Johannes Lupi [por volta de 1506 – 1539], foi um compositor franco-flamengo do Renascimento que exerceu o cargo de Mestre de Coro da Catedral de Cambrai, cidade do norte de França onde faleceu neste dia 20 de Dezembro. A sua música é estilisticamente semelhante à de Nicolas Gombert [1495 – 1560] e apresenta as características típicas da geração seguinte à de Josquin [por volta de 1450-1455 – 1521]
Entrevistado por Pedro Boléo para a edição de 18 Novembro do Público, Filipe Quaresma, primeiro-violoncelista da Orquestra Barroca da Casa da Música fala do seu projecto de vida, a gravação das seis suites para violoncelo BWV 1007–1012, escritas por Johann Sebastian Bach entre 1717 e 1723.
Para a gravação do duplo cd Bach Cello Suites, realizada no Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto, foi utilizado um instrumento histórico, o famoso violoncelo Domenico Montagnana, propriedade da Câmara do Porto e que se encontra no Museu Guerra Junqueiro. Um violoncelo do tempo de Bach, mas construído em Veneza há 300 anos, que pertenceu entretanto à grande violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia.
Filipe Quaresma descreve as seis suites em detalhe: “Fala-se muito do sentido das suites, a primeira ligada à natividade, ao nascimento. A segunda é uma espécie de espiritualidade, meditação, procura, curiosidade, medo também. A terceira é a ascensão, em dó maior. A quarta, um magnificat, em mi bemol maior. A quinta realmente muito ligada à religião, com aquele prelúdio, com a crucificação. E a sexta suite a ressurreição ou paraíso. Mas eu posso ter uma ideia parecida: o nascimento de uma pessoa, a segunda a descoberta, os medos de quando começamos a andar e a cair, a terceira suite a nossa adolescência, a quarta talvez os nossos anos 30, a quinta ‘o que é que irá acontecer?’ e a sexta suite o final da nossa vida, e o que é que há para além da nossa vida. É uma descrição por palavras minhas”, diz o violoncelista, que quis que nesta gravação se sentisse a sua voz, mas sem competir com alguém, ou pôr-se à frente do compositor.
Antoine Busnois [por volta de 1433 – Bruges, 6 Novembro 1492], prolífico compositor francês da Renascença, que, a par do amigo Johannes Ockeghem [por volta de 1410 a 1425 – 6 Fevereiro 1497] foi uma das mais influentes figuras durante a segunda metade do século XV, escreveu mais de uma dezena de obras de música sacra, mas foram as seis dezenas de canções seculares, das quais cerca de metade rondeaux, que lhe granjearam notoriedade. Fica a composição Bel Acueil, rondeau à 1, 2 & 3, interpretada pelo Huelgas Ensemble, com direcção de Paul Van Nevel.
Neste dia 24 de Outubro passam 390 anos sobre a morte de Jean Titelouze [ c. 1562/63 – 1633], compositor durante a transição do Renascimento para o Barroco, considerado o fundador da escola francesa de órgão, cujo trabalho como organista da Cathédrale Notre-Dame na cidade de Rouen se desenvolveu desde 1600 até ao fim dos seus dias.
Ficam excertos das quatro missas de Titelouze (1626): Missa quatuor vocum. In ecclesia – Missa quatuor vocum. Votiva – Missa sex vocum. Cantate – Missa sex vocum. Simplici corde
Álbum: Les Messes retrouvées de Jehan Titelouze (Paraty, 2019 e 2020) Ensemble Les Meslanges, sob direcção de Thomas Van Essen e de Volny Hostiou
Do trompetista norte-americano Don Cherry [1936-1995], que colaborou durante a década de sessenta na banda de Ornette Coleman [1930-2015], o tema ‘Art Deco’ do álbum homónimo gravado entre 27 e 30 de Agosto de 1988 e editado pela A&M Records no ano seguinte.
Don Cherry, trompete | James Clay, saxofone tenor | Charlie Haden, baixo | Billy Higgins, bateria
Franchino Gaffurio [1451-1522], de quem se comemoraram no ano passado os 500 anos da morte, foi um teórico da música e compositor do Renascimento italiano, natural de Lodi na província da Lombardia, contemporâneo do franco-flamengo Josquin Desprez [por volta de 1450/1455 – 27 Agosto 1521] e de Leonardo da Vinci [15 Abril 1452 – 2 Maio 1519]. A Da Vinci terá sido atribuído o retrato de um músico, representando o amigo Franchino Gaffurio, que foi mestre de Capela na Catedral de Milão a partir de 1484, onde permaneceu durante quase quatro décadas, até à sua morte, neste dia 25 de Junho.
Na passagem do ducentésimo quinquagésimo primeiro aniversário da morte de Louis-Claude Daquin [1694 – 1772], compositor e virtuoso cravista francês que foi organista titular da Catedral de Notre-Dame em Paris a partir de 1755, fica o segundo dos doze Noëls publicados por Daquin em 1757. Interpretado pela organista Marie-Claire Alain [1926-2013], este excerto integra o álbum Les Noëls Pour Orgue gravado em 1978 aux grandes orgues de la Cathédrale Saint-Théodorit D’Uzès.
Nouveau Livre de noëls: No. 2, Noël en dialogue, duo, trio
Nascido em Los Angeles, California, Harold Budd [1936 – 2020], completaria hoje 87 anos. Tendo iniciado carreira como compositor no início da década de sessenta, foi apenas em 1976 que entrou na chamada música ambiente minimalista com Brian Eno, produtor do álbum ‘The Pavilion of Dreams‘ que seria editado em 1978, no mesmo ano em que Brian Eno lançava Ambient 1: Music for Airports. Harold Budd iniciou o seu estilo evocativo com ‘The Pavilion of Dreams’, evidenciado no segundo trabalho da série Ambient de Brian Eno, Ambient 2: The Plateaux of Mirror (1980). Fica o tema do álbum de 1978 “Madrigals of the Rose Angel: 1. Rossetti Noise / 2. The Crystal Garden and a Coda”.
O compositor florentino Marco da Gagliano [1582-1643], nascido neste dia há 441 anos, esteve em Mântua ao serviço da dinastia Gonzaga e colaborou com Jacopo Peri na composição de música para danças, máscaras e outros entretenimentos para os carnavais florentinos da corte dos Médici, ao serviço de quem exerceu o cargo de mestre de capela. Fica a peça recitativa Valli Profonde do álbum Canti Amorosi (1972).
Nigel Rogers, tenor · Colin Tilney, órgão · Jordi Savall, viola da gamba · Pere Ros, violone
Costanzo Festa [ 1485-1490 – 10 de abril de 1545], considerado um dos mais notáveis compositores da renascença italiana antes de Giovanni Pierluigi da Palestrina [c. 1525 – 1594], destacou-se nos madrigais e pelo domínio da polifonia. A sua produção musical conta ainda com seis dezenas de motetos, quatro missas e uma dezena de Magnificats.
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Jos d’Almeida
Jos d'Almeida é um compositor de música electrónica épico sinfónica, podendo este género ser também designado como Electrónico Progressivo. Na construção de um som celestial, resultante da fusão de várias correntes musicais, JOS utiliza os sintetizadores desde o início dos anos 80.
Chuck van Zyl
Chuck van Zyl has been at his own unique style of electronic music since 1983. His musical sensibilities evoke a sense of discovery, with each endeavor marking a new frontier of sound.