Archive for the ‘ Cinema ’ Category

Nicole Brydon Bloom, estrela em ascenção?

A jovem actriz norte-americana Nicole Brydon Bloom, que hoje completa 31 anos, parece atravessar um período etéreo. Não me refiro ao casamento com Justin Theroux, naturalmente…
Num curto intervalo de tempo, apesar de desempenhar personagens secundárias aparece em três boas séries: como a socialite Maude Beaton na T2 da série de época The Gilded Age (Max, 2022), que deverá ainda este ano estrear nova temporada.
Em We Were The Lucky Ones / Nós Tivemos Sorte (Disney+, 2024), sobre a luta de uma família polaca para sobreviver ao Holocausto, o papel de Caroline, mulher de um dos membros da família, deu-lhe a visibilidade que a tornou imediatamente reconhecível no papel de Jane Driscoll, agente dos Serviços Secretos no thriller político Paradise (Disney+, 2025).

‘La voz humana’, de Pedro Almodóvar

A peça ‘La Voix humaine’ do multi-facetado Jean Cocteau [1889-1963], foi escrita em 1929 para um único acto com uma única personagem feminina. Depois da primeira adaptação para cinema que Pedro Almodóvar realizou em 1988 com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, a sua primeira curta-metragem em inglês de aproximadamente 30 minutos com Tilda Swinton (2020) é uma a experiência muito bem sucedida.


Papa Filmes

A uma pessoa beata é comum chamar de papa-hóstias; no meu caso, aplica-se mais a expressão papa filmes, no sentido cinéfilo. Como isto anda tudo ligado, a propósito das nomeações de Conclave lembrei-me, primeiro, do momento delicado do Papa Francisco e do filme de Fernando Meirelles – Dois Papas (2019), sobre uma hipótese de relação entre Bento XVI (Anthony Hopkins) e o futuro Papa Francisco (Jonathan Pryce). Depois, de um filme de Nanni Moretti, Temos Papa (2011), este com um tema mais próximo de Conclave. Anteriormente, de Marco Bellocchio tivemos Kidnapped: The Abduction of Edgardo Mortara, que por cá passou apenas com o título O Rapto, um filme de revolver as entranhas…


Voltando à noite dos óscares, Conclave, com sete nomeações, não venceu nenhuma das principais: melhor filme, actor principal (Ralph Fiennes) ou actriz secundária (Isabella Rossellini); Venceu na categoria de Argumento Adaptado mas talvez não desmerecesse na de Melhor Guarda-Roupa e de Melhor Design de Produção.
Com a ressalva de não ter ainda visto O Brutalista, a banda-sonora de Daniel Blumberg parece consistente mas a estatueta ajustava-se melhor a Volker Bertelmann, para Conclave. Mas que sei eu?


Finalmente, é com agrado que partilho com o Papa Francisco o gosto em matéria de filmes preferidos: “A festa de Babette” (1987), de Gabriel Axel.

Long Live The ‘Q’

Do venerável Quincy Jones, que completa hoje 90 anos, o tema Miss Celie’s Blues (Sister), interpretado por Margaret Avery, faz parte da banda sonora que ‘Q’ compôs para o filme “The Color Purple”, dirigido em 1985 por Steven Spielberg.


‘La Chute de la maison Usher’, de Jean Epstein

Quando passam 125 sobre o nascimento de Jean Epstein [1897-1953], membro do movimento Première avant-garde ou impressionismo francês, o filme La Chute de la maison Usher (1928), uma adaptação do conto The Fall of House Usher (1839) de Edgar Allan Poe [1809-1849], tem como curiosidade o facto de Epstein ter tido como assistente de realização o jovem discípulo Luis Buñuel [1900-1983]. Em 2013, o filme foi restaurado digitalmente pela Cinémathèque française e pode ser visualizado aqui.


La Chute de la maison Usher

‘Sonnerie de Ste. Geneviève du Mont-de-Paris’, de Marin Marais

De Marin Marais [31 Maio 1656 – 15 Agosto 1728], músico da corte de Luís XIV, o “Rei Sol”, a peça  ‘Sonnerie de Ste. Geneviève du Mont-de-Paris’, extraída da banda sonora do filme Tous les Matins du Monde (1991), de Alain Corneau.

Rolf Lislevand, tiorba · Jordi Savall, viola da gamba · Fabio Biondi, violino · Pierre Hantaï, cravo

Woody Allen – When I’m Eighty Four

1964 – Seven stars of Woody Allen’s film “What’s New Pussycat?” in Paris.
Seated, left to right, Woody Allen, Peter O’Toole and Peter Sellers (1925 – 1980), standing behind them, left to right, Paula Prentiss, Romy Schneider (1938 – 1982), Ursula Andress and Capucine (1933 – 1990).

Photo by Keystone/Getty Images

Being Dufay

No dia em que passam 545 anos da morte do franco-flamengo Guillaume Dufay [1397-1474], notável compositor renascentista, a homenagem através de um projecto inovador que combina a música vocal com a música electrónica e a imagem.
Being Dufay agrupa fragmentos vocais da música de Dufay pela voz do tenor John Potter (Hilliard Ensemble) com a textura musical do compositor Ambrose Field, acompanhados de projecções do realizador Michael Lynch.



Ennio Morricone

No dia do 91º aniversário de Ennio Morricone, o tema ‘Your Love’, numa adaptação do tema de abertura de ‘Once Upon A Time In The West’, o épico western-spaghetty de Sergio Leone, 1968. Esta interpretação de Dulce Pontes integra o álbum ‘Focus’ de 2003, resultado de uma colaboração com o Maestro.

‘Again Never’, by Branford Marsalis

Branford Marsalis Quartet Featuring Terence Blanchard ‎– Music from a Spike Lee joint “Mo’ Better Blues“, 1990