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Primeiro Ministro apresenta demissão:
A maioria estável no Parlamento não é condição suficiente para continuar em funções, pois de Belém têm vindo gestos que pouco favorecem a harmonia institucional, como a convocação de economistas e a chamada de um comentador a Belém, ou ainda as críticas sobre a política de Saúde.
O senhor presidente está a dar demasiada importância a incidentes protocolares, como a trapalhada das tomadas de posse, ou a água do bébé, em lugar de valorizar reformas estruturais e a estabilidade social.
Por todo um conjunto de circunstâncias nada favoráveis ao governo, apresento por isso a demissão!
Presidente da República dissolve o Parlamento e convoca eleições:
Os sinais do meu descontentamento com o que se estava a passar foram interpretados como geradores de instabilidade à volta do executivo.
Claro que não fiquei surdo às vozes que defendem que o Orçamento para 2005 não responde satisfatoriamente às exigências de efectiva consolidação orçamental, condição necessária para se prosseguir o esforço de redução do défice público que os nossos compromissos internacionais e as necessidades do nosso desenvolvimento futuro tornam indispensável.
As quatro condições que, ao dar posse ao XVI Governo, considerei fundamentais para o prosseguimento das políticas externa, de defesa, de justiça e de finanças públicas não foram seguidas.
A culpa da crise política é do Executivo de Santana Lopes, que não deu garantias de estabilidade e credibilidade e também se revelou incapaz de levar adiante as reformas necessárias ao desenvolvimento do País.
Devo reconhecer que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência, e que se esgotou a capacidade da maioria parlamentar para as conter e inverter, no fundo, gerar novos governos.
A dissolução do Parlamento é um poder discricionário do Presidente da República.
Não me resta por isso alternativa senão aceitar o pedido de demissão do Primeiro Ministro, dissolver a Assembleia da República e convocar eleições!
Espero assim que o próximo Governo – que quero de quatro anos – encare com mais determinação o grave problema orçamental.
Os portugueses entendem o que quero dizer com isto!
Saídos da cena punk a par dos Siouxsie & The Banshees ou dos Cure, os Cocteau Twins inventaram combinações acústicas e adicionaram uma nova e bela linguagem à paisagem musical.. ao longo de quinze anos!
Esta compilação reúne 18 músicas criteriosamente seleccionadas e que sugerem o bem e o mal, o céu e a terra. A dificuldade em destacar alguma faixa é quase uma blasfémia, mas Lazy Calm é daquelas músicas que devíamos ouvir ao acordar…
A maravilhosa Elizabeth Fraser colaborou entretanto em diversos projectos, com especial destaque para a sua participação no álbum Mezzanine dos Massive Attack.
Os outros deuses menores são Robin Guthrie e Simon Raymonde!
Os islandeses Sigur Rós, que têm nos Cocteau Twins a sua fonte de inspiração, transportam por estes dias a sua herança para uma nova geração de apreciadores desta bela música.
Um tesouro para guardar.. e ouvir até ao fim dos tempos!
Após um ano de exílio, estes três sinos – de um total de doze, regressam hoje ao local do crime!
Estavam um pouco desafinados, é certo! Sim, que de sinos percebo eu!
Pelo menos, gostava de os ouvir – a cada quinze minutos, afugentar os pombos para o Largo da Estrela e refugiarem-se nas árvores do jardim em frente.. talvez o mais bonito que conheço!
Os sinos da Basílica da Estrela têm mais de 200 anos!
Foram colocados cerca de um ano antes desta Basílica Neo-Clássica ser inaugurada por D.Maria, em 1789.. e onde a senhora agora repousa !
Estes imponentes sinos são constituidos em bronze; Suportados por cabeçalhos de madeira e ferro, ostentam escritos em Latim, pequenas esculturas, data e assinatura do autor.
Cada sino é dedicado a uma figura da igreja, como S. António, Santo Elias, Sta. Teresa ou Sta. Bárbara.
A restauração durou sensivelmente um ano, para resolver o problema de oxidação, tapar fissuras e afinar.
Serão colocados ao longo do mês de Dezembro, em duas fases: a primeira, relativa à torre nascente e a segunda à torre poente.
Foi criado um sistema computorizado, para accionar os instrumentos da torre poente, que tocarão melodias seleccionadas.
Modernisses!
I wonder why Miss Edna Mode,
a superhero fashion designer whose attributes include excellent taste and super attitude..
reminds me Miss Vitriolica?
The extraordinary The Incredibles!..
In a theater near next to me.. this weekend!
Meanwhile, just for fans.. visit the Blog da Pixar!
Nunca deves sorrir assim..

Nunca deves sorrir assim para ninguém..
Que forma tão sentida de admirar a Renascença e os seus vultos!

Sandro Botticelli (1445-1510) – Giovanna degli Albizzi Receiving a Gift of Flowers from Venus – 1486 – Fresco destacado e colocado em tela – 211 x 284 cm – Museu do Louvre, Paris
Para Botticelli
Pressinto que o mundo cresce de teus dedos
quando num clarão mortal se rasgam asas
e faces lívidas de anjos
choram suas raízes arrancadas do chão.
Quando o vento grita em teus cabelos
que não é o mar a seara que se ondula.
Quando um perfil destrói em si a noite
e o teu peito,
onde límpida era a sua côr.
Quando uma árvore frutifica a sua solidão
e se ilumina
com um súbito canto
ou um vulto quase irreal de ser tão breve.
Quando, de olhos sangrentos,
sentes nitidamente o anoitecer
e exausto abandonas a cabeça a mãos ausentes:
náufrago de veias que prolongam a terra,
transfigurado no rosto
onde a manhã te anuncia o seu regresso.
in Silabário, de José Bento
Há um bar em Lisboa que faz a diferença: O British Bar!


Situado no Cais do Sodré, frente ao Tejo, tem como companheiros o antigo English Bar e o American Bar.
No século XIX, os britânicos e os portugueses que se dedicavam ao comércio marítimo, começaram a estabelecer-se nesta zona ribeirinha da cidade de Lisboa.
O Visconde Reinaldo e Basílio – personagens queirozianas, tomavam xerez na Taverna Inglesa – nome original deste bar com história, onde mais recentemente se sentava José Cardoso Pires nas suas deambulações pela cidade e onde deu uma entrevista pouco antes de morrer – se bem me recordo, a Bárbara Guimarães.


À entrada, temos duas portas estilo saloon e na montra do meio, um logotipo vermelho tem escrito British Bar.
O relógio inglês de finais do século XIX revestido de uma belíssima talha em madeira situado na parede do fundo da sala, tem dificuldade em rivalizar com a peça que está por detrás do balcão; Este famoso relógio é o que dá as horas ao contrário, pois os ponteiros funcionam no sentido da rotação da Terra.
A riquíssima madeira trabalhada da biblioteca do British Bar, onde podemos apreciar as lombadas com doseadores – obras que inspiraram alguns escritores ao longos dos anos..
A fotografia que celebra o final da Segunda Guerra Mundial, a decoração Art Nouveau que vem dos anos vinte, o balcão com o varão metálico em volta, fazem parte do espólio do único sítio em Lisboa que serve Ginger Beer à pressão, produzida a partir de uma infusão fermentada de gengibre..
São motivos mais do que suficientes para justificar uma primeira visita… pois as seguintes dispensam desculpas!!
Com a vizinhança dos bares de má fama das ruas de trás, durante muito tempo o British só deixava entrar homens, numa espécie de fronteira entre dois mundos que se completavam, pois os marinheiros começavam por beber nestes bares e só depois de atascados iam às meninas!
Por ser um bar cosmopolita, O British Bar nunca pegou muito em bebidas típicas como o eduardinho e a ginginha!
O engraxador residente, dos poucos que restam em bares e cafés da cidade, é um senhor de cabelos brancos que se confunde com a idade da napa vermelha das cadeiras.
Tem os seus os clientes habituais – normalmente empresários da zona, mas trata sempre com extremo cuidado um par de sapatos.. quando vê que merece!
É neste ambiente a dois tempos que o British Bar é para mim um local especial: de manhã, para tomar a bica e alindar os sapatos, e ao fim da tarde para uma ginger beer!
O British é um bar com swing!
Está frio, mas o colorido da Baixa nesta altura do ano transmite o calor próprio do Natal!
O Chiado está cheio de gente apressada..

.. e muitos, muitos turistas!
Para quem tenha disponibilidade, decorre uma Feira do Livro até dia 8 no Largo de Camões, onde serão colocados à venda, a preço de conveniência, títulos alusivos à Cidade e à História de Lisboa, títulos de História de Portugal Contemporâneo, Livros de Arte..
* “olha a bela da castanha assada!”
Extraído de uma rábula do Gato Fedorento

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