Fado em Si bemol

Quarta-feira passada, o B Flat Jazz Club fez 11 anos. De parabéns, o António Ferro, que tive o prazer de conhecer. Quando ele disse que tinha uma raridade da Amália – um disco gravado na Broadway(!), liguei de imediato ao Jorge, que desmoralizou o António, coitado; Aquilo foi gravado em Lisboa, com músicos da GNR… e direcção de um americano. Pois!

Para abrilhantar a festa, tocaram os Fado em Si bemol, um nome que encaixa perfeitamente no espírito do blog. O quinteto, que apresentou quase duas dúzias de standards e tem em preparação um disco de originais, é composto por:
Miguel Silva, guitarra portuguesa – Paulo Gonçalves, viola – Pedro Silva, contrabaixo – Paulo Coelho, percussão – Pedro Matos, voz.
A produção do grupo é de Adalberto Ribeiro, a quem prometi ajudar a trazê-los a uma visita à Capital do Império. A ber bamos…

Diz que é uma espécie de obra-prima

Na Primavera de 1959, Miles Davis no trompete, Cannonball Adderley e John Coltrane no saxofone, Bill Evans no piano, Paul Chambers no baixo e Jimmy Cobb na bateria reinventaram o jazz!

Menos é Mais
A espontaneidade de tocar duas ou três notas, obtendo o mesmo efeito melódico que as oito das progressões elaboradas, abria lugar ao improviso… e ao bebop.

Kind Of Blue é, talvez, O disco de jazz!

Para ouvir os samples, clicar aqui.

boa música, mau cinema


Decidi-me ontem pela fita Anjos Exterminadores, em exibição no King. Um filme sobre o prazer das mulheres suscita sempre curiosidade, mas este revela-se freudianamente claustrofóbico, particularmente nas cenas de sexo explícito em que o realizador deixa as jovens em roda livre, numa espiral de prazer com consequências imprevisíveis.
Nada que não se consiga com uma webcam, afinal. Para esquecer, este filme de sexo… fraco.
Para esquecer também a sala, com o sonoro da sala ao lado a interferir nos gemidos das belles jeunes…

De positivo, valeu chegar cedo, pois ainda deu para espreitar o novo MM Café do renovado Teatro Maria Matos e ouvir 50 minutos de jazz. A Bárbara Lagido é boa onda e ontem teve um convidado que toca violino. Vale a pena uma visita.

J.S.Bach – "Air" Orchestral Suite Nº 3 in D Major – BWV 1068… com Bobby Mcferrin!

non so che

Tenho andado arredado da bloga, por isso vou utilizando os filtros. Com surpresa constatei a nomeação do Luminescências para os BLOGUES PORTUGUESES DE CULTURA, integrado no 1º ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUES DE CINEMA E DE CULTURA do FAMAFEST 2007 – IX Festival de Vídeo e Cinema de Famalicão.

Só por generosidade dos bloggers que votaram, obviamente. O que aqui publico, reflete unicamente a minha sensibilidade pessoal; Com algum despudor, diria que, episodicamente, partilho a minha visão estética sobre as coisas.

CeBIT 2007

Não sei quanto é que estes senhores investem para estar presentes na CeBIT todos os anos mas, a avaliar pela imagem, não é difícil perceber que não devem estar muito preocupados com os 5 milhões de euros que pagam ao arquitecto, só para conceber este fabuloso espaço .

E qual será para estes e estes senhores o retorno expectável do financiamento na promoção desta triste representação da “portuguese technology”?
Razão (antes de tempo) tem este senhor, quando diz que assim não vamos lá…

Paco de Lucia – Entre dos aguas (1976)

Pessoalmente, prefiro a versão acústica incluida na compilação Cafe del Mar, com acordes menos “acelerados” que esta. Bom fim de semana.

«luminescências poéticas»

Na Livraria Caixotim, até ao fim do mês.

Jon and Vangelis – I`ll Find My Way Home

You ask me where to begin
Am I so lost in my sin
You ask me where did I fall
I’ll say I can’t tell you when
But if my spirit is lost
How will I find what is near
Don’t question I’m not alone
Somehow I’ll find my way home

My sun shall rise in the east
So shall my heart be at peace
And if you’re asking me when
I’ll say it starts at the end
You know your will to be free
Is matched with love secretly
And talk will alter your prayer
Somehow you’ll find you are there

Your friend is close by your side
And speaks in far ancient tongue
A season’s wish will come true
All seasons begin with you
One world we all come from
One world we melt into one
Just hold my hand and we’re there
Somehow we’re going somewhere
Somehow we’re going somewhere

You ask me where to begin
Am I so lost in my sin
You ask me where did I fall
I’ll say I can’t tell you when
But if my spirit is strong
I know it can’t be long
No questions I’m not alone
Somehow I’ll find my way home…

A Tasca do Chico

Temos o privilégio de estar entre nós a inconfundível, a inigualável … a grande senhora do fado… como é que a senhora se chama?, – Odete – Uma grande salva de palmas, por favor!

Não aconteceu, ontem à noite, mas podia ter acontecido.
É assim, às segundas (agora também às terças) e quartas na Tasca do Chico.

Não tem nada que saber: é só descer a Rua Diário de Notícias até encontrar um magote de gente de copo na mão à porta da tasca, esperar por um intervalo e arranjar um lugarzinho na sala. Por mim, prefiro ir para o balcão, ao fundo, onde está o Chico a aviar copos e a endrominar as camones.

Ouvi ontem pela primeira vez ao vivo o Pedro Moutinho. Canta mesmo bem, o miúdo! Mais dois ou três anos de vadiagem e temos homem!