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Tapeçaria ‘A Última Ceia’

Como parte integrante das comemorações do quinto centenário da morte de Leonardo da Vinci, em conjunto com a exposição “Leonardo. Il San Girolamo dei Musei Vaticani”, os Museus do Vaticano prestam homenagem ao genial artista com a conclusão do restauro da Tapeçaria inspirada na Última Ceia de Leonardo, que se encontra presentemente na Pinacoteca do Museu do Vaticano até final do mês de Maio, após o que viajará para França para ser apresentada, entre Junho e Setembro, na exposição “La Cène de Léonard de Vinci pour François Ier, un chef-d’oeuvre en or et soie”, no Castelo Clos Lucé em Amboise, onde Leonardo morreu no célebre dia 2 de Maio de 1519.

O valioso tecido, exclusivamente em fios de seda, ouro e prata, tem as mesmas dimensões do fresco produzido pelo mestre da Renascença no refeitório do convento Dominicano adjacente à igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão, entre 1494 e 1498.

Apesar de a iconografia reproduzir fielmente a posição das figuras na Assembleia dos Apóstulos em torno do Mestre, a tapeçaria possui um fundo diferente, enquadrado por um cenário arquitectónico. O trabalho de tecelagem deverá ter sido produzido na Flandres, sob encomenda de Luísa de Sabóia, mãe de Francisco I, rei de França.

Realizada inteiramente pelo Laboratório de Restauro de Tapeçarias e Têxteis dos Museus do Vaticano, esta  intervenção devolveu à obra o seu esplendor original e permitiu equacionar a hipótese de ter sido produzida em 1516, durante a presença de Leonardo em Amboise a convite do monarca, embora a questão da autoria ainda não esteja completamente esclarecida.

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A Invenção da Glória – D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana

Museu Nacional de Arte Antiga – 12 Junho – 12 Setembro de 2010

A exposição ‘A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana’ reúne pela primeira vez em Portugal os quatro monumentais panos, tecidos em Tournai por encomenda de D. Afonso V, conservados na Colegiada de Pastrana desde o século XVI e recém-restaurados sob o patrocínio da Fundação Carlos de Amberes. Peças de extraordinária monumentalidade e absolutamente únicas em termos da produção borgonhesa, relatando as conquistas de Arzila e Tânger, a sua encomenda e produção — ainda envolta em sombras — enquadra-se num programa mais vasto, de construção mítica da História, que o conjunto de obras em seu redor agora reunidas procura enquadrar e problematizar. Via.

Relacionado: Um tesouro perdido no Museu de Arte Antiga, por MARIA DE LURDES VALE, no DN
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