Archive for the ‘ In memoriam ’ Category

Ciclo ‘In Memoriam Vasco Granja’

FELIX THE CAT WOOS WHOOPEE
De Otto Messmer – Estados Unidos, 1930 – 7 min. – Não Legendado
Na Cinemateca –  hoje às 19:00h.

A CHAIRY TALE
De Norman McLaren e Claude Jutra – Canadá, 1957 – 10 min. – Não Legendado
Na Cinemateca – hoje às 19:00h.

John Gielgud`s ambition

Emília

 Criar-me, recriar-me, esvaziar-me, até
que o que de mim um dia, morto, vá
para a terra, não seja eu; enganar honradamente,
plenamente, com vontade firme,
o crime, e deixar-lhe este espantalho negro
do meu corpo, como sendo eu!
                                                                     E esconder-me,
a sorrir, imortal, nas margens puras
do rio eterno, árvore
– num poente imarcescível –
da imaginação mágica e divina!

Ruan Ramón Jimenez, 1923?
Benjamín Palencia - Las edades de la vida, 1932

Benjamín Palencia - Las edades de la vida, 1932

Monstros e Portentos

aldrovandi_p337Os monstros não desaparecem com os mirabilia medievais, mas regressam no mundo moderno, embora o façam de outra forma e com outra função. Desde a Idade Média, tinha-se discutido sobre a diferença entre dois tipos de monstruosidade, os portentos e os monstros. Os portentos eram eventos prodigiosos e espantosos, mas naturais.
Muitos autores procuraram explicar as suas causas, como Ambroise Paré  (Des Monstres et  Prodiges, 1573), embora sem conseguirem evitar vê-los como premonições de acontecimentos fora do comum.
Desde os primeiros séculos medievais se tem afirmado que os portentos não deveriam considerar-se contra-natura mas sim contra a natureza conhecida.
Os verdadeiros monstros não eram pois humanos, mas indivíduos nascidos de progenitores da mesma raça e permitidos por Deus, enquanto sinais de uma linguagem alegórica. Os Descobrimentos dariam também a conhecer outros mundos, habitados por criaturas estranhas, indivíduos portentosos descobertos pelos exploradores e viajantes como  Gaspar Schott (Phisica Curiosa, 1662)  ou Ulisses Aldrovandi (Monstrorum Historia, 1658).

 

lycosthenes_p538Em 25 de Março de 1561, morria Conrad Lycosthenes, humanista e enciclopedista, autor do célebre Prodigiorum ac ostentorum chronicon, de 1557

 

 

 
Para quem tiver curiosidade, recomendo vivamente uma vista a este livro virtual, profusamente ilustrado com imagens do século XVI.

 

A partir da História do Feio, por Umberto Eco

Saudade

Querida Maria,
Contigo descobri Corto Maltese, com quem fizemos viagens imaginárias, fruto da paixão comum  pelos mares do sul. Também ele não resistiria aos teus olhos bonitos!
Na viagem da vida, embora separados por trajectos diferentes, mantivemos o afecto e o mesmo profundo amor pelos nossos filhotes. Quis o acaso que soubesse, precisamente no dia do teu aniversário, do teu desaparecimento.  
Sem comparação com a saudade do teu filho Pedro,  quero que saibas que a tua ausência far-me-á sempre companhia.

maria-cortesao_1982

Freddie Hubbard (1938-2008)

Que dizer de um trompetista que tocava como poucos, entre os quais o senhor da posta anterior?

No final dos Anos 50, Freddie Hubbard participou em vários trabalhos com os irmãos Wes e Monk Montgomery.

Freddie Hubbard & Art Blakey – Moanin’

Seguiu-se o período de ouro, The Blue Note Years 1960-1965: Tocou no grupo de Art Blakey and the Jazz Messengers (com Wayne Shorter, Curtis Fuller, Cedar Walton e Reggie Workman), nomeadamente em Caravan e Free For All; Gravou Maiden Voyage e Empyrean Isles com Herbie Hancock; Free Jazz com Ornette Coleman; Out to Lunch com Eric Dolphy,  Ascension com John Coltrane, Africa Brass com John Coltrane e Eric Dolphy e Ready for Freddie com Wayne Shorter. Tocou ainda com Bobby Hutcherson em Dialogue. Chega? 🙂

Freddie Hubbard e Joe Henderson em Maiden Voyage, de Herbie Hancock

Paul Newman – The Hustler 1961 Final Game

Escolho The Hustler, de Robert Rossen, para prestar homenagem a Paul Newman.

Tendo como ponto de partida um artigo  da Vanity Fair, tenho estado a inserir fotos e links nesta página, que continuará a ser actualizada.

Una furtiva Lagrima – Pavarotti

Homens livres – Mstislav Rostropovich (1927-2007)

Rostropovich – Bach Cello Suite No.1

Como diria Toscanini..

A voz de anjo deixou de se ouvir há um ano.

É pois tempo de recordar uma das maiores sopranos líricos do século XX.
Sem o dramatismo de Maria Callas, a voz de Renata Tebaldi possuia uma beleza inigualável.
Elegeu Verdi e Puccini como seus compositores favoritos, alimentando assim o desejo de cantar sempre em italiano.

A colecção de temas deste duplo cd é preciosa, pois representa a época de maior expressividade da diva. Uma bela prenda de Natal.. e, se o impulso de a guardar for mais forte, tanto melhor..


The Great Renata Tebaldi em 2 CDs – Decca, ref: 00289 470 2802

Estritamente por gosto pessoal, recomendaria:

Do primeiro cd
O Mio Babbino Caro da ópera Gianni Schicchi, de Puccini; gravação de 1962
Vissi D’arte da ópera Tosca, de Puccini; gravação de 1959
Ne Andro Lontana da ópera La Wally, de Catalani; gravação de 1968
L’altra Notte In Fondo Al Mare da ópera Mefistofele, de Boito; gravação de 1958
Si. Mi Chiamano Mimi…O Soave Fanciulla da ópera La Bohème, de Puccini; gravação de 1959

Do segundo cd
Ritorna Vincitor da ópera Aida, de Verdi; gravação de 1949
Sola, Perduta, Abbandonata da ópera Manon Lescaut, de Puccini; gravação de 1954
Pace, Pace, Mio Dio da ópera La Forza Del Destino, de Verdi; gravação de 1955

Podem ouvir-se os samples aqui.

Memoráveis também, as interpretações em La Forza del Destino-1955 e Otelo-1961, com Mario Del Monaco.