Arquivo de Março, 2008

a côr dos anjos: azul eléctrico

A norueguesa – mais uma! – Anja Garbarek vai construindo o seu colar de sons.

Durante a juventude, acompanhou o saxofonista Jan Garbarek nas diversas digressões que o pai fez.

Inspirou-se em Brian Eno e Laurie Anderson para compor o emocionante Smiling and Waving.
A ouvir, os samples de The Diver, Spin The Context, You Know e And Then, aqui.

No seu mais recente trabalho Briefly Shaking, Anja acrescentou-lhe mais algumas pérolas: por exemplo, Still Guarding Space e My Fellow Riders.

Estes nórdicos dão-me a volta ao miolo!

Anja Garbarek


Anja Garbarek não é apenas a filha do famoso saxofonista norueguês Jan Garbarek. Anja é uma das vozes mais excitantes da vibrante cena musical nórdica. É uma combinação de melodias instantaneamente absorvíveis pelo ouvido, uma colecção de histórias envolvidas em contrastes dramáticos e justaposições numa reinvenção sofisticada do trip-hop. Comparada a cantoras como Björk ou Beth Gibbons (vocalista dos Portishead), Anja Garbarek passeia por vários estilos e detesta ser previsível. “Gosto de pegar nas letras mais sombrias e pô-las nas melodias mais reconfortantes, ou misturar temas doces com situações macabras. Se calhar, devia ter chamado ao meu novo álbum «A Bela e o Monstro»”, diz Anja Garbarek com um ar de brincadeira. “Briefly Shaking”, o quarto álbum da cantora e compositora, é sem dúvida o mais inovador e audacioso até à data.

Guimarães dia 19 de Abril – Centro Cultural Vila Flôr, 22 horas

Les Trocks


Imaginar um dia ver uns tipos com pelos no peito, vestidos de cisnes e a fazerem pas-de-deux, sentado ao lado de uma mulher lindíssima, ex-bailarina da CNB e, melhor que tudo, minha amiga?

Pois! Mas fui ao Tivoli com a querida Kim ver Les Ballets Trockadero de Monte Carlo.

Uma maravilha. Mesmo quem não seja espectador habitual de bailado clássico vai gostar, pois os bailarinos são todos tecnicamente muito bons, o que não acontece numa Companhia Clássica. Têm apontamentos geniais, como a brincadeira com a coreaografia de Balanchine, os gags são hilariantes e, mais surpreendente, esquecemo-nos que são homens! Há um calmeirão que dança com uma graciosidade e uma leveza invulgares.
Todos os bailarinos homens deviam ver este espectáculo; ganhariam alguma elasticidade e melhorariam aquelas pernas hipermusculadas e o bailado ganhava com isso.
Imperdível.

À margem: anteontem a sala estaria talvez a dois terços, o que foi pena. Curiosa, a plateia, com pouca gente nova, muito público idoso proveniente do bailado clássico e muitos casais alternativos.
Esta discriminação positiva reflete a nossa sociedade, que entende este tipo de espectáculo como sendo coisa de maricas, o que acaba por justificar também a presença de tantos casais alegres 🙂

Aprés Les Trocks

Uma maravilha. Mesmo quem não seja espectador habitual de bailado clássico vai gostar, pois os bailarinos são todos tecnicamente muito bons, o que não acontece numa Companhia Clássica. Têm apontamentos geniais, como a brincadeira com a coreaografia de Balanchine, os gags são hilariantes e, mais surpreendente, esquecemo-nos que são homens! Há um calmeirão que dança com uma graciosidade e uma leveza invulgares.
Todos os bailarinos homens deviam ver este espectáculo; ganhariam alguma elasticidade e melhorariam aquelas pernas hipermusculadas e o bailado ganhava com isso.
Imperdível.

À margem: anteontem a sala estaria talvez a dois terços, o que foi pena. Curiosa, a plateia, com pouca gente nova, muito público idoso proveniente do bailado clássico e muitos casais alternativos.
Esta discriminação positiva reflete a nossa sociedade, que entende este tipo de espectáculo como sendo coisa de maricas, o que acaba por justificar também a presença de tantos casais alegres 🙂

Wouldn’t it be a lovely headline?

Rufus Wainwright – Oh What a World

Les Trocks

Imaginar um dia ver uns tipos com pelos no peito, vestidos de cisnes e a fazerem pas-de-deux, sentado ao lado de uma mulher lindíssima, ex-bailarina da CNB e, melhor que tudo, minha amiga? Naaa.

Pois! Mas hoje vou ao Tivoli com a querida Kim ver Les Ballets Trockadero de Monte Carlo.

 

A diversão parece assegurada pois os rapazes, embora façam rir, levam-se muito a sério.

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The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had..!

All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find I kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world

Gary Jules, para a banda sonora de Donnie Darko

Over and over again.. lindo! lindo!

Flamenco 2008 – Festival de Lisboa

Lisboa recebe o Flamenco 2008 – Festival de Lisboa, um evento que procura dar ao público, uma perspectiva mais abrangente e transversal desta dança e género musical, que tem as suas raízes em Espanha. Os espectáculos realizam-se na Aula Magna:

Pepe Habichuela Miguel PovedaLa Moneta

Pepe Habichuela e
Josemi Carmona sexteto (guitarra flamenca) – 29 de Março

Miguel Poveda começou a cantar aos 15 anos de idade, tem participado nos principais festivais nacionais e internacionais de música e em 2007 ganhou o Prémio Nacional de Musica 2007 em Espanha – 19 de Abril

Fuensanta “La Moneta” é uma das mais prestigiadas bailarinas de flamenco da actualidade – 17 de Maio

Para além destes concertos há ainda uma exposição, filmes, palestras e workshops.
Pela primeira vez a cidade é palco de um acontecimento onde o Flamenco, que já conquistou tantos adeptos, é a estrela principal.

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