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Primavera, de Giuseppe Arcimboldo

Sem perder as referências do Classicismo, o Maneirismo reflectia as inquietações próprias de qualquer transição.
À beleza clássica, sem alma, sucedeu a espiritualidade, povoada pelo fantástico e pelo onírico, cheios de movimento. A proporção geométrica das representações clássicas foi-se esbatendo e as obras ganhavam espacialidade, proporcionando abordagens mais subjectivas.
Os retratos de Giuseppe Arcimboldo eram divertidas e surpreendentes composições de frutas e vegetais.

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Giuseppe Arcimboldo - Primavera, 1573 (Museu do Louvre)

Faz-me o favor…

De não dizer absolutamente nada!

Altamente

Up, a 10ª produção da Pixar (realização de Pete Docter) e a primeira a utilizar tecnologia 3D em longas metragens, terá antestreia mundial na cerimónia de abertura do Festival de Cannes, a 13 de Maio.

Carl Fredrickse, um simpático velhote,  prende milhares de balões à sua casa para uma viagem à descoberta da América do Sul. 

Max Ernst

Max Ernst (02-04-1891 / 01-04-1976) ainda estudou filosofia, mas cedo abandonou a universidade para se dedicar às artes. Em 1911 conheceu August Macke e aderiu ao Movimento Rheinische Expressionisten em Bona. Em 1913 conheceu Apollinaire e o casal Delaunay e mudou-se para Paris. No início da década de 20, envolveu-se no Movimento Surrealista com Paul Eluard e André Breton. Em 1926 colaborou com Miró… mais

Este Beijo é associado a uma obra renascentista de Leonardo da Vinci, Madonna and Child with St Anne and the Young St John.

Max Ernst – The Kiss (Le Baiser), 1927. Peggy Guggenheim Collection.

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Leonardo da Vinci – Madonna and Child with St Anne and the Young St John, 1507-1508

Museu do Côa

Enquanto não é divulgada a data de inauguração do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa (atenção ao calendário, sr ministro da cultura, as eleições estão aí à porta), a esforçada equipa do PAVC vai puxando pela imaginação para atrair visitantes.
Duas notas ainda, para as obras em fase de acabamentos e para o lançamento do novo livro de António Martinho BaptistaO paradigma perdido: o Vale do Côa e a arte paleolítica de ar livre em Portugal.

 

antonio-martinho-baptista

Condutor de Domingo

The Limp Twins – Sunday Driver

Black & White

Gosto da música dos The Raveonettes e, particularmente, deste magnífico vídeo!
Mas o que gosto mesmo… é de Black & White! 🙂

Dêem-lhe ideias… dêem…!

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Alfredo e as mulheres

Depois de juntar Scarlett Johansson e Penelope Cruz em Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen conta já para o seu novo projecto com Josh Brolin, Anthony Hopkins, Freida Pinto, Naomi Watts e… Nicole Kidman?!

É a minha mente distorcida, ou este tipo está a refinar?

Monstros e Portentos

aldrovandi_p337Os monstros não desaparecem com os mirabilia medievais, mas regressam no mundo moderno, embora o façam de outra forma e com outra função. Desde a Idade Média, tinha-se discutido sobre a diferença entre dois tipos de monstruosidade, os portentos e os monstros. Os portentos eram eventos prodigiosos e espantosos, mas naturais.
Muitos autores procuraram explicar as suas causas, como Ambroise Paré  (Des Monstres et  Prodiges, 1573), embora sem conseguirem evitar vê-los como premonições de acontecimentos fora do comum.
Desde os primeiros séculos medievais se tem afirmado que os portentos não deveriam considerar-se contra-natura mas sim contra a natureza conhecida.
Os verdadeiros monstros não eram pois humanos, mas indivíduos nascidos de progenitores da mesma raça e permitidos por Deus, enquanto sinais de uma linguagem alegórica. Os Descobrimentos dariam também a conhecer outros mundos, habitados por criaturas estranhas, indivíduos portentosos descobertos pelos exploradores e viajantes como  Gaspar Schott (Phisica Curiosa, 1662)  ou Ulisses Aldrovandi (Monstrorum Historia, 1658).

 

lycosthenes_p538Em 25 de Março de 1561, morria Conrad Lycosthenes, humanista e enciclopedista, autor do célebre Prodigiorum ac ostentorum chronicon, de 1557

 

 

 
Para quem tiver curiosidade, recomendo vivamente uma vista a este livro virtual, profusamente ilustrado com imagens do século XVI.

 

A partir da História do Feio, por Umberto Eco

variações sobre o mesmo tema

Sobre a proposta de visita para esta semana a uma das obras de referência do MNAA, a peça Renascentista Deposição no Túmulo de Cristóvão Figueiredo (1520-30), vale a pena exercitar o olhar sobre diferentes abordagens pictóricas deste tema por parte de dois Mestres do Barroco, CaravaggioRubens (1602)

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Cristovão de Figueiredo - Deposição no Túmulo

Se existiu um significativo momento de “classicismo” e de intensa religiosidade humanista na história da pintura portuguesa da primeira metade do século XVI é aqui que podemos encontrá-lo. Executada na década de 1520-30 para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, esta pintura associa a uma solene e pungente concepção do episódio bíblico, dois excepcionais retratos de personagens contemporâneos. A análise da obra e da figura do pintor, Cristóvão de Figueiredo, estarão a cargo de Adelaide Lopes e José Alberto Seabra, técnicos do Museu.


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Rubens - The Deposition, 1602

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Caravaggio - The Entombment, 1602-03