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Tintoretto profanado

Na passagem do quatrocentésimo décimo sétimo aniversário da morte do artista veneziano Jacopo Tintoretto (1518-1594), voltei ao Prado para pedir emprestado este conjunto de seis obras do fundo do Museu, que, num rigoroso exclusivo, tenho o grato prazer de partilhar com os amigos. Vale a pena clicar nas imagens, de alta resolução. Desfrutem!

Los seis lienzos forman un grupo unidos por el mismo esquema cromático, una acentuación general del dibujo en superficie y un ritmo de formas curvas que enlaza un cuadro con otro. Las escenas debían de ser vistas en conjunto, a cierta altura y dispuestas en lienzos concebidos como planos inclinados y convergentes hacia un cuadro central.
Es evidente que el conjunto estaba destinado a un ambiente profano. Los temas bíblicos han perdido su carga dramática, apenas son un pretexto para mostrar trajes exóticos, ceremonial cortesano y carnes desnudas. Destacan José y la mujer de Putifar y Judith y Holofernes como lo mejor del ciclo, sobre todo los desnudos de bello modelado de la mujer de Putifar y Holofernes.
No hay nada parecido a estos cuadros en la producción restante de Tintoretto y, por lo tanto, es difícil datarlos con certeza. La repetición regular de pequeñas pinceladas caligráficas, en las borlas de los vestidos y tocados, las hojas de la vegetación, formas ensortijadas de los rizos y tocados femeninos, crean un ritmo decorativo global que no se repetirá en ninguna de sus obras.


Tintoretto – Ester ante Asuero

Susana y los viejos

Moisés salvado de las aguas

Judit y Holofernes

La reina de Saba ante Salomón

José y la mujer de Putifar

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Amor Sagrado e Profano

Amor Sagrado e Profano, obra-prima de Ticiano (1490-1576), foi pintada quando tinha aproximadamente 25 anos, para celebrar o casamento do veneziano Nicolò Aurélio (vide brasão no sarcófago) com a jovem viúva Laura Bagarotto, em 1514.

A noiva vestida de branco, sentada ao lado de Cupido, é ajudada pessoalmente por Vénus. A figura com o vaso de jóias simboliza a “fugaz felicidade na terra” e a que segura a chama ardente do amor de Deus simboliza a “felicidade eterna no céu”.

ticiano_sagrado-e-profano_1514

O título resulta de uma interpretação de meados do século XVIII e que dá desta obra uma leitura moralista da figura nua, considerando que o artista pretendeu assim exaltar o amor terrestre e o amor divino. Na realidade, a filosofia Neoplatónica do amor sagrado e profano em que Ticiano e o seu círculo acreditavam, contemplando a beleza da criação, conduziu a uma consciência da perfeição divina da ordem do universo. É por estas e por outras que temos divas. 🙂

Nesta pintura de amor campestre, Ticiano exaltou a delicada poesia lírica de Giovanni Bellini ou Giorgione e atribuiu-lhes uma grandeza clássica. O Amor Sagrado e Profano de Ticiano é um ícone da Galleria Borghese.

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