Depois da estreia em 2003 com Primeiro Fado e da participação no Álbum Vermelho – ao lado do mano Camané e de nomes como Cristina Branco, Argentina Santos, Mariza e Kátia Guerreiro -, Pedro Moutinho rompe o cordão fraterno e em Encontro aborda o fado tradicional com temas de Carlos e Lucília do Carmo, respectivamente Não me Conformo e A Rua do Desencanto.
Entre nove fados tradicionais, encontramos letras de António Botto, Fernando Pessoa, Manuel Alegre e António Lobo Antunes.
Anda Pacheco!
Após um curto período impressionista, por volta de 1900, Albert Gleizes (1881-1953) dedica-se sobretudo ao desenho. O seu estilo, inicialmente simbolista, evolui para uma extraordinária síntese das formas que inaugura novos caminhos. No “Salon des Indépendants” de 1911, Gleizes participa juntamente com Jean Metzinger, Robert Delaunay e Fernand Léger no escândalo do Cubismo, revelado pela primeira vez ao público.

Femme aux phlox, 1910
Os quadros enviados por Gleizes para os “Salons de Paris” até à Guerra de 1914, tais como La Femme aux phlox, Les Joueurs de football manifestam, de forma brilhante, as ambições do pintor, no momento em que Guillaume Apollinaire vê na “majestade”, “o que antes de mais caracteriza a arte de Albert Gleizes”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Gleizes, que se encontra mobilizado na Lorena, aprofunda as suas experiências construtivas e volta-se para a abstracção. Em Nova Iorque, onde viria a refugiar-se, o seu estilo evolui para uma interpretação dinâmica e energicamente colorida do Cubismo. De regresso a França, em 1919, Gleizes torna-se no principal defensor de uma abstracção depurada, animada pelas “translações” e “rotações” de planos coloridos.
La majesté, voila ce qui caractérise avant tout l’art d’Albert Gleizes. Il apporta ainsi dans l’art contemporain une émouvante nouveauté.
On ne la trouve avant lui, que chez peu de peintres modernes. Cette majesté éveille l’imagination, provoque l’imagination et considérée du point de vue plastique elle est l’immensité des choses.
ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA DO JAZZ & BLUES.
Organização de Howard Mandel, com prefácio de John Scofield
Edições Afrontamento, 2006
Da escassa informação disponível em português, esta obra destaca-se naturalmente pela profundidade e riqueza das biografias de nomes maiores da história do jazz.
Vem mesmo a calhar, esta enciclopédia, nomeadamente para dinamizar o Aqui Jazz o Fado, projecto embrionário que pretende ir às origens e casamentos destas duas forma de expressão musical…
Como gostava de ter visto o Carlos Paredes ao lado do Charlie Haden no Coliseu!
As evoluções da música popular nos séculos XX e XXI foram muitas e variadas, passando-se da utilização de instrumentos rudimentares e de estruturas melódicas simples a trabalhos mais complexos e ao recurso cada vez maior a tecnologias avançadas. No entanto, é muitas vezes possível traçar as origens da música popular ocidental a partir dos seus muitos artistas e das influências das duas correntes de música afro-americana que se desenvolveram no final do século XIX: o jazz, que saía quente do caldo urbano multicultural de Nova Orleães, e o blues, vindo das paisagens rurais desoladas do Texas e do delta do Mississipi. Estas misturas de elementos da música afro-americana com o mundo cultural e social da América pós-guerra Civil foram evoluindo gradualmente a partir das suas raizes semelhantes, vindo a constituir dois géneros musicais bastante distintos e criando bases sólidas para o surgimento de outros estilos novos.

Esta Enciclopédia proporciona um olhar profundo sobre essa música poderosa e influente, com informação detalhada sobre os artistas inovadores que ajudaram a dar forma ao jazz e ao blues à medida que os estilos foram evoluindo. Organizados por décadas, todos os capítulos abrem com um texto introdutório com a informação básica essencial. As secções «Temas & Estilos» situam a música no seu contexto cultural, histórico e social e descrevem a evolução do jazz e do blues nesse período. Seguem-se as secções biográficas sobre os «Artistas de Referência» de cada década, contendo detalhes sobre faixas emblemáticas e gravações clássicas de cada um deles. Depois, em «Artistas de A-Z», apresentam-se as histórias da vida de muitos outros músicos, vocalistas, compositores, arranjadores, chefes de orquestra e produtores importantes. A secção de referências, bastante abrangente, inclui informação sobre os instrumentos do jazz e do blues, uma extensa lista de artistas, um glossário e bibliografia complementar sugerida.
Sobre a obra, recomenda-se também este artigo de Rui Branco.
Na última vez que nos cruzámos, José Bento confessava que dificilmente voltaria a Dom Quixote.
Traduzir uma obra destas, mais que hercúlea, é uma tarefa impossível; sempre que lhe pegasse, alteraria qualquer coisa…
Seis meses depois, é com grande satisfação que recebo a notícia da atribuição do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura ao roncinante amigo.
Como pequena homenagem, ficam os links para alguns poemas de José Bento publicados no Luminescências:
Este mar me detém, mas nunca saberei…
Como diluir as estrias que traem tua idade…
Para Botticelli
Porque o Fim de um Caminho…
Sobre as duas traduções de Don Quijote de la Mancha, escreveu João Dionísio da Universidade de Lisboa:
Em síntese, as duas traduções parecem orientar-se de modo bastante diferenciado nas duas facetas observadas. Quanto ao Quixote de 1605, o texto de que parte a tradução de Serras Pereira será talvez mais inovador e o de José Bento possivelmente mais conservador. Quanto ao código bibliográfico, a roupagem da tradução Serras Pereira quer dar a entender que estamos perante um documento com certificado de origem, ou de uma certa origem; a da tradução José Bento sugere um texto com certificado de destino.
Frequentemente. Ao fim da tarde.
Pessoal e Transmissível, de Carlos Vaz Marques. Na telefonia sem fios.
O separador, com música de Pat Metheny, dá o mote para o início da descompressão de mais um dia de trabalho. Que por vezes obriga a ficar dentro do carro mais um pouco, porque há conversas que não se deixam a meio…
Algumas dessas conversas, que atravessaram o Atlântico , escorreram agora para as páginas de um livro com música lá dentro.
Conversas com Buarque, Caetano, Betânia.. e violão.
No lançamento do livro, na Fnac, um dueto de peso: Camané e Mário Laginha interpretaram 4 temas de MPB. O Camané que me desculpe – que até gosto muito dele – mas não soa nada bem em português do Brasil. Parece o Herman José a cantar Carmen Miranda.
Publicado originalmente no Luminescências.

Frequentemente. Ao fim da tarde.
Pessoal e Transmissível, de Carlos Vaz Marques. Na telefonia sem fios.
O separador, com música de Pat Metheny, dá o mote para o início da descompressão de mais um dia de trabalho. Que por vezes obriga a ficar dentro do carro mais um pouco, porque há conversas que não se deixam a meio…
Algumas dessas conversas, que atravessaram o Atlântico , escorreram agora para as páginas de um livro com música lá dentro.
Conversas com Buarque, Caetano, Betânia.. e violão.
No lançamento do livro, na Fnac, um dueto de peso: Camané e Mário Laginha interpretaram 4 temas de MPB. O Camané que me desculpe – que até gosto muito dele – mas não soa nada bem em português do Brasil. Parece o Herman José a cantar Carmen Miranda.

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