Cuidei que tinha morrido…

Ao passar pelo ribeiro

Onde às vezes me debruço

Fitou-me alguém corpo inteiro

Dobrado como um soluço

Pupilas negras tão lassas

Raízes iguais às minhas

Meu amor quando me enlaças

Por ventura as adivinhas

Meu amor quando me enlaças

Que palidez nesse rosto

Sob o lençol de luar

Tal e qual quem ao sol posto

Estivera a agonizar

Deram-me então por conselho

Tirar de mim o sentido

Mas depois vendo-me ao espelho

Cuidei que tinha morrido

Cuidei que tinha morrido

(Pedro Homem de Mello/Alain Oulman, 1971)

Mas não! Amália é eterna!

Quando partiu, a 6 de Outubro de 1999, senti necessidade de ir vê-la à Basílica da Estrela, onde repousava!

Nunca, até aí, tinha prestado homenagem a alguém, para além de meu pai!

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