Arquivo de 16 de Maio, 2006

Morte de São Francisco, de Bartolomeo Carducho



Cada personagem, cuidadosamente pousada no lugar certo, como num presépio.

Os gestos e as expressões dos franciscanos, profundamente humanas, na prece e no sofrimento pela perda, em absoluto contraste com a vida que se extingue.

Os pequenos adereços, a frugalidade ascética destes homens…

Em contemplação

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Exposição de Fotografia – Lúmen, de André Gomes: Núcleo I

A força invisível da mão que segura o corpo contorcido de Cristo, descido da cruz.

Um corpo que se abandona, mas que nunca mais deixará de ser habitado, primeiro fóssil luminescente, em seguida luz pura.

Este corpo é já vestígio, memória. Mas é também recomeço. Indício.
Caminho para a luz. Para o que é ígneo.

 

A evocação do fogo que arde sem se ver,
como uma paixão que se derrama numa intensidade luminosa.

Semelhante paixão (ou natureza) está contida na rocha, no sílex, que, raspado, produz faúlhas nos ramos retorcidos da árvore, combustível. 

Será talvez uma oliveira, talvez não.
Se for oliveira, então evoca a luz, a imortalidade, a relação cósmica, a morte e o monte famoso.

No MNAA, até ao próximo Domingo

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