Eros – Thanatos

Sempre que mato alguém, fico um bocado chateado…

Disse, há uns vinte anos, um condenado por inúmeros crimes violentos, entrevistado na Penitenciária.

Nos anos vinte, o crime passional fez escola na arte franco-alemã. Esta obra de René Magritte (1898-1967) é um dos expoentes desse período.
A sala. Numa chaise-longue, o corpo de uma mulher degolada, enquanto o cavalheiro, distinto, ouve música, para descontrair e os gendarmes cercam o espaço.
Em suspenso, característico no surrealismo.

René Magritte - L`assassin menacé, 1927

demonstração do resultado do exercício

Salmo XXVI – in “Heráclito Cristiano y Segunda Arpa a Imitación de David”, de Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645), seguido de tradução de José Bento in “Antologia da Poesia Espanhola das Origens ao Século XIX” | Gravura de José de Ribera: São Jerónimo e o Anjo, 1626

Después de tantos ratos mal gastados,
tantas obscuras noches mal dormidas;
después de tantas quejas repetidas,
tantos suspiros tristes derramados;

Después de tantos gustos mal logrados
y tantas Justas penas merecidas;
después de tantas lágrimas perdidas
y tantos pasos sin concierto dados,

Sólo se queda entre las manos mías
de un engaño tan vil conocimiento,
acompañado de esperanzas frías.

Y vengo a conocer que en el contento
del mundo, compra el Alma en tales días,
con gran trabajo, su arrepentimiento.

Depois de tantos dias esbanjados,
tantas escuras noites mal dormidas;
depois de tantas queixas repetidas,
tantos suspiros tristes derramados;

depois de tantos gozos malogrados
e tantas justas penas merecidas;
depois de tantas lágrimas perdidas,
de tantos passos sem acerto dados,

resta apenas em minhas mãos esguias
de um engano tão vil conhecimento,
acompanhado de esperanças frias.

E sei enfim que, no contentamento
do mundo, a alma compra nesses dias,
com grande esforço, seu arrependimento.

Jardim do MNAA

Este é um espaço privilegiado do Museu Nacional de Arte Antiga. As esculturas clássicas, a fonte do século XVI e as árvores centenárias fazem com que este seja um local de excelência para disfrutar da vista sobre o rio Tejo.

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Senhoras, desTAPem-se que o verão vai ser caliente!

Umas trabalhadoras decidiram participar numa campanha de promoção dos serviços da empresa onde trabalham. Acho lindamente!

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Tiveram ainda a sorte de uns senhores que são amigos do sexualmente correcto lhes promoverem a ideia.

Este episódio suscita-me a seguinte observação: Estes senhores, que dizem defender os direitos dos consumidores, pretendem unicamente regular o mercado de acordo com a moral e bons costumes em lugar de se preocuparem com os interesses e satisfação do cliente. Deviam antes assegurar que o previsível aumento de temperatura dentro dos aviões não vai exceder os limites aceitáveis para o bem estar dos passageiros.
Constato com pena que, nem sempre boas ideias como a do Ronaldo deitado num colchão a dizer que se estiver parado não rende, são seguidas de boas práticas.

Felizmente há Luar…

Da minha cegueira branca
Vejo uma imagem no negrume da noite.
Esforço-me, desinteressadamente,
por lhe dar um nome.
Todos os nomes são iguais
às imagens que vejo à noite.
Tudo é igual a nada.
Amanhece, agora. Quase me esqueço!
Como te chamas,
Imagem que não conheço?
Não me peças para lembrar,
Adormeço.

Moritz von Schwind [21 Jan 1804 – 8 Feb 1871] – ‘Adeus ao Amanhecer’, 1859

Derivado da Questão* entre a Avenida e o Rossio…

Há arraial Campo Pequeno! Pelo menos durante o fim-de-semana, o Circo de Feras promete ser grande entretenimento.





*A Câmara de Lisboa certamente deve ter uma explicação para o apagão desde a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Qualquer especialista em contas de mercearia, arranjava uma dúzia de soluções para evitar que as verbas destinada à Iluminação de Natal servissem para pagar dívidas. Que tristeza!

enquanto espero por novo transplante…

Afinal enganei-me. O Mazgani tocou a solo!
Mas direitinho ao coração. No meu, tocou e ficou. Uma pessoa simpática, com alma e uma voz poderosa. A Inês, a quem ele ofereceu um disco com assinatura, certamente irá falar sobre o assunto.

O que não correu bem foi a total falta de vergonha na cara dos responsáveis pelo espaço. A coisa devia ter início às 22:30 e o rapaz que tocou antes do Mazgani começou a tocar com mais de uma hora de atraso. Resultado: o Mazgani começou a tocar já depois da meia-noite.
Vão morrer lounge…

December Songs

Depois de apresentarem o projecto song for the new heart no Porto e em Braga, Shahryar Mazgani (voz e guitarra), o guitarrista Sérgio Mendes e o baterista Rui Luis (ambos dos Hands on Aproach) e ainda Victor Coimbra no baixo, vão estar em concerto hoje à noite no Lounge, ao Cais-do-Sodré.

Depois de os ter descoberto graças a um amigo que com eles tem trabalhado, um “ó paizinho, `bora lá”, convenceu-me. Ouçam, porque isto é bom…

Mais informação de Mazgani (que falta para termos o disco cá fora?!) e dos Hands on Aproach disponível no MySpace.
Enjoy IT!

Montra

Picássa-mos

Picasso – Danseuse et vieillard musicien IV, 1954