Archive for the ‘ Cinema ’ Category

a páginas tantas…

Tenho andado entretido a  introduzir algumas páginas sobre temas actuais que me interessam e que irão sendo actualizadas.

A saber:

Uma sobre os Óscares, com mais uma noitada em perspectiva, a 22 deste mês; Outra sobre fotografia em cinema, de Annie Leibovitz – Film Noir.

Duas sobre grandes compositores de quem se comemoram bicentenários, respectivamente, da morte de Joseph Haydn e do nascimento de Felix Mendelssohn.

Ainda à volta dos sons, uma página desenvolvida a partir do programa Musica Aeterna, produzido por João Chambers para a Antena 2. Um belíssimo programa, emitido no dia 31 de Janeiro, dedicado a assinalar dos 500 anos da publicação, em Veneza, do tratado De Divina Proportione de Luca Pacioli, o qual trata, essencialmente, o número de ouro e a sua aplicação na arquitectura e na pintura.
Outra sobre Rembrandt está na forja…

Por falar em pintura! Se a Exposição de Francis Bacon no Museu do Prado merece destaque, a monumental Babilónia no British Museum… só visto!

Especialmente actual, num tempo incerto para a nossa espécie, a página dedicada a Charles Darwin, cujo bicentenário do nascimento se comemora este ano, a par os 150 anos de “A Origem das Espécies”. A não perder, a Exposição que inaugura depois de amanhã na Gulbenkian.

Recordo, no trigésimo aniversário da morte de meu pai, Tabacaria, por João Villaret:

enfim… a estética!

Sobre VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen eu, voyeur, me confesso: Sim! Quero ver o beijo entre a Scarlett e a Penélope! E claro, a elegância que Allen tem colocado no seu recente cinema europeu, embora continue sem perdão o pecado de Scarlett não ter sido Cassandra! O trailer está ali em baixo, do lado direito.

 

Javier Bardem, Penélope Cruz e Scarlett Johansson

Javier Bardem, Penélope Cruz e Scarlett Johansson

Steamboat Willie

Steamboat Willie (1928) foi a primeira curta animada do rato mais famoso do planeta. O filme, escrito e realizado por Walt Disney e Ub Iwerks, teve a sua première a 18 de Novembro de 1928, no New York’s 79th Street Theatre. Um prodígio da técnica, à altura! 🙂

 

Paul Newman – The Hustler 1961 Final Game

Escolho The Hustler, de Robert Rossen, para prestar homenagem a Paul Newman.

Tendo como ponto de partida um artigo  da Vanity Fair, tenho estado a inserir fotos e links nesta página, que continuará a ser actualizada.

Leão de Ouro

The Wrestler, de Darren Aronofsky, conquistou o prémio maior do Festival de Veneza deste ano. O irreconhecível Mickey Rourke volta surpreender pela positiva, depois do “ternurento” Marv de Sin City. Marilyn Mason também deve ter ficado feliz! 🙂

La Biennale di Venezia

A abrir a edição 65 do Festival de Cinema de Veneza, é projectado esta noite Burn After Reading dos irmãos Coen, com um elenco espantástico! Da lista de filmes fora de competição, destaque ainda para Shirin do iraniano Abbas Kiarostami. Dos filmes a concurso, destacaria The Burning Plain do mexicano Guillermo Arriaga, Akires to kame de Takeshi Kitano, Nuit de chien de Werner Schroeter (rodado em Portugal ) e Gake no ue no Ponyo de Hayao Miyazaki.

Vodpod videos no longer available.

more about “Burn After Reading“, posted with vodpod

Star Wars – The Clone Wars

Confesso que o entusiasmo é menor do que quando estreou Star Wars: Episode III, Revenge of the Sith

Star Wars: The Clone Wars” envia para uma galáxia bué-bué-da-longe as personagens que me alimentam a imaginação há 30 anos e resume-se exclusivamente a um state-of-the-art de animação gerada por computador. É talvez aqui que as expectativas são mais elevadas e não na esperança eterna que deposito nos Cavaleiros Jedi, na luta contra os malvados! 🙂

Vodpod videos no longer available.

Metropolis – Director`s Cut

O jornal alemão Die Zeit noticia a descoberta de aproximadamente 30 minutos de cenas fundamentais para que (final e ansiosamente, esperam os cinéfilos) se faça luz sobre algumas profundezas da narrativa em Metropolis de Fritz Lang, obra-prima gótico-futurista do cinema-mudo.

Chasing Sheep is Best Left to Shepherds

Michael Nyman é um dos nomes maiores da música contemporânea. Autor de magistrais bandas sonoras de filmes como o lindíssimo The Piano – 1993, de Jane Campion.
Peter Greenaway, autor do fabuloso Livros de Próspero de 1991, havia feito em 1989 um milagre chamado The Cook the Thief His Wife & Lover e encomendou a Nyman a única banda sonora que se poderia imaginar para tal filme.

Tive o privilégio de o ver tocar no CCB, onde teve a gentileza de convidar a nossa querida Filipa Pais.

Vodpod videos no longer available. from vodpod.com posted with vodpod

Os Imortais

Andrew Beckett, o jovem brilhante advogado infectado com o vírus da Sida, reune com o advogado Joe Miller, a quem pede ajuda no sentido de provar que foi despedido do Escritório de Advogados onde trabalhava, por estar doente.
Gigantesco, o processo de luta, contra a sociedade, contra a morte, contra o próprio advogado, também ele homofóbico.
No final desta cena, Miller sai de casa de Beckett com as lágrimas nos olhos.
Há muitos anos que me emociono com esta cena, que deu a Tom Hanks o Óscar pelo filme Philadelphia.

Para que esta cena ficasse para sempre gravada como um dos grandes momentos da História do Cinema, muito contribui a voz da Divina Callas, no papel de Maddalena na ópera Andrea Chenier, de Giordano.


Maddalena, disposta a entregar-se ao tribunal revolucionário para salvar o poeta Andrea, conta a Carlos como a sua família morreu num incêndio, num desesperado acto de amor:

La mamma morta m’hanno alla porta
della stanza mia; moriva e mi salvava!
poi a notte alta io con Bersi errava,
quando ad un tratto un livido bagliore
guizza e rischiara innanzi a’ passi miei
la cupa via! Guardo!
Bruciava il loco di mia culla!
Così fui sola! E intorno il nulla!
Fame e miseria! Il bisogno, il periglio!
Caddi malata, e Bersi, buona e pura,
di sua bellezza ha fatto un mercato,
un contratto per me!
Porto sventura a chi bene mi vuole!
(ad un tratto, nelle pupille di Maddalena si effonde una luce di suprema gioia)
Fu in quel dolore
che a me venne l’amor!
Voce piena d’armonia e dice:
“Vivi ancora! Io son la vita!
Ne’ miei occhi è il tuo cielo!
Tu non sei sola!
Le lacrime tue io le raccolgo!
Io sto sul tuo cammino e ti sorreggo!
Sorridi e spera! Io son l’amore!
Tutto intorno è sangue e fango?
Io son divino! Io son l’oblio!
Io sono il dio che sovra il mondo
scendo da l’empireo, fa della terra
un ciel! Ah!
Io son l’amore, io son l’amor, l’amor”