Arquivo de Março, 2011

Afeganistão: Encruzilhadas do Mundo Antigo

Exposição “Afghanistan: Crossroads of the Ancient World”
British Museum | 3 de Março a 3 de Julho de 2011


Gold crown from Tillya Tepe, 1st century AD

Resultante da posição geográfica na região e das relações de comércio e culturais com os países vizinhos da Ásia Central como o Irão, a Índia e a China, estão acessíveis algumas das mais importantes descobertas arqueológicas do Antigo Afeganistão, bem como peças únicas cedidas pelo Museu Nacional do Afeganistão, em Cabul. O conjunto, superior a 200 objectos, apresenta-se sob a forma de uma encruzilhada cultural do Mundo Antigo, desde esculturas clássicas, mobiliário da Índia, do Egipto e ornamentos em ouro.

Todos os objetos foram encontrados entre 1937 e 1978, tendo-se temido pelo seu desaparecimento após a invasão soviética de 1979 e a guerra civil que se seguiu, quando o Museu Nacional foi atingido pelos talibãs.


Fragment of a bowl depicting bearded bulls (Tepe Fullol), 2200-1900 BC

As descobertas mais antigas, parte de um tesouro com cerca de 4000 anos, constituem os primeiros artefactos de ouro encontrados no Afeganistão e estão ligadas às trocas comerciais com as civilizações do Irão e do Antigo Iraque. As mais recentes provêm de três outros locais no norte do Afeganistão e pertencem ao período situado entre o século 3º aC e o século 1º dC.


Enamelled glass goblet from Begram, 1st century AD

Relacionado:
Artigo “Looted Afghan treasures identified” e conjunto de imagens no The Independent
Artigo “Treasures from Afghanistan: in pictures” no The Telegraph

Serenata do Cisne Bravo

Em Janeiro de 2010 no Lago Hokkaido – Japão, o fotógrafo Stefano Unterthiner captou a graciosidade poética dos cisnes bravos. O trabalho que realizou para a National Geographic valeu-lhe  o 2º Prémio da World Press Photo na categoria Natureza.

Heroínas no Thyssen – Atalanta

Que feliz coincidência, a escolha de 8 de Março para a inauguração da Exposição no Museu Thyssen, já que hoje se celebra o 100º aniversário do Dia Internacional da Mulher.

Guido Reni – Atalanta e Hipómenes, 1618-1619

Como Ártemis y sus ninfas, la mortal Atalanta rechaza el culto de Afrodita y destacaba en los ejercicios supuestamente masculinos: la caza, la lucha cuerpo a cuerpo, la carrera. La figura de Atalanta encierra una amenaza potencial contra los roles de género que ha sido desactivada una y otra vez, desde el propio Ovídio hasta las interpretaciones pictóricas del mito. En la pintura victoriana, no obstante, la iconografía de cazadoras y atletas antiguas será rescatada para imaginar la emancipación del cuerpo femenino y el derecho al deporte como precursor en la conquista de otros derechos sociales y políticos.


Noël Hallé – The Race between Hippomenes and Atalanta, 1762-65
Oil on canvas, 321 x 712 cm | Musée du Louvre, Paris

Josephine Baker em Portugal

Para comemorar o 70.º aniversário da estreia da artista em Portugal, em Março de 1941, João Moreira dos Santos e o Teatro daTrindade propõem para os dias 11 e 12 de Março a peça Uma Noite com Josephine Baker ( o evento consiste num espectáculo multimedia que inclui música, teatro e vídeo, e ainda a apresentação do livro de João Moreira dos Santos sobre a ligação de Baker a Portugal entre 1933 e 1960. 
Complementarmente, realiza-se a 12 de Março o passeio guiado Na Peugada de Josephine Baker pela Lisboa dos Anos 30/50.

Josephine Baker, que nos anos 20 foi o ícone do jazz e da libertação sexual, escandalizando a velha Europa com as suas ousadas e desnudadas danças, passou sete vezes por Portugal, entre 1939 e 1960. Desde simples escalas a concertos, acções de espionagem para os serviços secretos franceses, uma tentativa frustrada de adopção e até declarações políticas pró-fraternidade universal, não passou despercebida nem sem levantar protestos pela sua arte e cor.João Moreira dos Santos

 

 

Oriente – Ocidente

(Anònim Sefardi)

Yo m’enamori d’un aire,
d’un aire d’un donzell,
d’un donzell molt formós,
bell del meu cor.

Yo m’enamori de nit,
la lluna m’ enganyà.
Si hagués estat de dia,
yo no hauria conegut l’amor.

Si altre cop yo m’enamoro,
que sigui de dia, amb sol.