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São Tomé e a Legenda Áurea

São Tomé, cujo dia se comemora hoje, o Musica Aeterna dedica dois programas com a adaptação do capítulo a ele dedicado na “Legenda Áurea” de Tiago de Voragine. Publicado em 1260, o livro foi escrito em latim popular para tornar acessível a divulgação da vida dos 180 santos mais conhecidos, de quem, até então, só existia tradição oral.

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Johann Sebastian Bach – Cantata “Unser Mund sei voll Lachens” -BWV 110

No século XIII, quando instituições como as corporações de ofício estavam no seu auge e, ao mesmo tempo, floresciam as primeiras universidades, Voragine quis oferecer uma dádiva ao povo, ocupado em construir igrejas e catedrais, ávido por conhecer a verdadeira fé. Escreveu então, com fervor e entusiasmo, uma história, retratando os conhecimentos e lendas acumulados com o passar dos séculos, sobre a vida dos santos. Nasceu assim o primeiro livro religioso realmente acessível a todos: a Legenda Sanctorum, ou “O Livro dos Santos”. Rapidamente, a obra recebeu o nome de Légende Dorée — Legenda Áurea, porque, dizia-se então, o seu conteúdo era de ouro.

O texto maravilhou os pintores da Renascença, que nele encontravam fonte inesgotável de inspiração. Artistas como Giotto, Fra Angelico, Piero della Francesca, etc.,  emprestaram o seu génio para exaltar cenas da vida de santos e enriquecer as igrejas, conventos e mosteiros com frescos, retábulos, vitrais e polípticos.


Musica Aeterna – Franz Xaver Richter

O Palácio de Schönbrunn, em Viena, o cerimonial de corte da casa de Áustria durante os séculos XVII e XVIII e as criações sacras, concertantes e camerísticas de Franz Xaver Richter, docente e teórico alemão que viveu de 1709 a 1789 e de quem se assinalaram no passado dia 1 os trezentos anos do seu nascimento.


Aplicando-se a premissa quer ao Norte e ao Oeste protestantes, quer ao Centro e Sul católicos, do mundo Barroco europeu, foram, basicamente, as obras pertencentes ao universo das artes plásticas que marcaram, de forma indelével, o património intelectual e espiritual do Velho Continente. Por outro lado, e com excepção da francesa, a literatura de finais do século XVII e inícios do XVIII iria cair num esquecimento quase absoluto, apenas se encontrando vestígios da alemã no canto litúrgico e em algumas peças oriundas da tradição popular. Também na música, durante um longuíssimo período de tempo, não se prestou a devida atenção ao espólio de muitos dos criadores da época e fruto do talvez mais fecundo movimento artístico das últimas décadas, que nos tem proporcionado, ano após ano, a redescoberta de um património que oitocentos deturpou ou, simplesmente, negligenciou, pôde, pouco a pouco, começar a ser redescoberto na sua contextualização histórica. As artes continuaram, pois, a difundir-se apenas no seio da grande tradição arquitectural, à qual se sujeitaram, incluindo a escultura e a pintura, a totalidade das expressões decorativas. Tendo em conta o facto de se manterem como testemunhos vivos de culturas prestigiadas e de uma forma de viver pertencente ao passado, os monumentos mais visitados e admirados por esse mundo fora são, de um modo geral, os templos coroados por grandiosas cúpulas, as imponentes casas senhoriais e, fora das cidades, integrados num panorama adequado, os mosteiros e os castelos. Além disso, também o palácio real representa um ponto de atracção particular, devido à circunstância de, na sua história, a harmoniosa aliança entre a arquitectura e o paisagismo, ou melhor, entre a ciência e a natureza, continuar a agradar e a interessar as populações hodiernas. João Chambers

Musica Aeterna – Iluminismo

O fim do “Antigo Regime” e as guerras e reformas na Europa da Idade das Luzes assinalados através de criações de Marc-Antoine Charpentier, Franz Xaver Richter, de quem se assinala, no próximo dia 1 de Dezembro, o tricentenário do nascimento, Wolfgang Amadeus Mozart, André Campra, Francesco Provenzale e Charles Avison.
Para ouvir no Musica Aeterna de hoje.