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variações sobre o mesmo tema

Sobre a proposta de visita para esta semana a uma das obras de referência do MNAA, a peça Renascentista Deposição no Túmulo de Cristóvão Figueiredo (1520-30), vale a pena exercitar o olhar sobre diferentes abordagens pictóricas deste tema por parte de dois Mestres do Barroco, CaravaggioRubens (1602)

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Cristovão de Figueiredo - Deposição no Túmulo

Se existiu um significativo momento de “classicismo” e de intensa religiosidade humanista na história da pintura portuguesa da primeira metade do século XVI é aqui que podemos encontrá-lo. Executada na década de 1520-30 para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, esta pintura associa a uma solene e pungente concepção do episódio bíblico, dois excepcionais retratos de personagens contemporâneos. A análise da obra e da figura do pintor, Cristóvão de Figueiredo, estarão a cargo de Adelaide Lopes e José Alberto Seabra, técnicos do Museu.


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Rubens - The Deposition, 1602

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Caravaggio - The Entombment, 1602-03

Maria de Médicis, de Rubens

Peter Paul Rubens (1577-1640) – o grande mestre do Barroco, visitou Itália pela primeira vez em 1600.
Bebeu as influências de Tintoretto, Rafael e Caravaggio, como foi referido no post anterior.
Ao seu atelier de Antuérpia chegou em 1622 uma encomenda de 21 pinturas sobre a vida de Maria de Médicis, viúva de Henrique IV de França.

Maria de Médicis, 1622-1625

A primeira mulher de Henrique IV – a rainha Margot – viu o casamento anulado por não lhe ter dado nenhum herdeiro.
Catarina de Médicis, sua mãe, era prima afastada de Maria de Médicis de Itália;
Maria deu quatro filhos a Henrique IV, entre os quais o futuro rei Louis XIII.

detalhe

O desembarque em Marselha – a 3 de Novembro de 1600 – é aqui representado alegoricamente.
Sobre a Rainha flutua um fauno;
Neptuno e as ninfas acompanham o navio, para garantir a sua segurança.

detalhe

Este trabalho de Rubens visa legitimar a governação de Maria de Médicis, nomeada Regente após a morte do Rei, assassinado no dia seguinte à coroação.
Começavam aqui os problemas com o príncipe herdeiro..
Os factos históricos retratados por Rubens nesta obra, adquirem assim uma importância intemporal.

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