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‘Lunch at the Restaurant Fournaise (The Rowers’ Lunch)’, de Pierre-Auguste Renoir

1922.437 - -Lunch at the Restaurant Fournaise (The Rowers'...

Pierre-Auguste Renoir [1841-1919] – The Canoeists Luncheon, 1879-80

Ghost in the Shell 2: Innocence

Life and death come and go like
marionettes dancing on a table.
Once their strings are cut,
they easily crumble.

Why are humans so obsessed
with recreating themselves?

Let one walk alone,
committing no sin,
with few wishes,
like an elephant in the forest.

Realizado por Mamoru Oshii, numa adaptação da manga Ghost in the Shell, de Masamune Shirow

conversa à volta do Bill

BILL:…because she is coming and she’s coming to kill you.

And unless you accept my assistance, I have no doubt she will succeed.

BUDD: I don’t dodge guilt and I don’t Jew out of paying my comeuppance.

BILL: Can’t we just forget the past?

BUDD: That woman deserves her revenge. And we deserve to die.

Mai nada!

O sorriso

Creio que foi o sorriso,

sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz

lá dentro, apetecia

entrar nele, tirar a roupa, ficar

nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade

Trânsito de Vénus

A passagem visual de Vénus ou de Mercúrio diante do Sol, quando observado da Terra, designa-se por “trânsito” .
O trânsito de Vénus de 8 de Junho de 2004 será inteiramente observado no Norte do país, as restantes regiões perderão apenas os instantes iniciais e na Madeira e nos Açores serão observadas as fases intermédia e final do fenómeno. O próximo ocorrerá em 2012, e o seguinte só deverá verificar-se em 2117!
Os trânsitos de Vénus são utilizados desde o século XVIII para determinar a distância da Terra ao Sol.
Johannes Kepler (1571-1630) calculou em 1629 que Mercúrio passaria diante do Sol em Novembro de 1631 e Vénus no mês seguinte. Tendo falecido antes desta data, a confirmação dos cálculos foi efectuada por Pierre Gassendi, mas apenas para Mercúrio. Contrariamente aos cálculos de Kepler, Vénus passou diante do Sol quando era noite na Europa. O «ano» de Vénus, dura 224,701 dias, enquanto o ano terrestre dura 365,256 dias – Terceira Lei de Kepler.
Mercúrio e Vénus são planetas interiores, porque a sua órbita é interior à da Terra, ou seja, interpõem-se entre nós e o Sol.
Para que o alinhamento seja perfeito são necessárias duas condições. Em primeiro lugar é necessário que o planeta esteja na chamada conjunção inferior; em segundo lugar, é necessário que esteja na linha de intersecção entre os planos da sua órbita e da órbita da Terra, a chamada linha de nodos.
Por isso, Vénus ultrapassa periodicamente a Terra. Ao tempo que demora a ganhar à Terra uma rotação completa chama-se período sinódico e é aproximadamente igual a 584 dias.
Este valor representa o tempo, em dias, que medeia entre duas passagens consecutivas de Vénus pela Terra, ou seja, duas conjunções inferiores.
Em segundo lugar, é necessário que, no momento de conjugação, estejam no mesmo plano.
Os planos de órbita da Terra e de Vénus (tal como os planos de órbita da Terra e da Lua) não são o mesmo. Fazem um ângulo.
Vénus pode estar em conjunção com a Terra sem estar perfeitamente alinhado com esta. Esse alinhamento perfeito só se verifica quando ambos os planetas estão na linha assinalada, que se chama linha dos nodos.

Nessa linha, o alinhamento pode verificar-se em duas situações: no chamado nodo descendente, quando Vénus está em V1 e a Terra em T1, o que acontecerá a 8 de Junho, ou no chamado nodo ascendente, quando Vénus está em V2 e a Terra em T2 , o que acontecerá a 8 de Dezembro.

Em todos os outros casos de conjunção, como é o marcado em V3 e T3 , não poderemos ver Vénus passar em frente ao Sol, pois este passa «por baixo» ou «por cima» do astro. Os trânsitos de Vénus são mais raros que os de Mercúrio. No século XX, enquanto Mercúrio se atravessou entre nós e o Sol por 14 vezes, Vénus não registou um único trânsito.

Esta raridade relativa dos trânsitos venusianos deve-se, entre outros factores, a um movimento muito lento das conjugações. Cinco períodos sinódicos de Vénus são aproximadamente iguais a oito anos terrestres, ou seja, de oito em oito anos os três astros encontram-se aproximadamente na mesma posição no espaço. Como há uma diferença de dois dias e algumas horas entre os dois períodos sinódicos, de oito em oito anos a posição de Vénus e da Terra muda um pouco, o equivalente aos movimentos de translação de 2,428 dias.
Num trânsito de Vénus, ambos os planetas estão na linha dos nodos.
Passados oito anos menos 2,428 dias, os três astros estarão em posição semelhante, portanto é possível que se registe outro trânsito, mas também é possível que as órbitas dos dois planetas nesses 2,428 dias os tenha afastado dessa linha e que já não se verifique nenhum trânsito. A partir da inclinação da sua órbita, Vénus sobe cerca de 20′ (minutos de arco) ou desce 24′, ao passar de uma conjunção inferior para a que se regista passados 2,428 dias.
Como o disco solar tem um diâmetro aparente visto da Terra de cerca de 32′, é possível que se registe um trânsito de Vénus num momento e se registe outro passado oito anos, pois tendo-se deslocado o planeta 20′ ou 24′ apenas, é possível que cruze o disco solar das duas vezes.
Isto explica que os trânsitos de Vénus apareçam habitualmente aos pares, como se passa com o trânsito de 2004, que é seguido de um outro daqui a oito anos, em 2012. Mas isto quer dizer também que não é possível haver um terceiro trânsito passados mais oito anos, pois nessa altura Vénus já se terá deslocado 40′ ou 48′ e saído do disco solar, que apenas mede cerca de 32′.
É necessário que decorram mais 105,5 ou 121,5 anos depois de um par de trânsitos separados por oito anos. E mesmo nesse par pode falhar um dos trânsitos.
Foi o que aconteceu em 1388, no trânsito falhado que antecedeu o de 1396.

luminosidade intensa ou o triunfo da simplicidade

Um concerto imperdível para quem aprecia jazz!

Concerto não, performance, ou melhor ainda, perfumar – é o que o Jan Garbarek vai fazer esta noite no Grande Auditório do CCB.

Os vôos prolongados do saxofone tenor de Garbarek atravessam-nos a alma.

O estilista Eberhard Weber, no seu indomável contrabaixo, é quem nos prende à terra.

É um reencontro desejado, e seguramente as tonalidades desta noite ecoarão pelo fim-de-semana.

nascimento dos mitos

No princípio do século XX Portugal tem cinco milhões de habitantes.
É um país essencialmente rural, pobre e atrasado.
Quarenta mil portugueses emigram por ano. A taxa de analfabetismo ronda os 70%.

A 5 de Outubro de 1910 Portugal torna-se numa das primeiras repúblicas da Europa.
O novo regime mobiliza o país e apaixona a opinião pública.
Escolas e educação, prioridade.
A legislação consagra os novos direitos de liberdade e cidadania.
A prática do exercício desses direitos engendra grandes contradições.
Comportamentos restritivos e repressivos da parte do Partido Republicano no poder.
Portugal participa na I Guerra Mundial (1914 -1918).
Agravamento das tensões dentro da sociedade portuguesa estão na origem da Ditadura de Sidónio Pais.
Em 1917 Portugal sofre o desastre da batalha de La Lys, em França.
Agudizam-se as tensões entre a sociedade urbana, em vias de industrialização e o mundo rural tradicional e arcaico.

Em Fátima, três miúdos afirmam ter visto Nossa Senhora em cima de uma oliveira.
Em Lisboa, na Estação do Rossio, Sidónio Pais é assassinado a 14 de Dezembro de 1918.
Bento Gonçalves, dirigente anarco-sindicalista, visita a Rússia durante a revolução bolchevista.
Em 1921 fundará do Partido Comunista.
Em 1920 a Igreja recusa a imagem de Nossa Senhora de Fátima do escultor Teixeira Lopes pela sua sensualidade.
Na Serra da Gardunha, um tocador de cornetim é cobiçado pelas duas bandas do Fundão:
«música nova» e «música velha».
A vida de músico é insegura, ele tem que assegurar o sustento dos três filhos e da mulher novamente grávida.
É sapateiro, mas por causa do cornetim, poucos sapatos fizera.
Sai dos confins da Beira Interior e resolve tentar a sorte na capital.
É o tempo das cerejas (Maio e Junho) e em Lisboa, na Rua Martim Vaz, a mulher dá à luz uma criança do sexo feminino: Amália da Piedade Rodrigues.

A vida está má e o sapateiro-músico não arranja trabalho.
Voltam todos para o Fundão mais pobres do que nunca.
Excepto Amália que, com 14 meses, fica em Lisboa com os avós.

«Mensagem» de Fernando Pessoa

3ª Parte – O Encoberto
II – Os Avisos

Primeiro – O Bandarra
Sonhava, anónimo e disperso,
O Império por Deus mesmo visto,
Confuso como o Universo
E plebeu como Jesus Cristo.
Não foi nem santo nem herói,
Mas Deus sagrou com Seu sinal
Este, cujo coração foi
Não português mas Portugal.

Segundo – António Vieira
O céu ‘strela o azul e tem grandeza.
Este, que teve a fama e à glória tem,
Imperador da língua portuguesa,
Foi-nos um céu também.
No imenso espaço seu de meditar,
Constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El-Rei DE. Sebastião.
Mas não, não é luar: é luz do etéreo.
É um dia; e, no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo.

Terceiro
Screvo meu livro à beira-mágoa.
Meu coração não tem que ter.
Tenho meus olhos quentes de água.
Só tu, Senhor, me dás viver.
Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a Hora?
Quando virás a ser o Cristo
De a quem morreu o falso Deus,
E a despertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?
Quando virás, ó Encoberto,
Sonho das eras português,
Tornar-me mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?
Ah, quando quererás, voltando,
Fazer minha esperança amor?
Da névoa e da saudade quando?
Quando, meu Sonho e meu Senhor?

canção do mar

Fui bailar no meu batel

Além do mar cruel

E o mar bramindo

Diz que eu fui roubar

A luz sem par

Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão

Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel

Não vou ao mar cruel

E nem lhe digo aonde eu fui cantar

Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Frederico de Brito / Ferrer Trindade

a voz luminosa de Dulce Pontes

para uma existência sustentável

Ora aqui está uma boa razão para existir!

No dia 22 de Maio, data do meu aniversário, comemora-se o Dia Mundial da Biodiversidade!

Tenho contribuído pouco para promover um desenvolvimento responsável e duradouro dos recursos naturais da nossa terra.

Se o desenvolvimento sustentável for abordado como forma de garantir o progresso humano integral, este deverá consubstanciar-se num espírito de serviço aos meus semelhantes e para com a natureza.

Utilizar da melhor forma os recursos e avaliar a finalidade e a dimensão dos nossos problemas ambientais, económicos e sociais, procurar caminhos no sentido da salvaguarda das florestas e das espécies biológicas ameaçadas, é uma forma de comprometimento pessoal, que certamente me tornará mais rico, tanto espiritual como culturalmente.



Parque Natural da Ria Formosa

Local de eleição das minhas férias de verão, espero que por muitos anos!