Piano Bar

Mais um acontecimento em perspectiva:
Patricia Barber, um dos expoentes do jazz vocal feminino contemporâneo ( sugere a voz de Diana Krall, porém – como dizer – mais íntegra e sedutora, tem concerto agendado para o Centro Cultural de Belém, a 23 de Janeiro próximo.. (já não falta muito!)

Para saber mais sobre Patricia Barber, aqui e aqui.


De Verse, 2002 – Blue Note, destaco I Could Eat Your Words, Regular Pleasures e If I Were Blue.


Do álbum Nightclub, 2000 – Blue Note, Bye Bye Blackbird..
Bom, este disco é para ouvir de enfiada!

Maria sejas louvada

Minotaure caressant du Mufle la Main d’une Dormeuse, 1933
Minotaure caressant du Mufle la Main d'une Dormeuse, 1933

Maria sejas louvada
Como és tão apertada
Uma virgindade assim
É coisa demais p’ra mim.
Seja como for o sémen
Sempre o derramo expedito:
Ao fim dum tempo infinito
Muito antes do amen.

Maria sejas louvada
Tua virgindade encruada
‘Inda me pões fora de mim.
Porque és tão fiel assim?

Por que devo eu, que dialho
Só porque esperaste tanto
Logo eu, o teu encanto
Em vez doutro ter trabalho?

Poema de Bertolt Brecht, gravura de Pablo Picasso

Woah


Eu sei que isto não fica bem no curriculum de ninguém.
E dar por mim a cantarolar

I’ll take you to the candy shop
I’ll let you lick the lollypop
Go ‘head girl, don’t you stop
Keep going ‘til you hit the spot (woah)

se, por um lado, serve de atenuante o facto ir na condição de pai, é também um sinal preocupante.
Hip Hop no Atlântico, com 50 Cent e Boss AC na primeira parte? Woah!

Le Petit Prince – Antoine de Saint-Exupery

Chapitre XVIII

Le petit prince traversa le désert et ne rencontra qu’une fleur. Une fleur à trois pétales, une fleur de rien du tout…

-Bonjour, dit le petit prince.

-Bonjour, dit la fleur.

-Où sont les homes? demanda poliment le petit prince.

La fleur, un jour, avait vu passer une caravane:

-Les hommes? Il en existe, je crois, six ou sept. Je les ai aperçus il y a des années. Mais on ne sait jamais où les trouver. Le vent les promène. Ils manquent de racines, ça les gêne beaucoup.

-Adieu, fit le petit prince.

-Adieu, dit la fleur.

Sinais

Autárquicas 2005 – Sondagem Lisboa

Reminder

Como já havia feito referência, a World Press Photo começa hoje!

E porque hoje é sexta-feira*, três sugestões de leitura:

Noite Americana (via À Deriva), Inimigo Público e – já agora – Boião de “Cultura”.

* Desculpa roubar-te a ideia para o título. Posso pagar em género.. feminino?

Reminder

Assistir ao debate, com a presença de António Borges.

Descobertas científicas

Descodifico-te..
Gene a gene..
até saber de cor
o número de cromossomas.

Manipulo-te geneticamente,
– em ambiente controlado –
sem consequências
a longo prazo.

Evidentemente.

Toma os comprimidos, António..

gota a gota, no culto do vinho


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É a solução para a rega das vinhas, em anos de seca como este. Com a produtividade mais baixa dos últimos cinco anos, as vindimas estão a dar boa fruta, com muita côr, concentrada – certamente teremos grandes vinhos (dificilmente excepcionais, como em 2004) – mas em quantidade insuficiente para assegurar a sustentabilidade de muitas quintas, que passam por alguma aflição.
Esperemos que, apesar das dificuldades, não caiam na tentação de trazer mosto de Espanha para aumentar a produção!
Protejam as nossas uvas, se faz favor. A perda de qualidade seria uma pena!


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Nesta curva – onde o Côa encontra o Douro – existe uma ponte ferroviária seguida de um apeadeiro, desactivado há alguns anos.
É para este local de excepção que está projectado o futuro Museu Arqueológico do Vale do Côa, disse-nos a guia quando fizemos o percurso da Penascosa, com temperaturas superiores a 40 graus!

Bacchus, de Caravaggio

O característico tratamento da luz, salientada de forma dramática no claro-escuro da obra de Caravaggio (1573-1610) combina em Bacchus (c.1596), uma realidade simultaneamente estranha e intensamente penetrante.

Caravaggio - Bacchus, c.1596

No período das suas produções em Roma – para onde partiu em 1592 – em que trabalhou sob mecenato, Caravaggio utilizava frequentemente adolescentes nos seus temas.

Caravaggio - Bacchus, c.1596 - detalhe

Este Baco surge, não como deus antigo – na altura traço característico do Maneirismo – mas como uma figura efeminada, de feições algo rudes e olhar pouco expressivo, que nos oferece vinho segurando a taça com as unhas sujas, numa clara expressão do Realismo.

Caravaggio - Bacchus, c.1596 - detalhe

O fundo escuro, parte integrante do trabalho de Caravaggio, é aqui entendido como forma de espiritualidade associada ao culto do vinho.