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A “Great” de Schubert

Em carta enviada ao amigo-pintor Leopold Kupelwieser em Março de 1824, Franz Schubert afirmava estar a preparar caminho para uma Grande Sinfonia, conceito inseparável de Beethoven que, em Maio desse ano, faria a primeira apresentação pública da Nona Sinfonia.

Schubert interrogava-se: Quem poderia fazer algo assim, depois de Haydn, Mozart, Beethoven?

Leopold Kupelwieser - The family of Franz Schubert playing games

Leopold Kupelwieser - A família de Franz Schubert

No ano da sua morte, em 1828, Schubert  escreveu a sua “Great Symphony”. Schumann descobriu a Sinfonia nº 9 de Schubert dez anos mais tarde, sobre o que terá dito: “Cum camandro! Esta nona tem, pelo menos, tanto power como a do Beethoven!”

Numa coisa estou de acordo com Schumann; O Segundo Movimento é um expoente do Romantismo. Senão, oiçam os violinos e os trombones e digam-me lá se não temos razão, eu e o Robert…

Esta interpretação pela Filarmónica de Berlim, dirigida por Karl Böhm, é bem capaz de ser a melhor que tenho… 🙂

 

 

Weill lá.. Weill..

As composições deste September Songs de Kurt Weill são interpretadas por:

1. Die Moritat von Mackie Messer (The Ballad of Mack the Knife), song for voice & piano (from “Die Dreigroschenoper”), Nick Cave

2. Und was bekam des Soldaten Weib? (The Ballad of the Soldier’s Wife), song for voice & piano, P.J. Harvey

3. Alabama Song, for voice & orchestra (from “Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny”)

4. Youkali, tango habañera for voice & piano, Richard Woitach, Joseph Macerollo, Teresa Stratas

5. Lost in the Stars, song for voice & piano (from “Lost in the Stars”), Elvis Costello

6. Die Seeräuber-Jenny (Pirate Jenny), song for voice & piano (from “Die Dreigroschenoper”), Lotte Lenya

7. Speak Low, song for voice & piano (from “One Touch of Venus”), Charlie Haden, Fred Hersch, Kurt Weill

8. Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny (Rise and Fall of the City of Mahagonny), opera Oh, heavenly salvation, Persuasions

9. Lonely House, song for voice & piano (from “Street Scene”), Betty Carter

10. Surabaya-Johnny, song for voice & piano (from “Happy End”), Y Chamber Symphony of New York com Teresa Stratas

11. Fürchte dich nicht, song for voice & piano (from “Happy End”), Mary Margaret O’Hara

12. September Song, song for voice & piano (from “Knickerbocker Holiday”), Lou Reed

13. Die Moritat von Mackie Messer (The Ballad of Mack the Knife), song for voice & piano (from “Die Dreigroschenoper”)

14. Die Dreigroschenoper (The Threepenny Opera), opera What keeps mankind alive?, William S. Burroughs

Um passarinho sussurrou-me ao ouvido: "RVG"!!!

Ladies and gentleman, as you know we have something special down here at Birdland this evening… a recording for Blue Note records…

Interessante, ou melhor, simpático, era colocar em cd a selecção que se segue..
E oferecer aos amigos..

How about that?

Ornette ColemanLive At The Golden Circle, Volumes 1 e 2
com David Izenzon e Charles Moffett
do volume 1, a ouvir os samples de 4.Dee Dee e 5.Dawn, aqui
do volume 2, a ouvir os samples de 2.Morning Song e 4. Antiques, aqui

Jimmy SmithCool Blues
com Lou Donaldson, Tina Brooks, Eddie McFadden, Art Blakey e Donald Bailey
a ouvir, o sample de 7.Small’s Minor, aqui

Lou DonaldsonThe Natural Soul
com Tommy Turrentine, Grant Green, John Patton e Ben Dixon
a ouvir, os samples de 3. Spaceman Twist e 4. Sow Belly Blues, aqui

Sonny RollinsA Night At The Village Vanguard
com Donald Bailey, Wilbur Ware, Pete la Roca e Elvin Jones
do disco 1, a ouvir o sample de 4. Softly As In A Morning Sunrise (Alternate Take)

do disco 2, a ouvir os samples de 3.Sonnymoon For Two e 4.I Can’t Get Started, aqui

Art BlakeyMoanin’
com Lee Morgan, Benny Golson, Bobby Timmons e Jymmie Merritt
a ouvir, o sample de 5. The Drum Thunder Suite,
aqui

John ColtraneBlue Train
com Lee Morgan, Curtis Fuller, Kenny Drew, Paul Chambers e Philly Joe Jones
a ouvir, os samples de 1.Blue Train e 5.Lazy Bird, aqui

Sonny RollinsSonny Rollins, Volume 2
com J.J.Johnson, Horace Silver, Telonius Monk, Paul Chambers e Art Blakey
a ouvir, o sample de 3. Misterioso(Telonius Monk), aqui

McCoy TynerThe Real McCoy
com Joe Henderson, Ron Carter e Elvin Jones
a ouvir, os samples 2.Contemplation e 4.Search For Peace, aqui

Clifford BrownMemorial Album
com Lou Donaldson, Elmo Hope, Pearcy Heath e Art Blakey, entre outros
a ouvir, os samples 4.Brownie Speaks e 15.Minor Mood, aqui

Wayne ShorterJUJU
com McCoy Tyner, Reggie Workman e Elvin Jones
a ouvir, os samples 2.Deluge, 3.House Of Jade e 6.Twelve More Bars To Go, aqui

Herbie HancockEmpyrean Isles
com Freddie Hubbard, Ron carter e Tony Williams
a ouvir, os samples 2.Ololoqui Valley e 3.Cantaloupe Island, aqui

Thelonious MonkGenius Of Modern Music, Volume 1 –
com Billy Smith e Art Blakey, entre outros
a ouvir, os samples 4.Thelonious, 8.Ruby My Dear, 9.Well You Needn’t e 12.Introspection, aqui

Maurizio, o Espontâneo.. Pollini, o Expressivo..

Maurizio Pollini é um dos grandes pianistas do nosso tempo, a par de nomes como Vladimir Horowitz, Alfred Brendel, Emil Gilels, Sviatoslav Richter, Arthur Rubinstein e Claudio Arrau, o jovem Krystian Zimerman, Vladimir Ashkenazy, Glenn Gould, entre outros..

Hoje, para quem conseguiu bilhetes(!) dá um grande recital no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em que interpreta Chopin – Nocturnos e Sonata nº 2.

A superior visão, ao transpôr para o século XX com uma fidelidade transcendente nas suas interpretações, por exemplo das 32 Sonatas para Piano de Beethoven, fazem de Pollini – mais do que um intérprete, um virtuoso, no rigor com que toca as notas que Beethoven, Chopin e Schuman escreveram, e que iam para além do seu tempo e dos instrumentos que possuiam na altura.

Aprecio em particular as interpretações de Beethoven: Piano Sonata no.17 in D minor, op 31 no.2,  The Tempest  e Piano Sonata nº 21 in C major, op.53 Waldstein; Schuman: Fantasia in C major, op.17 e Arabeske, op.18; E o magnifico Concerto for Piano and Orchestra in A minor, op.54

A única gravação que fez do Piano Concerto K.488 in A major de Mozart, com Karl Böhm e a Vienna Philharmonic em 1976, foi uma espécie de milagre, segundo Pollini.

Do etéreo..

Saídos da cena punk a par dos Siouxsie & The Banshees ou dos Cure, os Cocteau Twins inventaram combinações acústicas e adicionaram uma nova e bela linguagem à paisagem musical.. ao longo de quinze anos!

Stars & Topsoil: A Collection 1982-1990

Esta compilação reúne 18 músicas criteriosamente seleccionadas e que sugerem o bem e o mal, o céu e a terra. A dificuldade em destacar alguma faixa é quase uma blasfémia, mas Lazy Calm é daquelas músicas que devíamos ouvir ao acordar…

Blind Dumb Deaf – Sugar Hiccup – My Love Paramour – Pearly-Dewdrops’ Drops – Lorelei – Pandora – Aikea-Guinea – Pink Orange Red – Pale Clouded – White – Lazy Calm – The Thinner The Air – Orange Appled – Cico Buff – Carolyn’s Fingers – Fifty-Fifty Clown – Iceblink Luck – Heaven Or Las Vegas – Watchlar

A maravilhosa Elizabeth Fraser colaborou entretanto em diversos projectos, com especial destaque para a sua participação no álbum Mezzanine dos Massive Attack.
Os outros deuses menores são Robin Guthrie e Simon Raymonde!
Os islandeses Sigur Rós, que têm nos Cocteau Twins a sua fonte de inspiração, transportam por estes dias a sua herança para uma nova geração de apreciadores desta bela música.
Um tesouro para guardar.. e ouvir até ao fim dos tempos!

Imprevisível Brecker

Impulse, 1986

1. Sea Glass
2. Syzygy
3. Choices
4. Nothing Personal
5. Cost of Living
6. Original Rays
7. My One and Only Love

Michael Brecker – Saxo Tenor
Jack DeJohnette – Bateria
Charlie Haden – Baixo
Kenny Kirkland – Teclas
Pat Metheny – Guitarras

Entre outras, destacam-se as colaborações com Horace Silver, John Abercrombie e Billy Cobham nos anos setenta, e mais recentemente com McCoy Tyner.

a melhor hora do amigo António

1. The Girl From Ipanema
2. Desafinado
3. Corcovado
4. Agua De Beber
5. O Morro Nao Tem Vez (Dindi)
6. Insensatez
7. Samba De Uma Nota So
8. Meditation
9. Chega De Saudade
10. Wave
11. The Girl From Ipanema
12. Remember
13. Un Rancho Nas Nuvens
14. Aguas De Marco
15. Inutil Paisagem
16. Passarim
17. Looks Like December

Bossa Nova Finest Hour. A primeira meia-hora vale pelo disco.
De qualquer modo, é uma boa compilação, que reune a obra entre 1963 e 1987.
Da mesma série da Verve, recomenda-se Nina Simone, Stan Getz, Quincy Jones..