Arquivo de 23 de Agosto, 2007

Luz Boa – Blue Line

É por aqui que podemos iniciar uma autêntica viagem ao Passado remoto da cidade. Bairro muito antigo, construído ao longo dos séculos ao sabor de conquistas e imigrações, a Mouraria mostra aqui um pouco da sua raça, colada a Alfama, o bairro da Fé.

Sons de fado começam a ouvir-se no circuito – e é possível que não seja somente o choro de um guitarrista a ensaiar a sua apresentação nocturna num dos inúmeros restaurantes típicos; serão certamente as vozes anónimas que o agrupamento belga Het Pakt reuniu na sua peça participada Fado Morgana.

Telas estendidas, nelas os rostos projectados, na imediata proximidade uma voz que, ao afastarmo-nos, se revela parte de um coro maior de Lisboetas, homenagem à Cidade e ao Fado, numa única cantiga, conhecida de todos – passar por lá é reconhecê-la!

Prosseguimos tacteando a Lisboa moura, medieval, pombalina, romântica e moderna. Seguimos pela Rua da Costa do Castelo, símbolo fascista que António Ferro escolheu para justificar a identidade lisboeta (ou a falta dela), o cinema português, as quatro paredes caiadas com um cheirinho a alecrim, contrastando com o amontoado de casas que se vão degradando sobre as colinas da cidade.

excertos do texto publicado aqui.

Luz Boa – Blue Line

É por aqui que podemos iniciar uma autêntica viagem ao Passado remoto da cidade. Bairro muito antigo, construído ao longo dos séculos ao sabor de conquistas e imigrações, a Mouraria mostra aqui um pouco da sua raça, colada a Alfama, o bairro da Fé.

Sons de fado começam a ouvir-se no circuito – e é possível que não seja somente o choro de um guitarrista a ensaiar a sua apresentação nocturna num dos inúmeros restaurantes típicos; serão certamente as vozes anónimas que o agrupamento belga Het Pakt reuniu na sua peça participada Fado Morgana.

Telas estendidas, nelas os rostos projectados, na imediata proximidade uma voz que, ao afastarmo-nos, se revela parte de um coro maior de Lisboetas, homenagem à Cidade e ao Fado, numa única cantiga, conhecida de todos – passar por lá é reconhecê-la!

Prosseguimos tacteando a Lisboa moura, medieval, pombalina, romântica e moderna. Seguimos pela Rua da Costa do Castelo, símbolo fascista que António Ferro escolheu para justificar a identidade lisboeta (ou a falta dela), o cinema português, as quatro paredes caiadas com um cheirinho a alecrim, contrastando com o amontoado de casas que se vão degradando sobre as colinas da cidade.

excertos do texto publicado aqui.

con amore, senza impegno…

do meu querido amigo Nadir Bonaccorso.

aço escovado e vidro fosco
25 cm x 5 cm x 5 cm

aço escovado e madeira

aço escovado e vidro fosco
40 cm x 10 cm x 10 cm

Os Mensageiros do Jazz

ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA DO JAZZ & BLUES.
Organização de Howard Mandel, com prefácio de John Scofield
Edições Afrontamento, 2006


Da escassa informação disponível em português, esta obra destaca-se naturalmente pela profundidade e riqueza das biografias de nomes maiores da história do jazz.
Vem mesmo a calhar, esta enciclopédia, nomeadamente para dinamizar o Aqui Jazz o Fado, projecto embrionário que pretende ir às origens e casamentos de duas formas de expressão musical tão diversas…
Como gostava de ter visto o Carlos Paredes ao lado do Charlie Haden no Coliseu!


As evoluções da música popular nos séculos XX e XXI foram muitas e variadas, passando-se da utilização de instrumentos rudimentares e de estruturas melódicas simples a trabalhos mais complexos e ao recurso cada vez maior a tecnologias avançadas. No entanto, é muitas vezes possível traçar as origens da música popular ocidental a partir dos seus muitos artistas e das influências das duas correntes de música afro-americana que se desenvolveram no final do século XIX: o jazz, que saía quente do caldo urbano multicultural de Nova Orleães, e o blues, vindo das paisagens rurais desoladas do Texas e do delta do Mississipi. Estas misturas de elementos da música afro-americana com o mundo cultural e social da América pós-guerra Civil foram evoluindo gradualmente a partir das suas raizes semelhantes, vindo a constituir dois géneros musicais bastante distintos e criando bases sólidas para o surgimento de outros estilos novos.



Esta Enciclopédia proporciona um olhar profundo sobre essa música poderosa e influente, com informação detalhada sobre os artistas inovadores que ajudaram a dar forma ao jazz e ao blues à medida que os estilos foram evoluindo. Organizados por décadas, todos os capítulos abrem com um texto introdutório com a informação básica essencial. As secções «Temas & Estilos» situam a música no seu contexto cultural, histórico e social e descrevem a evolução do jazz e do blues nesse período. Seguem-se as secções biográficas sobre os «Artistas de Referência» de cada década, contendo detalhes sobre faixas emblemáticas e gravações clássicas de cada um deles. Depois, em «Artistas de A-Z», apresentam-se as histórias da vida de muitos outros músicos, vocalistas, compositores, arranjadores, chefes de orquestra e produtores importantes. A secção de referências, bastante abrangente, inclui informação sobre os instrumentos do jazz e do blues, uma extensa lista de artistas, um glossário e bibliografia complementar sugerida.

Sobre a obra, recomenda-se também este artigo de Rui Branco.

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