Archive for the ‘ Discos ’ Category

Idomeneo por René Jacobs

A mais recente versão da opera dramática preferida de MozartIdomeneo, chega-nos através da Harmonia Mundi, que tem um mini-site exclusivamente dedicado a esta obra, dirigida por René Jacobs.
Solistas: Richard Croft (Idomeneo); Bernarda Fink (Idamante); Sunhae Im (Ilia); Alexandrina Pendatchanska (Elettra); Keneth Tarver (Arbace); Nicolas Rivenq (Gran Sacerdote); Luca Tittoto (La Voce).
A caixa contém 3 cds, um livro e um dvd filmado em Dezembro de 2008 em Paris (Salle pleyel) e Wuppertal, Alemanha (Immanuelskirche).
O making-off está disponível neste canal do YouTube: partes 12345

Thomas Adès – The Tempest

The Tempest é uma uma ópera em três actos, de Thomas Adès; Com libretto de Meredith Oakes, numa adaptação da peça de Shakespeare, teve a sua estreia mundial no Royal Opera House-Covent Garden-Londres, em 2004, onde voltaria a ser representada, depois de ter marinado durante três anos. 🙂
Foi então registada para a EMI, que agora a disponibiliza.

“In the three years since its premiere, Thomas Adès and Meredith Oakes’s haunting re-imagining of Shakespeare’s The Tempest has marinated in the mind. It now has the bearing of a modern classic. With a second, or in my case, third visit, you really start to appreciate the ingenious way in which Oakes alludes to Shakespeare without necessarily quoting him. Then there is Adès’s instinctive feeling for the pulse of the drama, his unerring sense of the magic that may provide the key to ‘a brave new world’ where the sins of the parents might not be revisited on the children.”
Edward Seckerson, The Independent

um passarinho sussurrou-me ao ouvido(2): “rvg”!!!

Ladies and gentleman, as you know we have something special down here at Birdland this evening…
a recording for
Blue Note records…

Os  setenta anos da lendária editora de jazz continuam a ser celebrados da melhor forma possível,  ou seja, comprando música.  No fim-de-semana, trouxe do sítio do costume mais três excelentes exemplares da Colecção The Rudy Van Gelder Edition a €7.95 cada.

O destaque de hoje vai para Somethin’ Else de Cannonball Adderley

Produzido por Alfred Lion, foi gravado em Março de 1959.
Miles Davis, trompete – Cannonball Adderley, saxofone alto – Hank Jones, piano – Sam Jones, baixo e Art Blakey, bateria
Vídeos das Faixas: Autumn Leaves (J.Kosma-J.Mercer), Love For Sale (Cole Porter), Somethin’ Else (Miles Davis), One For Daddy-O (Nat Adderley), Dancing In The Dark (A.Schwartz-H.Deitz) e Bangoon (Hank Jones)

Paul Bley – Solo

CULTURGEST – 19 DE MAIO DE 2009, 21h30 · Grande Auditório

O canadiano Paul Bley nasceu em 1932 em Montreal onde, desde muito novo, recebeu formação clássica em música. Em 1950, mudou-se para Nova Iorque, onde começou a sua carreira como pianista de jazz.

Paul Bley, a master of modernist purposes… has worked with more first-rate, wide-ranging original musical minds than anyone, except Miles Davis…”

Howard MandelDown Beat – Abril de 1995

 

Charlie Parker – Sonny Rollins – Ben Webster – Charles Mingus – Lester Young – Chet Baker – Steve Swallow – Gary Peacock – John Scofield – Gary Burton – Pat Metheny – Paul Motion – John Surman – Charlie Haden – Lee Konitz – Bill Evans – Cecil Taylor – Ornette Coleman, fazem parte da short list de jazzmen com quem tem tocado e gravado, ao longo da sua longa carreira.

 

Ligado à vanguarda do jazz dos anos de 1960, sendo um dos seus elementos mais activos. Foi igualmente precursor na utilização do sintetizador, tendo dado o primeiro concerto da história com esse instrumento em 1969 no Philarmonic Hall de Nova Iorque. Em meados da década de 1970, com a artista de vídeo Carol Goss, iniciou uma colaboração pioneira entre músicos de jazz e artistas de vídeo.
O seu primeiro disco de piano solo foi gravado em 1972 para a editora ECM.
Paul Bley apresenta-se, desde há muitos anos, em concertos por todo o mundo, a solo ou com formações muito diversas, tocando composições suas, 
standards, ou lançando-se em solos espontâneos, improvisados no momento.Via.

 

Discografia seleccionada
Complete Savoy Sessions 1962-63 Barrage 

Paul Bley With Gary Peacock  Paul Bley Quartet

Novidades ECM

Exclusivamente para apreciadores.

Se esta posta não se enquadra nos seus gostos musicais, até jazz…

Mas já que continua a ler…

A ECM tem em curso uma campanha de preços baratos, para variar. A selecção Touchstones  contém 40 obras abaixo dos 10 euros; como não há milagres, a coisa resume-se a um cd dentro de uma capinha de cartão, sem o habitual livrinho.

Das minhas preferências, destaco uma peça que ouvi ontem:

collin-walcott_cloud-dance_ecm

Após os primeiros acordes da sítara de Collin Walcott (surge imediatamente o som familiar de Ravi Shankar) dá-se uma feliz fusão com o baixo de Dave Holland, cheia de tons quentes! Quanto à guitarra de John Abercrombie, primeiro estranha-se…

CLOUD DANCE

Collin Walcott – sitar, tabla
John Abercrombie – guitar

Dave Holland – bass
Jack DeJohnette – drums

“presente perfeito” não existe…

… Na Gramática Portuguesa!
O mais parecido que me ocorre é: esta menina não tem parado de me surpreender!

Miles Davis – 50º Aniversário de Kind of Blue

A “Great” de Schubert

Em carta enviada ao amigo-pintor Leopold Kupelwieser em Março de 1824, Franz Schubert afirmava estar a preparar caminho para uma Grande Sinfonia, conceito inseparável de Beethoven que, em Maio desse ano, faria a primeira apresentação pública da Nona Sinfonia.

Schubert interrogava-se: Quem poderia fazer algo assim, depois de Haydn, Mozart, Beethoven?

Leopold Kupelwieser - The family of Franz Schubert playing games

Leopold Kupelwieser - A família de Franz Schubert

No ano da sua morte, em 1828, Schubert  escreveu a sua “Great Symphony”. Schumann descobriu a Sinfonia nº 9 de Schubert dez anos mais tarde, sobre o que terá dito: “Cum camandro! Esta nona tem, pelo menos, tanto power como a do Beethoven!”

Numa coisa estou de acordo com Schumann; O Segundo Movimento é um expoente do Romantismo. Senão, oiçam os violinos e os trombones e digam-me lá se não temos razão, eu e o Robert…

Esta interpretação pela Filarmónica de Berlim, dirigida por Karl Böhm, é bem capaz de ser a melhor que tenho… 🙂

 

 

Weill lá.. Weill..

As composições deste September Songs de Kurt Weill são interpretadas por:

1. Die Moritat von Mackie Messer (The Ballad of Mack the Knife), song for voice & piano (from “Die Dreigroschenoper”), Nick Cave

2. Und was bekam des Soldaten Weib? (The Ballad of the Soldier’s Wife), song for voice & piano, P.J. Harvey

3. Alabama Song, for voice & orchestra (from “Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny”)

4. Youkali, tango habañera for voice & piano, Richard Woitach, Joseph Macerollo, Teresa Stratas

5. Lost in the Stars, song for voice & piano (from “Lost in the Stars”), Elvis Costello

6. Die Seeräuber-Jenny (Pirate Jenny), song for voice & piano (from “Die Dreigroschenoper”), Lotte Lenya

7. Speak Low, song for voice & piano (from “One Touch of Venus”), Charlie Haden, Fred Hersch, Kurt Weill

8. Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny (Rise and Fall of the City of Mahagonny), opera Oh, heavenly salvation, Persuasions

9. Lonely House, song for voice & piano (from “Street Scene”), Betty Carter

10. Surabaya-Johnny, song for voice & piano (from “Happy End”), Y Chamber Symphony of New York com Teresa Stratas

11. Fürchte dich nicht, song for voice & piano (from “Happy End”), Mary Margaret O’Hara

12. September Song, song for voice & piano (from “Knickerbocker Holiday”), Lou Reed

13. Die Moritat von Mackie Messer (The Ballad of Mack the Knife), song for voice & piano (from “Die Dreigroschenoper”)

14. Die Dreigroschenoper (The Threepenny Opera), opera What keeps mankind alive?, William S. Burroughs

Um passarinho sussurrou-me ao ouvido: "RVG"!!!

Ladies and gentleman, as you know we have something special down here at Birdland this evening… a recording for Blue Note records…

Interessante, ou melhor, simpático, era colocar em cd a selecção que se segue..
E oferecer aos amigos..

How about that?

Ornette ColemanLive At The Golden Circle, Volumes 1 e 2
com David Izenzon e Charles Moffett
do volume 1, a ouvir os samples de 4.Dee Dee e 5.Dawn, aqui
do volume 2, a ouvir os samples de 2.Morning Song e 4. Antiques, aqui

Jimmy SmithCool Blues
com Lou Donaldson, Tina Brooks, Eddie McFadden, Art Blakey e Donald Bailey
a ouvir, o sample de 7.Small’s Minor, aqui

Lou DonaldsonThe Natural Soul
com Tommy Turrentine, Grant Green, John Patton e Ben Dixon
a ouvir, os samples de 3. Spaceman Twist e 4. Sow Belly Blues, aqui

Sonny RollinsA Night At The Village Vanguard
com Donald Bailey, Wilbur Ware, Pete la Roca e Elvin Jones
do disco 1, a ouvir o sample de 4. Softly As In A Morning Sunrise (Alternate Take)

do disco 2, a ouvir os samples de 3.Sonnymoon For Two e 4.I Can’t Get Started, aqui

Art BlakeyMoanin’
com Lee Morgan, Benny Golson, Bobby Timmons e Jymmie Merritt
a ouvir, o sample de 5. The Drum Thunder Suite,
aqui

John ColtraneBlue Train
com Lee Morgan, Curtis Fuller, Kenny Drew, Paul Chambers e Philly Joe Jones
a ouvir, os samples de 1.Blue Train e 5.Lazy Bird, aqui

Sonny RollinsSonny Rollins, Volume 2
com J.J.Johnson, Horace Silver, Telonius Monk, Paul Chambers e Art Blakey
a ouvir, o sample de 3. Misterioso(Telonius Monk), aqui

McCoy TynerThe Real McCoy
com Joe Henderson, Ron Carter e Elvin Jones
a ouvir, os samples 2.Contemplation e 4.Search For Peace, aqui

Clifford BrownMemorial Album
com Lou Donaldson, Elmo Hope, Pearcy Heath e Art Blakey, entre outros
a ouvir, os samples 4.Brownie Speaks e 15.Minor Mood, aqui

Wayne ShorterJUJU
com McCoy Tyner, Reggie Workman e Elvin Jones
a ouvir, os samples 2.Deluge, 3.House Of Jade e 6.Twelve More Bars To Go, aqui

Herbie HancockEmpyrean Isles
com Freddie Hubbard, Ron carter e Tony Williams
a ouvir, os samples 2.Ololoqui Valley e 3.Cantaloupe Island, aqui

Thelonious MonkGenius Of Modern Music, Volume 1 –
com Billy Smith e Art Blakey, entre outros
a ouvir, os samples 4.Thelonious, 8.Ruby My Dear, 9.Well You Needn’t e 12.Introspection, aqui

Maurizio, o Espontâneo.. Pollini, o Expressivo..

Maurizio Pollini é um dos grandes pianistas do nosso tempo, a par de nomes como Vladimir Horowitz, Alfred Brendel, Emil Gilels, Sviatoslav Richter, Arthur Rubinstein e Claudio Arrau, o jovem Krystian Zimerman, Vladimir Ashkenazy, Glenn Gould, entre outros..

Hoje, para quem conseguiu bilhetes(!) dá um grande recital no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em que interpreta Chopin – Nocturnos e Sonata nº 2.

A superior visão, ao transpôr para o século XX com uma fidelidade transcendente nas suas interpretações, por exemplo das 32 Sonatas para Piano de Beethoven, fazem de Pollini – mais do que um intérprete, um virtuoso, no rigor com que toca as notas que Beethoven, Chopin e Schuman escreveram, e que iam para além do seu tempo e dos instrumentos que possuiam na altura.

Aprecio em particular as interpretações de Beethoven: Piano Sonata no.17 in D minor, op 31 no.2,  The Tempest  e Piano Sonata nº 21 in C major, op.53 Waldstein; Schuman: Fantasia in C major, op.17 e Arabeske, op.18; E o magnifico Concerto for Piano and Orchestra in A minor, op.54

A única gravação que fez do Piano Concerto K.488 in A major de Mozart, com Karl Böhm e a Vienna Philharmonic em 1976, foi uma espécie de milagre, segundo Pollini.