do debate.. das ideias?! O povo quer é festa!





Devemos, pois, em primeiro lugar, precaver-nos contra esta ideia de que nos raciocínios pode não existir nada de prestável; mas convençamo-nos antes da nossa incompetência, da obrigação de procedermos energicamente, de nos esforçarmos por ser competentes –
doutra forma expomo-nos ao perigo de nos portarmos como os questionadores ignorantes.[…] Porquanto estes, quando disputam a respeito de algum assunto, não se importam com a verdadeira solução do problema; o que tomam a peito é que aos assistentes pareça verdade o que estabeleceram como tal.

[Objecções de Símias e de Cebes. Sócrates responde a Símias]

in Fédon, de Platão

Diverti-vos, pois a alma é mais duradoura que o corpo!

sem título

Vincent Van Gogh

Lane with Poplar Trees, início de 1884 – 54 x 39 cm

Rijksmuseum Vincent van Gogh, Amsterdam

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.

Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Fernando Pessoa



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Serralves, início de 2005

frio? qual frio? o frio! mas que frio? o frio!

A campanha eleitoral – ou pré-campanha, é como os saldos!

Eles bem acenam com promoções fantásticas, mas os clientes não se entusiasmam!

Os recém-chegados bloggers(!) José Sócrates e Pedro Santana Lopes bem tentam aquecer os locais por onde passam, mas… a música não faz dançar ninguém!

Confrangedor! Nem uma ideia!

Votasse eu.. e eles iam ver!

Toda a Verdade!

Se ainda subsistia alguma dúvida sobre a honorabilidade do Ministro Morais Sarmento – isto a propósito da polémica em torno das despesas com a viagem a São-Tomé e o episódio do mergulho, está à vista de todos a forma transparente como o processo decorreu.



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Como se pode extrair das imagens colhidas no Campo Pequeno, A Escola de Navegação e Recreio patrocinou as aulas de mergulho – até se comenta nos mentideros que MS foi acompanhado de um instrutor!

.. E sem aqueles encargos absurdos de que o acusaram, meus amigos!

Só não compreendo como Santana Lopes comentou ao ser informado do assunto, que as despesas eram “incómodas”!



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E depois vêm certas e determinadas pessoas dizer.. ah! e tal!

Mas o que é isto?!

Avançamos tanto.. e no entanto, tão pouco!

Há cem anos, em 1905, um certo Einstein enunciava os Postulados da Teoria da Relatividade:

A relatividade da distância e a relatividade dos intervalos de tempo.

Eternizado no século XX, Albert Einstein (1879-1955) revolucionou a Ciência;

Transformou o mundo da Física e mudou a perspectiva que o homem tinha do Universo.

Explicava a sua teoria através duma comparação relativamente simples de entender: “uma hora com uma jovem e bela mulher passa como um minuto, mas um minuto sobre um forno quente parece uma hora”.

Para celebrar este centenário, a Unesco declarou 2005 “Ano Mundial da Física”.

Algumas das mais importantes iniciativas associadas às comemorações podem ser consultadas aqui, aqui e aqui.

Parabéns!

Ao Miguel Duarte e votos de afirmação do Movimento Liberal Social!

A virtude está no Extremo-Centrismo

Se há alguma coerência no Professor Diogo Freitas do Amaral é a sua postura de centrista. Desde que em 1974 fundou o CDS-Centro Democrático Social, teve a arte de trazer a direita para o centro do regime, o que em abono da verdade constitui um contributo fundamental na consolidação da nossa jovem democracia.

As alianças que fez entretanto – com o PS em 1978 e que deu o primeiro Bloco Central, e no ano seguinte a AD-Aliança Democrática, com Francisco Sá Carneiro e Gonçalo Ribeiro Teles, demonstram a sua habilidade política, quer na sedução da ala esquerda do PSD, quer da ala direita do PS.

De candidato presidencial derrotado por Soares em 1985 à presidência da Assembleia Geral da ONU, são dois indicadores da condição de estadista que marcam a personalidade de Freitas do Amaral – um dos oito magníficos do pós 25 de Abril, como disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Os recentes episódios – oportunisticamente aproveitados por Sócrates, ao dizer que Freitas do Amaral apelou hoje ao voto no PS com a coragem que só espíritos livres o podem fazer, mas fê-lo também por nobreza de carácter e em nome do interesse nacional, unicamente porque pede maioria absoluta para o PS nas próximas eleições legislativas, e o caso do parecer jurídico contra a transferência do Fundo de Pensões da CGD para a CGA – a meu ver erradamente, pois tenho muita dificuldade em separar o Jurista do Presidente da Assembleia de accionistas da Caixa, são matéria quente neste momento de agitar das bandeiras, mas logo que a onda passe, concluiremos que Freitas do Amaral não faz mais do que estar no meio dos que em cada momento estão na mó de cima.

Diogo Freitas do Amaral não é um homem de causas. É um homem de compromissos!

Maurizio, o Espontâneo.. Pollini, o Expressivo..

Maurizio Pollini é um dos grandes pianistas do nosso tempo, a par de nomes como Vladimir Horowitz, Alfred Brendel, Emil Gilels, Sviatoslav Richter, Arthur Rubinstein e Claudio Arrau, o jovem Krystian Zimerman, Vladimir Ashkenazy, Glenn Gould, entre outros..

Hoje, para quem conseguiu bilhetes(!) dá um grande recital no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em que interpreta Chopin – Nocturnos e Sonata nº 2.

A superior visão, ao transpôr para o século XX com uma fidelidade transcendente nas suas interpretações, por exemplo das 32 Sonatas para Piano de Beethoven, fazem de Pollini – mais do que um intérprete, um virtuoso, no rigor com que toca as notas que Beethoven, Chopin e Schuman escreveram, e que iam para além do seu tempo e dos instrumentos que possuiam na altura.

Aprecio em particular as interpretações de Beethoven: Piano Sonata no.17 in D minor, op 31 no.2,  The Tempest  e Piano Sonata nº 21 in C major, op.53 Waldstein; Schuman: Fantasia in C major, op.17 e Arabeske, op.18; E o magnifico Concerto for Piano and Orchestra in A minor, op.54

A única gravação que fez do Piano Concerto K.488 in A major de Mozart, com Karl Böhm e a Vienna Philharmonic em 1976, foi uma espécie de milagre, segundo Pollini.

a minha relação com a água



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O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem.

E por isso porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro

Cresci a olhar para o Tejo.

Brincava com ele.. divertia-me a atravessar o rio nos cacilheiros, para lá.. para cá..

Ia atrás do senhor Augusto, que vendia gelados num triciclo.. e pacientemente esperava que o dia lhe corresse bem para que viesse a recompensa.. o que eu gostava da baunilha!

Mas também tenho saudades do Côa, da ribeira seca no verão, onde os animais procuravam pequenos charcos para matar a sede..

Tomávamos banho com água pela cintura, no local onde há pouco tempo submergiram as famosas garrafas de vinho, cuja produção foi vendida para o estrangeiro.. enfim!

A infernal subida, debaixo de um sol abrasador até ao alto da ladeira, à entrada de Foz-Côa – lembro-me, fazia-nos descer novamente numa correria suicida a ver quem chegava primeiro à água..

Tinha a idade certa para essas brincadeiras.. mas hoje repeti-las-ia com prazer!

E tinhamos de ser nós a pagar as favas?!

Porque é que eles escolhem os piores momentos para jogar bem? E sempre contra nós?

Durante os 120 minutos de jogo – novamente em inferioridade numérica, e mais uma vez com um jogador mal expulso, o Sporting foi sempre superior.

Nos penalties, a estrelinha esteve do outro lado.. e acabam por ser justos vencedores.

Como diz o Pesudo, saimos mais fortes e de cabeça levantada.

Pela primeira vez esta época vi uma bela partida de futebol.

Duas Taças seguidas?

Agora é que vem aí a retoma!