Quando em 1967 percorri algumas cerâmicas propondo a realização desta Chávena, a recepção era a mais hostil, como se lhes estivesse a propor a obscenidade das obscenidades.
Não quero deixar de lembrar que, tendo enviado ao Areal uma fotografia desta Chávena, ele sobre essa fotografia pintou, em 1971, um líquido tinto de sangue, de onde lutam para se evadir dois terríveis personagens.
Somos obrigados a reconhecer que as palavras não são suficientes para DIZER o homem. E a sua insuficiência tem-se tornado dramática; resta-nos a poesia, a revolta, a blasfémia, a liberdade interior!
Embora seja enormíssima a parte de humor expressa no Objecto Surrealista, será prudente que ninguém se deixe ficar apenas por aí. Essa é por certo uma das armadilhas que nos põe esta superior forma de comunicação. De facto o Objecto Surrealista está sempre pleno de humor negro, e foi dentro desse espírito que pus a circular a seguinte frase: Chávena com a asa por dentro, como a maioria de nós…
O Bernardo Sassetti com Drumming coloca no ventilador o último trabalho do músico – Unreal: Sidewalk Cartoon – para ilustrar as personagens duma história passada sabe-se lá aonde… cujo desenvolvimento é representado por ritmos de percussão – alguns ininteligíveis -, interpretados por solistas convidados sabe-se lá por quê e pelo meio ainda tem um filme de animação tipo aqueles do Vasco Granja…
A sério!
Na Península de Quasi-algures, numa altura em que as modas se confundem ou deixam (por isso) de ser moda, vamos conhecer Ernesto Ductilo Benito – administrador primeiro de uma fábrica de cooperação e recuperação, na região demarcada de Cidadania-a-nova. Um dia, depois de longas horas de trabalho, o bom Ernesto encontra alguns dos seus operários de fabricação em série misteriosamente empoleirados em estranhas máquinas, muito para além das laborárias, produzindo sons musicais, de nível estético apreciável, que nunca imaginara possíveis nas suas instalações.
Deste pequeno episódio, nasce-lhe o entusiasmo, a ideia e o sonho de rearmonizar o Domínio da Música – sua principal herança de família, agora convertido num reino de anarquia, onde todos os estilos musicais se (con)fundem numa enorme sarrafusca.
Inspirado pelos estudos musicais de sua bisavó Antónia, aconselhado por um sábio bruxo, Retortilho Castraz, e apoiado por um génio inventor, Mestre Ramalho Solau, Ernesto, transforma aqueles operários idiotas (pensava ele) em luminosos elementos de sciências musicais, rumo ao conturbado Domínio da Música.
Unreal – um hino ao desenvolvimento da classe de trabalhadores, artífices e operários por conta d’outrem: música; visão; imaginação; entrega; solicitação; aventura; mistério; paixão; “Indumentária”; desventura; solicitação; desenvolvimento; entrega; música; visão; delírio; falácia; zombaria e… experiências científicas na Península de Quasi-algures.
Bernardo Sassetti, 2006
Música original e arranjos Bernardo Sassetti Intérpretes (ao vivo) Drumming, Perico Sambeat, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Rui Rosa, Bernardo Sassetti e músicos convidados Participação especial Beatriz Batarda Filme/cartoon musical realizado por Filipe Alçada e Bernardo Sassetti Animação de Filipe Alçada baseado na história original e no trabalho de fotografia e patchwork (2003/06) de Bernardo Sassetti
Exposição de Pintura e Artes Plásticas da Pintora Sofia Leitão no Espaço «O Século – Centro Cultural» – O SÉCULO
Inaugura amanhã e pode ser visitada até 22 de Dezembro, das 14.00 às 20.00 Horas.
Em 1912, Guillaume Apollinaire apelidou de Orfismo o movimento criado pelos Delaunay, como ícone da transição do Cubismo para o Abstraccionismo.
Em 1964, Sonia Delaunay foi a primeira mulher a expôr a sua obra em vida no Museu do Louvre. Morreu a 5 de Dezembro de 1979.
Sonia Terk-Delaunay est née en 1885 en Ukraine. Epouse du peintre Robert Delaunay, elle a mené avec son mari des recherches picturales s’attachant à explorer la lumière, le mouvement des couleurs, leur “contraste simultané“. Dans leurs œuvres, les formes géométriques, colorées et vives, s’agencent en compositions rythmiques annonçant l’abstraction dont ils ont été parmi les pionniers. Pour elle, ces recherches, essentiellement instinctives, s’expriment dans la peinture pure mais aussi dans le domaine des arts appliqués, la décoration, la mode, domaines qu’elle estime répondre à la même quête artistique. Elle crée des tissus et des vêtements simultanés, elle réalise des collages, des reliures, des illustrations de livres de poèmes.
poema Caractères – 1956 de Tristan Tzara, com desenhos de Sonia Delaunay
yl y a une blanche servitude qui s`étend sur la fuite des temps
yl y a tout au long de son impulsion la dette de sang qui s`imprègne yl y a un nuage un seul mais il pèse plus lourd que la terre sur l`inconscience des ans yl y a dans l`aigreur des cris stridents de lait l`aiguille d`une voix qui monte tropicale yl y a l`infatigable couture des arbres sur le parcours envenimé yl y a une horreur indicible sur le front de ceux qui ricanent yl y a pour le tremblement de montagne le cerf rebondi la tête hurlante l`oiseau à fusil yl y a la feuillede mort dans l`iris de la pluie le regard de nervure et le foin pardonné yl y a mille têtes en un chiffre et le remords à cloche-pieds yl y a celui qui s`embrouille dans la poupre de ses propos de fil yl y a la laine empoissonnant la cruche vide des crânes yl y a ceux qui dans l`eau laissent tremper leurs subtiles savonneries de mémoire yl y a l`étonnement stupide de tous ceux qui regardent qui ne font que regarder pendant le défilé de la vie des autres
L’exposition est centrée sur la période de “l’Atelier simultané”, de 1923 à 1934, qu’elle a fondé pour créer et éditer des tissus simultanés, produire des vêtements et accessoires… Sonia Delaunay se consacre alors essentiellement à l’art vestimentaire, avec un grand succès. Si la plupart des motifs sont géométriques, elle sait en égayer la régularité de l’agencement par la sensibilité poétique de leurs formes éclatantes, lumineuses et toutes vibrantes du “chant sensuel de la couleur”.
Biografia política de um herói português em África, tão temerário quanto irresponsável. Da vida de Paiva Couceiro, destaques para a aventura africana enquanto líder militar durante a ocupação colonial, a defesa desastrada da Causa monárquica no 5 de Outubro de 1910 – que, de acordo com o retrato traçado por VPV, saiu pouco prestigiada -, e os episódios em que protagonizou uma outra direita que se opunha a Salazar.
Para Couceiro não havia Portugal sem Império, mais precisamente sem a colonização intensiva do Império, ou mais precisamente ainda sem a colonização intensiva de Angola. Porquê Angola? Porque, como já se disse, no plano de Couceiro, Portugal devia tornar Angola no Brasil da costa ocidental da África. Ao resto das colónias dava pouca importância e despachava numa linha. Mas não lhe parecia exagerado pensar que com bases no Atlântico ( Açores, Madeira, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde) e a imensa riqueza e a escassa população de Angola, não se pudesse fazer do Atlântico um «lago português». Esta política, ou visão, de Couceiro, punha em causa a política interna de Salazar, que não conhecia África e que, sendo um realista, se preocupava principalmente com a ordem e a estabilidade na metrópole. E punha também em causa a própria existência do regime, porque implicava (e Couceiro não o escondia) um sério esforço de armamento e uma presença militar em regiões de importância estratégica crucial e, além disso, o risco inaceitável de uma aliança com Inglaterra (uma potência democrática e, portanto, teoricamente hostil) em caso de guerra. Couceiro sabia que Portugal precisava do consentimento e do patrocínio da Inglaterra para pesar no Leste e no Sul do Atlântico e não lhe repugnava pagar o preço. Salazar não queria envolver o país num eventual (e mais do que provável) conflito europeu, em nome de uma aventura fantasiosa e mirífica.
Título:Um Herói Português – Henrique Paiva Couceiro (1861-1944) Autor: Vasco Pulido Valente Editora: Alêtheia Editores Ano de Edição: 2006
Duas décadas depois de (14-12-1986)Manuel Fernandes ter escrito mais de metade do argumento do filme Setaum, o clube do coração recebe o clube dos 5.999.999* ( sem link disponível, por razões do coração).
*Ao atingir a idade da razão, a Inês deixou de ser sócia.
1. Sede do CDS-PP vandalizada Os responsáveis pelos actos de vandalismo rasgaram os quadros, destruíram as maquetas e as esculturas e ainda pintaram as paredes exteriores com grafitis insultuosos. Não têm suspeitos pese embora “as tintas usadas para pintar as paredes sejam de cor vermelha”. Os grafitis deixados nas paredes continham vários insultos políticos a dirigentes do partido com palavrões.
Não fique zangado, Luis, pois eles sabem o que fazem.
2. Deus nos livre dos católicos Sabia que a deputada Ana Manso, do PSD, é “católica” e por isso a favor do aborto? Eu também não.
Não há nada como “falar claro”. Senão, leia-se o fascínio da estigmatização segundo Pedro Picoito. E havia necessidade de meter o Bosch ao barulho?
Na coluna de ontem do DN, Pedro Rolo Duarte fala de martírio!
Com alguma graça, a referência que não há trânsito a favor, no IC19.
Porém, não refere que o martírio significa um glorioso sinal de desenvolvimento, pelo menos na perspectiva dos responsáveis do poder autárquico e central, que nas últimas décadas deram aos Pimentas & Rendeiros e quejandos a possibilidade de construir monumentais aberrações urbanísticas como Reboleira, Amadora, Massamá, Cacém e Mercês.
Que definitivamente contribuiram para o suplício dos mártires do IC19!
Bem podem alargá-lo para 4 faixas em cada sentido que, se não revolucionarem as acessibilidades, as pessoas vão continuar a sair de casa e entrar na fila!
Continua portanto sem solução, o martírio!
Lisboa assistiu impotente à debandada da malta nova que, ao casar, se viu empurrada para a periferia! E todos os dias os vê atravessar o martírio das obras do túnel do Marquês….
Que rotunda observação , meu caro!
O martírio da entrada em Lisboa não foi criado pela invenção do túnel. O túnel foi inventado para acabar com o martírio.
Não fôra o Torquemada-Sá Fernandes, pelo menos nesta altura já o sofrimento não seria tão grande…
Tributo de Guus Slauerhoff ao universo do Fado, entendido no quadro da sua plena universalidade. O fascínio pelo fado levou-o a visitar Lisboa por várias vezes, nos anos de 2004 e 2005. Alfama, bairro repleto de segredos históricos, e o Museu do Fado que aí se encontra, ganharam para ele um interesse primordial. Durante as suas estadas em Lisboa, desenhou fadistas nas casas de fado e vagueou quotidianamente por Alfama, cuja ambiência conseguiu assim encontrar mais de perto.
A arte plástica de Guus Slauerhoff quer representar aquela vivência e experiência do fado, tocando-as, explorando-as, tornando-as palpáveis e visíveis como uma nova dimensão do fado.
“Os meus quadros contam uma história. São uma espécie de ícones de esperança”, diz o artista no vídeo que acompanha a exposição. “Nunca houve um artista como eu que manifestasse desta forma este interesse pelo fado. Gosto de calcorrear as ruelas, de ouvir os intérpretes do fado vadio. Há sempre uma lua no céu, um cão que ladra, um galo a cantar.. Acho isto uma experiência muito valiosa. Eu sou fado, deambulo aqui como o fado, a minha vida é fado”.
Paralelamente às suas pinturas, Guus Slauerhoff criou objectos com materiais que “são uma espécie de atributos da vida”.
Exemplo disso são uns sapatos, que comprou por um euro na feira da ladra, e que o artista deu nova vida caligrafando neles uma letra de fado e baptizando-os de “sapatos de fado”. Porque, como confessa, “o fado possibilita-nos, enquanto seres humanos, contar a poesia intensamente profunda da vida”.
A Exposição The Soul of Fado (a alma do fado) inclui 18 pinturas, 14 desenhos, cinco esculturas e ainda trabalhos de colagem e de ensemblage. De 16 de Novembro a 16 Janeiro de 2007, no Museu do Fado
Tributo de Guus Slauerhoff ao universo do Fado, entendido no quadro da sua plena universalidade. O fascínio pelo fado levou-o a visitar Lisboa por várias vezes, nos anos de 2004 e 2005. Alfama, bairro repleto de segredos históricos, e o Museu do Fado que aí se encontra, ganharam para ele um interesse primordial. Durante as suas estadas em Lisboa, desenhou fadistas nas casas de fado e vagueou quotidianamente por Alfama, cuja ambiência conseguiu assim encontrar mais de perto.
A arte plástica de Guus Slauerhoff quer representar aquela vivência e experiência do fado, tocando-as, explorando-as, tornando-as palpáveis e visíveis como uma nova dimensão do fado.
“Os meus quadros contam uma história. São uma espécie de ícones de esperança”, diz o artista no vídeo que acompanha a exposição. “Nunca houve um artista como eu que manifestasse desta forma este interesse pelo fado. Gosto de calcorrear as ruelas, de ouvir os intérpretes do fado vadio. Há sempre uma lua no céu, um cão que ladra, um galo a cantar.. Acho isto uma experiência muito valiosa. Eu sou fado, deambulo aqui como o fado, a minha vida é fado”.
Paralelamente às suas pinturas, Guus Slauerhoff criou objectos com materiais que”são uma espécie de atributos da vida”.
Exemplo disso são uns sapatos, que comprou por um euro na feira da ladra, e que o artista deu nova vida caligrafando neles uma letra de fado e baptizando-os de “sapatos de fado”. Porque, como confessa, “o fado possibilita-nos, enquanto seres humanos, contar a poesia intensamente profunda da vida”.
A Exposição “The Soul of Fado” (a alma do fado) inclui 18 pinturas, 14 desenhos,. cinco esculturas e ainda trabalhos de colagem e de ensemblage. De 16 de Novembro a 16 Janeiro de 2007, no Museu do Fado
David Hockney 25 Fondation Louis Vuitton Du 09/04/25 au 31/08/25
Artemisia - Héroïne de l'art Musée Jacquemart-André À partir du 19 mars 2025
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Jos d’Almeida
Jos d'Almeida é um compositor de música electrónica épico sinfónica, podendo este género ser também designado como Electrónico Progressivo. Na construção de um som celestial, resultante da fusão de várias correntes musicais, JOS utiliza os sintetizadores desde o início dos anos 80.
Chuck van Zyl
Chuck van Zyl has been at his own unique style of electronic music since 1983. His musical sensibilities evoke a sense of discovery, with each endeavor marking a new frontier of sound.