Arte Pública – CowParade, Areeiro
DiaphanésArtista: Catarina Flores, Rita Borges, Marisa Nunes
Localização: Av.Roma-Areeiro
Vaca PreciosaArtista: RAF, Ana Santos, Francisco Mota e Ilda Bizarro
Localização: Av.Roma-Areeiro
Arquivo por Autor
Diaphanés
Vaca PreciosaO acidente que marcou a sua vida.
A evocação do autocarro em que viajava.
(A)fetos. A lenta agonia na cama de hospital.
A impossibilidade de gerar vida.
As marcas de uma faca na moldura salpicada de cor de sangue;
O crime passional trazido para fora da tela.
Ora encontrar essa pequena galante de mãos dadas com tamanho imbecil – fora o mesmo do que a ver tombar morta a meus pés. Ela não deixara de ser um amor – é claro – mas eu é que nunca mais a poderia sequer aproximar. Sujara-a para sempre o homenzinho loiro, engordurara-a. E se eu a beijasse, logo me ocorreria a sua lembrança amanteigada, vir-me-ia um gosto húmido a saliva, a coisas peganhentas e viscosas.
Possuí-la, então, seria o mesmo que banhar-me num mar sujo, de espumas amarelas, onde boiassem palhas, pedaços de cortiça e cascas de melões…
Pois bem: e se as minhas repugnâncias em face do corpo admirável de Marta tivessem a mesma origem? Se esse amante que eu ignorava fosse alguém que me inspirasse um grande nojo? … Podia muito bem ser assim, num pressentimento, tanto mais que – já o confessei –, ao possuí-la, eu tinha a sensação monstruosa de possuir também o corpo masculino desse amante.
Mas a verdade é que, no fundo, eu estava quase certo de que me enganava ainda; de que era homem bem diferente, bem mais complicada a razão das minhas repugnâncias misteriosas. Ou melhor: que mesmo que eu, se o conhecesse, antipatizasse com o seu amante, não seria esse o motivo das minhas náuseas.
Com efeito a sua carne de forma alguma me repugnava numa sensação de enjoo – a sua carne só me repugnava numa sensação de monstruosidade, de desconhecido: eu tinha nojo do seu corpo como sempre tive nojo dos epilépticos, dos loucos, dos feiticeiros, dos iluminados, dos reis, dos papas – da gente que o mistério grifou…
In «A Confissão de Lúcio» de Mário de Sá carneiro
O Museu Nacional de Arte Antiga acolhe a Exposição Grandes Mestres da Pintura Europeia: De Fra Angelico a Bonnard | Colecção Rau – 18 de Maio a 17 de Setembro
Como aqui havia referido, inaugura amanhã a consensualmente considerada mais importante Exposição do ano em Portugal.
A visita, para ser perfeita, deve incluir – se possível – um almoço no magnífico jardim do Museu.
Sobre as obras expostas, ver também este, este e este posts.
Será talvez uma oliveira, talvez não.
Se for oliveira, então evoca a luz, a imortalidade, a relação cósmica, a morte e o monte famoso.
No MNAA, até ao próximo Domingo
Clique nas imagens para ampliar
Com a construção do Passeio Público, agora Avenida da Liberdade, o novo centro de Lisboa passa do Rossio para a Rotunda.
Em 1917, dava-se início à construção da estátua de homenagem ao Marquês de Pombal, neste palco de momentos históricos, desde os combates no dia 5 de Outubro de 1910, passando pelo funeral dos liberais Miguel Bombarda e Cândido dos Reis, até à inesquecível noite de 14 de Maio de 2000, em que Iordanov pendurou um cachecol do Sporting no pescoço do Marquês…
Foto da esquerda, 12 de Agosto de 1917 – Início dos trabalhos de construção do Monumento ao Marquês de Pombal
Foto da direita, 11 de Maio de 2006 – Conclusão dos trabalhos de pavimentação da entrada do Túnel das Amoreiras

Dava-se assim continuidade ao programa de expansão de Lisboa para norte e estabelecia-se uma nova centralidade, com as Avenidas Novas a constituirem-se como a Lisboa do século XX.
Ironicamente, no início do século XXI, a construção do Túnel visa descentralizar a simbólica zona do Marquês, eixo central da entrada na cidade.
Foto da esquerda, década de cinquenta:
vista da Avenida Fontes Pereira de Melo com Estátua do Marquês ao fundo, a partir do ainda e sempre fantástico terraço do Hotel Eduardo VII, na esquina com a Avenida António Augusto de Aguiar.
Foto da direita, 13 de maio de 2006: obras do troço do túnel com ligação à Avenida António Augusto de Aguiar.
O milésimo post do Luminescências é dedicado à memória da Semiramis.
Imagens pb retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa – clique para ampliar
Desde muito pequeno que esta árvore está presente na minha memória.
Quando corria em volta, nas brincadeiras infantis.. mais tarde, noutras menos…
No passeio matinal de hoje, voltaram as recordações…
Fica o registo deste cedro, que só assim se chama devido ao odôr que exala, pois na realidade é um cipreste.
Terá sido plantado em meados do século XIX, pelo que deverá rondar os 150 anos.
Publicado originalmente no Sétima Colina.
Desde muito pequeno que esta árvore está presente na minha memória.
Quando corria em volta, nas brincadeiras infantis.. mais tarde, noutras menos…
No passeio matinal de hoje, voltaram as recordações…
Fica o registo deste cedro, que só assim se chama devido ao odôr que exala, pois, na realidade, é um cipreste.
Terá sido plantado em meados do século XIX, pelo que deverá rondar os 150 anos.
clique nas imagens para ampliar

| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 | |||||