Prenda Nossa?

Foi encontrado na Grécia um pequeno caderno de capa castanha, com 60 páginas preenchidas com esboços de retratos, que se acredita ser do pintor holandês Vincent van Gogh. Especialistas do Museu Van Gogh, em Amesterdão, estão a analisar os desenhos para garantir a sua autenticidade. A descoberta foi anunciada hoje pela proprietária do caderno.

O caderno terá caído nas mãos de um soldado grego da resistência, que combateu na Segunda Guerra Mundial, num comboio Nazi e depois guardado em caixotes, agora encontrados pela filha desse soldado, a escritora grega Doreta Peppa.

“Segundo os seus escritos, o meu pai apanhou o caderno durante um ataque a um comboio Nazi que se retirava da Grécia, no final da ocupação alemã”, explicou.

Um perito em arte contratado por Peppa concluiu que os esboços pertencem mesmo ao pintor do século XIX. Outros especialistas estrangeiros deverão analisar o caderno para decidir sobre a sua autenticidade, disse Peppa. “Estou aberta a que outros cientistas avaliem o caderno”. Se for verdadeiro terá um valor estimado em quatro milhões de euros. Mas para já, Peppa não pretende vender o caderno de esboços.

“O caderno… é uma grande prenda para o mundo das artes”, comentou o artista grego e perito em arte Athanasio Celia, a quem Peppa pediu para analisar os esboços.

“Além disso, é um testemunho exclusivo em como o desenho era, como ele acreditava, a estrutura base da pintura”, acrescentou Célia.

O caderno tem o carimbo da Brussels Royal Academy of Art, para onde Gogh se mudou em 1880, bem como um carimbo Nazi.

fonte: Reuters

CouchSurfing 4 Homeless

A memória não ajuda a reter
aquele vulto, a luz que desespera
além no escuro.
Já tudo se apagou
e nada importaria se salvasse
a emoção do viver,
pois sei que existi
naquele território donde fui retirado
porque chegou aquele tempo
que era já somente, em sucessão de mármore,
o espaço defunto de um presente.

E o que se apagou não existe já nos olhos
do que na esquina está
à espera que volte o transeunte
que antes passou ali, e ali ficara.
Buscai no prato as moedas,
eu não as posso ver.
Estou aqui por elas, e não interessam.

poema “O Mendigo do Extinto”, de Francisco Brines

género musical, ou música de género…

…Isto faz-me lembrar aquela de “as conversas são como as cerejas” ou “uma coisa puxa outra“, ou ainda a mais adequada ao momento “quem não se sente não é filho de boa gente“…


Dizia eu..
Estava a ler uma posta num blog amigo, sigo um link e vejo os genuinos adeptos de uns rapazes que tocavam coisas como Whole Lotta Love, Black Dog, Stairway To Heaven, Kashmir… deus meu… serem achincalhados.
Como uma árvore não faz a floresta, fui à origem do problema e o diagnóstico foi imediato! Pernas longas,com um metro e meio de altura?
Vamos ser sérios! A senhora tem um culo abençoado? Tem! E mais?
Uns falam de obras-primas do mestre, outros da prima do mestre-de-obras. Enfim, cada um fala do que sabe…

Bom, vamos ao que interessa!
O Luminescências faz quatro anos! Portanto, bar aberto, sirvam-se e, se precisarem de boleia para casa por terem pouco sangue no álcool… não contem comigo para transfusões.

Un Certain Regard Impressioniste

Madame Berthe Morisot (1841-1895) nasceu neste dia 14 de Janeiro.
Neta de Jean-Honoré Fragonard, integrou o Movimento Impressionista de Paris na década de setenta, tendo desenvolvido com Jean-Baptiste-Camille Corot a técnica plein air, que tanto agradava a Manet, seu cunhado.

Cache-cache, 1874 | Dans le jardin à Maurecourt, 1883-84 | La hotte, 1885

Entre as mulheres , talvez Berthe Morisot tenha sido a mais importante impressionista. Pintora de paisagens, normalmente integra nas suas obras a figura feminina como referência.

De notar que, quando em 1874 fez a sua primeira exposição no Salão de Paris, era ainda uma miragem a admissão de qualquer mulher na Real Academia de Belas Artes, o que só aaconteceria em 1897, já depois do seu desaparecimento.

 

desculpa que te diga… mas és um ilusionista!…

Cruzes da Sé
Lisboa, Portugal
13 de Janeirode 2008

– Vossência.. vai-me perdoar a inconveniência…
Mas podia fazer-me o obséquio…
Dá-me um bocadinho do seu lume?…
….
Compreendi-te!…

desculpa que te diga… mas és um ilusionista!…

Cruzes da Sé
Lisboa, Portugal
13 de Janeirode 2008

– Vossência.. vai-me perdoar a inconveniência…
Mas podia fazer-me o obséquio…
Dá-me um bocadinho do seu lume?…
….
Compreendi-te!…

desculpa que te diga… mas és um ilusionista!…

Cruzes da Sé
Lisboa, Portugal
13 de Janeirode 2008
– Vossência.. vai-me perdoar a inconveniência…
Mas podia fazer-me o obséquio…
Dá-me um bocadinho do seu lume?…
….
Compreendi-te!…

El desnudo de Velázquez

Até 24 de Fevereiro no Museu do Prado, a Exposição Fábulas de Velázquez: Mitología e Historia Sagrada en el Siglo de Oro é uma oportunidade rara para descobrir a narrativa histórica em Velázquez. De um total de 52 obras expostas, de Ticiano a Rubens, o pintor sevilhano contribui com 28.

Em destaque no núcleo El desnudo – La narración, esta
Vénus ao Espelho (1644-48), que pertence à National Gallery de Londres, e que pode ser vista ao lado de El dios Marte e Mercurio y Argos.

Desde finales de los años treinta, Velázquez produjo varias obras mitológicas, que se cuentan entre las más importantes y originales de su tiempo, y que le sirvieron para entablar un fructífero diálogo con la tradición pictórica. Fueron cuadros en los que culminó su tendencia a subrayar los valores asociados al color frente a los del dibujo, y a convertirlo en el principal instrumento expresivo. En eso, continuó la tradición a la que pertenecían Tiziano y Rubens, cuyas obras abundaban en las Colecciones Reales españolas y se convertirían en dos de los principales puntos de referencia para el desarrollo de su estilo.

La mitología propició un acercamiento al desnudo, un tema cargado de connotaciones. Es la forma que la tradición occidental ha vinculado más estrechamente a la idea de arte, la que expresaba mejor los valores del color, y al mismo tiempo, el lugar donde confluían los límites del arte y la decencia. A través de La Venus del espejo, Velázquez supo hallar una alternativa a los desnudos de Tiziano o Rubens, y al mismo tiempo demostró el lugar tan singular que ocupaba en relación con sus colegas españoles, pues su posición en la corte le permitió sustraerse a las restricciones morales en materia de desnudo femenino que atenazaban a estos. En Marte utilizó una gama cálida y suntuosa, modeló las formas a base de luz y color y destruyó los límites entre el cuerpo y su entorno, buscando transmitir una sensación de vida y transitoriedad, lo mismo que hizo con Mercurio y Argos. Al mismo tiempo, conservó su gusto por la paradoja narrativa, y en vez de utilizar rasgos heroicos para representar al dios de la guerra, lo pintó cansado y melancólico.

O Nú na História da Arte – Lorenzo Lotto

Esta obra de Lorenzo Lotto (1480-1556) é muito curiosa, porque dividida em dois planos que se complementam com grande equilíbrio.
No plano inferior, a mulher semi-nua, que parece ter saído de uma espécie de balneário, é observada por vários homens num cenário quase teatral, com algum dramatismo.
O plano superior evidencia uma realidade paisagística que, de tão distinta, confere uma grande harmonia ao conjunto.

Lorenzo Lotto – Susanna and the Elders, 1517

Soneto n.º 10 – Da vergonha na mulher

Vieillard Assis Avec Une Femme, Et Danseuse – 1968

Detesto se a mulher é de demorar
Gosto daquela, que sôfrega permita
Consolar-se logo, a vergonha expedita
Entre sedenta e esquiva sempre a arfar.

Mudá-la deve o acto desde os fundos
Até à distorção! Os corpos em rodopio
Estejam nos homens e no mulherio
Longe as cabeças como em dois mundos.

Vergonha a mais para lançar mão à carne
Do homem, prazer demais para que desarme
Julgue-se a mulher pelo metro do prazer.

Boa demais, para consentir na espera
Sôfrega demais, para não tomar o que quisera
É-lhe permitido o tino perder.

Poema de Bertolt Brecht, gravura de Pablo Picasso