Round About Midnight – Gotan Project & Chet Baker


 

Beleza Interior

Na Antiguidade Clássica, entendia-se por belo o que agradava, o que era atractivo ao olhar, ou o que era belo espiritualmente, não coincidente com a beleza do corpo?
Para Platão, a única realidade era a do mundo das ideias, de que o nosso mundo material é uma sombra e imitação; O feio era assim o não-ser, uma imperfeição do mundo ideal.
Aristóteles, na Poética, dizia sobre a origem da Poesia, que o imitar é congénito no homem, pois os primeiros ensinamentos lhe são proporcionados pela imitação, tão mais agradável quanto mais perfeita.

A tradição satírica, difundida na Europa pelos humanistas, é bem patente na obra Esopo, de Diego Velazquez

Este Esopo, de nariz achatado, não era provavelmente o homem simples, de traços marcados pelo trabalho , que representava o ideal cínico da modéstia e da sabedoria das pessoas vulgares da sua época; Velázquez deu a Esopo as características típicas do homem cabeça-de-boi, das Fábulas. Os olhos assumem igualmente relevo, pelo tom de desprezo e de ironia, característicos nos anões e nos tolos de Velázquez.

Imagens do Trabalho

Imagens do Trabalho

O Astronauta Ron Garan participou com o Astronauta Mike Fossum no primeiro de três passeios no espaço, no âmbito da Missão STS-124 para construção e manutenção da Estação Espacial Internacional. Durante quase sete horas no espaço, fartaram-se de trabalhar:

Alojaram temporariamente o Orbiter Boom Sensor System a estibordo da Estação Espacial, preparam o Laboratório Japonês Kibo para instalação na Plataforma Espacial e utilizaram técnicas especiais de limpeza da Solar Alpha Rotary Joint’s (SARJ)

Portugallica

Rasga-me Todo!

IBM Lenovo Ultra Portable PC versus Mac Book Air Buzz

É quase um acto de violação sexual, o de tentar meter o PC da Apple dentro do envelope!

Agressivo, não?! 😉

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Portugal na Primeira Página

«Este livro constrói-se sobre dois planos: é sobre o século XX português a partir de alguns acontecimentos políticos mais marcantes, por um lado; mas é também, mais ainda, sobre os jornais que deram o século XX português aos seus leitores.»

Luís Trindade

Cem anos de notícias nas Primeiras Páginas. Entre 1 de Fevereiro de 1908, dia do atentado contra a família real, e 9 de Setembro de 1999, quando a notícia do drama de Timor-Leste enche de branco a primeira página do Diário de Notícias, apresentam-se 45 acontecimentos do século XX português, servidos pelo crivo das primeiras páginas dos jornais portugueses.

Via Edições Tinta da China


Críticas de imprensa

«Trata-se, pois, simultaneamente, de uma aula ilustrada sobre o jornalismo em Portugal e de algo equivalente a uma viagem na máquina do tempo, através da qual vemos o passado tal qual os nossos antepassados julgaram vivê-lo.»
Adelino Gomes, in Público

«Portugal na primeira página. A par de uma leitura cronológica do século XX português, este livro contém e abre portas a inúmeras reflexões sobre os conteúdos dos media, assim como o seu papel na sociedade.»
João Morgado Fernandes, Diário de Notícias

Sugiro também a leitura desta análise do Rogério Santos.

Obrigado, Princesa! 🙂

Paixão

Começou então a última tortura…
Num grande esforço, procurei ainda esquecer-me do que descobrira – esconder a cabeça debaixo dos lençóis como as crianças, com medo dos ladrões, nas noites de inverno.
Ao entrelaçá-la, hoje, debatia-me em êxtases tão profundos, mordia-a tão sofregamente, que ela uma vez se me queixou.
Com efeito, sabê-la possuída por outro amante – se me fazia sofrer na alma, só me excitava, só me contorcia nos desejos…
Sim! sim! – aquele corpo esplêndido, triunfal, dava-se a três homens – três machos que se estiraçavam sobre ele, a possuí-lo, a sugá-lo!… Três? Quem sabia se uma multidão?… E ao mesmo tempo que esta ideia me despedaçava, vinha-me um desejo perverso de que assim fosse…
Ao estrebuchá-la agora, em verdade, era como se, em beijos monstruosos, eu possuísse também todos os corpos masculinos que resvalavam pelo seu.
A minha ânsia convertera-se em achar na sua carne uma mordedura, uma escoriação de amor, qualquer rastro de outro amante…
E um dia de triunfo, finalmente, descobri-lhe no seio esquerdo uma grande nódoa negra… Num ímpeto, numa fúria, colei a minha boca a essa mancha – chupando-a, trincando-a, dilacerando-a…
Marta, porém, não gritou. Era muito natural que gritasse com a minha violência, pois a boca ficara-me até sabendo a sangue. Mas o certo é que não teve um queixume. Nem mesmo parecera notar essa carícia brutal…
De modo que, depois de ela sair, eu não pude recordar-me do meu beijo de fogo – foi-me impossível relembrá-lo numa estranha dúvida…

Ai, quanto eu não daria por conhecer o seu outro amante… os seus outros amantes…
Se ela me contasse os seus amores livremente, sinceramente, se eu não ignorasse as suas horas – todo o meu ciúme desapareceria, não teria razão de existir.
Com efeito, se ela não se ocultasse de mim, se apenas se ocultasse dos outros, eu seria o primeiro. Logo, só me poderia envaidecer; de forma alguma me poderia revoltar em orgulho. Porque a verdade era essa, atingira: todo o meu sofrimento provinha apenas do meu orgulho ferido.
Não, não me enganara outrora, ao pensar que nada me angustiaria por a minha amante se entregar a outros. Unicamente era necessário que ela me contasse os seus amores, os seus espasmos até.
O meu orgulho só não admitia segredos. E em Marta era tudo mistério. Daí a minha angústia – daí o meu ciúme.
Muita vez – julgo, diligenciei fazer-lhe compreender isto mesmo, evidenciar-lhe a minha forma de sentir, a ver se provocava uma confissão inteira da sua parte, cessando assim o meu martírio. Ela, porém, ou nunca me percebeu, ou era resumido o seu afeto para tamanha prova de amor.

In «A Confissão de Lúcio» de Mário de Sá Carneiro

Feira do Livro

As birras entre editoras sobre o formato da Feira, se algum mérito tiveram foi o de evidenciar as diferentes visões de mercado. Por um lado, a visão romântica das barraquinhas que a ninguém agrada mas porque é tradição deixa estar; Por outro, a do papão que só é papão neste rectângulo face à inércia reinante. Com honrosas excepções.

Jean-Michel Jarre @ last

Custou mas foi.

Graças ao Mago que me iluminou o caminho e ao Pedro que teve a amabilidade de fornecer os meios técnicos, estão agora disponíveis os vídeos do memorável Concerto no Coliseu de Lisboa de Le Magicien em

http://www.youtube.com/user/abrancoalmeida