30 anos de Oxygene

Já passou assim tanto tempo? Lembro-me perfeitamente do dia em que fui à RCA na Rua do Carmo comprar o álbum e correr para casa, como acontecia sempre com as novidades que me interessavam. Ainda hoje recordo o cheiro das capas e do vinil…

Sempre me impressionou a meticulosa organização dos espectáculos de Jean Michel Jarre; Brutal, imaginar um milhão de pessoas na China, em Houston, em Paris…

Tive oportunidade de o ver no concerto de Sevilha, em 1993, com o palco montado no rio. Claro que não se comparou a nenhum dos anteriores em assistência, mas a grandiosidade das produções encanta, mesmo a um não apreciador de música electrónica.

A par de Oxygene (é óbvio que irei a correr comprar a gravação comemorativa dos 30 anos, na mesma rua mas um pouco mais acima, no sítio do costume), que considero uma obra-prima, adoro tanto o Equinoxe como os famosos Concertos na China, o bizarro Zoolook como Metamorphoses. Todos os que aqui estão reproduzidos!

Palavra que ainda ontem me ocorreu fazer um post sobre Jean Michel Jarre. A entrevista de Nuno Galopim publicada hoje no Dn, serviu de mola, claro!

Como descobriu a música electrónica?

Fiz primeiro o ensino clássico, depois passei por grupos de rock. E, através de um colega de liceu entrei num grupo mais experimental ligado à televisão francesa e que era dirigido pelo Pierre Schaeffer, que foi o inventor da música concreta. Foi ele quem me ensinou que a música não era apenas feita de notas e acordes, mas também de sons. E que a diferença entre o ruído e o som musical nasce da intervenção do músico.

Essa era, contudo, uma música essencialmente experimental. A sua, depois, seguiu outro rumo…

Dez anos antes de Oxygene trabalhava nesses domínios. Fiz vários discos falhados, música de filmes, produzi artistas… Foram trabalhos práticos, mas sabia que uma outra coisa me chamava.

Como explica a mudança?

Fiz Oxygene perante uma espécie de indiferença geral. Em casa, numa cozinha transformada em estúdio caseiro, minimalista, com equipamento antigo… E já dizia para mim que, um dia, o tinha de voltar a gravar com equipamento a sério.

Daí esta nova gravação?

Precisamente. Quando a alta definição apareceu, e sob o pretexto do 30.º aniversário, senti que tinha chegado o momento.

Em meados dos anos 70, a música electrónica não experimental que se ouvia era, sobretudo, a alemã. Sentia que aquele não era o seu caminho?

A pop é uma música de partilha. Mas, na época, a música electrónica era sobretudo laboratorial. Ouvia o que acontecia, mas sugeria- -me paradoxos. O primeiro que ouvi foi Walter Carlos, que sugeriu a muitas pessoas uma ambiguidade sobre os sintetizadores. Ou seja, viam-nos como instrumentos que procuravam imitar os sons de outros. E assim se passava ao lado das verdadeiras potencialidades do instrumento… A seguir chegam os alemães, que faziam uma espécie de apologia da máquina. Usavam a música electrónica de uma forma expressionista, mecânica. Sobretudo os Kraftwerk (o que não impede que adore o que fizeram). Mas era uma música fria, robótica, desumanizada.

Procurava, antes, uma ideia de humanidade na electrónica?

Para mim aqueles eram os instrumentos mais sensuais que conhecia. Podia com eles fazer som como quem faz culinária. E procurava fazer uma música que não vivesse da repetição de acontecimentos, que não fosse automática. Em Oxygene não há sons que se repitam, não há sequenciadores.

Como numa peça sinfónica?

Mais tarde reflecti sobre essa afinidade com a música clássica. A composição de Oxygene é simples, mas longe de ingénua. Era diferente do que se fazia na música electrónica da época. E essa talvez seja uma das razões objectivas que justificam o seu sucesso. Há ali qualquer coisa na qual as pessoas se encontraram de uma forma sensual e não apenas intelectual.

Muitos associaram esta música a ambientes de ficção científica.

De facto, mas não eu. Gosto de ficção científica. Mas a minha música não a ligo ao espaço sideral. Antes ao espaço vital, ao que nos envolve. É uma música mais da biosfera que da estratosfera. Daí o facto de, ao longo dos anos, ter feito tantos trabalhos ligados a questões ambientais, com uma mensagem ecologista sem querer dar lições como outros têm feito. O artista deve passar mensagens do ponto de vista emocional e não dogmático.

Esperava o sucesso que o álbum obteve então?

De modo algum! Aquela música foi recusada por quase todas as editoras. Estávamos em tempo do punk e do disco… Não sabiam que música era aquela, sem cantor, sem single. Era um ovni para a produção da época. A minha própria mãe perguntava-me porque dei o nome de um gás a um disco… Depois do sucesso, o que era negativo virou positivo. O facto de ser francês funcionou como exotismo.

Como nasceu a sua relação com a música ao vivo em eventos ao ar livre. Outro “exotismo”?

Esta é uma música que nem é do espaço estratosférico nem da cave (como o rock). É da biosfera, do espaço público. Além disso, vivo obcecado pelo conceito do one off, do momento que não se repete.

Porque não deu ainda concertos em Portugal?

Já esteve para acontecer três vezes. Uma no Terreiro do Paço, outra na Expo, esta em Lisboa. E houve planos para o Porto. Mas nenhum se concretizou ainda. E tenho de tocar em Lisboa um dia. A luz da cidade lembra-me a de Lyon, onde nasci.

Estudos Anatómicos de Leonardo da Vinci

No último sábado fui ao Palácio de Cristal ver a Genial Exposição de um dos melhores homens que a História conheceu.

Os modelos das suas invenções em exposição merecem ser vistos atentamente, pois dão-nos uma ideia do génio de Leonardo. Dá vontade de mexer em tudo, por as engenhocas a funcionar!

Composto unicamente de reproduções de fraca qualidade e sem uma descrição para além da identificação da obras expostas, o núcleo de pintura é pobrezinho.

Alguns dos desenhos que aqui são publicados, já os tinha visto durante a Expo 98, mas a confusão era tal que não tive paciência para uma visita mais demorada.

Estudo anatómico de um ombro masculino, 1509-10
Estudo anatómico da laringe e perna, 1510
Estudo anatómico do ombro, 1510-11

Brisa de Outono

Depois de em Maio ter descoberto o prodigioso Lang Lang que, soube ontem via Mago da Lua, participa no novo trabalho de Mike Oldfield, estou encantado com a jovem violinista Sarah Chang. Os samples das Quatro Estações disponíveis aqui dão uma ideia da frescura que Sarah empresta às suas interpretações. Maravilhosa!
De Sarah Chang, que grava em exclusivo para a EMI, há mais de um mês que não encontro nada disponível no sítio do costume.. nem em Lisboa, nem no Porto… e o Natal à porta… 😉

Sarah Chang - Vivaldi - The Four Seasons - visit www.changvivaldi.com

Sarah Chang é mundialmente reconhecida como uma das artistas mais cativantes e dotadas da actualidade. Um dos mais extraordinários prodígios de sempre, é hoje uma jovem artista cujo conhecimento musical, virtuosismo e emocionalidade continuam a surpreender. Apresentando-se regularmente nos principais centros musicais da Europa, da Ásia e do continente americano, colaborou com muitas das grandes orquestras mundiais, incluindo a Filarmónica de Nova Iorque, a Orquestra de Filadélfia, a Sinfónica de Boston, a Orquestra de Cleveland, a Filarmónica de Berlim, a Filarmónica de Viena, as principais orquestras de Londres e a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão.

Sarah Chang colaborou com maestros de renome, como Daniel Barenboim, Sir Colin Davis, Charles Dutoit, Bernard Haitink, James Levine, Lorin Maazel, Kurt Masur, Zubin Mehta, Riccardo Muti, André Previn, Sir Simon Rattle, Leonard Slatkin, Michael Tilson Thomas e David Zinman. Deu recitais no Carnegie Hall, no Kennedy Center de Washington, no Orchestra Hall de Chicago, no Symphony Hall de Boston, no Barbican Centre de Londres, na Philharmonie de Berlim e no Concertgebouw de Amesterdão.

No domínio da música de câmara, Sarah Chang colaborou com destacados artistas, como Pinchas Zukerman, Wolfgang Sawallisch, Vladimir Ashkenazy, Yefim Bronfman, Martha Argerich, Leif Ove Andsnes, Stephen Kovacevich, Yo-Yo Ma, Lynn Harell, Lars Vogt e Isaac Stern. Na temporada passada actuou em sexteto na Suíça e na Itália com membros da Filarmónica de Berlim e da Orquestra do Concertgebouw, culminando numa actuação na Philharmonie de Berlim.

A presente temporada inclui uma digressão europeia com a Sinfónica de Pittsburgh e o maestro Hans Graf e uma digressão americana com a Filarmónica de Londres, sob a direcção de Kurt Masur. Apresenta-se ainda com a Orquestra do Tonhalle de Zurique, a Filarmónica de Israel e as Sinfónicas de Los Angeles, São Francisco, Houston, Milwaukee e Nova Jersey. Realiza também duas extensas digressões de recitais na Europa e nos Estados Unidos da América.

Sarah Chang grava em exclusivo para a EMI Classics. Os seus discos incluem, entre outras edições: «Fire and Ice», um álbum de pequenas peças populares para violino e orquestra, gravado com a Filarmónica de Berlim, sob a direcção de Placido Domingo; um disco de música de câmara para cordas (Sexteto de Dvorák e Souvenir de Florence de Tchaikovsky), com instrumentistas da Filarmónica de Berlim; o Concerto para Violino de Dvorák, com a Sinfónica de Londres e Sir Colin Davis; o Quinteto com Piano de Dvorák, com Leif Ove Andsnes, Alex Kerr, Georg Faust e Wolfram Christ. Gravou ainda um CD preenchido com sonatas de Ravel, Saint-Saëns e Franck, em colaboração com o pianista Lars Vogt.

De ascendência coreana, Sarah Chang nasceu em Filadélfia e começou a estudar violino aos quatro anos de idade. Aos oito anos foi ouvida em audição por Zubin Metha e Riccardo Muti, o que lhe permitiu estrear-se, em pouco tempo, com a Filarmónica de Nova Iorque e a Orquestra de Filadélfia. Estudou na Juilliard School com Dorothy DeLay.

Em 1999, Sarah Chang foi distinguida com o Prémio Avery Fischer, um dos mais prestigiantes prémio atribuídos a instrumentistas. Recebeu ainda os prémios «Jovem Artista do Ano» da revista Gramophone e o «Schallplattenpreis» da revista alemã Echo. Foi distinguida como «Newcomer of the Year» no International Classical Music Award, em Londres, e recebeu o prémio coreano «Nan Pa». Em 2004, Sarah Chang tornou-se no mais jovem artista a receber o prémio do Hollywood Bowl Hall of Fame. Em Julho de 2005 recebeu o Prémio Internacional da Accademia Musicale Chigiana.

Fonte: F.C.Gulbenkian

Felizmente há Luar…

Não vou tecer grandes considerações sobre os motivos vários que me têm afastado da bloga. Este mês, o Luminescências ultrapassou os 500.000 visitantes. Terá pouco significado para muitos blogs, para mim representa uma responsabilidade. Sei que alguns dos amigos terão já ouvido o requiem… mas não! Preciso continuar. Por mim… e pelos amigos, esses cuscos, que têm a simpatia de volta e meia vir espreitar. Gosto de partilhar as emoções, os gostos, a vida. Desculpem lá qualquer coisinha.

Vamos ao que interessa. Com um intervalo de 48 horas, duas noites que serão para recordar: Jan Garbarek dia 11 na Culturgest e Ahmad Jamal dia 13, no CCB. E o mais extraordinário é que ambos estarão presentes na edição deste ano do Guimarães Jazz. C`um camandro!!!


O músico nórdico, autor do disco que emprestou o nome a este blog será, salvo erro, a quarta vez que vejo em Portugal; O que não estava de todo nas minhas cogitações era ter o privilégio de ver ao vivo um dos meus pianistas favoritos. Sou mesmo um gajo com sorte!

lúcida transitoriedade

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlaçemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.

Ricardo Reis

Se as minhas mãos pudessem desfolhar…

 

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.
Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.
Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranquila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Yo pronuncio tu nombre
en las noches oscuras,
cuando vienen los astros
a beber en la luna
y duermen los ramajes
de las frondas ocultas.
Y yo me siento hueco de pasión y de música.
Loco reloj que canta
muertas horas antiguas.
Yo pronuncio tu nombre,
en esta noche oscura,
y tu nombre me suena
más lejano que nunca.
Más lejano que todas las estrellas
y más doliente que la mansa lluvia.
¿Te querré como entonces
alguna vez? ¿Qué culpa
tiene mi corazón?
Si la niebla se esfuma,
¿qué otra pasión me espera?
¿Será tranquila y pura?
¡¡Si mis dedos pudieran
deshojar a la luna!!

poema de Federico García Lorca

Lisbon by night

sobre o Belo e Sublime

a-fabula-de-arachne_las-hilanderas_velazquez_1657
A Fábula de Arachne (Las Hilanderas), de Diego Velazquez – 1657
A dignidade das mulheres  

Honrai as mulheres! Elas entrançam e tecem
Rosas sublimes na vida terrena,
Entrançam do amor o venturoso laço
E, através do véu casto das Graças,
Alimentam, vigilantes, o fogo eterno
De sentimentos mais belos, com mão sagrada.

Nos limites eternos da Verdade, o homem
Vagueia sem cessar, na sua rebeldia,
Impelido por pensamentos inquietos,
Precipita-se no oceano da sua fantasia.
Com avidez agarra o longe,
Seu coração jamais conhece a calma,
Incessante, em estrelas distantes,
Busca a imagem do seu sonho.

Mas, com olhares de encanto e fascínio,
As mulheres chamam a si o fugitivo,
Trazendo-o a mais avisados caminhos.
Na mais modesta cabana materna
Foram deixadas, com modos mais brandos,
As filhas fiéis da Natureza piedosa.

Adverso é o esforço do homem,
Com força desmesurada,
Sem paragem nem descanso,
Atravessa o rebelde a sua vida.
Logo destrói tudo o que alcança;
Jamais termina o seu desejo de luta.
Jamais, como cabeça da Hidra,
Eternamente cai e se renova.

Mas, felizes, entre mais calmos rumores,
Irrompem as mulheres, num instante de flores,
Propiciando zelo e cuidadoso amor,
Mais livres, no seu concertado agir,
Mais propensas que o homem à sabedoria
E ao círculo infindável da poesia.

Severo, orgulhoso, autárcico,
O peito frio do homem não conhece
Efusivo coração que a outro se ajuste,
Nem o amor, deleite dos deuses,
Das almas desconhece a permuta,
Às lágrimas não se entrega nunca,
A própria luta pela vida tempera
Com mais rudeza ainda a sua força.

Mas, como que tocada ao de leve pelo Zéfiro,
Célere, a harpa eólica estremece,
Tal é a alma sensível da mulher.
Com angustiada ternura, perante o sofrimento,
O seu seio amoroso vibra, nos seus olhos
Brilham pérolas de orvalho sublime.

Nos reinos do poder masculino,
Vence, por direito, a força,
Pela espada se impõe o cita
E escravo se torna o persa,
Esgrimem-se entre si, em fúria,
Ambições selvagens, rudes,
E a voz rouca de Éris domina,
Quando a Cárite se põe em fuga.

Porém, com modos brandos e persuasivos,
As mulheres conduzem o ceptro dos costumes,
Acalmam a discórdia que, raivosa, se inflama,
Às forças hostis que se odeiam
Ensinam a maneira de ser harmoniosa,
E reúnem o que no eterno se derrama.

Tradução de Maria do Sameiro Barroso
do original «Würde der Frauen» de Johann Christoph Friedrich von Schiller

 

impressões da World Press Photo

Per-Anders Pettersson, Suécia – Getty Images, para a Stern

3º Prémio, “Assuntos Actuais” (fotografia singular)

Esther Yandakwa ( 9 anos de idade ) fuma um cigarro enquanto as suas amigas a ajudam a pentear-se, no centro de Kinshasa, na República Democrática do Congo.
Esther não tem casa e prostitui-se.
Dezenas de milhar de pequenos refugiados, órfãos de guerra e crianças abandonadas pelas suas famílias vivem nas ruas de Kinshasa e outras áreas urbanas do país.

Jan Grarup, Dinamarca – Politiken/Newsweek


2º Prémio, “Notícias em Geral” (fotografia singular)

Em Novembro de 2006, deslocados aguardam que lhes sejam distribuidos alimentos, perto da aldeia de Habile, no Chade. Ataques por parte da Janjaweed, uma milícia árabe supostamente apoiada pelo governo sudanês, alastraram desde Darfur, no Sudão, atravessando a fronteira até ao Chade. Cavaleiros da Janjaweed incendiaram as aldeias de agricultores negros em ambos os lados da fronteira, matando e violando os seus habitantes, segundo um modelo de violência étnica que têm seguido desde 2003.

Na conflituosa região africana dos Grandes Lagos, onde os cuidados de saúde em geral enfrentam grandes desafios, os recursos psiquiátricos são particularmente raros. Os traumatizados pela guerra têm de partilhar uma mão-cheia de hospitais psiquiátricos com várias outras vítimas de problemas mentais.
O hospital psiquiátrico de Kamenge em Bujumbura, no Burundi, é o único do país que trata pessoas com traumas de guerra. Recebe financiamento da Igreja, mas os pacientes têm de contribuir com dinheiro para medicamentos e comida.

1º Prémio, “Notícias em Destaque” (fotografia singular)

Um homem lava a fuligem do rosto no local da explosão de um oleoduto em Lagos, Nigéria.
Pelo menos 260 pessoas morreram após o oleoduto perfurado se ter incendiado. A perfuração tinha sido feita por ladrões para encher tanques de petróleo para revenda, e centenas de residentes na zona tinham ido ao local para apanhar em recipientes de plástico o combustível que se derramava.
Apesar de a Nigéria ser o oitavo exportador mundial de petróleo, a maioria da população vive em pobreza extrema.

Una furtiva Lagrima – Pavarotti