Michael Nyman é um dos nomes maiores da música contemporânea. Autor de magistrais bandas sonoras de filmes como o lindíssimo The Piano – 1993, de Jane Campion.
Peter Greenaway, autor do fabuloso Livros de Próspero de 1991, havia feito em 1989 um milagre chamado The Cook the Thief His Wife & Lover e encomendou a Nyman a única banda sonora que se poderia imaginar para tal filme.
Tive o privilégio de o ver tocar no CCB, onde teve a gentileza de convidar a nossa querida Filipa Pais.
Vodpod videos no longer available. from vodpod.com posted with vodpod
Andrew Beckett, o jovem brilhante advogado infectado com o vírus da Sida, reune com o advogado Joe Miller, a quem pede ajuda no sentido de provar que foi despedido do Escritório de Advogados onde trabalhava, por estar doente.
Gigantesco, o processo de luta, contra a sociedade, contra a morte, contra o próprio advogado, também ele homofóbico.
No final desta cena, Miller sai de casa de Beckett com as lágrimas nos olhos.
Há muitos anos que me emociono com esta cena, que deu a Tom Hanks o Óscar pelo filme Philadelphia.
Para que esta cena ficasse para sempre gravada como um dos grandes momentos da História do Cinema, muito contribui a voz da Divina Callas, no papel de Maddalena na ópera Andrea Chenier, de Giordano.
Maddalena, disposta a entregar-se ao tribunal revolucionário para salvar o poeta Andrea, conta a Carlos como a sua família morreu num incêndio, num desesperado acto de amor:
La mamma morta m’hanno alla porta
della stanza mia; moriva e mi salvava!
poi a notte alta io con Bersi errava,
quando ad un tratto un livido bagliore
guizza e rischiara innanzi a’ passi miei
la cupa via! Guardo!
Bruciava il loco di mia culla!
Così fui sola! E intorno il nulla!
Fame e miseria! Il bisogno, il periglio!
Caddi malata, e Bersi, buona e pura,
di sua bellezza ha fatto un mercato,
un contratto per me!
Porto sventura a chi bene mi vuole!
(ad un tratto, nelle pupille di Maddalena si effonde una luce di suprema gioia)
Fu in quel dolore
che a me venne l’amor!
Voce piena d’armonia e dice:
“Vivi ancora! Io son la vita!
Ne’ miei occhi è il tuo cielo!
Tu non sei sola!
Le lacrime tue io le raccolgo!
Io sto sul tuo cammino e ti sorreggo!
Sorridi e spera! Io son l’amore!
Tutto intorno è sangue e fango?
Io son divino! Io son l’oblio!
Io sono il dio che sovra il mondo
scendo da l’empireo, fa della terra
un ciel! Ah!
Io son l’amore, io son l’amor, l’amor”
Andrew Beckett, o jovem brilhante advogado infectado com o vírus da Sida, reune com o advogado Joe Miller, a quem pede ajuda no sentido de provar que foi despedido do Escritório de Advogados onde trabalhava, por estar doente.
Gigantesco, o processo de luta, contra a sociedade, contra a morte, contra o próprio advogado, também ele homofóbico.
No final desta cena, Miller sai de casa de Beckett com as lágrimas nos olhos.
Há muitos anos que me emociono com esta cena, que deu a Tom Hanks o Óscar pelo filme Philadelphia.
Para que esta cena ficasse para sempre gravada como um dos grandes momentos da História do Cinema, muito contribui a voz da Divina Callas, no papel de Maddalena na ópera Andrea Chenier, de Giordano.
Maddalena, disposta a entregar-se ao tribunal revolucionário para salvar o poeta Andrea, conta a Carlos como a sua família morreu num incêndio, num desesperado acto de amor:
La mamma morta m’hanno alla porta
della stanza mia; moriva e mi salvava!
poi a notte alta io con Bersi errava,
quando ad un tratto un livido bagliore
guizza e rischiara innanzi a’ passi miei
la cupa via! Guardo!
Bruciava il loco di mia culla!
Così fui sola! E intorno il nulla!
Fame e miseria! Il bisogno, il periglio!
Caddi malata, e Bersi, buona e pura,
di sua bellezza ha fatto un mercato,
un contratto per me!
Porto sventura a chi bene mi vuole!
(ad un tratto, nelle pupille di Maddalena si effonde una luce di suprema gioia)
Fu in quel dolore
che a me venne l’amor!
Voce piena d’armonia e dice:
“Vivi ancora! Io son la vita!
Ne’ miei occhi è il tuo cielo!
Tu non sei sola!
Le lacrime tue io le raccolgo!
Io sto sul tuo cammino e ti sorreggo!
Sorridi e spera! Io son l’amore!
Tutto intorno è sangue e fango?
Io son divino! Io son l’oblio!
Io sono il dio che sovra il mondo
scendo da l’empireo, fa della terra
un ciel! Ah!
Io son l’amore, io son l’amor, l’amor”
Ontem à noite, a convite do Pedro Azevedo, fomos ao MusicBox assistir ao lançamento mundial do trabalho Modern Horror desses grandes malucos que são os Large Number.
Éramos poucos, mas bons! Numa das músicas, a vocalista Ann Shenton começou a cantar come closer, come closer e o pessoal começou a aproximar-se do palco, para pouco depois perceber que aquele chamamento era só o título da música 😛
Dois sintetizadores analógicos e duas guitarras são suficientes para criar este divertido electro-clash.
De frente, o músico do lado direito parece o Ian Dury, de perfil parece vagamente o David Bowie. Consegue ser mais feio que o Zé Pedro dos Xutos
Um amigo emprestou-me o Greatest Hits dos Boney M, que me fez recuar à segunda metade dos anos setenta.
Não, não estou fora de prazo.
Aos sábados à tarde, levava a mana ao Beat e a outras duas discotecas, uma no Campo Pequeno – creio que se chamava Brown`s… e outra nas Picoas, numa cave.
Como a mãe não deixava a menina ir sozinha à discoteca e eu era um puto giro e gostava de dançar, tinha sempre o cuidado de saber quem eram as amigas com quem a mana saía. Juntava-se por isso a fome à vontade de comer.
Era a altura dos Village People, a fase disco dos Bee Gees, Donna Summer e Gloria Gaynor!
Por amor da santa…
Além do delicioso Gotta Go Home, sabe bem recordar Brown Girl In The Ring, Rasputin, Daddy Cool, Hooray! Hooray! It’s A Holi-Holiday, Rivers Of Babylon… todas com um ritmo tão contagiante, todas tão divertidas!
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skul – Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal será este ano a minha prenda de aniversário.
Com produção de Steven Spielberg e o charmoso Harrison Ford numa invejável forma aos 65 anos, esta será seguramente a última aventura de Indiana.
Desenhos de Luis Royo
A Besta, criatura não iluminada.. tem necessidades básicas!
Num súbito ritual de sacrifício, o sangue do animal vai aquecendo..
ao toque sobre a pele nua da Fêmea, Ninfa Branca…
E transmuta-se em semente, que ela bebe..
consumida pelo desejo profundo de trazer..
àquele que já foi homem, a memória do prazer..
que deve ser alimentado!
