Posts Tagged ‘ Terramoto 1755 ’

O Paço da Ribeira no Tempo de D. João V

Na primeira metade do século XVIII, D. João V, rei de Portugal, seguindo o padrão dos monarcas europeus com uma aura de «Rei Sol», tudo fazendo para o engrandecimento da sua imagem e da do seu país, parece ter procurado mais do que o simples entretenimento da sua corte, ou mesmo da educação dos jovens príncipes.
Vivia-se então um período de intensa actividade ligada às descobertas científicas, nomeadamente no campo da astronomia, como forma de melhor conhecer a própria Terra, quer no que respeita à sua geodesia e cartografia, quer no que respeita à sua órbita.
Aproveitando os fluxos de ouro vindos do Brasil, D. João V desempenhou um papel activo enquanto mecenas de astrónomos italianos e promoveu o relacionamento da sua corte com a comunidade intelectual italiana, nos campos das Artes e das Ciências.

O Paço da Ribeira no início do Século XVIII

No seu tempo, foram construídas três grandes Bibliotecas: a do Convento de Mafra, destinada à história de Portugal e terminada já depois da morte do rei, em 31 de Julho de 1750; 🙂
A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, um admirável exemplo da arquitectura barroca e destinada à reforma dos estudos universitários em Coimbra, dentro de uma estratégia de expansão do Iluminismo em Portugal.
Mas nenhuma se comparava ao esplendor e actividade da Grande Biblioteca situada no próprio palácio real, o Paço da Ribeira. Chamada a Casa da Livraria, tornou-se famosa ainda em vida do rei e rapidamente se transformou num centro de experimentação e pesquisa científica, um símbolo do programa de ensino cuja reforma D. João V tinha iniciado.

  • fonte: Catálogo da Exposição Estrelas de Papel: Livros de Astronomia dos Séculos XIV a XVIII – BN, que terminou hoje, 31 de Julho. Como qualquer português que se preze, guardei a visita para o último dia. Devo até ter sido o último visitante, porque durante os cerca de noventa minutos da visita estive sempre sozinho! 🙂
  • Anúncios

    Grande Panorama de Lisboa

    Da Cruz-Quebrada ao Beato são cerca de 14 quilómetros de frente ribeirinha. O Grande Panorama da Lisboa anterior ao Terramoto de 1755, reproduzido num monumental painel de azulejo com 23 metros de comprimento, está no Museu Nacional do Azulejo.  Tem também destaque aqui.

    grande-panorama-de-lisboa_sec-xviii_mna

    Terramoto de 1755

    Ao longo de 2005 fui publicando alguns posts no Luminescências, no âmbito da passagem simbólica dos 250 anos sobre o grande terramoto que modificou a paisagem da Lisboa setecentista.

    Estão agregados nesta página.

    Anúncios
    %d bloggers like this: