Joie de vivre, de Pierre Bonnard

O trabalho de Pierre Bonnard (1867-1947) reflete um leque variado de influências, desde os seus contemporâneos Gaugin e Cézanne, passando pela Arte Nova até à Arte Japonesa.

Globalmente, os seus quadros possuem uma serenidade calma, contrastante com a exuberância dos seus mosaicos e a sumptuosidade alegre das suas tapeçarias.

A sua percepção da sensualidade sobrepõe-se assim aos juizos valorativos sobre os temas.

Uma jovem está deitada nua numa banheira cheia de água.

Neste Nu Feminino, Bonnard cria um caleidoscópio de zonas luminescentes e cintilantes, numa explosão de cores lilás, laranja, rosa, vermelho, azul e dourado.

O reflexo da luz na água, na pele da jovem e na parede, fazem com que o corpo se funda com as cores dominantes.

O capricho

O Presidente da Câmara decretou o encerramento do Terreiro do Paço aos domingos.
Diz ele que a iniciativa custou 5.600 euros.

Vindo do lado de Sta Apolónia e até ao largo do Corpo-Santo, contei 1 dezena de polícias, entre agentes da PM e PSP.
Quem vier da 24 de Julho contará outros tantos.

Fazendo uma conta de mercearia, contando com 2 turnos, teremos ao longo de cada domingo 30 a 40 polícias a impedir o acesso automóvel à Sala de Visitas da Capital.
Devem estar ali pro bono, certamente!

Estou seriamente inclinado a experimentar a bicicleta, para poder andar às voltas à Praça do Comércio e ver os tapumes das obras com mais detalhe…
Agora a sério, onde se devia passar qualquer coisa não era ali, mas nas ruas de trás, onde estão os comerciantes, que não alinham, vá-se lá saber porquê…

O Terreiro do Paço é das pessoas

Quais pessoas?! Os turistas andam a pé ( já foi ver a nódoa que é o Welcome Center?) e os lisboetas vão lá para ver a Árvore de Natal (onde é que vai meter os milhares de carros nos domingos de Dezembro, com filas até à Rotunda do Marquês?). Esqueça lá os protocolos com a Carris e com o Metro, pois ninguém está interessado em levar as criancinhas às cavalitas desde o Rossio (esse sim, deveria ser o Terreiro dos lisboetas e não da fauna que por lá circula).

“Plantar actividades culturais” é uma forma artificial de lidar com o histórico desinteresse dos lisboetas por um local puramente majestático, desde sempre associado ao poder, ao Império, e com o qual as pessoas não têm afinidades.
Se medidas destas têm como objectivo estudar soluções para a cidade, devem ser articuladas e não de carácter avulso. Ou por mero capricho.

A largueza de vistas do Terreiro do Paço, que devia ser fotografada com grande angular, continua a sê-lo com teleobjectiva…

O capricho

O Presidente da Câmara decretou o encerramento do Terreiro do Paço aos domingos.
Diz ele que a iniciativa custou 5.600 euros.

Vindo do lado de Sta Apolónia e até ao largo do Corpo-Santo, contei 1 dezena de polícias, entre agentes da PM e PSP.
Quem vier da 24 de Julho contará outros tantos.

Fazendo uma conta de mercearia, contando com 2 turnos, teremos ao longo de cada domingo 30 a 40 polícias a impedir o acesso automóvel à Sala de Visitas da Capital.
Devem estar ali pro bono, certamente!

Estou seriamente inclinado a experimentar a bicicleta, para poder andar às voltas à Praça do Comércio e ver os tapumes das obras com mais detalhe…
Agora a sério, onde se devia passar qualquer coisa não era ali, mas nas ruas de trás, onde estão os comerciantes, que não alinham, vá-se lá saber porquê…

O Terreiro do Paço é das pessoas

Quais pessoas?! Os turistas andam a pé ( já foi ver a nódoa que é o Welcome Center?) e os lisboetas vão lá para ver a Árvore de Natal (onde é que vai meter os milhares de carros nos domingos de Dezembro, com filas até à Rotunda do Marquês?). Esqueça lá os protocolos com a Carris e com o Metro, pois ninguém está interessado em levar as criancinhas às cavalitas desde o Rossio (esse sim, deveria ser o Terreiro dos lisboetas e não da fauna que por lá circula).

“Plantar actividades culturais” é uma forma artificial de lidar com o histórico desinteresse dos lisboetas por um local puramente majestático, desde sempre associado ao poder, ao Império, e com o qual as pessoas não têm afinidades.
Se medidas destas têm como objectivo estudar soluções para a cidade, devem ser articuladas e não de carácter avulso. Ou por mero capricho.

A largueza de vistas do Terreiro do Paço, que devia ser fotografada com grande angular, continua a sê-lo com teleobjectiva…

Jáze das Cinco, no Jardim

Os Yeti Project surgem em 2006 rejuvenescidos de músicos de nacionalidade portuguesa provenientes da Berklee school of music e dos conservatórios de música de Amesterdão e Roterdão. O concerto no Festival de Jazz do Sudoeste em Agosto de 2006 que trouxe uma frescura de boa musica tendo marcado uma presença muito viva no panorama do jazz português. A partir deste momento assumiram-se como projecto. Procuram uma sonoridade que vem do jazz actual, explorando os ritmos e ambientes do pop rock, misturando por vezes a musica popular portuguesa, tocando recentemente em espaços como o Bicaense, Ondajazz, entre outros lugares de agenda.

Ricardo Pinto (trompete), Jeff Davis (bateria), Nuno Costa (guitarra), Óscar Marcelino da Graça (piano e sintetizadores) e Rui Pereira (bateria) tocam dia 9.

João Lencastre estudou no Hot Club de Portugal com Bruno Pedroso.
Em 2002, uma estadia em Nova Iorque permitiu-lhe estudar e contactar com Ralph Peterson Jr., Billy Kilson, David Binney entre outros. Em Portugal, toca como sideman em diversos projectos como o Quinteto de Mário Franco, os Spill ou os Eurobots. Em Agosto de 2005 fez uma tournée em Portugal com os Eurobots ( André Fernandes, Jesse Chandler, João Lencastre) com David Binney como convidado especial. Tem vindo a tocar igualmente com Afonso Pais, Nelson Cascais, Jacinta, Nuno Ferreira, Carlos Martins, entre outros.

Este projecto é formado por Phil Grenadier (trompete), Leo Genovese (piano), Demian Cabaud (contrabaixo) e João Lencastre (bateria).

Tocam a 16.

O pianista Filipe Melo (n. 1977) faz parte da novíssima geração do jazz português tendo sido bolseiro no reputado Berklee College of Music de Boston até 2000. As suas excepcionais qualidades de interpretação desde logo se fizeram notar no Hot Clube de Portugal emprestando o seu talento a variados projectos e em inúmeras jam sessions. Reunindo músicos em empatia no culto que dedicam aos standards do jazz menos comuns – o contrabaixista da Galiza, Paco Charlin e o baterista Bruno Pedroso, aos quais se juntam como convidados o trompetista João Moreira e o saxofonista de Valência, Jesus Santandreu, um dos notáveis da nova geração de Espanha – prenuncia-se em Filipe Melo o seu pianismo cheio de frescura e rigor, bem como o seu merecido reconhecimento junto de uma audiência mais alargada.

Filipe Melo apresenta neste concerto o projecto «Debut», acompanhado por Bruno Santos na guitarra e Bernardo Moreira no contrabaixo.
Tocam dia 23.

O programa completo pode ser consultado aqui.

Vale Encantado

Na encosta sobre a margem esquerda do Rio Côa e antes de chegar à ponte férrea, está a nascer o Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

O Tempo e a Alma

Não quero ser o último a comer-te.
Se em tempo não ousei, agora é tarde.
Nem sopra a flama antiga nem beber-te
aplacaria sede que não arde

em minha boca seca de querer-te,
de desejar-te tanto e sem alarde,
fome que não sofria padecer-te
assim pasto de tantos, e eu covarde

a esperar que limpasses toda a gala
que por teu corpo e alma ainda resvala,
e chegasses, intata, renascida,

para travar comigo a luta extrema
que fizesse de toda a nossa vida
um chamejante, universal poema.

Carlos Drummond de Andrade

Agora vou perder-me no serpenteado do Douro e entre as fragas espalhar umas cinzas.
De seguida, convidarei os deuses para um repasto com fruta da época.
Só então estará completa a catarse.

olhos que não vêm, coração que não sente…

Lá diz o povo e com razão.

Ontem, depois de mais uma sessão com Paulo Curado, pensei em, chegado a casa, ligar-me com o mundo. Não tenho visto televisão, por isso decidi ligar-me ao canal habitualmente sintonizado para ver o Jornal da meia-noite.
No espaço de 15 a 20 minutos ouvi isto:

Em Inglaterra, um adolescente foi morto com um tiro no pescoço, alegadamente por um gang juvenil.

Na Bélgica, uma mãe foi denunciada pelo marido à Polícia, após terem sido descobertas em três caixas escondidas na garagem do casal os cadaveres de três bébés que a senhora terá parido entre 2001 e 2006.

Numa prisão no Brasil, com capacidade para oitenta e tal reclusos e ocupada pelo dobro, terá havido um problema qualquer, do qual resultaram 20 mortos.

Duas crianças morreram carbonizadas em Timor, depois de a casa onde viviam ter sido incendiada por manifestantes.

No Bangladesh, do recolher obrigatório resultaram não-sei-quantos mortos.

Em Itália, eram aguardados os cadaveres de dois dos seis homens assassinados pela Máfia Calabresa em Duisburgo, Alemanha.

Ainda em Itália, os incêndios já fizeram vítimas mortais.

Há também vítimas de um furacão, não sei onde…

Um jogador internacional espanhol era aguardado hoje no S.L.Benfica (afinal parece que este não é vítima).

Isto tudo de enfiada, num espaço, repito, de 15 a 20 minutos. Na SIC-Notícias.
Fiquei de boca aberta. Porra. Liga um tipo a televisão para isto?
Ai vou mantê-la desligada por tempo indeterminado, vou…

Ah! Depois de tantas notícias importantes do mundo e arredores, ainda fui a tempo de ouvir, quase sussurrada, a notícia de que adjudicação directa à PT por parte do Governo no valor de 41 milhões de euros para reformular as comunicações foi justificada por razões de segurança e confidencialidade.
Estranho, não?
E os outros operadores não têm nada a dizer sobre o assunto?
É que é mesmo estranho. Diria mesmo que isto dá muito que pensar…

Luz Boa – Blue Line

É por aqui que podemos iniciar uma autêntica viagem ao Passado remoto da cidade. Bairro muito antigo, construído ao longo dos séculos ao sabor de conquistas e imigrações, a Mouraria mostra aqui um pouco da sua raça, colada a Alfama, o bairro da Fé.

Sons de fado começam a ouvir-se no circuito – e é possível que não seja somente o choro de um guitarrista a ensaiar a sua apresentação nocturna num dos inúmeros restaurantes típicos; serão certamente as vozes anónimas que o agrupamento belga Het Pakt reuniu na sua peça participada Fado Morgana.

Telas estendidas, nelas os rostos projectados, na imediata proximidade uma voz que, ao afastarmo-nos, se revela parte de um coro maior de Lisboetas, homenagem à Cidade e ao Fado, numa única cantiga, conhecida de todos – passar por lá é reconhecê-la!

Prosseguimos tacteando a Lisboa moura, medieval, pombalina, romântica e moderna. Seguimos pela Rua da Costa do Castelo, símbolo fascista que António Ferro escolheu para justificar a identidade lisboeta (ou a falta dela), o cinema português, as quatro paredes caiadas com um cheirinho a alecrim, contrastando com o amontoado de casas que se vão degradando sobre as colinas da cidade.

excertos do texto publicado aqui.

Luz Boa – Blue Line

É por aqui que podemos iniciar uma autêntica viagem ao Passado remoto da cidade. Bairro muito antigo, construído ao longo dos séculos ao sabor de conquistas e imigrações, a Mouraria mostra aqui um pouco da sua raça, colada a Alfama, o bairro da Fé.

Sons de fado começam a ouvir-se no circuito – e é possível que não seja somente o choro de um guitarrista a ensaiar a sua apresentação nocturna num dos inúmeros restaurantes típicos; serão certamente as vozes anónimas que o agrupamento belga Het Pakt reuniu na sua peça participada Fado Morgana.

Telas estendidas, nelas os rostos projectados, na imediata proximidade uma voz que, ao afastarmo-nos, se revela parte de um coro maior de Lisboetas, homenagem à Cidade e ao Fado, numa única cantiga, conhecida de todos – passar por lá é reconhecê-la!

Prosseguimos tacteando a Lisboa moura, medieval, pombalina, romântica e moderna. Seguimos pela Rua da Costa do Castelo, símbolo fascista que António Ferro escolheu para justificar a identidade lisboeta (ou a falta dela), o cinema português, as quatro paredes caiadas com um cheirinho a alecrim, contrastando com o amontoado de casas que se vão degradando sobre as colinas da cidade.

excertos do texto publicado aqui.

con amore, senza impegno…

do meu querido amigo Nadir Bonaccorso.

aço escovado e vidro fosco
25 cm x 5 cm x 5 cm

aço escovado e madeira

aço escovado e vidro fosco
40 cm x 10 cm x 10 cm