O «sistema» é o povo, estúpido!
Sobre a Convenção da Nova Democracia, a notícia do Jornal Digital reflete o deserto de ideias de um movimento que nasce com os vícios dos velhos partidos da nossa jovem democracia.
Quando surge um força política que pretende ocupar o espaço de centro-direita (como o BE tem feito, e bem, no pólo oposto), deve afirmar-se descomplexadamente, dizendo claramente às pessoas que são de direita. Mas falta-lhes identidade.
Ao contrário do CDS-PP, rico em personalidades com ideias próprias sobre o papel que a direita democrática deve desempenhar no nosso sitema partidário, a liderança da Nova Democracia é acéfala.
A comparação à extrema-direita francesa feita pelo professor Marcelo faz sentido, porque não há mais à direita que eles em Portugal, e isso só por si não teria mal nenhum. O problema é que eles vêm isso como um ataque, e ainda conseguem fulanizar a questão, dizendo que é um ataque ao líder.
Manuel Monteiro tem a pretensão de assumir uma importância que de facto não tem.
A desconstrução que pretende fazer da actuação do actual governo, com o objectivo claro de atingir o PP, é confrangedora.
Manuel Monteiro definiu como meta do PND a governação do país, embora reconhecendo que «o sistema» fará tudo para que isso não aconteça.








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