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A Falácia de Roma


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Tive esta semana oportunidade de deambular pelo Josefov O Bairro Judeu de Praga.
Naturalmente que as Sinagogas são hoje – mais do qualquer outra coisa – locais de interesse turístico.
No entanto, tocou-me particularmente o cemitério – sobre o qual tinha lido alguma coisa – onde pude confirmar o caos absoluto na colocação das lápides, distantes entre si apenas um palmo ou dois.
Confinados pelo Regime Alemão ao exíguo espaço que tinham para enterrar os mortos, aos judeus não restava senão a possibilidade de os sepultar em altura. Daí a disposição das lápides.

Mais do que a disposição das pedras, impressionou-me a sensação de resignação daquelas pessoas.

Por isso me irritou hoje ler o artigo da Visão, em que Bento XVI não faz mais do que dizer aquilo que “pensa” que as pessoas querem ouvir: a proverbial caridade, em que a Igreja é especialista!

Papa alerta para novos sinais de anti-semitismo, classificando-o como uma «ideologia racista demente de matriz neopagã» e alertou para a «emergência de novos sinais de anti-semitismo», durante a sua visita à sinagoga de Colónia, na Alemanha.
«No século XX, no tempo mais obscuro na história alemã e europeia, uma ideologia racista demencial, de matiz neopagã, esteve na origem da tentativa, planeada e realizada sistematicamente pelo regime, de exterminar o judaísmo europeu», afirmou o Papa, na sexta-feira, perante os líderes religiosos judeus de Colónia.

Bento XVI advertiu ainda para o surgimento de «novos sinais de anti-semitismo» e de «hostilidade generalizada contra os estrangeiros».

Considerando que este é um «motivo de preocupação», o Papa destacou que a «Igreja se compromete a lutar pela tolerância, pelo respeito, a amizade e a paz entre todos os povos, culturas e religiões».

Que fez a Igreja para minimizar os danos que os alemães nazis infligiram à Humanidade?
E que moral tem este homem para falar sobre o assunto?
A mim, esta conversa soa-me a expiação, tão somente!

Declínio

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Meu alvoroço de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar…
– Caiu-me a Alma ao meio da rua,
E não a posso ir apanhar!

Mário de Sá-Carneiro

pequena história para a minha princesa

La Principessa sul Pisello
A Princesa e a Ervilha

C’era una volta un principe che voleva avere per sé una principessa, ma doveva essere una vera principessa.
Perciò viaggiò per tutto il mondo per trovarne una, ma ogni volta c’era qualcosa di strano: di principesse ce n’erano molte, ma non poteva mai essere certo che fossero vere principesse; infatti sempre qualcosa andava storto. Così se ne tornò a casa e era veramente molto triste, perché desiderava di cuore trovare una vera principessa.
Una sera c’era un tempo pessimo, lampeggiava e tuonava, la pioggia scrosciava, che cosa terribile! Bussarono alla porta della città e il vecchio re andò a aprire.
C’era una principessa lì fuori. Ma come era conciata con quella pioggia e quel brutto tempo! L’acqua le scorreva lungo i capelli e gli abiti e le entrava nelle scarpe dalla punta e le usciva dai tacchi; eppure sosteneva di essere una vera principessa.
“Adesso lo scopriremo!” pensò la vecchia regina, ma non disse nulla, andò nella camera da letto, tolse tutte le coperte e mise sul fondo del letto un pisello, su cui mise venti materassi e poi venti piumini.

 

Lì doveva passare la notte la principessa.
Il mattino successivo le chiesero come avesse dormito.
«Oh, terribilmente male» disse la principessa «non ho quasi chiuso occhio tutta la notte. Dio solo sa, che cosa c’era nel letto! Ero sdraiata su qualcosa di duro, e ora sono tutta un livido. È terribile!»

Così poterono constatare che era una vera principessa, perché attraverso i venti materassi e i venti piumini aveva sentito il pisello. Nessuno poteva essere così sensibile se non una vera principessa.
Il principe la prese in sposa, perché ora sapeva di aver trovato una vera principessa, e il pisello fu messo nella galleria d’arte, dove ancor oggi si può ammirare, se nessuno l’ha preso.
Bada bene, questa è una storia vera!

 

Hans Christian Andersen

Gran Corona em português

A Altadis – resultante da fusão entre a espanhola Tabacalera e a francesa Seita – facturou no ano passado 3,5 mil milhões de euros, dos quais 1,8 mil milhões em cigarros e 0,817 mil milhões em charutos e cigarrilhas; Este valor, mais coisa menos coisa, é o que o Governo diz ser o investimento público na OTA! É feito destes pequenos nadas o fosso que nos separa..

A Casa Havaneza está em negociações com o gigante dos tabacos, tendo em vista o reforço por parte daquele na participação que detém nesta.
A empresa portuguesa pode deste modo evitar o efeito TGV, ou seja, a entrada a alta velocidade das marcas representadas directamente no mercado nacional.
Ganha ainda capacidade de expansão no mercado interno.

A propósito de espanhóis, vou roer uns cohibas enquanto torço pelos hoquistas lusos no confronto com a armada espanhola, na meia-final do Mundial de Hóquei.
Olé!

De volta ao Novo Mundo de Dvorák

Chego domingo de manhã.
Como o Festival de Música de Praga termina sábado, não vou a tempo de voltar a este magnífico espaço.

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De manhã, irei visitar o Jewish Museum – que não conheço – e está incluído nos locais a (re)visitar.
Vou aproveitar o resto do dia para uma visita mais detalhada à zona do Castelo.
Para início de noite, estou a pensar ir ao Marie Teresie experimentar uma das especialidades do Chef.

Depois.. depois, logo se vê. Não me posso queixar (do frio)!

Queira desculpar a distracção!

Em mais um artigo de opinião, Mário SUMOLino vem chamar a atenção para a necessidade de os portugueses terem mais atenção ao que se passa na web.
Afinal, a fama do choque tecnológico já vem de trás!

Parece que os estudos preliminares – sobre o impacto ambiental – elaborados em 98-99!, têm estado disponíveis todo este tempo na NAER, sobejamente conhecida da opinião pública!

Ai! Ai! Onde é que tens andado com a cabeça, António?

Fico muito mais descansado com a informação dada por Mário SUMOLino de que os estudos de viabilidade económica dos projectos será disponibilizada nos próximos dois meses;

Isto, claro, depois de a decisão política de avançar com os projectos da Rede Ferroviária de Alta Velocidade e do Novo Aeroporto da Ota.. já estar tomada!
Iremos então ver mais um caso prático de uma máquina de torrar dinheiro, que é o Estado!

É uma solução.. como qualquer outra!

Haja decoro!

Porquê SUMOLino? Porque o artigo de duas páginas no Diário Económico faz-me lembrar aquelas bebidas gaseificadas que no final não matam a sede, ficando só as bolhinhas que fazem arrotar.

Futebol espectáculo.. não chega!

O Sporting jogou bem, principalmente na primeira parte.
Embora tenha dominado durante toda a partida, a equipa perdeu discernimento ao acusar o golo da Udinese, e isso paga-se caro.

Sempre que o leve mais um cartão zinho cai na área, o Sporting tem razões de queixa.
Do jogador, bem entendido!
Mesmo que o árbitro não marque penalti, o jogador tem de ser disciplinado!

O Sporting é melhor que o adversário, mas não chega jogar bonito; é mesmo preciso meter a bolinha lá dentro!
Contam-se pelos dedos de uma mão as oportunidades criadas na segunda parte!
Dentro de duas semanas, a equipa tem de privilegiar o sentido prático – e têm capacidade para isso – em detrimento do futebol espectáculo, ou então.. va fan culo!
Não há volta a dar.

Obrigado, Rui!


Campeonato do Mundo de Atletismo – Final dos 1500 metros

Cegueira dos sentidos

Ah, só eu sei
Quanto dói meu coração
Sem fé nem lei,
Sem melodia nem razão.

Só eu, só eu,
E não o posso dizer
Porque sentir é como o céu,
Vê-se mas não há nele que ver

Fernando Pessoa, 10/08/1932

Duas gardénias.. para Ibrahim Ferrer (1927-2005)

Dos gardenias para tí
Con ellas quiero decir:
Te quiero, te adoro, mi vida.
Ponle toda tu atencion
Porque son tu corazón y el mío.

Dos gardenias para tí
Que tendrán todo el calor de un beso
De esos besos que te dí
Y que jamás encontrarás
En el calor de otro querer.

A tu lado vivirán y se hablarán
Como cuando estás conmigo
Y hasta creerás que te dirán:
Te quiero.

Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor me ha traicionado
Porque existe otro querer.