Bedeteca ideal – Cosey

Viagem a Itália, de Cosey

   

Né près de Lausanne en 1950, Bernard Cosendai commence par travailler comme graphiste dans une agence de publicité. Mais, son ambition est ailleurs: le futur «Cosey» pense en dessin, aime raconter par l’image et rêve de bande dessinée depuis ses vertes années. Un désir qui, en 1969, le conduit tout naturellement chez Derib, proche voisin et seul professionnel suisse du 9e art à l’époque. Le créateur de «Buddy Longway» et de «Yakari» devient tout à la fois son ami et son professeur. Quelques portes s’ouvrent alors devant le jeune débutant. Cosey publie les aventures du reporter «Paul Aroïd» dans le quotidien suisse «24 Heures» et, sur des scénarios d’A.P. Duchâteau, illustre trois courts épisodes de «Monfreid et Tilbury» pour le supplément «Jeunesse » du quotidien belge «Le Soir». En 1974, l’éditeur (éphémère) Publishing & Copyright lui commande son premier album: « Un Shampoing pour la Couronne» scénarisé par J. Ralf. Ces essais encore tâtonnants aboutissent en 1975 à la première grande création de Cosey à la fois narrateur et dessinateur: le flâneur des cimes «Jonathan» dans le journal «Tintin». La quête mystique de ce héros très quotidien ouvrira rapidement au Lombard, une série d’albums au succès grandissant (13 titres au Lombard). En 1985, néanmoins, il ressent le besoin de s’échapper momentanément du cadre de la série et signe, toujours au Lombard, son premier diptyque: «A la Recherche de Peter Pan» (réédité sous forme d’intégrale dans la collection “Signé” du Lombard). Ce récit très personnel, tout en émotion retenue, en non-dits et en immenses étendues neigeuses lui ouvre une porte nouvelle. En 1988, il réalise ainsi le «Voyage en Italie» pour la toute nouvelle collection «Aire Libre» des Editions Dupuis dont il devient un des best-sellers. Dans cette même collection, il réalise ensuite «Orchidea», «Saigon-Hanoï», «Joyeux Noël, May» et «Zeke raconte des Histoires»… autant de one-shots qui lui permettent de creuser son goût du voyage et son talent de portraitiste de l’âme et du silence. Parallèlement, il illustre «L’Enfant Bouddha», un texte de J. Salomé édité par Albin-Michel, il inaugure la collection «Signé» du Lombard avec «Zélie Nord-Sud», un ouvrage requis par la Coopération suisse au Développement. En 1997, après plus de deux lustres d’absence, il revient à «Jonathan». Un retour aux cimes neigeuses de l’Himalaya qui s’est également traduit par «Le Bouddha d’Azur», deux albums aux éditions Dupuis. Les modes passent et le travail élégant et subtil de Cosey demeure. Pas étonnant que, plus de vingt ans après, les lecteurs soient toujours «A la recherche de Peter Pan»…

 

The books of Cosey

 

 

fontes: http://livre.fnac.com e http://cosey.rogerklaassen.com

A Arte da Ilusão

Ilustração de Michael Zichy

Ilustração de Michael Zichy

 

“Pum catrapum pum, pum catrapum pum”,
assim, todas as noites, tal e qual.
Ritmo como este nunca ouvi nenhum,
nem um concerto a vozes tão banal.

É sempre a mesma coisa. À mesma hora.
Já sei tudo de cor, está no ouvido.
Este casal que aqui por cima mora
não consegue passar despercebido.

Diz ela: “mete agora, assim, mais fundo…”,
Riposta ele: “isto é o fim do mundo!”,
fazendo o melhor de que é capaz.

Nestas casas do século dezoito,
chamadas pombalinas, não há coito
que nos deixe dormir a noite em paz.

 

poema vigésimo dos Sonetos eróticos & irónicos & sarcásticos & satíricos & de amor & desamor & de bem & e de maldizer do poeta Joaquim Pessoa
Litexa Editora, 2008

Estados Divididos da América

 

 

Estes foram os locais duvidosos onde passei a noite e madrugada: 😛

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mundo/multimedia/resultados_eleicoes_eua.htm

http://www.realclearpolitics.com/

http://thepage.time.com/

http://politica2008.wordpress.com/

http://blog.indecision2008.com/  😉

Aula de Anatomia

Ilustração de Michael Zichy

 

Tens dezanove nos preliminares,
dezoito em sexo oral e quando fodes
vais sempre além do quinze, mas tu podes
melhorar muito a nota se estudares.

Quando te pões de gatas, é profunda
a satisfação no teste. Sem favor.
Mas do que mais gostava o professor
era dar um excelente à tua bunda.

A esse peito erecto dou um vinte
quando o acaricio com requinte,
babado como um porco por bolota.

Na grande faculdade que é a cama,
quanto mais se estuda, mais se ama,
e quanto mais amor, melhores notas.

poema décimo oitavo dos Sonetos eróticos & irónicos & sarcásticos & satíricos & de amor & desamor & de bem & e de maldizer do poeta Joaquim Pessoa
Litexa Editora, 2008

Imagens do Trabalho

Breve troca de palavras, esta tarde,  com um Senhor de 75 anos:

– Posso tirar-lhe uma foto? Está tão giro!

– Espirituoso, respondeu: Eh pá, você está a gozar comigo?  🙂

– Estou nada!

– Eh pá, desculpe lá não lhe dar atenção, mas estou a trabalhar. 😉

José Fonseca e Costa

José Fonseca e Costa

Sermão aos Peixes

Vós sois o sal da terra,Vos estis sal terrae. S. Mateus, V, l3.

         

    Vos quibus rector maris, atque terrae

    Ius dedit magnum necis, atque vitae;

    Ponite inflatos, tumidosque vultus;

    Quidquid a vobis minor extimescit,

    Maior hoc vobis dominus minatur.

     

    Notai, peixes, aquela definição de Deus: Rector maris atque terrae: «Governador do mar e da terra»; para que não duvideis que o mesmo estilo que Deus guarda com homens na terra, observa também convosco no mar. Necessário é logo que olheis por vós e que não façais pouco caso da doutrina que vos deu o grande Doutor da Igreja Santo Ambrósio, quando, falando convosco, disse: Cave nedum alium insequeris, incidas in validiorem: «Guarde-se o peixe que persegue o mais fraco para o comer, não se ache na boca do mais forte», que o engula a ele. Nós o vemos aqui cada dia. Vai o xaréu correndo atrás do bagre, como o cão após a lebre, e não vê o cego que lhe vem nas costas o tubarão com quatro ordens de dentes, que o há-de engolir de um bocado. E o que com maior elegância vos disse também Santo Agostinho: Praedo minoris fit praeda maioris. Mas não bastam, peixes, estes exemplos para que acabe de se persuadir a vossa gula, que a mesma crueldade que usais com os pequenos tem já aparelhado o castigo na voracidade dos grandes?

 

in Sermão de Santo António aos Peixes – capítulo IV, de Padre António Vieira

Festival Temps d’Images 2008

Para uma rápida visualização da programação do Festival, publiquei um Magazine  no Issuu 

O Festival Temps d’Images está de regresso à cidade de Lisboa, de 29 de Outubro a 17 de Novembro. Um prémio de cinema é a novidade da sexta edição do festival que envolve nove entidades, entre elas, o Museu Colecção Berardo. Sob o mote “As fronteiras”, a aposta da programação continua a ser em projectos que fazem o cruzamento entre as artes cénicas e as artes da imagem.
O Museu Colecção Berardo acolherá o Festival de Cinema, entre 15 a 17 de Novembro. O concurso foi organizado e é dirigido pela artista multimédia e realizadora Rajele Jain que, em conferência de imprensa à Agência Lusa, realçou “o entusiasmo” de vários em apresentarem obras a concurso e a estreia nacional de alguns filmes portugueses. Foram seleccionados 22 filmes de 25 países, seis deles de realizadores portugueses.
Segundo Rajele Jain a opção pelo cinema no Festival visa “dar um enfoque ao trabalho do artista que, por vezes, é tímido e não o quer mostrar”. Serão também apresentados filmes “em que o realizador procura mostrar o olhar de um artista em relação à vida”.

O Festival começa no Museu Nacional de Arte Contemporânea/Museu do Chiado com a instalação “Western Union: small boats” de Isaac Julien, último passo da trilogia iniciada pelo artista em 2005 com “True North”.

O director do Museu do Chiado, Pedro Lapa, explicou à Agência Lusa, que a instalação aborda a chegada de africanos às costas europeias, nomeadamente da Sicília onde se passa a maior parte da acção. Esta instalação, que é “uma metáfora sobre uma situação chocante no mundo contemporâneo”, é constituída por três projecções mais duas suplementares sincronizadas e estará no Museu do Chiado, até 1 de Fevereiro.

Este não será o único evento a ultrapassar a data de fecho do Festival: na Embaixada de França, outro dos parceiros de Temps d’Images, estará patente uma exposição de arte contemporânea até 22 de Novembro. A exposição intitulada “Lumiére toujours” estende-se dos salões, sala das porcelanas e capela aos jardins onde Cabrita Reis propõe uma instalação especialmente concebida para o evento, intitulada “Among the trees“.

No muro da embaixada serão projectadas imagens de luz concebidas e realizadas por Nuno Maya e Carole Purnelle, “que mostrarão, em tamanho natural, cidadãos franceses em Lisboa, iluminados pelas cores das bandeiras de França e da Europa”, explicou Jean-Paul LeFèbvre, da embaixada.

Um novo espaço lisboeta, a LXFactory, que integra pela primeira vez o Festival, apresentará a instalação em ambiente interactivo “Reais jogos virtuais” de Isabel Valverde, dias 1 e 2 de Novembro. Outros espaços que acolherão iniciativas no âmbito do Festival são o Centro Cultural de Belém (CCB), a Culturgest, Cinemateca Portuguesa, Fundação EDP e galeria Graça Brandão.

Na Culturgest, a instalação do “performer e videoasta” Ivo Serra, “Tela”, é apresentada nos dias 6 e 7 de Novembro. A Culturgest acolhe ainda quatro iniciativas, duas delas em co-produção.. Via.

A Ilha dos Amores

para grandes males, grandes remédios…

Ilustração de Michael Zichy

Ilustração de Michael Zichy

 

Sabia que voltavas. Estava à espera
que tudo se acalmasse. E acalmou.
Foi como o inverno frio que passou
e deu lugar por fim à primavera.

Chegaste ainda um pouco convencida
que a razão toda estava do teu lado
e eu que raramente estou zangado
procurei solução descontraída:

sentei-te no meu colo, acariciei
teus seios, tuas coxas, teu umbigo,
mordi a tua língua e já nem sei

quantas mais coisas fiz então contigo.
Porém, uma das coisas que te dei,
queres sempre a dobrar e eu não consigo.

 

poema vigésimo primeiro dos Sonetos eróticos & irónicos & sarcásticos & satíricos & de amor & desamor & de bem & e de maldizer do poeta Joaquim Pessoa
Litexa Editora, 2008

Cenas de divertimento e sedução

Visita ao Museu nacional de Arte Antiga, em 10 Obras de Referência – 29 de Outubro de 2008
Visita orientada por Ana castro Henriques e Anísio Franco

‘Conversação’, 1663-1665

 

Cenas de divertimento e sedução num interior luxuoso, associando pictoralmente um subtil e refinado tratamento da luz com um espaço rigorosamente construído em perspectiva, esta obra de Pieter de Hooch (1629-1684) é uma das mais representativas e magistrais deste contemporâneo de Johannes Vermeer. É também um interessante jogo de ambiguidades interno à própria imagem, o significado da composição extravasando a mera representação de uma cena galante do quotidiano de Amesterdão pelos meados do século XVII. A habitual designação da pintura – Conversação – não passa talvez de um pobre eufemismo moderno.