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Amigos do Príncipe Real

Por razões que não importa agora dissecar, os Amigos do Príncipe Real não tornaram ainda pública a resposta ao artigo Príncipe Real: “Restauro é a palavra correcta” de Ana Vaz Milheiro, produzido para o Público de domingo passado, que o Paulo Ferrero oportunamente comentou no Cidadania LX.
Com a devida autorização, deixo aqui a resposta e o artigo que lhe deu origem.
Se Ana Vaz Milheiro entende que a “polémica” acabou, então não percebeu que o que está em causa é o direito à indignação, pelo modo pouco transparente como o processo do abate de árvores foi conduzido desde o início. Se tivesse tido a cortesia de ouvir os “críticos” antes de escrever o artigo, talvez tivesse sido poupada ao ridículo e ao descrédito. Assim, corre o risco de fazer “novos amigos”.

Senhora Directora,

Saiu no “Público” de Domingo 17 de Janeiro, no novo suplemento “Cidades”, um texto de opinião de Ana Vaz Milheiro, apresentada como crítica de arquitectura, sobre o caso do Jardim do Príncipe Real.
Esse texto, que é de mera opinião, mas que se apresenta como um artigo jornalístico merece-nos as mais severas reservas e, dado que nele são feitas referências directas ao texto da petição online da minha autoria creio que me assiste a prerrogativa de, ao abrigo do nº 1 do art.º 24 da Lei nº 2/99 de 13 de Janeiro (lei de Imprensa), invocar o «direito de resposta», tanto mais que a autora apenas ouviu uma das partes em confronto.
Assim:
A autora começa por destacar logo abaixo do sub-título que “Para já, o Príncipe Real revelou-se um “não caso”, mas poderia ter sido uma oportunidade para elevar o sentido da cidadania”, quando o caso do “Príncipe Real” está longe de ser um “não caso” como a autora, caso se informasse, como era seu dever, poderia constatar.
O grupo “Amigos do Príncipe Real”, constituído essencialmente por moradores e frequentadores na área do Príncipe Real, tem efectuado inúmeras démarches no sentido de informar e alertar a opinião púbica sobre esta situação, nomeadamente:
1. – um debate público levado a cabo no passado dia 18 de Dezembro nas instalações da ex-Faculdade de Ciências, à Rua da Escola Politécnica, para o qual foram convidadas as entidades oficiais com jurisdição sobre o jardim e diversos órgãos de informação, entre os quais o “Público”;
2. – o requerimento e consequente consulta do processo 14/CP/DEPSON/ND/2009 referente ao Jardim, nas instalações da Divisão de Fiscalização e Controlo do Espaço Público da CML, na Av. 24 de Julho, 171 C;
3. – elaboração e envio de um conjunto de recomendações, por parte de inúmeros subscritores da petição, às referidas instituições oficiais.

Deste modo, daqui reafirmamos à autora do artigo de opinião, o nosso comprovado empenho na defesa do Jardim do Príncipe Real enquanto património desta cidade e dos lisboetas, que não terminará enquanto não obtivermos da parte da CML, do IGESPAR e da AFN a satisfação plena do mais elementar direito dos cidadãos, o de serem informados e ouvidos nas decisões que os afectam.
Aguardamos, por isso, ver publicados no sítio da CML -conforme Recomendação aprovada por maioria pela Assembleia Municipal de Lisboa no passado dia 10 de Dezembro- as peças do processo e as respectivas análises fitossanitárias, que supostamente comprovam a doença das, até agora, 49 árvores abatidas.
Igualmente sintomático da falta de transparência e do menosprezo pelos cidadãos foi, aquando da consulta ao processo a 28 de Dezembro, ter-se constatado a falta das folhas 114 e 115, folhas essas onde deveria constar a listagem das árvores a abater. Chamando-se de imediato a atenção a quem de direito para essa falha grave, e requerendo-se o envio das mesmas, até hoje nenhuma justificação nos foi dada para essa omissão nem recebidas cópias dessas folhas em falta no processo.
Pelo exposto se pode avaliar que quem falhou a “oportunidade para elevar o sentido da cidadania” não foi este grupo de cidadãos mas antes quem, no comando das instituições, se furtou aos seus mais elementares deveres de informação e colaboração, legalmente consagrados no Código do Procedimento Administrativo.

Passando agora ao corpo do texto, a autora, que, implicitamente, se refere como colaboradora do suplemento “Cidades”, começa por ouvir a opinião de dois técnicos que qualifica de principais responsáveis pelo projecto. A autora esquece que a responsabilidade do projecto se coloca muito acima dos técnicos que o elaboraram. A responsabilidade do projecto é antes de mais política e administrativa. É a esse nível que as verdadeiras questões se colocam, e que devem ser respondidas e não o estão a ser.
A autora coloca, pertinentemente, a questão sobre “o que vai afinal acontecer àquele espaço histórico de Lisboa?” questão que “deveria ter sido respondida antes de se terem iniciado as obras de requalificação neste lugar emblemático”. Diz bem a autora, deveria ter sido respondida antes, mas por quem? Naturalmente que pelos promotores da “requalificação”, agora rebaptizada de restauro.
A autora alonga-se em seguida acerca da escolha dos Lódãos como árvores de alinhamento, citando o parecer que Aurora Carapinha, da Universidade de Évora, terá emitido sobre a escolha dessas árvores como espécie mais apropriada para o efeito. Há aqui um enorme equívoco por parte da autora. Desconhecemos o parecer de Aurora Carapinha mas não é isso que está em causa. Nunca questionámos a escolha dos Lódãos como substitutos das árvores de alinhamento abatidas, mas sim o abate indiscriminado das árvores existentes, quer as de alinhamento quer as 9 no interior do jardim, seis das quais em torno do lago central.
A maior parte das árvores de alinhamento abatidas, da espécie “Populus nigra”, gozava de boa saúde, muitas delas com menos de 20 anos de idade. Como seria legítimo esperar de pessoas idóneas e competentes, essas árvores só deveriam ser substituídas au fur et à mesure que se mostrassem inviáveis e/ou apresentassem fundamentado risco de quebra e queda.
Este abate das árvores de alinhamento, bem como das 9 no interior do Jardim é, por mais que não o queiram admitir, uma flagrante descaracterização do jardim.
Admitem os dois citados responsáveis que o jardim ficará “talvez um pouco menos “ensombrado””. Claro que sim, ficará quase transparente. Mas saberão esses responsáveis onde de facto o jardim era, e é, mais sombrio? É precisamente no canto NW onde se situam as três monumentais figueiras, as três Ficus macrophylla, protegidas por lei. Se querem tornar o jardim ainda menos “ensombrado” é aí que devem actuar.
O documento “Memória Descritiva”, dos próprios serviços da CML, de Janeiro de 2009, é a respeito da suposta doença das árvores muito elucidativo ao afirmar “Após uma análise visual concluiu-se que a generalidade do arvoredo existente apresenta necessidades de podas, sejam elas de formação ou de manutenção, mantendo um estado sanitário razoável na generalidade” (sublinhado nosso).
A afirmação de que esses esclarecimentos -quais, perguntamos nós?- não pacificaram as críticas não tem qualquer fundamento, pois a autora baralha a cronologia dos factos.
Não houve, como os arquivos do “Público” o comprovam, qualquer esclarecimento aos cidadãos, antes uma descarada e deliberada manipulação da opinião pública. O famoso folheto distribuído a uma pequena parte dos residentes falava em substituição de algumas árvores doentes. Ora, como se pode comprovar no caderno de encargos do projecto, apenso ao processo supra referido, desde o princípio que o objectivo consistia em abater todas as árvores de alinhamento e mais algumas no interior do jardim, num total de 62 árvores. É este o número de árvores a abater que consta do Caderno de Encargos, que, como é óbvio, é anterior à obra. Isto é um exemplo da deliberada manipulação da opinião pública que foi levada a cabo pela vereação da CML responsável pelos espaços verdes.
Confunde-se igualmente a autora quanto à data em que a petição online foi posta no ar. Foi a 24 de Novembro e não no início de Dezembro, como a autora que tanto cita o texto da petição poderá verificar se o voltar a ler com a devida atenção.
A autora continua nos parágrafos seguintes a dar voz aos que apelida como principais responsáveis pelo projecto que, como Aurora Carapinha, o consideram “minimalista”, falando agora em reabilitação e restauro em vez de requalificação.
se um mero restauro ou uma intervenção minimalista significa abater todas as árvores de alinhamento, como estava previsto, e parte considerável das do interior; destruir, através do uso, sem quaisquer cuidados, de maquinaria pesada -qual elefante em loja de porcelana- todas as caleiras em calçada, tampas de sumidouros, os próprios sumidouros; retirar todos os gradeamentos de protecção dos canteiros; destroçar as relvas; ferir as raízes das Ficus macrophylla, que são árvores classificadas; rebentar tampas de saneamento, etc., então há que perguntar o que será uma intervenção “maximalista”.
O caso do calcetamento dos dois espaços verdes a poente do jardim, com o transplante de uma pequena palmeira que existia num desses canteiros, a consequente morte da mesma e o seu arranque posterior, arruinando o calcetamento acabado de fazer, é exemplar do modo como certos trabalhos “minimalistas” são feitos.
Também exemplar da leviandade com que se propõe certo tipo de soluções é o caso da substituição de Robínias pseudoacácias por árvores da mesma espécie, conforme se pode ler num dos cartazes colocados na vedação após o “levantamento” da opinião pública. Árvores da mesma espécie? Não saberão os ditos responsáveis que a Robinia pseudoacácia é uma espécie infestante cuja plantação está proibida por lei?
Menciona também a autora a questão do pavimento em saibro estabilizado que é apresentado como uma solução que reporia a verdade histórica do pavimento original. O pavimento original, estamos em crer, seria de terra batida e não saibro estabilizado.
O saibro estabilizado não é a melhor escolha para um jardim que além de ser um jardim de fruição é também um jardim de intensa passagem. Milhares de transeuntes percorrem todos os dias a orla Norte do Jardim, centenas o atravessam vindos do lado Sul para apanharem os transportes no lado Norte. É evidente que o saibro por mais estabilizado que seja não vai resistir a esse intenso tráfego pedonal.
Refere, em seguida, que, segundo os principais responsáveis, alguns aspectos não vão sequer ser intervencionados como o caso do pavilhão da cafetaria. Ora aí sim é que se imporia uma intervenção para reconstituir o ambiente original. A pequena casa abrigo do guarda do jardim, quando este tinha um guarda, serve hoje de casa de banho de apoio à cafetaria e está abafada, absorvida por essa cafetaria/restaurante.
Um último aspecto que importa referir é o de, de acordo com os objectivos propostos pelos citados responsáveis, esta intervenção “promover uma manutenção fácil”.
Ora essa “manutenção fácil” passa, como se pode ler na planta do chamado plano geral de plantação, por reduzir significativamente as áreas relvadas, substituindo-as por zonas de arbustos rasteiros. Ou seja, modifica-se o aspecto geral do jardim, degradando-se uma das suas características de lazer mais importantes, por falta de meios para a sua manutenção. Inadmissível.
Cabe aqui perguntar: quantos anos dariam os gastos feitos nesta “requalificação” para pagar essa manutenção, assegurando ao mesmo tempo alguns dos tão necessários postos de trabalho?

Com os melhores cumprimentos e em nome dos “Amigos do Príncipe Real”

Jorge Teixeira Pinto

Príncipe Real: “Restauro é a palavra correcta”

A operação de requalificação do Príncipe Real, em Lisboa, classificada pelos especialistas como “minimalista” e por parte dos críticos como “descaracterizadora”, levanta um problema hoje corrente nas sociedades urbanas: a participação. Para já, o Príncipe Real revelou-se um “não caso”, mas poderia ter sido uma oportunidade para elevar o sentido da cidadania. Por Ana Vaz Milheiro


Agora que a polémica em torno da intervenção na Praça do Príncipe Real parece ter sido ultrapassada, o que vai afinal acontecer àquele espaço histórico de Lisboa? Esta é a questão que deveria ter sido respondida antes de se terem iniciado as obras de requalificação neste lugar emblemático.

A opinião é partilhada pelos principais responsáveis pelo projecto, os arquitectos paisagistas Fátima Leitão e João Rocha e Castro. A primeira como autora e o último enquanto chefe de divisão de Estudos e Projectos da Direcção Municipal de Ambiente Urbano da Câmara Municipal de Lisboa. Os dois acederam em explicar ao Cidades a estratégia seguida pela proposta de requalificação, concluída em Abril de 2009 e actualmente em curso. A proposta é resultado do trabalho de uma equipa formada a partir de quatro divisões municipais, abrangeu diversas áreas disciplinares como a arquitectura paisagista, a agronomia ou a engenharia florestal. E a mobilização de importantes meios camarários decorreu do significado urbano desta praça, com vista privilegiada sobre a cidade, localizada numa das suas áreas mais qualificadas.

A Praça do Príncipe Real ou Jardim França Borges tem a sua forma actual desde 1869, devendo-se o seu traçado ao jardineiro João Francisco da Silva. O lugar é consequência de uma série de transformações. Durante o século XVIII, por exemplo, funcionou ali uma lixeira e, por altura do terramoto, serviu de acampamento para regimentos militares. Também ali se celebrou a primeira missa da Patriarcal de Lisboa, que viria a arder em 1769. Mais recentemente, depois da construção do reservatório de água, na década de 60 do século XIX, recebeu o nome que tem hoje e iniciou-se a construção do actual jardim, que respeitava os padrões daquele tipo de equipamento urbano, muito característico nas cidades oitocentistas europeias, e que ficou vulgarmente conhecido como “jardim romântico”: um tabuleiro central organizado em torno do lago do reservatório, com canteiros recortados segundo um esquema “orgânico” (mais livre), sobre um tapete pavimentado de asfalto (originalmente foi utilizado saibro).

Os lódãos

O jardim rapidamente se transformou num espaço privilegiado de “recreio” e “lazer” entre os habitantes da capital. Hoje, a Praça do Príncipe Real é ocupada por diversas actividades, desde a montagem semanal do mercado de produtos biológicos ao sábado de manhã, passando pelas sazonais feiras de artesanato e de alfarrabistas e velharias. Possui, portanto, um público bastante alargado, não apenas composto por residentes da área. Foi esse público que se manifestou contra os primeiros abates de árvores que se registaram no arranque das obras durante o final do mês de Novembro. No centro da discórdia estava a substituição dos choupos que ladeiam o tabuleiro central por outra espécie de árvores – lódãos -, mais adequadas, segundo os projectistas, à tipologia do jardim pré-existente. Esta opinião foi confirmada por diversos especialistas, caso de Gonçalo Ribeiro Teles.

Mas seria a arquitecta paisagista Aurora Carapinha, da Universidade de Évora, a defender as opções do projecto, em parecer de 26 de Novembro, procurando responder à polémica entretanto levantada: “Consideramos a espécie arbórea escolhida lódão (Celtis australis) acertada” à situação do jardim, “ao contrário dos choupos (Populus nigra) existentes, mais apropriados para zonas baixas, húmidas. Também a forma, cor, densidade da canópia do lódão são atributos que qualificam esta árvore como uma boa escolha para alinhamento e arruamento”. É ainda Fátima Leitão quem explica ao Cidades que os choupos, “ao fim de 30-40 anos, começam a apodrecer e a deixar cair pernadas”, situação que já se verificava no Príncipe Real. A arquitecta paisagista lembra igualmente que a configuração actual dada pela presença dos choupos é relativamente recente, não tendo ainda cumprido as três décadas.

Estes esclarecimentos, talvez pelo seu teor mais técnico, não pacificaram imediatamente as críticas. Na petição on-line lançada no início de Dezembro, depois de distribuído o folheto produzido pela câmara, colocado nas caixas de correio dos moradores da zona, que insistia no carácter qualificador de toda a operação, podia contudo ler-se: “Ora o que se está a verificar, duas semanas após o início da requalificação, é a descaracterização do antigo jardim romântico à inglesa (…), tendo sido (…) cortadas algumas das árvores centenárias em torno do lago. Temos sérias dúvidas se (…) mereciam tal sorte pois não apresentavam sinais de doença nem muito menos de estarem sem vida. “

É por isso que a parte mais importante do parecer de Aurora Carapinha seria precisamente a sua posição perante a concepção geral da intervenção, ao classificar a proposta como “minimalista”, por não anular “a historicidade do jardim nem o seu valor de património paisagístico”. Esta é também a convicção de João Castro: “Aqui reabilitação é a palavra correcta ou mesmo, até, restauro.”

A estratégia seguida pela projectista, e apoiada pelo chefe de divisão, parte de três acções muito objectivas: “Manter o testemunho do passado; evitar o desenho (que se sobreponha ao seu traçado histórico); e promover uma manutenção fácil.” Já Fátima Leitão especifica as decisões tomadas: “Manter a estrutura de canteiros e caminhos, substituir o pavimento por saibro estabilizado, substituir a iluminação e o mobiliário urbano danificado (bancos, mesas de jogo, etc.), reparar as valetas e tampas em pedra e recuperar a vegetação existente, eliminando alguns arbustos.”

Algumas destas soluções, como a reintrodução do saibro ou a opção por regrar a iluminação pública (ao invés de deixar os diferentes modelos de candeeiros que hoje coexistem), foram anteriormente testadas num jardim próximo: o miradouro de São Pedro de Alcântara. Este pode muito bem servir como exemplo a quem deseje antecipar como será o “novo” jardim do Príncipe Real. Genericamente, garante Fátima Leitão, não será muito diferente do que é actualmente. Talvez um pouco menos “ensombrado” depois de feitas as “correcções” no arvoredo. Seguiram-se aqui, segundo João Castro, as boas práticas de intervenção em lugares patrimoniais: “Tudo é reversível pela simplicidade da requalificação.”

Os projectos anteriores

De onde surgiu então toda a polémica? É provável que a memória de outras tentativas de intervenção tenha pesado. Esta é a terceira vez que o jardim é objecto de um projecto de requalificação.

A primeira passava por abolir o tabuleiro central, ligando-o ao edificado adjacente através de um pavimento uniforme. Esta opção foi na época considerada demasiado “intrusiva” por descaracterizar o sentido do desenho primitivo.

A segunda previa a construção de um parque de estacionamento subterrâneo sob a via, com entradas laterais à praça que isolavam o tabuleiro tornando-o uma “ilha” e causando um significativo impacto paisagístico e de enquadramento urbano. Este projecto, desencadeado há cerca de cinco anos, geraria grande contestação, motivando igualmente uma petição pública. Os próprios projectistas envolvidos tinham dúvidas quanto aos princípios adoptados e na época consideraram válidos os protestos por terem permitido rectificar um processo no qual não depositavam certezas absolutas.

O caso agora é diferente. Os seus autores insistem em qualificar a intervenção como “recuperação parcial”, uma vez que “não se altera a forma ou o conteúdo funcional do jardim”, como se pode ler no programa de requalificação. Alguns aspectos não serão sequer intervencionados, como o parque infantil ou o pavilhão da cafetaria. E a peça mais emblemática do conjunto – o caramanchão que suporta o cedro do Buçaco (Cupressus lusitanica) – só verá a sua estrutura de ferro recuperada de modo faseado de maneira a não prejudicar a sobrevivência da árvore.

Para lá dos aspectos mais demagógicos envolvidos em torno do abate de algumas árvores, cuja manutenção seria altamente improvável, como manifestaram vários especialistas, o exemplo da Praça do Príncipe Real coloca um tema caro às sociedades europeias contemporâneas: o problema da participação pública nas decisões de planeamento das cidades. Demonstra como as populações estão dispostas a accionar os meios de intervenção disponíveis com o objectivo de travarem operações sobre as quais recaem dúvidas. Conseguindo-se evitar o populismo de que estas acções também padecem, é possível garantir uma participação mais informada. Para já, o Príncipe Real revelou-se um “não caso”, mas poderia ter sido uma oportunidade para elevar o sentido da cidadania.

Ana Vaz Milheiro é crítica de arquitectura

Sé de Lisboa vítima de vandalismo de Estado

Exmo. Senhor Ministro da Cultura
Dr. José Pinto Ribeiro

C.c Director-Regional de LVT
C.c. Presidente do IGESPAR
C.c. Presidente da CML
C.c. Presidente da AML
C.c. Presidente da Junta de Freguesia da Sé

Vimos por este meio apresentar a V.Exa. o nosso protesto veemente por uma situação que consideramos grave e escandalosa, seriamente lesiva de um Monumento Nacional, e que pré-figura mais uma acção de vandalismo de Estado, uma vez que, ao que apurámos, é da exclusiva e inteira responsabilidade da Direcção-Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo e, portanto, desse Ministério.

Trata-se de uma intervenção de “restauro” que está a ser feita na pedra antiga junto ao portão Norte da Sé de Lisboa, sendo que anexamos fotos e breve descritivo em
http://cidadanialx.blogspot.com/2009/10/obras-de-restauro-na-se-de-lisboa.html#comments .

Antes deste protesto, consultámos o IGESPAR que nos garantiu desconhecer a situação, e a própria DRC-LVT que nos pediu que denunciássemos o caso para o seu próprio endereço de email, o que já fizemos, naturalmente.

A menos que se trate de uma intervenção justificável e reversível a breve trecho, consideramos que este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos.

Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, para que sejam agora os próprios responsáveis pela conservação dos Monumentos Nacionais a adulterá-los.

Finalmente, e em jeito de rodapé, não podemos deixar de dar conta da nossa preocupação em relação a um projecto de intervenção profunda na mesma Sé, projecto esse a ser elaborado neste momento pelos serviços da mesma DRC-LVT, o qual, à semelhança do Terreiro do Paço, se prepara para ser anunciado à população como um facto consumado. É preciso que este projecto seja divulgado quanto antes!

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Nuno Caiado, António Branco Almeida, Pedro Gomes, António Sérgio Rosa de Carvalho e Jorge Santos Silva

Leitura aconselhada: Estado de conservação da Sé de Lisboa é de alerta público http://bit.ly/LBGzu

Por uma Junta de Freguesia ao serviço das pessoas

Devo confessar que a visita ao Edifício da Junta de Santa Isabel foi, para mim, foi uma revelação!
Não tenho experiência destas coisas, tão só alguma sensibilidade enquanto cidadão interessado com o que de bom e menos bom acontece com o meu semelhante.
O edifício é extraordinário. Não conheço a história porque nunca morei em Santa Isabel, mas o edifício é enorme.
Em potencial de utilização e de problemas para resolver.
Tenho muita dificuldade em entender como foi possível ter chegado a um tão deplorável estado de degradação. A incúria de quem tido responsabilidades na Junta ao longo dos anos deve ser penalizada.
Não faz qualquer espécie de sentido outra coisa que não seja o atendimento no rés-do-chão. Obrigar os utentes a subir dois andares de um edifício antigo é desumano (o elevador, segundo fui informado, funciona mal).

Ainda no rés-do-chão:
– na esquina do edifício há um espaço magnífico (mas vazio) que inclui uma mezzanine e que faz todo o sentido ser uitilizado pelos jovens, quer da freguesia, quer das escolas, pois existem recursos humanos para o dinamizar.
– entrámos no Centro de Dia em plena hora de almoço. Vê-se que os idosos se sentem bem e que convivem. Serve almoços e lanches e presta algum apoio domiciliário, mas tem debilidades: a cozinha, asseada, tem poucos recursos, as funcionárias têm deficientes condições de trabalho e das casas de banho só uma funciona. Faltam valências como espaços de lazer e convívio.

Junta de Freguesia de Santa Isabel, Lisboa - Painel de Azulejo

No primeiro andar, o único espaço ocupado está bem cuidado  e é composto por 3 salas bem organizadas mas um delas é o salão nobre.
Não faz sentido, mas do meu ponto de vista não é a primeira prioridade desalojar a CPJR (Comissão de Protecção de Jovens em Risco)
O resto do interior do primeiro piso é inenarrável – salas abandonadas (pelo Grémio), cheias de entulho. Dói só de imaginar a quantidade de serviços de apoio ao freguês que podem ser potenciados neste edifício onde, pura e simplesmente, vemos salas e salas vazias.
Na parte traseira existe um páteo com potencial, um armazém onde já funcionou o ginásio e que tem potencial para actividades e um anexo onde um colaborador muito interessado promove algumas actividades para crianças até aos 12 anos. O anexo tem fracas condições e um acesso com algum risco para os miudos.

No segundo piso estão a sala de atendimento e a dos 3 funcionários, com boas condições. A sala do Executivo e do Presidente são contíguas. As restantes salas estão vazias e sujas. Não se compreende!

O terceiro piso tem duas salas de arquivo, uma sala com uma “biblioteca” começada, uma sala com sapatos velhos, roupas velhas empilhadas no corredor, uma sala de estudo para miudos que mais parece a sala de castigo e mais uma sala para música.
As restantes, “ao contrário” das do segundo piso, estão sujas e vazias.

Em resumo:
Do enorme edifício teremos, no máximo, uma taxa de ocupação de 25%.
Imaginar o potencial desperdiçado é criminoso!
É fundamental criar uma equipa pluridisciplinar para explorar todo o potencial do edifício e criar condições para fazer deste edifício um espaço verdadeiramente ao serviço da população.

Palacete do Visconde Ferreira de Lima - segunda metade do século XIX

Acesso – Rua Saraiva de Carvalho, n.º 4 – 10; Rua de São Joaquim

Protecção – Incluído, parcialmente, na Zona de Protecção do Antigo Liceu de Pedro Nunes (v. PT031106300502)
Enquadramento – Urbano, rematando quarteirão (definido pela Rua Saraiva de Carvalho e Rua de São Joaquim) correspondendo a um alargamento de uma artéria principal do bairro. Na proximidade da Igreja de Santa Isabel (v. PT031106300652) e em posição fronteira do Palácio do Barão de Linhó (v. PT031106300653)
Descrição – Planta rectangular, massa simples paralelepipédica, cobertura efectuada por telhado a 3 águas, e por janelas trapeiras, do lado SO.. De 4 pisos (um deles ao nível da cobertura), o edifício exibe alçados mais visíveis integralmente revestidos a azulejo policromo de padrão de fabrico industrial (alçado principal e lateral NO.) e os alçados lateral SE. e posterior, em reboco pintado, com cunhais de cantaria. Marcado pela abertura de vãos com emolduramento simples de cantaria, a ritmo regular, alçado principal a SO., com piso térreo rasgado pela abertura de 2 portais, sensivelmente a eixo (e um outro no extremo O.) e janelas de peito de verga curva. Separado por friso de cantaria, o andar nobre diferencia-se pela morfologia dos vãos, aqui definidos por janelas de sacada de verga recta (servidas por varandins com base em cantaria e guarda metálica em ferro fundido) intercaladas com 2 janelas rectangulares de peito. O último andar é assinalado por janelas de peito, também observadas no alçado lateral NO.(com embasamento reforçado por contraforte). O edífício é superiormente rematado por cornija, acima da qual se eleva platibanda em muro (interrompida ao nível do alçado principal por 2 trapeiras). O alçado posterior, articula com terraço de planta rectangular, podendo reconhecer-se parte do antigo terraço, composto por zona delimitada por muro revestido a azulejo oitocentista de padrão, com conversadeiras, disposta contiguamente ao referido alçado *1. Com acesso principal coincidente com o portal mais a E., no INTERIOR reconhecem-se como principais elementos de distribuição e organização da compartimentação interna *2, vestíbulo de planta rectangular articulado, por meio de arco de volta perfeita em cantaria, com caixa de escada, que integra escadaria conducente aos pisos superiores.Ao nível do 3º andar, no extremo No. regista-se escada de serviço articulada com clarabóia, que assegura o acesso aos compartimentos localizados ao nível da cobertura. Do conjunto destaca-se a caixa da escada, com clarabóia, cujos muros se apresentam animados por pintura decorativa em trompe l’oeil e de marmoreados. Nos 2 pisos superiores, articulados por meio de escadaria de lanços rectos opostos com patamares intermédios e guarda metálica, merecem atenção os compartimentos orientados para o alçado principal e alçado lateral NO., pelas decorações dos tectos – ora pintados ora com estuques de baixo relevo.
Cronologia – Séc. 19, 2ª metade – contrução do edifício, destinado a residência de José António Ferreira de Lima (1808 – 1883), 1º visconde de Ferreira de Lima desde 1880, e de sua esposa, D. Amélia Augusta de Campos; 1883 – por falecimento do 1º visconde, o imóvel passa para a posse de seu filho primogénito e herdeiro, Francisco de Campos Ferreira de Lima (1860 – 1946), 2º visconde; 1946 – por falecimento do 2º visconde, o palacete torna-se propriedade de seu filho e herdeiro, José de Amorim Ferreira Lima (1893 – 1967?), 3º visconde; 1966 – por doença do proprietário é instalado um ascensor no interior do edifício; década de 80 – funciona no edifício o Grémio de Instrução Liberal de Campo de Ourique; década de 90 – instala-se no imóvel a Junta de Freguesia de Santa Isabel.
Tipologia – Arquitectura civil, romântica. Palacete urbano oitocentista burguês, definido por massa compacta paralelepipédica, com 4 pisos (um deles ao nível da cobertura). O palacete constitui-se como paradigma do típico palacete urbano oitocentista burguês, cuja tipologia concilia soluções ainda características do palácio setecentista, com outras dos prédios de rendimento, entretanto em expansão e específicos do século 19.
Características Particulares – Esta edificação resulta da conjugação de elementos característicos do palácio setecentista – especialmente no que respeita à presença de uma escadaria enquantoprincipal elemento plástico, decorativo e gerador da distribuição interna, ou de cocheiras ao nível do piso térreo *3 – com outras dos prédios de rendimento – observáveis ao nível da organização dos alçados (que exibem revestimento a azulejo policromo de produção industria ) e do interior que, dado o desenvolvimento do edifício sobretudo no sentido vertical, obriga à distribuição dos principais compartimentos pelo 1º e 2º andar, diferenciados por um tratamento mais elaborado dos tectos, com recurso ora à pintura decorativa ora a estuques de baixo relevo.
Dados Técnicos – Paredes autoportantes.Materiais – Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira, vidro, azulejos.

Intervenção Realizada – PROPRIETÁRIO: 1926, Novembro – reparações interiores e exteriores de um muro do quintal; 1938, Abril – reparação da cobertura; 1941, Fevereiro – recolocação de azulejos na fachada; 1943, Julho – obras gerais de beneficiação; 1947, Junho – projecto de alterações exteriores e interiores; 1957, Julho – alteração de vãos de porta e de janela; 1958, Junho – pintura exterior das portas de acesso; 1960, Maio – obras de beneficiação e limpeza geral; 1966, Dezembro – montagem de ascensor; 1967, Maio – obras simples de conservação; 1968, Julho – obras gerais de beneficiação e limpeza.

Observações
*1 – neste existe ainda um lago que se encontra entaipado, dadas as actuais funções do mesmo, destinado a zona para crianças. *2 – na sequência da demolição de algumas paredes e construção de outras, bem como da necessidade de adaptação à actual ocupação do imóvel, é difícil reconhecer com clareza, o tipo primitivo de organização do mesmo. *3 – ainda existentes na década de 70 e entretanto demolidas.

Lisboa Com Sentido – #BlogTulia

A partir das 19h00, o Martinho da Arcada – Terreiro do Paço, acolhe a conferência de Bloggers, uma iniciativa da Coligação Lisboa com Sentido.
O candidato a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Manuel Falcão, participará ao lado do candidato à presidência da CML, Pedro Santana Lopes, na #BlogTuliaPSL, que terá transmissão online no Portal do candidato, no Sétima Colina,  e poderá ser seguida no Twitter.
Contamos com a vossa participação e sugestões!

Lista de Blogs participantes na #BlogTulia

Corta-Fitas Duarte Calvão
Portugal dos Pequeninos João Gonçalves
Psicolaranja Margarida Balseiro Lopes
CafédoAntónio Carlos Sousa
Loja de Ideias José Reis Santos
Confraria Laranja João Mota Lopes / Nuno Vitoriano
O Valor das Ideias Carlos Santos
Cidadania Lx Jorge Santos Silva / António Branco de Almeida
Jardim de Micróbios João Campos
Amor nos Tempos da Blogosfera João Gomes de Almeida
Clube dos Pensadores Joaquim Jorge
Olhar Direito Francisco Castelo Branco
Câmara de Comuns João Ribeiro / Vitor Palmilha
31 da Armada Vasco Campilho
Campo de Santana Diogo Agostinho

COMPROMISSO SANTA ISABEL

O COMPROMISSO SANTA ISABEL 2009 – (CSI) tem como objectivo promover as ideias da candidatura independente de cidadãos eleitores à Assembleia de Freguesia de Santa Isabel – Lisboa, nas próximas eleições autárquicas, que irão realizar-se no dia 11 de Outubro de 2009.

Colocamos os interesses de Santa Isabel em primeiro lugar
Não nos candidatamos em representação de interesses partidários, económicos ou de qualquer outra natureza. Apenas e tão só, para trabalhar em prol da Freguesia e dos seus fregueses.

Martinho da Arcada – Quem é amigo?

“A notícia da minha morte foi um manifesto exagero”. Mark Twain

O Martinho da Arcada não é um café qualquer. Tal como A Brasileira do Chiado e o Café Nicola em Lisboa, o Café Majestic, o Velasquez e o Guarany, no Porto. Todos pertencem ao nosso património histórico e cultural.
O Café mais antigo do país tem uma profunda ligação histórica e cultural com a cidade de Lisboa, desde que abriu as portas, cerca de duas décadas após o Terramoto de 1755.
É parte integrante do Terreiro do Paço e por essa circunstância monumento nacional.
Tem mesas “reservadas” para Fernando Pessoa, José Saramago e Manoel de Oliveira.

Café Martinho da Arcada, Julho de 2008

Ruído? Sempre houve. A origem do problema presente está directamente ligada ao Projecto de requalificação do Terreiro do Paço, que – tal como está apresentado, transfere a esmagadora maioria do trânsito da Avenida Ribeira das Naus para a Rua da Alfândega e Rua do Arsenal – se se mantiver, além de duplicar o número de transportes públicos que já ali circulava anteriormente, tornará permanente o caos de trânsito que se vive hoje naquelas artérias. Quem vai ter vontade de ir ao Martinho?

Sempre que existem obras, a vida das pessoas é afectada mas, quando terminam, a vida volta ao normal.
Em 5 de Outubro de 2010, a Monarquia Republicana vai comemorar o Centenário e o Terreiro do Paço vai estar num brinco mas, no dia seguinte, o inferno voltará.
Talvez o Martinho da Arcada já não esteja aberto, nessa altura.

Café Martinho da Arcada, Julho de 2008

Se o senhor António não conseguir manter o negócio, fecha a porta e vai à vida dele. Lisboa fica sem o Martinho da Arcada e uma parte da sua história ficará por contar. É assim…
O proprietário, o Ministério das Finanças, segundo julgo saber, não terá dificuldade em encontrar utilidade para o espaço; Pode transformá-lo num Museu, ligando o Martinho ao piso de cima, ou numa galeria, ou até, em conjunto com a Câmara, torná-lo num espaço de cultura e lazer.
O Martinho da Arcada pode vir a ser um Museu mas, como diz o senhor António, gostava que fosse um Museu vivo e não um Museu morto.

Luis Machado, um amigo da casa que dinamizou as Conversas à Quinta Feira durante algum tempo no início da década de noventa e em 2005 promoveu As Noites do Martinho, vai fazer regressar as tertúlias em Setembro, num conjunto de sete sessões. É um contributo, entre outros possíveis, para que o Martinho da Arcada continue vivo.

Café Martinho da Arcada, Julho de 2008

Escola Primária Nº 2

Foi na Escola Primária nº 2, na Rua das Gaivotas ao Conde Barão, que fiz a instrução primária, com a saudosa Dona Isaura. Foi neste recreio que brinquei durante dois anos. Segundo li, O edifício seiscentista, de seu nome Palácio Alarcão, onde “Se encontra instalada a Escola Primária Central Nº 2 (com entrada pelo nº 8), o Sindicato único dos Professores, criado depois do 25 de Abril (com entrada pelo nº 6 era a sede da “Liga Nacional 28 de Maio”, do Coronel Santos Pedroso) e os Serviços Administrativos do Clube Nacional de Natação (porta nº 2), tudo da Rua das Gaivotas. Com frente para o Conde Barão, os velhos estabelecimentos comerciais, “Cutelaria Salgueiros”, “Casa dos Parafusos”, (com curiosa frente de azulejos) e a “casa do Chumbo”. Segundo registos do final de 2008, Uma firma de fixações, parafusos e outros metais chamada Pecol está no Palácio Alarcão, onde aluga duas fracções, Uma por 57,07 euros e outra por 62 euros.

Para tristeza minha, o estado actual é este:


Libertas.eu

Pode sempre votar nos suspeitos do costume mas, se não comprou o Tratado de Lisboa  e se sente mais cidadão de um estado-membro que cidadão da União, vote no candidato português da Libertas às Eleições Europeias, o deputado Pedro Quartin Graça, do MPT-Partido da Terra

hi5 para pais

O Portal Miúdos Seguros na Net continua com a meritória iniciativa dos workshops temáticos sobre hi5ParaPais, este mês em Aveiro(17) e Coimbra(19). Mais do que tomar consciência que a pedofilia existe, importa saber o que cada um de nós pode fazer para a combater.

Salão Nobre do Conservatório Nacional

No âmbito da petição “ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR!” e numa iniciativa conjunta do Fórum Cidadania Lx e da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, realizar-se-á no próximo dia 14 de Maio, pelas 18,30h, no SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL de LISBOA, sito na Rua dos Caetanos, 23 a 29 (ao Bairro Alto) – Lisboa, um recital com a colaboração, entre outros, de:

ANTÓNIO ROSADO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará de Debussy:

– La cathédrale engloutie , prelúdio

– Pour les arpèges composés , estudo

– Pour les cincq doigts, d’aprés Monsieur Czerny , estudo

JORGE MOYANO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará de

George Gershwin

– Raphsody in Blue (versão para piano)

GLÓRIA DE MATOS (ex-profª da Escola de Teatro do CN)

MARIA DE JESUS BARROSO (ex-aluna da Escola de Teatro do CN)

NB- Este recital é, essencialmente, dedicado aos destinatários da petição – Presidente da República, Presidente da AR, 1º-Ministro, Ministros da Educação e Cultura, Presidente da CML, Deputados e Vereadores – e Comunicação Geral.

Gostaríamos de contar com a sua presença!

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