Gotan Project em Lisboa
Duas horas de Gotan Project Live, num requintado espectáculo de som e imagem. Ouvimos, nomeadamente, «Santa Maria (Del Buen Ayre)», «Queremos Paz», «Vuelvo al Sur», «Una Música Brutal»… Muy caliente 🙂
Duas horas de Gotan Project Live, num requintado espectáculo de som e imagem. Ouvimos, nomeadamente, «Santa Maria (Del Buen Ayre)», «Queremos Paz», «Vuelvo al Sur», «Una Música Brutal»… Muy caliente 🙂
Gotan Project Live, hoje no Campo Pequeno
Campo Pequeno recebe, em Dezembro, uma das bandas mais interessantes e surpreendentes dos últimos anos, os inventores do “cibertango”, para um espectáculo único e especial.
Se fosse possível eleger um único responsável pela aproximação do público às sua raízes culturais, um nome surgiria quase unânime ? Gotan Project.
La Revancha del Tango, o primeiro disco, conquistou a Argentina e o mundo, com um improvável casamento entre o tango e a música electrónica alterando a face do tango argentino.
Com mais de um milhão de cópias vendidas e de espectáculos sempre com lotações esgotadíssimas um pouco por todo o mundo, os Gotan Project apresentaram em 2006 o seu último álbum Lunático. Este segundo trabalho do grupo formado por Phillipe Cohen, Cristoph Müller e Eduardo Makaroff deu seguimento à fusão do tango com as sonoridades da música electrónica, jazz, hip-hop e chill-out.
Os portugueses têm a oportunidade única de ver um espectáculo de alta qualidade estética e sonora. Música e espectáculo capaz de conquistar todos os amantes do tango mais autênticos, eternizando o bandoneon argentino de Piazzolla, assim com os adeptos da electrónica mais inventiva.
Definitivamente o tango não deu ainda a sua última palavra…
Já sei que vou ser acusado de herege, que para falar dos Yes só se for sobre o Relayer e Going for the One… mas tenho andado com esta música na cabeça… e nervoso miudinho, também, enquanto não tenho o disco de volta! DEMORA MUITO?! 🙂
Ludwig van Beethoven nasceu neste dia, em 1770; Ainda esta semana, a 20, passam 26 anos sobre a morte de Artur Rubinstein, um dos grandes pianistas do século passado.
Não sendo Rubinstein um dos maiores executantes de Beethoven, servem as datas de pretexto para ver e ouvir o primeiro movimento do Concerto para piano No. 3 e homenagear ambos.
Para assinalar a data, a Trem Azul Jazz Store promove um concerto-festa de aniversário em que poderemos assistir a uma actuação do violinista com um ensemble de 15 elementos que executará um “jogo de improvisação” da autoria de Rui Eduardo Paes, crítico de música e editor da revista jazz.pt. Constituem-no David Alves, Ulrich Mitzlaff, Miguel Mira, Miguel Leiria Pereira, Hernâni Faustino, Rodrigo Amado, Paulo Curado, Abdul Moimême, Bruno Parrinha, João Pedro Viegas, Nuno Rebelo, Emídio Buchinho, Ricardo Freitas, Carlos Santos e Miguel Cabral, que entre si formarão diversos subgrupos. Entrada livre.

Num ano particularmente rico da sua actividade em território português, com a edição pela Clean Feed de “Spectrum String Trio” e a presença em quatro grandes festivais, designadamente Jazz ao Centro (ZFP Quartet), Dias da Música em Belém (Spectrum String Trio), Música Portuguesa Hoje (em trio com John Butcher e Gunter Muller) e Isto é Jazz? (duo com Pascal Contet), assim se homenageia um músico que foi pioneiro desde finais da década de 1960 nas áreas do free jazz, da improvisação e do experimentalismo em Portugal, muito depressa se constituindo como uma das mais importantes figuras da música criativa no mundo.
Antes da visita orientada ao Presépio, houve concerto na Igreja. O Coro de meninos do CMML cantou músicas de Natal; Seguiram-se David Assunção Alves com uma peça de Frits Kreisler para violino e mais dois quartetos, um de clarinetes e outro de violinos.
Uma das curiosidades sobre o Presépio reside na estrutra das figuras. Somente a Sagrada Família é composta por figuras cheias; As restantes são ocas e não têm costas. Percebe-se! Fazer esculturas maciças em barro torná-las-ia demasiado pesadas e partiriam.
Quatro anos depois de ter estado exposta em Viena, mais propriamente na Galeria Albertina, a obra S. Jerónimo, do pintor alemão Albrecht Dürer (Nuremberga, 1471-1528), voltou a ser retirada do primeiro piso do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa. Desta vez, o destino da pintura, um óleo sobre madeira de carvalho datado de 1521, foi o Museu Boijmans van Beuningen, em Roterdão, que solicitou ao MNAA o quadro de Dürer para o integrar na exposição Imagens de Erasmus.
Em contrapartida, o museu nacional propôs uma permuta e pediu “uma boa peça da colecção” pertencente à instituição holandesa, contou ao PÚBLICO o director do MNAA, Paulo Henriques. A resposta agradou sobremaneira à direcção do museu lisboeta: o Boijmans van Beuningen expedia para Lisboa o Titus sentado à secretária (1655), de Rembrandt (1606-1669), uma das obras-primas do pintor, nunca exposta em Portugal.
Atendendo à elevada importância de S. Jerónimo – é a única pintura de Dürer no país (a Fundação Gulbenkian possui alguns desenhos), está classificada como tesouro nacional e o MNAA aponta-a como uma das “dez obras de referência” do museu -, Paulo Henriques pediu ainda desenhos e gravuras de Rembrandt, o que permitiu organizar a exposição que se inaugura no dia 16, numa das salas do MNAA. O quadro Titus sentado à secretária (retrato a óleo do filho do pintor) estará acompanhado por mais oito obras: desenhos de Saskia (mulher de Rembrandt), de Titus e da mãe do pintor; e ainda duas gravuras (uma anunciação do nascimento de Jesus e uma adoração dos pastores). Esta exposição com trabalhos de Rembrandt, inédita na história do MNAA, ficará até 8 de Fevereiro, data em que encerra também Imagens de Erasmus, em Roterdão. Refira-se ainda que somente a Fundação Gulbenkian possui, na sua colecção, duas obras do pintor holandês. O Museu de Arte Antiga tem, segundo o seu director, uma gravura e desenhos cuja atribuição a Rembrandt não está confirmada.

Albrecht Dürer – Heiliger Hieronymus, 1521
Dürer pintou S. Jerónimo em Antuérpia, em Março de 1521. Escreveu então no seu diário: “Pintei cuidadosamente S. Jerónimo e ofereci-o a Rui de Portugal.” O painel – único quadro religioso que pintou – foi exibido na capela privada do diplomata de Antuérpia e mais tarde trazido para Portugal.
A figura do santo é baseado num desenho de um velho homem barbudo. No desenho, inscreveu Dürer: “O homem tinha 93 anos e era ainda saudável e forte.” O crânio na pintura que Dürer também tinha esboçado separadamente (Graphische Sammlung Albertina, Viena), provavelmente era provavelmente o “pequeno crânio” que tinha adquirido anteriormente em Colónia.
Nesta obra, S. Jerónimo exibe as características enrugadas do velho de 93 anos e repousa a mão direita na cabeça em pose comtemplativa. Com o dedo da mão esquerda, toca suavemente o crâneo, símbolo da perenidade da vida. O crânio é simbolicamente colocado entre a Bíblia aberta e o tinteiro, numa alusão ao tradutor do Livro Sagrado. O velho S. Jerónimo olha angustiadamente para fora do quadro.

Rembrandt – Titus sentado à secretária, 1655
Filho de Rembrandt e Saskia Uylenburgh, Titus nasceu em 1641. Após a morte prematura de sua mãe, Titus foi entregue aos cuidados de Geertge Dircx e mais tarde de Hendrickje Stoffels que, após a falência de Rembrandt, criou com Titus um negócio de arte de modo a liquidar as dívidas do pai, de quem recebeu formação artística. Morreu em 1668, um ano antes da morte de Rembrandt.
A figura de Titus aparece em várias pinturas de Rembrandt: quer como monge, quer vestindo um traje elegante com boina ecorrente de ouro.
Nesta obra, é visto como aluno sentado à escrivaninha, divagando sobre o seu trabalho. Com a mão direita, segura a caneta de pena com que escreve e, com a esquerda, o porta-canetas e o tinteiro. Os braços e os documentos são fruto de pinceladas únicas e na escrivaninha vemos as marcas da espátula de Rembrandt.
A saída temporária do S. Jerónimo foi sujeita à autorização prévia do Ministério da Cultura, tal como a lei estabelece na expedição de bens nacionais. Mas o seu estatuto de “peça central” do MNAA exigiu “muita ponderação”, notou Henriques. “A ponderação do empréstimo foi muito bem feita e teve em conta a altíssima qualidade da exposição do Boijmans van Beuningen”, disse, apontando ainda que o óleo se encontra em “excelentes condições”. “Não tem quaisquer problemas de conservação”, assegurou. A estas circunstâncias favoráveis acresceu o “grande empenho” da embaixada dos Países Baixos em Lisboa, que permitiu que a permuta fosse concretizada “sem encargos financeiros” para o MNAA.
O empréstimo do quadro (foi oferecido por Dürer, ainda em 1521, ao diplomata português em Antuérpia Rui Fernandes de Almada, tendo sido comprado pelo Estado em 1880) não é inédito. Mas a sua saída temporária já foi proibida, há três anos. Em 2004 esteve patente numa mostra dedicada a Dürer em Viena, na Galeria Albertina, juntamente com os quatro desenhos preparatórios de S. Jerónimo. Contudo, um ano depois, quando o Museu do Prado, em Madrid, organizou uma exposição dedicada ao artista, inédita na Península Ibérica (57 desenhos e 29 gravuras) e solicitou ao MNAA o quadro, o Estado recusou o empréstimo. “Não passou por mim”, disse Henriques, referindo que, na altura, era Dalila Rodrigues quem dirigia o museu.
fonte: Público
O Eugene Hütz pode não cantar pevide, mas que importa?
A música que estes novos trovadores nos trazem é mais do que suficiente para dançar e pular durante a noite inteira.
O som do celular é pouco menos que sofrível, mas ainda assim, vale pelo registo 🙂
Houve festa brava no Campo pequeno!

"Mas a paisagem move-se por dentro e por fora. Encaminha-se do dia para a noite, vai de estação para estação, respira é vulnerável" - Herberto Hélder

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