Os Adoradores

Giambattista Tiepolo (1696, Veneza – 1770, Madrid) colaborou com o pintor veneziano Girolamo Mengozzi Colonna no fresco da nave da igreja de Stª. Maria de Nazaré no período 1743-45, segundo uma cuidadosa preparação de estudos e modelos.

O fresco grandioso que descreve o transporte da casa santa de Loreto, quase foi destruído durante Primeira Guerra Mundial. Os poucos fragmentos restantes, como este Adoradores, são suficiente para evocar a riqueza da côr e concepção desta importante realização decorativa.

Os tons branco e prata do santuário são iluminados pelas cores deslumbrantes das peças de vestuário do nobre que observa a aparição religiosa, enquanto o servo olha curiosamente para a nave, abarrotada pela multidão.

Dia Mundial da Fotografia

enquanto captava a imagem, a tia Ana de Jesus dizia-me "que fazes, meu, filho?"

enquanto captava a imagem, a tia Ana de Jesus dizia-me "que fazes, meu filho?"

Sobre o Dia Mundial da Fotografia, deixo alguns links:

Vissi d’arte

Tentei encontrar algum vídeo da ária “Vissi d’arte“, pertencente ao 2º acto de Tosca, com Montserrat Caballe e José Carreras.

Gravada em 1976 em Covent Garden, com Sir Colin Davis a dirigir o Coro e Orquestra da Royal Opera naquela que talvez seja a mais bela Tosca de sempre, a interpretação de Montserrat Caballe é de cortar a respiração e a de José Carreras arrebatadora!

Neste vídeo de 1979 em Tóquio, a passagem ao minuto 3:10 é espantosa!

Vodpod videos no longer available.

Vissi d’arte, vissi d’amore,
non feci mai male ad anima viva!
Con man furtiva
quante miserie conobbi aiutai.
Sempre con fè sincera
la mia preghiera
ai santi tabernacoli salì.
Sempre con fè sincera
diedi fiori agl’altar.
Nell’ora del dolore
perchè, perchè, Signore,
perchè me ne rimuneri così?
Diedi gioielli della Madonna al manto,
e diedi il canto agli astri, al ciel,
che ne ridean più belli.
Nell’ora del dolor
perchè, perchè, Signor,
ah, perchè me ne rimuneri così?

Quem quiser gastar 30 euros, pode ver esta ópera a 22 de Agosto, no V Festival de Ópera de Óbidos.

Esplanadas? Não temos!

Tenho sempre reservas quando somos confrontados com decisões salomónicas, como a de demolir as Esplanadas da Avenida! Desde os anos oitenta, usufrui de todas elas, mesmo que o serviço fosse sempre sofrível.

Esplanadas na Avenida da Liberdade? Para o ano...

Tudo tem o seu tempo e há que renovar – de preferência com bom gosto – mas, que raio, todas ao mesmo tempo? Até parece que estão a reparar um erro…

Demolir um prédio para construir um novo no mesmo local, percebe-se! Mas qual a lógica de demolir esplanadas no pico do verão, sem primeiro ter criado, vá, uma ou duas nas redondezas?! As novas vão ser construídas nos mesmos locais?

O que é preciso é trazer qualquer coisa ao pescoço

Vanessa Fernandes conquistou hoje a 1ª Medalha de Prata para Portugal

Vanessa Fernandes demorou hoje 1:58.27 a conquistar a 1ª Medalha para Portugal

O que é preciso é ser feliz!

Porto, 0 - Sporting, 2

Supertaça: Porto, 0 - Sporting, 2

Star Wars – The Clone Wars

Confesso que o entusiasmo é menor do que quando estreou Star Wars: Episode III, Revenge of the Sith

Star Wars: The Clone Wars” envia para uma galáxia bué-bué-da-longe as personagens que me alimentam a imaginação há 30 anos e resume-se exclusivamente a um state-of-the-art de animação gerada por computador. É talvez aqui que as expectativas são mais elevadas e não na esperança eterna que deposito nos Cavaleiros Jedi, na luta contra os malvados! 🙂

Vodpod videos no longer available.

crónica de uma morte anunciada

Enquanto via as imagens em directo, pensava nisto. As rádios vivem de directos, que dão asas à nossa imaginação; As televisões mostram-nos as imagens em bruto.

A opção de mudar de canal é minha, mas se todos os canais passam as mesmas imagens, a liberdade das televisões sobrepõe-se à vontade individual. Nestes casos, prefiro a rádio.

Olhos que não vêm, coração que não sente.

Homer`s king 4 ever

O senhor Jose Martinez, proprietário de uma loja em Avile, norte de Espanha, mostra duas moedas de um euro, que encontrou na sua caixa registadora; A da esquerda, com a cara do rei espanhol Juan Carlos, a da direita, com a cara do Homer Simpson. A foto é de Eloy Alonso, da Reuters, a inspiração para o título do post veio daqui.


Castelo Velho – Freixo de Numão

Descoberto em 1980 pelo arqueólogo António Sá Coixão, investigado e musealizado pela Prof.ª Susana Oliveira Jorge entre 1989 e 2003, este Castro, cuja história começa por volta do início do terceiro milénio a.C. (mais ou menos cinco mil anos), está implantado em Freixo de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa. Foi inaugurado a 3 de Agosto de 2007.

Vodpod videos no longer available.

more about “Castelo Velho – Freixo de Numão“, posted with vodpod

Da colina onde se situa, avista-se O Monte de São Gabriel, a Meseta e a Serra da Marofa. Porque, possivelmente, o vale do Côa serviria de ponto de passagem, a sua localização era magnífica; Funcionava como centro comunitário para as populações agro-pastoris que se fixavam em lugarejos espalhados pelo vale (do outro lado do vale, sensivelmente a cinco quilómetros, situam-se as gravuras rupestres).

as fotos abrem numa nova página, com dimensões de 2048 x 1536

Este local era habitado por uma elite que assegurava a sua manutenção e se encarregava de organizar as festas das colheitas, com rituais de carácter profano.

Este tipo de Castro não tinha funções de fortificação, o que nos dá uma ideia da vivência e das crenças dos povos primitivos que por aqui passaram.

O projecto de arquitectura que inclui um centro interpretativo, é da responsabilidade dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez e o projecto de restauro é de Joaquim Garcia.

Só não previram que as aves que por ali andam não estão habituadas a obstáculos e muitas morrem no choque com as vidraças do Centro. Façam qualquer coisa, pela saúde dos bichos.

__________________________________________________________________________

Castelo Velho é um sitio rodeado por linhas de água; Este povoado tem no centro um recinto, delimitado por muralhas e do lado sul uma rampa pétrea que por sua vez este ano foi desmontada, sendo mesmo a primeira vez que se realiza este tipo de desmonte em Portugal. No interior do recinto existe uma torre rodeada por quatro estruturas, há depois uma linha de muralha interrompida. Há outras estruturas subrectangulares e um grande torreão anterior a toda a estrutura pétrea. Este complexo foi todo construído de uma só vez (cerca de 3000 a.C.) e todo o conjunto foi mantido até 1300 a.C., tendo uma ocupação desde o Calcolítico ao Bronze Pleno. Trata-se de um recinto com uma área relativamente pequena, cujo interior tem também estruturas pequenas: recinto superior, rampa pétrea, murete descontínuo, plataformas que se desenvolvem ao longo da arriba. As rampas pétreas desenvolvem-se todas no sentido sul, no lado de menor acesso, mas de maior monumentalidade. É um paradoxo em termos de acessibilidade e defesa. Ao longo do tempo, preservou-se e reutilizou-se globalmente as muralhas e a torre central, embora talvez, não lhes dando a mesma função. As muralhas podem ter sido reduzidas a muretes delimitadores do espaço interior do povoado, perdendo a eventual capacidade defensiva. Este sítio está rodeado por um conjunto de montes mais altos que o sítio propriamente dito, apesar de ter uma grande visibilidade na paisagem.

De facto, a sua função não é facilmente inserível no contexto doméstico, é um local que de habitação tem muito pouco e a explicação simbólica e ritual começa a fazer mais sentido. Castelo Velho vem colocar uma nova questão no contexto dos povoados Calcolíticos: trata-se de um sítio com uma função social mais especializada que nos outros locais onde ocorriam cerimónias que utilizavam estas estruturas de formas variadas. A arqueologia tem dificuldade em definir ritual, pois até agora só há uma estrutura com deposição de ossos humanos.

Castelo Velho tem uma visibilidade bastante grande, avistando-se até Espanha, logo a monumentalidade deste sítio era para ser vista, era essa a sua função, servia para ser observada. Além disto deveria ser um local fechado, pelo menos no recinto superior, onde se erguia uma estrutura de madeira e argila, até porque se trata de uma zona ventosa. O símbolo deste povoado é o peso de tear, alguns têm uma decoração típica. Usavam grandes lajes de xisto aproveitando as suas faces naturais, o xisto era preso pela terra argilosa da região junta com água.

A primeira fase construtiva do sítio é anterior ao terceiro milênio a.C., quando se registrou uma breve ocupação que, entretanto, permitiu fossem erguidas estruturas habitacionais, como testemunham alguns buracos de poste, lareiras e fragmentos cerâmicos. Data desse período a edificação de um torreão com evidências de ter sido utilizado até cerca de 1300 a.C.

Uma segunda fase construtiva registrou-se entre cerca de 2900 a.C. e o início do segundo milénio a.C., abrangendo a edificação, na cota mais alta do esporão, do que se considera um “monumento” de planta sub-elíptica delimitado por uma pequena muralha e complementado, a Sul, por um recinto subcircular, bem como uma plataforma intermédia circundada por uma rampa ou talude, com átrio. Datam deste período algumas cabanas a ele associadas e diversos fragmentos de cerãmica, dormentes e moventes graníticos, pontas de seta, pesos de tear, diversos objetos de cobre e um de ouro, contas de colar e outros elementos de adorno.

Uma terceira fase construtiva decorreu entre o início do segundo milénio a.C. e 1300 a.C., enquanto as primitivas estruturas continuavam a ser utilizadas, enquanto se reconstruia uma rampa e se erguiam estruturas perecíveis. Data desta fase um espólio constituído por vasos cerãmicos, com motivos decorativos.

Uma quarta fase construtiva, mais recente, consistiu na petrificação da zona “monumental”.

fontes: ippar e wikipédia