Para que não esqueçamos

Isto de estar (mal) habituado a ter tudo à mão só porque se vive na capital do império…
Este ano, quem quiser ver a World Press Photo, tem até domingo para ir a Portimão. Hélàs!

A foto vencedora deste ano é do repórter fotográfico norte-americano Spencer Platt que, num artigo publicado na Visão da semana passada, nos deixa alguns tópicos para reflexão.

Qualquer boa foto deve contar uma história e ser universalmente compreendida pelas várias culturas. Platt chama a atenção para a dificuldade de – nos dias de hoje – as imagens fazerem as pessoas pensar; Não só pela facilidade com que hoje se faz um boneco, como também para a introdução do vídeo nos trabalhos de foto-reportagem.
E que devemos manter e alimentar a curiosidade pelo mundo.
Eu acrescentaria, a esperança na humanidade…

por falar em música* …

É curioso que, precisamente um ano depois de publicar um post sobre o Jazz em Agosto na Gulbenkian, o deste ano tenha o mesmo tema.
Deve-se ao destaque dado a Coleman no suplemento Ípsilon do Público de hoje, que teve o efeito de uma descarga eléctrica: não tinha bilhete. Mas isso é passado.


Ornette Coleman, saxofonista alto, gravou no princípio da sua carreira um álbum intitulado «The Shape of Jazz To Come». Correndo o risco de parecer uma manifestação de arrogância juvenil – Coleman tinha apenas 29 anos nessa altura – este título acabou, na verdade, por se revelar profético. Coleman é o criador do conceito musical «harmolodic», uma forma musical que pode igualmente ser vista como uma filosofia de vida. A riqueza da harmolodics advém da interacção única que ocorre entre os músicos.

Rompendo as barreiras de rítmos rígidos e de expectativas convencionais, harmónicas ou estruturais, os músicos harmolódicos improvisam juntos, dando origem ao que Coleman chama «improvisação composicional», enquanto se mantêm, invariavelmente, em sintonia com a fluência, o sentido e as necessidades dos seus parceiros. (…). Ornette descreve-o como: «Retirar ao som o sistema de castas.» A um nível mais abrangente, harmolodics proporciona o balanço entre a liberdade de se estar como se quer, desde que se ouça os outros, e se trabalhe com eles no desenvolvimento de uma harmonia própria e individual.

Pela sua visão fundamental e inovação, Coleman foi alvo de tributos que incluem o MacArthur «Genius» Award, a admissão à Academia Americana das Artes e das Letras, o doutoramento honoris causa pela Universidade da Pensilvânia, a Letter of Distinction do American Music Center e o Prémio das Artes do Governador do Estado de Nova Iorque. No entanto, o caminho para este seu reconhecimento universal nem sempre foi ameno.

Nascido a 9 de Março de 1930 em Fort Worth, Texas, num período de grande segregação, o seu pai morreu quando Coleman tinha apenas sete anos. A sua mãe, costureira de profissão, trabalhou muito para poder comprar a Coleman o seu primeiro saxofone quando este tinha 14 anos de idade. Tendo aprendido sozinho a tocar de ouvido a partir de um livro prático de piano, Coleman ficou à vontade com o instrumento e começou a tocar com bandas locais de rhythm & blues.

Coleman sabia que não estava só na sua busca de uma sonoridade que expressasse a realidade tal como ele a percepcionava. As competitivas sessões que aludiam ao bebop tinham que ver apenas com auto-expressão na sua forma mais elevada. «Eu podia tocar e soar, nota-a-nota, como Charlie Parker, mas estava apenas a tocar pela técnica. Tentei então perceber para onde devia ir a partir daqui», afirmou Coleman. Los Angeles provou ser o laboratório daquilo que veio a chamar-se jazz. Aí, começaram a juntar-se em torno de Coleman um grupo de músicos que viriam a ter grande expressão na sua vida: um trompetista adolescente e esguio chamado Don Cherry, e Charlie Haden, um contrabaixista de ar angélico com um estilo contemplativo e firme. Os bateristas Ed Blackwell e Billy Higgins também se juntaram aos intensos e exploratórios ensaios, durante os quais Coleman ia refinando o seu vocabulário num saxofone de plástico, apesar da falta de actuações ao vivo. No entanto, e por simples persistência, a criatividade de Coleman atraía admiradores.

Red Mitchell, baixista de bebop e antigo associado de Cherry, levou o saxofonista a Lester Koenig da Contemporary Records com a intenção original de lhe vender alguns dos seus trabalhos. Apercebendo-se das dificuldades que os músicos sentiam ao tocar a música, Koenig perguntou a Coleman se ele era capaz de tocar as melodias. Este encontro fez com que Coleman gravasse o seu primeiro álbum «Something Else» em 1958.

A energia e electricidade que se foi gerando em torno de Ornette e dos seus músicos «explodiu» durante a legendária temporada em que Coleman tocou no clube de jazz Five Spot em Nova Iorque, em Novembro de 1959. Os rumores a propósito da abordagem não convencional do jovem texano, instigaram zunzuns antes dos espectáculos e, enquanto as duas semanas previstas inicialmente se transformavam num programa seguido de seis semanas, o revolucionário quarteto de Coleman tornou-se o acontecimento a não perder da temporada.

E no entanto, conforme Robert Palmer, escritor e associado de Coleman de longa data, refere nas suas notas da colectânea dos Atlantic years intitulada «Beauty Is A Rare Thing» (Rhino/Atlantic), «O ouvinte dos dias de hoje muito provavelmente ouvirá estas peças como trabalhos bem concebidos, e soberbamente alcançados em sede própria, e voltará a interrogar-se quanto às razões da controvérsia que geraram na altura.»

Coleman depressa iniciou estudos de trompete e violino, expandindo a sua sempre prolífica composição a trabalhos para quartetos de cordas, quintetos de sopro e peças sinfónicas. Escreveu a sinfonia «Skies of America» com um subsídio da Fundação Guggenheim, partiu para Marrocos em 1973 para trabalhar com os Master Musicians of Jajouka nas suas terras na montanha, e também visitou aldeias na Nigéria. Imediatamente após o seu regresso, as criações de Coleman reflectiam um novo som, um impacte harmolódico frontal, uma secção rítmica dobrada de percussão e baixo eléctrico, denominado Prime Time.

Em 1982, Coleman aceitou uma encomenda para refazer Skies of America para a Fort Worth Symphony e para compor uma peça de câmara, ambos os trabalhos para a abertura de Caravan of Dreams em Setembro de 1983. Os seus primeiros álbuns decorrentes desses eventos, Live at the Caravan e Prime Time/Prime Design (para Buckminster Fuller) foram lançados em 1984. O filme Ornette: Made In America, baseado no seu regresso a Fort Worth, foi estreado em 1985, assim como In All Languages.

A colaboração de Coleman com o guitarrista de jazz-rock Pat Metheny começou em finais de 1985, dando origem a «Song X», a uma digressão e a um novo público. Ornette alcançou um reconhecimento público mais alargado em finais dos anos 80 por ter tocado e gravado com os Grateful Dead e com Jerry Garcia, o seu hippy e virtuoso guitarrista. A afeição e o respeito que Coleman e o já falecido Garcia tinham um pelo outro ficou registada nas sessões «Virgin Beauty» gravadas em 1988 (CBS/Portrait).

Esta nova autonomia assinalou a temporada em que Coleman começou a ganhar sucessivos prémios pelas suas contínuas aventuras musicais. Criou a etiqueta Harmolodic e associou-se à Polygram Francesa. No decurso da década, a Harmolodic lançou uma série de trabalhos entre os quais «Tone Dialing», o primeiro, no qual um prelúdio de Bach é apresentado harmolodicamente.

Civilization 1997, um evento com a duração de quatro noites, teve lugar no Lincoln Center, no Avery Fisher Hall. Começou com uma apresentação de duas noites da Filarmónica de Nova Iorque, dirigida por Kurt Masur, em conjunto com Prime Time. O acontecimento mais esperado destas quatro noites foi talvez a primeira actuação do Quarteto Original em Nova Iorque, no espaço de duas décadas, com material inteiramente novo. Ouvir a fusão familiar e sempre estimulante da música de Coleman, Haden e Higgins era uma experiência emocional para muitos espectadores, que sentiram na profunda empatia dos músicos uma medida das suas próprias vidas e o cumprimento dos sonhos que tiveram quando ouviram o Quarteto quebrar concepções de música pela primeira vez. Um dos mais importantes tributos americanos, o MacArthur Foundation «genius» Grant, foi atribuído a Coleman em 1994 e, em 2004, foi galardoado com o prestigiante Dorothy and Lillian Gish Prize, um dos mais importantes prémios atribuídos no domínio das artes. Na generalidade, as actuações de Coleman, mais do que simples concertos, eram agora grandes acontecimentos multimédia que, simultaneamente, influenciavam e se reflectiam na comunidade das cidades que o recebiam, acontecimentos estes que tinham lugar durante várias noites em lugares importantes.

Em 2007, Coleman recebeu um dos prémios «2007 Grammy Lifetime Achievement Award». Em paralelo com este fantástico reconhecimento, o álbum Sound Grammar foi nomeado para um Grammy para «Melhor Álbum Instrumental de Jazz por um Indivíduo ou Grupo». Para além disso, em princípios de 2007, recebeu ainda outras distinções, tais como, o «Living Legend Award» em Washington, a «Texas Medal of the Arts» e, mais recentemente, o Prémio Pulitzer de Música, por Sound Grammar.

Metafísico, filósofo e eterno estudante, Coleman continua a iludir qualquer «categorização». O seu mundo Harmolódico continua a expandir-se com os conceitos deste artista sem limites. Certo dia afirmou: «A maior parte das pessoas pensa em mim apenas como um saxofonista e um artista de jazz, mas eu quero ser considerado como um compositor capaz de transcender todas as fronteiras.»

fonte:
Jazz em Agosto | Biografias
http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz/

* a analogia ao post anterior não pretende induzir à sua leitura, embora a validade se mantenha

Tu és a minha música. A maior e a mais bela de todas.

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Gravura “O Violoncelista” de Amedeo Modigliani
poema de Eugénio de Andrade

E porque hoje é Quinta…

Depois de alguma intermitência nas escapadelas, à de hoje não há como fugir.
Paulo Curado, já aqui referido, é um dos nomes importantes da cena jazz, não só pelo impressionante currículo enquanto instrumentista e compositor, como também porque esta coisa da improvisação no jazz tem muito que se lhe diga, e ele tem muito para contar…

Esta noite constituirá porventura um dos pontos altos destas sessões de verão na Cafetaria do CCB.

Fall of the Damned

Com visita guiada por Anísio Franco e José Alberto Seabra Carvalho, que nos oferecem uma descida ao Inferno, tema tão caro à administração desta casa…
Hoje às 18:00, no Museu Nacional de Arte Antiga

Inferno - autor desconhecido, c.1510-20 - Óleo sobre madeira de carvalho - Proveniência conventual desconhecida

É a mais antiga representação autónoma do Inferno na pintura portuguesa. Obra misteriosa e inquietante, a sua iconografia incorpora, pelo menos, dois aspectos inovadores no contexto da arte portuguesa do início do século XVI. Por um lado, a evidência na representação da nudez feminina, bem exemplificada nos três corpos dependurados que devem simbolizar a Vaidade e a Soberba, ou no impositivo casal enlaçado que no primeiro plano, à direita, personifica a Luxúria. Por outro lado, o modo como se figura o entronizado regente desta infernal morada, um Lúcifer de rosto oculto por máscara, ceptro em forma de trompa e envergando toucado e fato de coloridas plumas, vestimenta que tem suscitado a hipótese de se tratar de um atributo de identidade ameríndia ou mesmo brasileira (o que possivelmente significaria encarar o recém-descoberto indígena sul-americano não como um “bom selvagem” mas como uma personificação do Mal).

A pintura recorre a um reportório medieval de referências teológicas cristãs, propondo uma imagem do Inferno como inventário de torturas incessantes, lugar de suplício e condenação eterna dos que incorrem nos Pecados Capitais, sem distinção do seu estado ou condição social. Para além dos já indicados, identificam-se ainda, do lado esquerdo da composição, as penas infligidas pela Avareza (o avarento é obrigado a engolir moedas, cruzados portugueses do reinado de D. Manuel) e as que respeitam à Gula, réprobo a quem um diabo, com aspecto de bode, obriga a ingerir vinho vertido de um odre em forma de porco. O exacto sentido moralizante de outros suplícios, na sua provável relação com os sete pecados capitais, é, porém, mais dubitativa. Assim sucede com um motivo central da representação, um grande caldeirão onde penam cinco pecadores, dois deles tonsurados, prefigurando possivelmente a Inveja. Neste caldeirão, que replica a forma circular da “boca” do inferno por onde caem os condenados, destaca-se um frade franciscano que parece aceitar melancolicamente o suplício, o único que nesta concentrada e tumultuosa composição surge indiferente ao diabólico vórtice, de trevas e chamas, que o rodeia.

A pintura só está documentada a partir de meados do século XIX, no acervo da Academia de Belas Artes de Lisboa proveniente da extinção dos conventos de frades, em 1834.

Luz Boa – Green Line

Aqui se instalou o único teatro de ópera em Portugal, feira de vaidades da alta e média burguesia novecentista.

Lune, de Bruno Peinado, ‘cai’ neste espaço ortogonal, limpo, quase asséptico, de evidente importância para a imagem política cultural, pela forma como discretamente se localiza no centro institucional de Lisboa.

A presença improvável de um astro poisado, nota surreal que é visão da própria rebeldia da Arte, que vence uma distância impossível num gesto simples: um balão insuflado, iluminado do interior, repousa provocadoramente nas imediações da “Grande Ópera”.

Ao fundo, os Armazéns do Chiado, que marcaram o espírito do comércio da Baixa durante todo o séc. XX. Se os Armazéns desapareceram na sequência de um incêndio de origem duvidosa, e ressurgiram como extraordinária operação de renovação urbana diariamente visitada por dezenas de milhares de pessoas, Luzboa reforça a imagem daquela fachada histórica, ponto de fuga da Rua Garrett…

excertos do texto publicado aqui.

Luz Boa – Green Line

Aqui se instalou o único teatro de ópera em Portugal, feira de vaidades da alta e média burguesia novecentista.

Lune, de Bruno Peinado, ‘cai’ neste espaço ortogonal, limpo, quase asséptico, de evidente importância para a imagem política cultural, pela forma como discretamente se localiza no centro institucional de Lisboa.

A presença improvável de um astro poisado, nota surreal que é visão da própria rebeldia da Arte, que vence uma distância impossível num gesto simples: um balão insuflado, iluminado do interior, repousa provocadoramente nas imediações da “Grande Ópera”.

Ao fundo, os Armazéns do Chiado, que marcaram o espírito do comércio da Baixa durante todo o séc. XX. Se os Armazéns desapareceram na sequência de um incêndio de origem duvidosa, e ressurgiram como extraordinária operação de renovação urbana diariamente visitada por dezenas de milhares de pessoas, Luzboa reforça a imagem daquela fachada histórica, ponto de fuga da Rua Garrett…

excertos do texto publicado aqui.

desperdício de almas

O Príncipe de Montparnasse morreu novo, cedo para ser reconhecido como um dos grandes talentos da pintura no início do século XX. Apesar da vida de boémio (como se fosse possível viver de outra forma, no antro de deboche que era Montparnasse naquele tempo!) deve ter encontrado na pintura a felicidade que a vida lhe recusou. Acontece a muito boa gente.

Amadeo Modigliani (1884-1920) inspirou-se nos Mestres Botticelli, Correggio e Giorgione para criar o seu próprio estilo, “a muda aceitação da vida” – os rostos ovais, os pescoços alongados – quase caricaturais-, impregnados de uma sensualidade raramente obtida pela nudez.

Quando em 1906 se mudou para Paris, integrou-se no movimento avant-garde, onde se cruzavam artistas como Picasso, Brancusi, Mondrian e Braque.

Muitas das mulheres retratadas por Modi eram suas amantes, ou paixões, como a poetisa russa Anna Akhmatova, a escritora britânica Beatrice Hastings, por quem Modigliani teve uma atracção platónica e a estudante de arte Jeanne Hébuterne (retratada nestas duas imagens), que se suicidou no dia seguinte à morte de Modigliani.

Arcade Fire, o melhor concerto do Festival

Peço desculpa pela violação e pela má qualidade do áudio.
Circulam no YouTube alguns melhorzinhos…

A surpresa do primeiro dia foram os Stone Sour, muito consistentes ao vivo. Satriani, ao contrário do que li nesta crítica idiota, foi fantástico na interacção com o público e muito competente, como se esperava. De Metallica, gostei relativamente, pois o alinhamento não me pareceu muito feliz. Também, dificilmente em Portugal eles poderão voltar a fazer um concerto tão bom como o de 1993 em Alvalade. Apesar disso, Metallica são a melhor banda de Heavy e o resto é conversa. Não soube muito bem foi ter levado um pontapé nos tintins no meio do mosh, mas também ninguém me obrigou a meter-me naquele granel…
Desculpa lá, miúda! Pode ter sido o melhor concerto da tua ainda curta vida, mas os Arcade foram os reis do Festival, mai nada!

No segundo dia, os Magic Numbers foram entretidos, os Bloc Party (sem surpresa) puseram o pessoal aos pulos e finalmente a oportunidade de ver a melhor banda da actualidade: Os canadianos Arcade Fire são um prodígio!

Ao terceiro dia conheci Maximo Park e os ressuscitados e cheios de energia The Jesus & Mary Chain. A fechar, os LCD Soundsystem, que personificam a body music, num grande concerto!

No último dia, TV On The Radio, Scissor Sisters (bah!), Interpol (finalmente a oportunidade de ver uma banda de que tanto gosto) e, para acabar em festa, Underworld – voltem rapidamente que a rapaziada agradece.

Simplex


Como é fácil de imaginar, quando os serviços de emergência médica intervêm em acidentes e tentam contactar alguém próximo das vítimas, é difícil saberem a quem.

A solução reside em cada um de nós incluir na agenda do telemóvel o contacto da pessoa a contactar em caso de urgência.

O nome internacional é ICE (= In Case of emergency). Com este número inscreveremos a pessoa com a qual deverão contactar os bombeiros, polícias, INEM, protecção civil…
Quando houver várias opções poderemos assinalá-las como ICE1, ICE2, ICE3, etc.