11 de Setembro de 1953

No meio de tanta artwork pós 11 de Setembro, não consigo evitar ver nesta obra com 55 anos uma espécie de antevisão do apocalipse em Nova Iorque, presumivelmente influenciada pelo  clube dos copofonistas.

Franz Kline - New York, N.Y. - 1953

Franz Kline - New York, N.Y. - 1953

 

Biografia
b. 1910, Wilkes-Barre, Pa.; d. 1962, New York CityFranz Kline was born May 23, 1910, in Wilkes-Barre, Pennsylvania. While enrolled at Boston University, he took art classes at the Boston Art Students League from 1931 to 1935. In 1935, Kline went to London and attended Heatherley’s Art School from 1936 to 1938. He settled permanently in New York in 1939. During the late 1930s and 1940s, Kline painted cityscapes and landscapes of the coal-mining district where he was raised as well as commissioned murals and portraits. Kline was fortunate to have the financial support and friendship of two patrons, Dr. Theodore J. Edlich, Jr., and I. David Orr, who commissioned numerous portraits and bought many other works from him. In this period, he received awards in several National Academy of Design Annuals.     

In 1943, Kline met Willem de Kooning at Conrad Marca-Relli’s studio and within the next few years also met Jackson Pollock. Kline’s interest in Japanese art began at this time. His mature abstract style, developed in the late 1940s, is characterized by bold gestural strokes of fast-drying black and white enamel. His first solo exhibition was held at the Egan Gallery, New York, in 1950. Soon after, he was recognized as a major figure in the emerging Abstract Expressionist movement. Although Kline was best-known for his black-and-white paintings, he also worked extensively in color, from the mid-1950s to the end of his life.

Kline spent a month in Europe in 1960, traveling mostly in Italy. In the decade before his death, he was included in major international exhibitions, including the 1956 and 1960 Venice Biennales and the 1957 São Paulo Bienal,and he won a number of important prizes. Kline died May 13, 1962, in New York. The Gallery of Modern Art, Washington, D.C., organized a memorial exhibition of his work that same year.

 

 

 

luz interior

A luz da manhã, que descobre o orvalho e a maré que sobe…

Não a vejo como uma luz que mais ninguém vê, nem vejo esta luz como mais ninguém vê

Simplesmente, esta visão, pertence-me.

 

Vejo-a na voz de Beth Gibbons… 🙂 

uma por dia

Ilustração de Michael Zichy

Ilustração de Michael Zichy

Gosto muito de ti. Gosto de ti
como nunca gostei de mais ninguém.
E as coisas que sinto e que senti
são tantas e tão boas que um harém

não me daria um prazer assim.
Tão forte, tão bonito, tão intenso
que, juro, ou não me chame Joaquim,
que de ti, mais que muito, gosto imenso!

Nem tu fazes ideia da alegria,
do bom que é poder dar uma por dia
e às vezes mais que uma, por atraso.

E são tantas por ano as alegrias
trezentos e sessenta e cinco dias,
E a do ano bissexto, se é o caso!

 

poema décimo dos Sonetos eróticos & irónicos & sarcásticos & satíricos & de amor & desamor & de bem & e de maldizer do poeta Joaquim Pessoa
Litexa Editora, 2008

Paul Newman – The Hustler 1961 Final Game

Escolho The Hustler, de Robert Rossen, para prestar homenagem a Paul Newman.

Tendo como ponto de partida um artigo  da Vanity Fair, tenho estado a inserir fotos e links nesta página, que continuará a ser actualizada.

Emerson, Lake & Palmer – Fanfare For the Common Man

Inspirado numa das mais famosas fanfarras de Copland, este Fanfare For the Common Man dos ELP entra directamente para as músicas que me acompanharão para sempre. Conheci os Emerson Lake & Palmer precisamente com a Trilogia Works, em 1977; Só depois tive contacto com os trabalhos anteriores, TarkusBrain Salad Surgery. Nessa altura, ouvia-se Led Zepelin, Deep Purple, Pink Floyd… the great ones 🙂

Outras músicas que imortalizaram a banda: o divertidíssimo Welcome Back My Friends to The Show That Never Ends, Lucky Man, a famosa interpretação Pictures at an Exhibition de Mussorgsky  e uma que gosto particularmente, From the Beginning.

Ponham os amplificadores a fritar para ouvir Keith Emerson no Moog e no Hammond… puta que pariu!

Tord Gustavsen Trio

Têm recebido os maiores elogios, estes rapazes que vêm juntar-se à notável galeria de jazzmen noruegueses da ECM, como Jan Garbarek, Karin Krog e Terje Rypdal. A descobrir.

Antes de ter uma carreira em nome próprio, Tord Gustavsen já era uma importante figura na cena jazz escandinava. Tord integrou projectos com alguns dos melhores intérpretes noruegueses como Silje Nergaard, Siri Gjære, Kristin Asbjørnsen e Maria Roggen. A história do jazz ganha dimensão com criatividade de Tord Gustavsen e a sua música acaba por, inevitalmente, atravessar fronteira.
Jarle Vespestad é um dos músicos mais requisitados da Escandinavia. A sua vasta experiência inclui a partipação em diversos projectos como os célebres Farmers Market, Supersilent e Silje Nergaard Band. Para além de uma técnica feroz, Jarle Vespestad tem um sentido único de minimalismo que se destaca no seio do trio de Tord Gustavsen.

 

Harald Johnsen é um músico multifacetado que estabelece uma ponte entre diferentes gerações do jazz norueguês, sentindo-se à vontade tanto em be-bop criativo e cool jazz como projectos vanguadistas. Já actuou com Bjørn Johansen, Sigurd Køhn, Christian Reim, Jan Erik Kongshaug e em digressão com Silje Nergaard Band. No trio de Tord Gustavsen, a música de Harald Johnsen destaca-se pelas origens sólidas, inventivas e surpreendentes.

Tord Gustavsen Trio

Futuro adiado

 

Refugiados no Darfur, Oeste do Sudão

Refugiados no Darfur, Oeste do Sudão

Por um momentâneo lapso de razão, pensei que o candidato McCain, num singular gesto de cidadania, pretendia adiar o debate televisivo de sexta-feira próxima, para centrar esforços no combate à crise mundial. Pareceu-me bem, pensando no auxílio aos milhões de refugiados e desesperadamente dependentes de ajuda alimentar no Burundi, Somália, Sudão, Haiti, Etiópia, Iraque

Afinal, era só para tentar obter a aprovação do Congresso para injectar uns biliões de dólares no Sistema Financeiro Americano.

A vida eterna seria uma tragédia

O mistério da vida, para além do bem e do mal de Nietzsche, é tão mais essencial quanto mais estiver para além das aparências. Contento-me pois com o espectáculo do mundo e, qual Dionísio, espero embriagado que a verdade aparente me seja revelada. Adivinha-se uma tragédia grega.

 

O Cerne da Questão

João Louro - Big Bang, 2007

João Louro - Big Bang, 2007

Renaissance – 40 anos

A primeira formação dos Renaissance, surgiu após o fim dos The Yardbirds em 1968, com Jim McCarty (bateria), Paul Samwell-Smith e Keith Relf (guitarista/vocalista); A eles se juntariam ainda o teclista John Hawken, Louis Cennamo (baixo) e a vocalista Jane Relf (irmã de Keith Relf).
Esta primeira formação gravou dois álbuns: Renaissance em 1969 e Illusion em 1971.

Após a formação original, passaram pela Banda os vocalistas Binky Cullom, seguido de Annie Haslam, John Tout (piano), Jon Camp (baixo), o bateria Terence Sullivan e o guitarrista/vocalista-compositor Michael Dunford.
Gravaram Prologue em 1972 e este magistral Ashes Are Burning em 1973.

Parte 1

Parte 2