‘Júpiter e Io’, de Correggio

A partir da cultura do Quattrocento e dos grandes mestres da época, como Leonardo, Rafael, Michelangelo ou Mantegna, Antonio Allegri, dito o Correggio [c. 1489 – 5 Março 1534] inaugurou uma nova concepção da pintura e construiu o seu próprio trajecto artístico, que o coloca entre os grandes nomes do Cinquecento.

A união de Zeus e da ninfa Io, filha de Inachus – o primeiro rei de Argos, remonta na sua presente forma às Metamorfoses de Ovídio: Io foge de Zeus que «lança as trevas sobre todo o domínio, impede a fuga da donzela e conquista a sua virgindade». Enquanto na versão de Ovídio Zeus se torna invisível na escuridão, Correggio transforma-o numa nuvem, criando deste modo um profundo contraste entre a escuridão do céu e a figura luminosa de Io.


Corregio [1489-1534] – Júpiter e Io, 1531-32
Kunsthistorisches Museum, Viena

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