pequena história para a minha princesa

La Principessa sul Pisello
A Princesa e a Ervilha

C’era una volta un principe che voleva avere per sé una principessa, ma doveva essere una vera principessa.
Perciò viaggiò per tutto il mondo per trovarne una, ma ogni volta c’era qualcosa di strano: di principesse ce n’erano molte, ma non poteva mai essere certo che fossero vere principesse; infatti sempre qualcosa andava storto. Così se ne tornò a casa e era veramente molto triste, perché desiderava di cuore trovare una vera principessa.
Una sera c’era un tempo pessimo, lampeggiava e tuonava, la pioggia scrosciava, che cosa terribile! Bussarono alla porta della città e il vecchio re andò a aprire.
C’era una principessa lì fuori. Ma come era conciata con quella pioggia e quel brutto tempo! L’acqua le scorreva lungo i capelli e gli abiti e le entrava nelle scarpe dalla punta e le usciva dai tacchi; eppure sosteneva di essere una vera principessa.
“Adesso lo scopriremo!” pensò la vecchia regina, ma non disse nulla, andò nella camera da letto, tolse tutte le coperte e mise sul fondo del letto un pisello, su cui mise venti materassi e poi venti piumini.

 

Lì doveva passare la notte la principessa.
Il mattino successivo le chiesero come avesse dormito.
«Oh, terribilmente male» disse la principessa «non ho quasi chiuso occhio tutta la notte. Dio solo sa, che cosa c’era nel letto! Ero sdraiata su qualcosa di duro, e ora sono tutta un livido. È terribile!»

Così poterono constatare che era una vera principessa, perché attraverso i venti materassi e i venti piumini aveva sentito il pisello. Nessuno poteva essere così sensibile se non una vera principessa.
Il principe la prese in sposa, perché ora sapeva di aver trovato una vera principessa, e il pisello fu messo nella galleria d’arte, dove ancor oggi si può ammirare, se nessuno l’ha preso.
Bada bene, questa è una storia vera!

 

Hans Christian Andersen

Gran Corona em português

A Altadis – resultante da fusão entre a espanhola Tabacalera e a francesa Seita – facturou no ano passado 3,5 mil milhões de euros, dos quais 1,8 mil milhões em cigarros e 0,817 mil milhões em charutos e cigarrilhas; Este valor, mais coisa menos coisa, é o que o Governo diz ser o investimento público na OTA! É feito destes pequenos nadas o fosso que nos separa..

A Casa Havaneza está em negociações com o gigante dos tabacos, tendo em vista o reforço por parte daquele na participação que detém nesta.
A empresa portuguesa pode deste modo evitar o efeito TGV, ou seja, a entrada a alta velocidade das marcas representadas directamente no mercado nacional.
Ganha ainda capacidade de expansão no mercado interno.

A propósito de espanhóis, vou roer uns cohibas enquanto torço pelos hoquistas lusos no confronto com a armada espanhola, na meia-final do Mundial de Hóquei.
Olé!

De volta ao Novo Mundo de Dvorák

Chego domingo de manhã.
Como o Festival de Música de Praga termina sábado, não vou a tempo de voltar a este magnífico espaço.

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De manhã, irei visitar o Jewish Museum – que não conheço – e está incluído nos locais a (re)visitar.
Vou aproveitar o resto do dia para uma visita mais detalhada à zona do Castelo.
Para início de noite, estou a pensar ir ao Marie Teresie experimentar uma das especialidades do Chef.

Depois.. depois, logo se vê. Não me posso queixar (do frio)!

Queira desculpar a distracção!

Em mais um artigo de opinião, Mário SUMOLino vem chamar a atenção para a necessidade de os portugueses terem mais atenção ao que se passa na web.
Afinal, a fama do choque tecnológico já vem de trás!

Parece que os estudos preliminares – sobre o impacto ambiental – elaborados em 98-99!, têm estado disponíveis todo este tempo na NAER, sobejamente conhecida da opinião pública!

Ai! Ai! Onde é que tens andado com a cabeça, António?

Fico muito mais descansado com a informação dada por Mário SUMOLino de que os estudos de viabilidade económica dos projectos será disponibilizada nos próximos dois meses;

Isto, claro, depois de a decisão política de avançar com os projectos da Rede Ferroviária de Alta Velocidade e do Novo Aeroporto da Ota.. já estar tomada!
Iremos então ver mais um caso prático de uma máquina de torrar dinheiro, que é o Estado!

É uma solução.. como qualquer outra!

Haja decoro!

Porquê SUMOLino? Porque o artigo de duas páginas no Diário Económico faz-me lembrar aquelas bebidas gaseificadas que no final não matam a sede, ficando só as bolhinhas que fazem arrotar.

Futebol espectáculo.. não chega!

O Sporting jogou bem, principalmente na primeira parte.
Embora tenha dominado durante toda a partida, a equipa perdeu discernimento ao acusar o golo da Udinese, e isso paga-se caro.

Sempre que o leve mais um cartão zinho cai na área, o Sporting tem razões de queixa.
Do jogador, bem entendido!
Mesmo que o árbitro não marque penalti, o jogador tem de ser disciplinado!

O Sporting é melhor que o adversário, mas não chega jogar bonito; é mesmo preciso meter a bolinha lá dentro!
Contam-se pelos dedos de uma mão as oportunidades criadas na segunda parte!
Dentro de duas semanas, a equipa tem de privilegiar o sentido prático – e têm capacidade para isso – em detrimento do futebol espectáculo, ou então.. va fan culo!
Não há volta a dar.

Obrigado, Rui!


Campeonato do Mundo de Atletismo – Final dos 1500 metros

Cegueira dos sentidos

Ah, só eu sei
Quanto dói meu coração
Sem fé nem lei,
Sem melodia nem razão.

Só eu, só eu,
E não o posso dizer
Porque sentir é como o céu,
Vê-se mas não há nele que ver

Fernando Pessoa, 10/08/1932

Duas gardénias.. para Ibrahim Ferrer (1927-2005)

Dos gardenias para tí
Con ellas quiero decir:
Te quiero, te adoro, mi vida.
Ponle toda tu atencion
Porque son tu corazón y el mío.

Dos gardenias para tí
Que tendrán todo el calor de un beso
De esos besos que te dí
Y que jamás encontrarás
En el calor de otro querer.

A tu lado vivirán y se hablarán
Como cuando estás conmigo
Y hasta creerás que te dirán:
Te quiero.

Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor me ha traicionado
Porque existe otro querer.

Ballet Gulbenkian


Cartoonista – Rui Pimentel

O destaque da crónica de Eduardo Prado Coelho de hoje no Público diz assim:
Que bom era que os portugueses boicotassem o Jazz da Gulbenkian.

Sanguíneo, pensei: este gajo é adiantado mental ou quê?
Afinal, parece que a afirmação não é dele, mas de um seu amigo?!
Pretende EPC com este relato ilustrar a mágoa que a extinção do Ballet Gulbenkian provocou nas pessoas.
Acredito que sim, mas unicamente por simpatia.

Gosto muito de ballet; apesar de ter visto alguns espectáculos de dança contemporânea, sempre me interessei mais pela Companhia Nacional de Bailado e pela escola russa.
Nunca senti – nem no círculo de amigos, nem sequer na imprensa – grande exaltação ou divulgação desta respeitável Companhia, que, justiça seja feita, além de pioneira, foi ao longo de muitos anos praticamente o único veículo de promoção do ballet contemporâneo em Portugal. Adquiriu meritoriamente o prestígio internacional e o estatuto de património cultural português.

Não conheço os contornos da decisão da Administração, mas acusar Rui Vilar – que pariu a Culturgest – de economicista, além de excessivo, é injusto.

Que diabo: alguma vez tivemos uma Orquestra Sinfónica digna desse nome? Alguma Ópera?
O que a Fundação faz pela cultura no nosso país devia fazer os sucessivos governos corarem de vergonha.

Conversa de um viajante OTÁrio

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Pois estão determinados a avançar com os projectos OTA e TGV.
Então expliquem-se!
Até lá, vou continuar a pensar que:

– Com a deslocalização do Aeroporto Internacional de Lisboa para a OTA, deixam de fazer sentido os vôos domésticos para Porto e Faro. Partindo de Lisboa, é mais rápido ir de carro, ou no Pendular ( que demora mais 20 a 30 minutos que a projectada linha de alta velocidade Lisboa/Porto?!)
– Ninguém me convence sobre a construção de uma linha ferroviária específica para ligar a OTA a Lisboa, nem sequer com ligação à Linha do Norte. Nunca será rentável!
– Vamos ter um Aeroporto construído de raiz que não pode ser ampliado, o que só pode ser um golpe de génio!
– Poderá ser necessário construir uma linha de alta velocidade para ligação à Europa – via Madrid, mas chega! Qualquer traçado adicional não é exequível!
– A percentagem de residentes no território continental português que irá usufruir destas infraestruturas é irrisória. Só mesmo por devaneio!
– Não temos dinheiro para pagar a megalomania de alguns senhores, por mais otários que sejamos!
– Toda a poeira que nos atiram para os olhos – ao pretender que nos tornemos todos especialistas em aviação comercial e afins – só confere maior solidez aos estudos preliminares que justificam a “necessidade” destes investimentos! Uma mentira repetida muitas vezes..

MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
“Respeito muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções.”
(Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)