Equinócio – Nos Alinhamentos Sagrados dos Tambores
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Archive for the ‘ Perscrutando o Infinito… ’ Category
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How can I know what I think till I see what I say?
A consciência começa quando o cérebro adquire a simples capacidade de contar uma história sem palavras, utilizando para isso vocabulário não verbal que traduz a linguagem corporal do organismo, alvo de alterações internas e externas, durante o ciclo de vida. O Eu surge então como um sentimento dentro de outro sentimento. O conhecimento desse sentimento surge pois como resposta a uma pergunta que não foi feita.
António Damasio in O Sentimento de Si
Da minha cegueira branca
Vejo uma imagem no negrume da noite.
Esforço-me, desinteressadamente,
por lhe dar um nome.
Todos os nomes são iguais
às imagens que vejo à noite.
Tudo é igual a nada.
Amanhece, agora. Quase me esqueço!
Como te chamas,
Imagem que não conheço?
Não me peças para lembrar,
Adormeço.
Moritz von Schwind [21 Jan 1804 – 8 Feb 1871] – ‘Adeus ao Amanhecer’, 1859

Perguntava-me hoje a minha filha, ao ver esta imagem, se Deus me tinha aparecido. O que leva uma menina que não teve educação religiosa a colocar a questão nestes termos?
Talvez porque é nesta natureza de Deus que encontramos a nossa espiritualidade.
Cupido não domina o seu destino. Enquanto o amor esquecido dorme, os amantes não podem enfrentar as suas paixões, estão perdidos.
Mas, mesmo que no passado o arco do amor tenha sido quebrado , Cupido continua a possuir as setas que o farão estremecer de novo.
Peut-être il a fallu que le temps se perde… Peut-être faut-il respecter le temps qui a voulu se perdre… Le passé ne peut pas se récupérer. Le présent cesse de l’être à tout instant… Le futur c’est le seul temps qui reste… même s’il n’est pas, puisque quand on y arrive c’est déjà présent…
Bonjour, Marie…
Depois de em Maio ter descoberto o prodigioso Lang Lang que, soube ontem via Mago da Lua, participa no novo trabalho de Mike Oldfield, estou encantado com a jovem violinista Sarah Chang. Os samples das Quatro Estações disponíveis aqui dão uma ideia da frescura que Sarah empresta às suas interpretações. Maravilhosa!
De Sarah Chang, que grava em exclusivo para a EMI, há mais de um mês que não encontro nada disponível no sítio do costume.. nem em Lisboa, nem no Porto… e o Natal à porta… 😉

Sarah Chang é mundialmente reconhecida como uma das artistas mais cativantes e dotadas da actualidade. Um dos mais extraordinários prodígios de sempre, é hoje uma jovem artista cujo conhecimento musical, virtuosismo e emocionalidade continuam a surpreender. Apresentando-se regularmente nos principais centros musicais da Europa, da Ásia e do continente americano, colaborou com muitas das grandes orquestras mundiais, incluindo a Filarmónica de Nova Iorque, a Orquestra de Filadélfia, a Sinfónica de Boston, a Orquestra de Cleveland, a Filarmónica de Berlim, a Filarmónica de Viena, as principais orquestras de Londres e a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão.
Sarah Chang colaborou com maestros de renome, como Daniel Barenboim, Sir Colin Davis, Charles Dutoit, Bernard Haitink, James Levine, Lorin Maazel, Kurt Masur, Zubin Mehta, Riccardo Muti, André Previn, Sir Simon Rattle, Leonard Slatkin, Michael Tilson Thomas e David Zinman. Deu recitais no Carnegie Hall, no Kennedy Center de Washington, no Orchestra Hall de Chicago, no Symphony Hall de Boston, no Barbican Centre de Londres, na Philharmonie de Berlim e no Concertgebouw de Amesterdão.
No domínio da música de câmara, Sarah Chang colaborou com destacados artistas, como Pinchas Zukerman, Wolfgang Sawallisch, Vladimir Ashkenazy, Yefim Bronfman, Martha Argerich, Leif Ove Andsnes, Stephen Kovacevich, Yo-Yo Ma, Lynn Harell, Lars Vogt e Isaac Stern. Na temporada passada actuou em sexteto na Suíça e na Itália com membros da Filarmónica de Berlim e da Orquestra do Concertgebouw, culminando numa actuação na Philharmonie de Berlim.
A presente temporada inclui uma digressão europeia com a Sinfónica de Pittsburgh e o maestro Hans Graf e uma digressão americana com a Filarmónica de Londres, sob a direcção de Kurt Masur. Apresenta-se ainda com a Orquestra do Tonhalle de Zurique, a Filarmónica de Israel e as Sinfónicas de Los Angeles, São Francisco, Houston, Milwaukee e Nova Jersey. Realiza também duas extensas digressões de recitais na Europa e nos Estados Unidos da América.
Sarah Chang grava em exclusivo para a EMI Classics. Os seus discos incluem, entre outras edições: «Fire and Ice», um álbum de pequenas peças populares para violino e orquestra, gravado com a Filarmónica de Berlim, sob a direcção de Placido Domingo; um disco de música de câmara para cordas (Sexteto de Dvorák e Souvenir de Florence de Tchaikovsky), com instrumentistas da Filarmónica de Berlim; o Concerto para Violino de Dvorák, com a Sinfónica de Londres e Sir Colin Davis; o Quinteto com Piano de Dvorák, com Leif Ove Andsnes, Alex Kerr, Georg Faust e Wolfram Christ. Gravou ainda um CD preenchido com sonatas de Ravel, Saint-Saëns e Franck, em colaboração com o pianista Lars Vogt.
De ascendência coreana, Sarah Chang nasceu em Filadélfia e começou a estudar violino aos quatro anos de idade. Aos oito anos foi ouvida em audição por Zubin Metha e Riccardo Muti, o que lhe permitiu estrear-se, em pouco tempo, com a Filarmónica de Nova Iorque e a Orquestra de Filadélfia. Estudou na Juilliard School com Dorothy DeLay.
Em 1999, Sarah Chang foi distinguida com o Prémio Avery Fischer, um dos mais prestigiantes prémio atribuídos a instrumentistas. Recebeu ainda os prémios «Jovem Artista do Ano» da revista Gramophone e o «Schallplattenpreis» da revista alemã Echo. Foi distinguida como «Newcomer of the Year» no International Classical Music Award, em Londres, e recebeu o prémio coreano «Nan Pa». Em 2004, Sarah Chang tornou-se no mais jovem artista a receber o prémio do Hollywood Bowl Hall of Fame. Em Julho de 2005 recebeu o Prémio Internacional da Accademia Musicale Chigiana.
Fonte: F.C.Gulbenkian
É verdade. Não se pode conhecer tudo…
Lang Lang foi-me apresentado por um amigo, a propósito do recente concerto com a Orquestra Gulbenkian. Tenho por isso dedicado os últimos dias a descobrir este pianista chinês de 24 anos, de facto um virtuoso e um intérprete brilhante.
O belamente sombrio Concerto nº 2 para Piano de Rachmaninoff adquire com esta interpretação de Lang Lang uma dimensão superior.
A vontade de comparar a cerca de meia-hora desta obra à língua na boca que nos faz descobrir o corpo inteiro é… languidamente irresistível!
Será talvez uma oliveira, talvez não.
Se for oliveira, então evoca a luz, a imortalidade, a relação cósmica, a morte e o monte famoso.
No MNAA, até ao próximo Domingo
Clique nas imagens para ampliar
Via Estrela Cansada, tomei uma decisão que talvez tenha estado sempre no meu subconsciente:
Terminar os meus dias longe do terceiro calhau, em Mare Tranquillitatis, a ouvir Albedo 0.39.
É certinho que com aquela modalidade que há agora dos registos na hora, não vou correr o risco de ser ultrapassado por alguém que se lembre de lançar uma OPA!
Se houver interessados, segue planta do local para selecção do lote de… terreno?!

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