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Escola Primária Nº 2

Foi na Escola Primária nº 2, na Rua das Gaivotas ao Conde Barão, que fiz a instrução primária, com a saudosa Dona Isaura. Foi neste recreio que brinquei durante dois anos. Segundo li, O edifício seiscentista, de seu nome Palácio Alarcão, onde “Se encontra instalada a Escola Primária Central Nº 2 (com entrada pelo nº 8), o Sindicato único dos Professores, criado depois do 25 de Abril (com entrada pelo nº 6 era a sede da “Liga Nacional 28 de Maio”, do Coronel Santos Pedroso) e os Serviços Administrativos do Clube Nacional de Natação (porta nº 2), tudo da Rua das Gaivotas. Com frente para o Conde Barão, os velhos estabelecimentos comerciais, “Cutelaria Salgueiros”, “Casa dos Parafusos”, (com curiosa frente de azulejos) e a “casa do Chumbo”. Segundo registos do final de 2008, Uma firma de fixações, parafusos e outros metais chamada Pecol está no Palácio Alarcão, onde aluga duas fracções, Uma por 57,07 euros e outra por 62 euros.

Para tristeza minha, o estado actual é este:


Le Désastre ou la Guerre

«Le Désastre ou la Guerre» de 1942, é uma das minhas maiores paixões na obra de Maria Helena Vieira da Silva. Em cada visita, perco a noção do tempo de contemplação da mole humana que carrega o sofrimento do terror da guerra, num fascinante exercício de poesia abstracta vertida em tela. A obra foi realizada no Rio de Janeiro (1941-1947), para onde havia emigrado com Arpad, fugindo à guerra.

Vieira da Silva - "Le désastre ou La guerre", 1942 (Col. Centre Georges Pompidou)

«Mas a pintura é tão terrível, eu trabalho com muita dificuldade, muito lentamente, com muita frequência me sinto desencorajada. Então, releio o seu artigo às escondidas e a coragem regressa.»

Correspondência de 1943, entre Maria Helena e o amigo Torres-García, que havia elogiado o quadro «Le Désastre ou la Guerre» (1942) num artigo publicado na Revista Alfar.

Achilles no seio das filhas de Lycomedes

Sabendo que seu filho teria como destino a morte certa, caso fosse combater na Guerra de Tróia, Thetis, uma ninfa do mar, disfarçou Achilles de mulher e confiou-o à guarda do Rei Lycomedes em cujo palácio, na ilha de Skyros, ele viveu com as filhas do rei.
Odysseus e outros comandantes gregos foram então enviados em busca de Achilles; Habilmente, colocaram inúmeros presentes diante das princesas, como jóias, vestes elegantes e, entre eles, uma espada.
Quando uma trompa se fez ouvir, Achilles agarrou a espada instintivamente, acabando por trair a sua identidade.

Gérard de Lairesse (1641-1711) - "Achilles descoberto no meio das filhas de Lycomedes", cerca de 1685

Postcrossing

Desde muito pequena que a princesa pede que lhe tragam postais, o que é uma excelente forma de viajar por um preço simpático. 🙂 Agora descobriu o Postcrossing, que tem, como o nome sugere, a finalidade de trocar postais, mas escritos pela mão de quem os envia. A coisa funciona mais ou menos assim:

Após o registo no site, solicita-se um endereço (obtido de forma aleatória) que contém dados sobre os interesses do destinatário, um perfeito desconhecido; Escreve-se qualquer coisa sobre o tema do postal ou conta-se uma história e, finalmente, é só ir até ao marco de correio mais próximo. Quando o destinatário receber o postal, deve registá-lo no site; Por sua vez, recebe um endereço, de novo aleatório, para envio de um postal. Todos os postais, quer os recebidos, quer os enviados, são visualizáveis no mapa da conta de cada utilizador, bem como os destinos e distâncias.

Embora o conceito seja semelhante ao do Bookcrossing, no Postcrossing não há reencaminhamento. 😉

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Rendez Vous

Jarre recorded the album Rendez-Vous after NASA and the city of Houston asked him to do a concert to simultaneously celebrate NASA’s 25th anniversary and Houston’s 150th anniversary.
Astronaut Ronald McNair was to play the saxophone part of “Rendez-Vous” while in orbit on board the space shuttle Challenger. It was to have been the first piece of music recorded in space. It never took place because
Challenger exploded during lift-off in 1986. The album was dedicated to the seven Challenger astronauts. Via.

Jan Hus

Durante o Grande Cisma do Ocidente (1378-1417), período durante o qual a Igreja Católica se dividiu em duas facções, uma fiel ao Papa Gregório XII de Roma, outra ao Papa Bento XIII, eleito pelos Cardeais de Avignon, tiveram lugar dois Concílios Ecuménico da Igreja Católica; O primeiro, em 1409, ocorreu em Pisa, na Toscânia, elegeu o Papa Alexandre V, que acentuou ainda mais a divisão no interior da Igreja, ao não ser reconhecido pelos outros dois. O Cisma prolongou-se durante os oito anos seguintes até que, em Konstanz, no sul da Alemanha, o 16º Concílio  (1414-1418) teve lugar, precisamente para pôr fim ao Cisma, com a eleição, em 1417, do Papa Martinho V.

No início do século XV, quer a Universidade de Praga quer a hierarquia da Igreja eram dominadas pelos alemães, interessados no status quo, o que viria a gerar sentimentos nacionalistas entre os checos. Consequência das disputas, em 1409 os alemães perderam a influência que detinham e, com a protecção do  Rei Venceslau (Václav), Jan Hus foi nomeado Reitor, o que aumentou ainda mais as tensões com a Igreja, culminando em 1412 nos confrontos entre protestantes checos e católicos alemães e ao êxodo de milhares de docentes e alunos, que viriam a estar na formação da Universidade de Leipzig, na Alemanha.

Monumento a Jan Hus, na Staroměstské Náměstí – Praça da Cidade Velha, Praga

Em 1414, Jan Hus (1369?-1415), seguidor da Reforma Protestante iniciada por John Wycliffe (1320?-1384) foi convocado ao Concílio e acusado de heresia, por reconhecer unicamente a autoridade da consciência que derivava da Bíblia,  em detrimento da autoridade da Igreja, expressa através dos Tribunais da Inquisição; Ao defender o voto de pobreza e ao mesmo tempo condenar o património dos Cardeais, Jan Hus tentava aproximar a Igreja do povo, pregando na sua língua natal, o checo, e não em latim, como determinava a Igreja. As teses de Jan Hus encontravam eco na maior parte da população e enfrentavam a essência dos poderes eclesiástico e feudal, gerando profundas tensões sociais. Jan Hus não só não renegou como reafirmou a sua doutrina perante o Concílio, o que levaria, a 6 de julho de 1415, à sua execução na fogueira.
A figura de mártir tornou Jan Hus num herói e por isso hoje é Feriado Nacional na República Checa.

Diebold Schilling the Older, Spiezer Chronik (1485): Burning of Jan Hus at the stake

Impromptus – Maria João Pires

“Estamos habituados a julgar os outros por nós próprios,
e se os absolvemos complacentemente dos nossos defeitos,
condenamo-los com severidade por não terem as nossas qualidades.”

Honoré de Balzac

De Amadeo a Paula Rego, 50 Anos de Arte Portuguesa (1910-1960)

María Jesús Ávila escreveu em 2005, no âmbito da Exposição “DE 1850 AOS PRIMEIROS MODERNISMOS”, o texto que a seguir se reproduz, como que antecipando a Exposição “De Amadeo a Paula Rego, 50 Anos de Arte Portuguesa (1910-1960)”, inaugurada anteontem no MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MUSEU DO CHIADO.
Maria João Caetano publicou ontem no DN um Especial dedicado à Exposição, que inclui uma entrevista ao Director do MNAC, Pedro LapaEsta página foi elaborada a partir do Programa da Exposição.

Os Modernismos, iniciados com grande esforço e empenho nos anos 10 do séc. XX, por serem iniciadores haveriam de se debater, ao longo das três primeiras décadas, entre memoráveis momentos de euforia e possibilidade de futuro e momentos de perigoso reaccionarismo, como era natural num meio em que ainda dominavam estruturas sociais e culturais próprias do séc. XIX.Amadeo de Souza-Cardoso - Cabeça, c.1913
As rupturas não existiram, só lentas transformações não estruturais, que esqueceram durante anos os logros de alguns, deixaram outros pelo caminho e noutros ainda provocaram viragens conservadoras. Situação que a mudança política ocorrida em 1926 e, em especial, a definição de uma “Política do Espírito” por António Ferro e a criação do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) em 1935, irá favorecer. Após o parêntese que constituem Amadeo de Souza-Cardoso e o surto futurista da década de 10, confuso teoricamente e reduzido, nas artes plásticas, aos breves exemplos que representam a Cabeça de Santa Rita e as experiências órficas de Eduardo Viana, os anos 20, embora abalados por um certo desânimo generalizado, haviam de conhecer alguns importantes episódios de activismo, edição de publicações e realização de obras. A renovação formal, tímida, processa-se através de referências à organização volumétrica de Cezánne, ao Picasso classicista e, na escultura, a Rodin. Encontra em José de Almada Negreiros, Eduardo Viana, Dordio Gomes, Carlos Botelho, Abel Manta, Francisco Franco, Diogo de Macedo e Ernesto Canto da Maia, algumas das suas melhores expressões. Na década seguinte, esta vertente dará lugar a um novo academismo, o de uma “equilibrada” expressão moderna, que haveria de conferir às artes plásticas portuguesas um carácter atemporal. Daqui destacar-se-ão pontualmente, e em percursos muito individualizados, o expressionismo de Mário Eloy, Júlio, Alvarez e Hein Semke, as experiências dimensionais e surrealistas de António Pedro e, em especial, as conquistas espaciais que, em Paris, Vieira da Silva desenvolve.

Ciclo ‘In Memoriam Vasco Granja’

FELIX THE CAT WOOS WHOOPEE
De Otto Messmer – Estados Unidos, 1930 – 7 min. – Não Legendado
Na Cinemateca –  hoje às 19:00h.

A CHAIRY TALE
De Norman McLaren e Claude Jutra – Canadá, 1957 – 10 min. – Não Legendado
Na Cinemateca – hoje às 19:00h.

Idomeneo por René Jacobs

A mais recente versão da opera dramática preferida de MozartIdomeneo, chega-nos através da Harmonia Mundi, que tem um mini-site exclusivamente dedicado a esta obra, dirigida por René Jacobs.
Solistas: Richard Croft (Idomeneo); Bernarda Fink (Idamante); Sunhae Im (Ilia); Alexandrina Pendatchanska (Elettra); Keneth Tarver (Arbace); Nicolas Rivenq (Gran Sacerdote); Luca Tittoto (La Voce).
A caixa contém 3 cds, um livro e um dvd filmado em Dezembro de 2008 em Paris (Salle pleyel) e Wuppertal, Alemanha (Immanuelskirche).
O making-off está disponível neste canal do YouTube: partes 12345