltar à Índia em 1538 sob a direcção do seu irmão, enquanto este foi governador. Em 1541 acompanhou-o na expedição de Goa ao Mar Vermelho, uma armada de 75 velas com o objectivo de queimar as naus turcas em Suez, em que tomou parte honrosa.

No entanto, o reino da Etiópia estava sob ameaça dos muçulmanos e, acudindo ao apelo do Imperador Cristão da Etiópia, os portugueses intervieram militarmente enviando para isso uma expedição de 400 homens bem armados, equipados com arcabuzes e artilharia montada em carros.

Foi esta a resposta portuguesa aos pedidos de auxílio do Imperador Cláudio, atacado por forças islâmicas provenientes da área da actual Eritreia, que lhe ocupavam já grande parte do seu reino. Após o desembarque em Massáuá, a hoste portuguesa internou-se em território abissínio e defronta, por duas vezes, sem outros apoios, os exércitos de Ahmad al Ghazi, que derrota nas batalhas de Amba Sanayt e dos campos de Iarte. Contudo, inexplicavelmente, Cristóvão da Gama não faz a junção com o grosso das tropas abexins, enquanto o adversário recebeu reforços turcos, em arcabuzeiros e artilharia de campo, retirando-lhe assim a vantagem tecnológica de que dispunha inicialmente. A Batalha de Ofla, em Agosto de 1542, foi um desastre para a expedição portuguesa; pese embora a coragem demonstrada, o número avassalador dos inimigos, agora reforçado por turcos bem armados, levou a melhor, tendo Cristóvão da Gama sido capturado e posteriormente decapitado, pelo próprio Ahmad al Ghazi.

A obra “Historia das cousas que o mui esforçado capitão Dom Cristóvão da Gama fez nos reinos do Preste João com quatrocentos portugueses que consigo levou” (1564), de Miguel de Castanhoso, relata este episódio.

Entretanto, aproveitando este período, o Imperador Cláudio reconstituiu o seu exército e, reforçado com os cerca de 100 portugueses sobreviventes, defronta as forças islâmicas em princípios de 1543, obtendo uma estrondosa vitória. Terá sido mesmo um arcabuzeiro português quem conseguiu abater o chefe inimigo, o que naturalmente produziu um efeito psicológico negativo no exército oponente que, batido, se põe em fuga.

As consequências desta pouco conhecida intervenção portuguesa são muito importantes, pois permitiram a manutenção do Império Etíope, de religião cristã, que então se encontrava à beira da derrota e, possivelmente, do desaparecimento.

Foi o início da derrocada do Império africano, que nunca chegara a existir. No ano seguinte, o rei mandou abandonar Safim, que tinha sido um dos pilares fundamentais da tentativa marroquina e chegou a ser sede de um bispado. Em 1549 saímos de Arzila e em 1550 de Alcácer-Ceguer. Estes abandonos resultavam da necessidade de concentrar no Oriente todos os recursos A área da nossa influência continuava ali a crescer. De Malaca partiu-se para a exploração económica dos portos chineses; em 1557 foi-nos reconhecida a posse pacífica de Macau, que, até aos fins do século XVII, serviria como o principal entreposto de comércio da China com os mercados da Índia e ponto de partida dos portugueses para as ilhas do Japão.

Fontes: Wikipedia, História de Portugal e Revista da Marinha

Os 260 anos da morte de Johann Sebastian Bach

Do Musica Aeterna de passado sábado, dedicado a assinalar a passagem do ducentésimo sexagésimo aniversário da morte do genial compositor seis e setecentista, está disponível o podcast

“Para Botticelli”, nos 500 anos da sua morte

Para Botticelli

Pressinto que o mundo cresce de teus dedos
quando num clarão mortal se rasgam asas
e faces lívidas de anjos
choram suas raízes arrancadas do chão.

Quando o vento grita em teus cabelos
que não é o mar a seara que se ondula.

Quando um perfil destrói em si a noite
e o teu peito,
onde límpida era a sua côr.

Quando uma árvore frutifica a sua solidão
e se ilumina
com um súbito canto
ou um vulto quase irreal de ser tão breve.

Quando, de olhos sangrentos,
sentes nitidamente o anoitecer
e exausto abandonas a cabeça a mãos ausentes:
náufrago de veias que prolongam a terra,
transfigurado no rosto
onde a manhã te anuncia o seu regresso.

in Silabário, de José Bento

‘Abendmusiken’, de Dietrich Buxtehude (II)

Dietrich Buxtehude, organista e compositor que se supõe ter nascido em 1637, representa, a par de Heinrich Schütz (1585-1672), o expoente máximo do barroco alemão no século XVII. O seu estilo influenciou inúmeros compositores, entre os quais Johann Sebastian Bach. Morreu neste dia 9 de Maio, em 1707.

A primeira parte desta Abendmusiken – Benedicam Dominum BuxWV 113 (música nocturna) está nesta publicação.

Alessandro Scarlatti

Alessandro Scarlatti lived between the years 1660-1725, and during that time wrote in all the major forms of the day. Although he was most famous for his operas and vocal compositions, he wrote some very fine keyboard music in the later years of his life. Domenico Scarlatti’s keyboard music is more widely known, but the La Folia variations feature thirty pieces on the La Folia theme. They are elaborate and beautiful, and well worth listening to. They may have been written for one of Scarlatti’s patrons, Cardinal Ottoboni, who possessed a harpsichord with a complete bottom octave and three sets of strings.

The La Folia theme is named after a fifteenth century dance of Portugal, that later moved to Spain. “Folia” means “insane” and the dance was so named because it was accompanied by wild singing, and the dancing was done as if the dancers were out of their minds. During the late seventeenth century, composers began writing variations on the La Folia theme, which had developed over a long period of time from various sources of the dance. It was a very popular type of composition for seventeenth century guitarists as well as keyboardists, and many great composers wrote pieces of this genre. J.S. Bach, Corelli, and Vivaldi all wrote La Folia variations. The theme for Scarlatti’s La Folia variations first appeared in an “air des hautbois” of Jean Baptiste Lully.

© All Music Guide

150º Aniversário do “Tratado de Paz entre Portugal e o Japão”

Após prolongada presença portuguesa, inicialmente no sul e centro do Japão (de 1543 a 1639), as relações diplomáticas entre os dois países foram formalmente estabelecidas pelo Tratado de Paz, Amizade e Comércio, assinado em 1860, pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão. Embaixada de Portugal no Japão

A partir de hoje e para ir acompanhando, O Vento nas Velas colocará em rede as memórias dos aventureiros e dos missionários de há quatro séculos no país do Sol Nascente.

Em Outubro de 2010, o CHAM promove o Colóquio As relações luso-nipónicas (1860-2010).

Entre os muitos tesouros que o Museu Nacional de Arte Antiga encerra, encontra-se uma rara série de biombos Nambam (que narram as actividades religiosas e comerciais dos portugueses no Japão) e um frasco, ambos pertencentes ao Período Momoyama, finais do século XVI.


Alexandre Herculano e o Ensino Público

No dia em que se comemora o bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano, reuni nesta página alguns artigos publicados na imprensa e textos em blogs.
Neste post reproduzo o capítulo dedicado à análise do pensamento de Herculano sobre o Ensino Público, in “História do Pensamento Filosófico Português”, sob a direcção de Pedro Calafate e coordenação de Manuel Cândido Pimentel – Volume IV, O Século XIX, Tomo 2, pp.45-57.


A educação do período liberal conhece, pois, a importância dos ideais da «escola única». Daí a importância atribuída ao ensino primário, sendo que um dos intelectuais portugueses que mais sublinhou a importância deste grau inicial de ensino foi precisamente Alexandre Herculano, empenhado que estava na transformação do súbdito em cidadão, partindo dos instrumentos jurídicos já enunciados na Carta Constitucional de 1826, bem como no princípio constitucional de 1820 que afirmava o dever que a todos os cidadãos assiste de serem «justos e bons».

Na realidade, no célebre opúsculo significativamente intitulado «Instrução Pública» (1833), Herculano não deixa de elogiar a dinâmica instaurada na Europa pela Revolução Francesa, que, a despeito dos seus «desmandos», contribui, segundo refere, para a aceitação geral do princípio de que «a república deve dar aos cidadãos um instrução geral», elogiando, por isso mesmo, a Carta Constitucional, que consagra, como vimos, o mesmo princípio.

Fora com efeito a constituição francesa de 4 de Setembro de 1791 que avançara com a obrigatoriedade para o Estado francês de «criar e organizar uma instrução pública comum a todos os cidadãos e gratuita naquela parte que é indispensável a todos os homens». Foi este o ideal fundamental da chamada «escola única», também veiculado por Alexandre Herculano, na medida em que se identificava com a tese da criação de uma escola pública comum a todos os cidadãos, num quadro de universalidade e obrigatoriedade.

O núcleo do pensamento de Alexandre Herculano no domínio da educação volta-se para a concepção desta não apenas como um direito do indivíduo feito cidadão mas sobretudo como um direito da sociedade. Por isso, equaciona a instrução primária simultaneamente como garantia pública e como garantia individual, referindo-se-lhe, então, como «garantia mista».

No primeiro caso, enquanto garantia pública ou geral, a instrução primária era encarada em três vectores complementares, de natureza política, moral e económica: primeiro, como assegurando a espontaneidade e a independência do elemento capital dos governos representativos, ou seja, a eleição e a vitalidade do poder municipal, contra as tentativas centralizadoras do poder central, aspecto em que Herculano revela o seu acentuado municipalismo de feição romântica; segundo, como agente moralizador do país, diminuindo a necessidade de leis excepcionais, aspecto que considerava dever ser assegurado pelo ensino básico da religião, maugrado o seu conhecido anticlericalismo, e, finalmente, num contexto essencialmente pragmático, na medida em que a difusão e o alargamento da instrução pública favoreceria o acréscimo da indústria, aumentando a riqueza e promovendo o engrandecimento da nação.

Já como garantia individual, a educação básica, de vertente universal, «realiza o direito que tem qualquer cidadão de aperfeiçoar o seu entendimento, não só para se ajudar desse aperfeiçoamento no género de indústria a que se dedica mas também para poder avaliar o estado das coisas públicas, os actos e as opiniões dos que governam, erguendo-se assim, de feito, à dignidade de homem livre».(1)

Nesta caracterização, Herculano dava expressão a uma das traves mestras do seu pensamento, na medida em que sempre viu na essências das associações humanas, em todas as épocas e em todas as nações, a acção de um princípio fundamental: o sentimento inato da dignidade e da liberdade pessoal, conjugado com o princípio da desigualdade acidental entre os indivíduos. Por isso, condenava a monarquia centralizadora e o absolutismo dos reis por por contrariarem e ofenderem o princípio da dignidade individual, como condenava também o socialismo, por assentar, no seu parecer, na tese de uma quimérica igualdade entre os indivíduos. A solução ideal estaria no estudo das instituições medievais, mormente do municipalismo, a fim de as harmonizar com «a ilustração do século«.

Assim, o seu combate visava harmonizar a instrução, entendida como direito universal, com a vitalidade da vida política, sendo deveras interessantes as suas considerações a este respeito. De facto, Herculano sempre se apresentou como «liberal ferrenho», sendo, no entanto, bem conhecidas as suas diatribes contra a «democracia».

Urge por isso distinguir no seu pensamento, os dois conceitos: a democracia de que se não mostrou partidário, era o regime que implicava o conceito de soberania popular, a qual apenas poderia ser aceite se todos os indivíduos em Portugal estivessem em condições de exercer o voto num quadro de probidade e independência.
Não era isso que sucedia no seu tempo. Para que esse sistema representativo pudesse funcionar, seria mister que a cultura e a vida política fossem levadas a todas as extremidades do corpo nacional, transformando-se a instrução não apenas num direito já consignado mas num facto real.

Ora, é fora de dúvida que Herculano tinha – a despeito da defesa do princípio da universalidade da instrução pública – uma concepção elitista da sociedade, alicerçada no princípio da desigualdade social (não da desigualdade civil, que ofenderia o princípio da dignidade humana), concebendo, por isso, que «a ideia de pátria concebem-na as classes superiores, cujos horizontes intelectuais são mais vastos, e entre as quais a faculdade de generalização se desenvolve desde a meninice (…). São elas que constituem o laço desses diversos patriotismos locais, que lhes dão unidade, que sem os destruir os organizam, para estribar sobre eles o sentimento geral de nacionalidade».

Sobre este pano de fundo da igualdade essencial e civil e da desigualdade acidental dos indivíduos, a instrução pública surge-lhe como um «dever da sociedade e direito do indivíduo», mas, simultaneamente, como «dever do indivíduo e direito da sociedade», isto é, a instrução pública não é apenas um direito do cidadão, porque a educação é também uma garantia social, não é apenas um benefício do cidadão, mas também uma utilidade pública.

Desta dupla vertente da instrução pública deriva a sua consideração em dois níveis: uma instrução geral elementar obrigatória para todos; uma instrução geral superior facultada a todos e, por isso, não obrigatória. A primeira cumpriria a vertente do homem considerado como cidadão e membro da República; a segunda a vertente do homem considerado como indivíduo, à semelhança do que sucedia na Prússia, a qual estabelecera um ensino primário elementar e um ensino primário superior, este último sob a designação de «bürgerschulen» ou escolas burguesas, compreendendo ambos os níveis as mesmas matérias, mas em escala e graus de profundidade diferentes.

O primeiro nível assegura e garante fins principalmente sociais; já o segundo assegura fins principalmente individuais; o primeiro, repetimos, é obrigatório para todos; o segundo é facultado a todos, realizando-se assim o princípio da desigualdade a que acima fizemos referência, sem obstruir o princípio da igualdade civil.

O primeiro grau da instrução pública compreenderia a leitura, a escrita, os rudimentos da matemática e o catecismo religioso (no qual via a «moralidade possível» para a infância); o segundo compreenderia e extensão do ensino da escrita ao estudo aprofundado da gramática; a história e a geografia pátrias; a aritmética completa, a geometria, os rudimentos da física, da química e da botânica.

No entanto, ambos os fins se harmonizam, porque a instrução nas escolas primárias superiores habilita o indivíduo a desempenhar superiormente os seus deveres públicos numa escala ascendente; ao passo que a instrução elementar habilita todos os cidadãos a participar no elemento capital dos governos representativos, ou seja, na eleição dos seus representantes, ao mesmo tempo que favorecia o desenvolvimento da actividade económica do país.

Num esclarecedor juízo de valor a propósito da tese de Herculano de que o ler, escrever e contar, associados ao catecismo religioso, bastariam para fornecer as bases de uma educação cívica, valerá a pena ler as palavras do filósofo da educação que analisaremos no ponto imediatamente a seguir. Diz, com efeito, Francisco Adolfo Coelho: «Não se compreende até facilmente como é que um tal homem pensasse um momento que semelhante ensino bastasse para “habilitar os indivíduos para desempenharem as obrigações que lhes há-de impor a sociedade, como cidadãos de um país livre”.» (2)

Sucede, porém, como propõe de resto o mesmo Adolfo Coelho, que uma apreciação do pensamento de Herculano sobre a educação não pode esquecer que se tratava de um espírito essencialmente «prático», num país de vasto analfabetismo. A sua preocupação tinha uma componente política fundamental: o predomínio de alguns, quase nunca os melhores, cujo poder dependia ou se alimentava do despotismo e da ignorância das multidões votantes, a que chamava «a populaça».

Vésperas da Beata Virgem de Claudio Monteverdi

O próximo Musica Aeterna transmite, em ante-estreia mundial, as “Vésperas” de Monteverdi, produzidas de acordo com a técnica quinhentista e seiscentista do “cantar lontano” (cantar à distância), interpretadas pelo grupo “Cantar Lontano” de Marco Mencoboni, que actuou na Sé Patriarcal de Lisboa a 18 de Dezembro de 2008.

A efeméride dos 400 anos da primeira apresentação pública das Vésperas da Beata Virgem de Claudio Monteverdi, efectuada, por ocasião da festa da Anunciação e em honra das filhas do duque Francesco Gonzaga, na Basílica de Santa Bárbara, em Mântua, no dia 25 de Março de 1610. A transmissão integral deste verdadeiro monumento e, bem assim, de peças especificamente concebidas para a Semana Santa, que amanhã tem o seu início, da autoria dos contemporâneos Marc’Antonio Ingegneri, Emilio de’Cavalieri e Johann Rosenmüller. João Chambers

João Chambers, Lisbon musicologist, proposed us to give a preview of our version of Monteverdi’s Blessed Virgin Vesper for the portuguese public. Portuguese state radio Antena 2 will broadcast a world premiere on March 27th, 2010 giving a taste of the upcoming cd inside the program Musica Aeterna, devoted to early music. The transmission can be heard in streaming on the web connecting to this link.

O Codonauta tem na sua página do Youtube uma selecção notável das “Vésperas“, gravada em 1989 na Basílica de São Marcos, Veneza – The Monteverdi Choir | The London Oratory Junior Choir | The English Baroque Soloists | John Eliot Gardiner