Archive for the ‘ Cinema ’ Category

In Memoriam – Nicholas Ray [7 Agosto 1911 – 16 Junho 1979]

Homenagem a Nicholas Ray [7 Agosto 1911 – 16 Junho 1979]
Martin Scorsese apresenta uma introdução ao western ‘Johnny Guitar’, de 1954.


ECOS, DESCENDÊNCIAS E PROLONGAMENTOS
Os filmes de Nicholas Ray despertaram paixões e ele próprio, a sua figura, pelo seu percurso, pelo seu carisma, despertou paixões. Muitos cineastas (europeus, sobretudo) o citaram expressamente. Houve mesmo quem fosse ao encontro dele, caso do consagrado Wim Wenders, que o filmou por duas vezes. E em vários, de Jarmusch a Godard, de Fassbinder a Almodóvar, a influência de Ray fez-se sentir de variadas maneiras, mais declarada ou mais sub-repticiamente, enquanto homenagem directa ou enquanto inspiração longínqua.
in Retrospectiva 2011 na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.


Peter O’Toole, O Último Dandy

Peter O’Toole [Connemara, 2 Agosto 1932 — Londres, 14 Dezembro 2013], imortalizado por David Lean, que lhe proporcionou a oportunidade de interpretar T.E. Lawrence em ‘Lawrence da Arábia'(1962), teve em ‘O Último Imperador'(1987) de Bernardo Bertolucci o último papel de relevo no cinema como Reginald Johnston, tutor do jovem Imperador.

Jack Torrance faz parte do Hotel Overlook

Jack Torrance aparece numa fotografia tirada em 4 Julho 1921 durante uma Festa no Overlook Hotel. Stanley Kubrick explica que Jack é uma reencarnação de algum hóspede ou de alguém do staff do Hotel…

Ciao Bella!

Laura Antonelli [28 Nov 1941 – 22 Jun 2015]

David Bowie – ‘Space Oddity’: 50º Aniversário

No início de 1969, o produtor Tony Visconti pediu a Rick Wakeman, ainda com 19 anos, para ir a Londres tocar o seu Mellotron no novo single de David Bowie, ‘Space Oddity’. Bowie havia completado 22 anos em Janeiro, quando, a 2 de Fevereiro, gravaram a primeira versão de estúdio. A versão de álbum foi gravada a 20 de Junho e lançado como single a 11 de Julho.
Porém, estava em curso outra odisseia no espaço e o mundo assitiria, a 20 de Julho, à alunagem do Eagle e aos primeiros passos de Neil Amstrong na Lua.
E se Stanley Kubrick não tivesse realizado 2001: Odisseia no Espaço em 1968, tudo isto continuaria ligado?
Como nota de rodapé: em 1971, Rick Wakeman voltou a colaborar com David Bowie em ‘Life on Mars’ e quando este o convidou para se juntar à Banda, Wakeman disse que tinha acabado de receber o convite para se juntar aos YES. O resto é música.

Inside Out

Toy Story (1995), Finding Nemo (2003), WALL-E (2008), Up (2009), Inside Out (2015) e Coco (2017).


Da minha lista de filmes favoritos da Pixar, apenas Toy Story não venceu o Óscar de Melhor Filme de Animação porque esta categoria só foi introduzida no ano de 2001.
Em Inside Out, que estreou neste dia 19 de Junho, há dois planos que, conjugados, fazem deste um filme especial: o argumento e a banda sonora, através da expressão das emoções da pequena Riley – alegria, tristeza, medo, etc., magnificamente ilustradas musicalmente por Michael Giacchino.


“João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei”

“João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei”, realizado por Manuel Mozos, será exibido a 21 de Maio de 2019 na RTP2.

Uma homenagem ao cinema a pretexto da extraordinária vida de João Bénard da Costa [7 Fev 1935 – 21 Mai 2009], director da Cinemateca Portuguesa durante 18 anos mas também actor, cinéfilo, escritor inspirado e leitor criativo. Esta é uma biografia inusual que conta a vida do homem através dos seus amores, medos e contemplações, impressas na arte da pintura, do cinema e da literatura.
Da pintura barroca à literatura de Borges, o amado diário de um homem universal.
João Bénard da Costa, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi um dos fundadores da revista “O Tempo e o Modo”. Dirigiu o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidiu à Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal. Dedicou-se à crítica e ao ensaio, tendo participado como actor em vários filmes, grande parte dos quais de Manoel de Oliveira (vídeos I e II).
Pelo trabalho à frente da Cinemateca Portuguesa, de que era director desde 1991, foi condecorado com a medalha de mérito cultural. Via RTP2

“Raul de Caldevilla – Vida e Obra”, na Sociedade Nacional de Belas Artes e na Cinemateca

A Exposição “Raul de Caldevilla – Cartazes de Sonho” apresenta uma colecção de posters publicitários e de cinema do realizador, argumentista, publicitário, produtor e distribuidor, que nasceu no Porto em 1877 e morreu em 1951. Organizada pela Academia Portuguesa de Cinema, poderá ser visitada entre 23 de Janeiro e 12 de Fevereiro na Sociedade Nacional de Belas Artes.

Paralelamente, a Cinemateca Portuguesa dedica um pequeno ciclo a Raul Caldevilla, uma das figuras mais importantes e originais dos primórdios do cinema português.

Mr. Griffith na Cinemateca

Decorre até final de Janeiro na Cinemateca um ciclo «sobre o cinema do medo, do grande quase abstrato medo que faz o espectador sentir-se sozinho, mesmo se a sala de cinema estiver cheia de gente», com uma selecção que atravessa todo o século XX.
De D.W. Griffith [22 Janeiro 1875 – 23 Julho 1948], pai fundador da sétima arte, que nos deixou The Birth of a Nation e Intolerance, respectivamente de 1915 e 1916, estão agendadas projecções nos dias 30 e 31 de An Unseen Enemy de 1912, o filme de estreia das irmãs Lillian Gish [1893-1993] e Dorothy Gish [1898-1968].

Posters de ‘Metropolis’

O poster mais conhecido da obra-prima Metropolis de Fritz Lang [1890-1976] foi concebido pelo artista gráfico e ilustrador Heinz Schulz-Neudamm [1899-1969] para a Produtora e Distribuidora alemã UFA, que estreou o filme em Berlim a 10 de Janeiro de 1927.

Poster para Metropolis (92,7 x 205 cm),  por Heinz Schulz-Neudamm.  Berlim, 1926

Para o lançamento do filme em França, que viria a ocorrer em Outubro desse mesmo ano, a ACE – L’Alliance Cinématographique Européenne, encomendou o material promocional ao designer russo Boris Bilinsky [1900-1948]. São dele os posters que se seguem:

Poster para Metropolis (240 x 320 cm),  por Boris Bilinsky.  Paris, 1927

Poster para Metropolis (160x 240cm),  por Boris Bilinsky.  Paris, 1927

Poster para Metropolis (240x 320cm),  por Boris Bilinsky.  Paris, 1927