Castelo Velho – Freixo de Numão

Descoberto em 1980 pelo arqueólogo António Sá Coixão, investigado e musealizado pela Prof.ª Susana Oliveira Jorge entre 1989 e 2003, este Castro, cuja história começa por volta do início do terceiro milénio a.C. (mais ou menos cinco mil anos), está implantado em Freixo de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa. Foi inaugurado a 3 de Agosto de 2007.

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Da colina onde se situa, avista-se O Monte de São Gabriel, a Meseta e a Serra da Marofa. Porque, possivelmente, o vale do Côa serviria de ponto de passagem, a sua localização era magnífica; Funcionava como centro comunitário para as populações agro-pastoris que se fixavam em lugarejos espalhados pelo vale (do outro lado do vale, sensivelmente a cinco quilómetros, situam-se as gravuras rupestres).

as fotos abrem numa nova página, com dimensões de 2048 x 1536

Este local era habitado por uma elite que assegurava a sua manutenção e se encarregava de organizar as festas das colheitas, com rituais de carácter profano.

Este tipo de Castro não tinha funções de fortificação, o que nos dá uma ideia da vivência e das crenças dos povos primitivos que por aqui passaram.

O projecto de arquitectura que inclui um centro interpretativo, é da responsabilidade dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez e o projecto de restauro é de Joaquim Garcia.

Só não previram que as aves que por ali andam não estão habituadas a obstáculos e muitas morrem no choque com as vidraças do Centro. Façam qualquer coisa, pela saúde dos bichos.

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Castelo Velho é um sitio rodeado por linhas de água; Este povoado tem no centro um recinto, delimitado por muralhas e do lado sul uma rampa pétrea que por sua vez este ano foi desmontada, sendo mesmo a primeira vez que se realiza este tipo de desmonte em Portugal. No interior do recinto existe uma torre rodeada por quatro estruturas, há depois uma linha de muralha interrompida. Há outras estruturas subrectangulares e um grande torreão anterior a toda a estrutura pétrea. Este complexo foi todo construído de uma só vez (cerca de 3000 a.C.) e todo o conjunto foi mantido até 1300 a.C., tendo uma ocupação desde o Calcolítico ao Bronze Pleno. Trata-se de um recinto com uma área relativamente pequena, cujo interior tem também estruturas pequenas: recinto superior, rampa pétrea, murete descontínuo, plataformas que se desenvolvem ao longo da arriba. As rampas pétreas desenvolvem-se todas no sentido sul, no lado de menor acesso, mas de maior monumentalidade. É um paradoxo em termos de acessibilidade e defesa. Ao longo do tempo, preservou-se e reutilizou-se globalmente as muralhas e a torre central, embora talvez, não lhes dando a mesma função. As muralhas podem ter sido reduzidas a muretes delimitadores do espaço interior do povoado, perdendo a eventual capacidade defensiva. Este sítio está rodeado por um conjunto de montes mais altos que o sítio propriamente dito, apesar de ter uma grande visibilidade na paisagem.

De facto, a sua função não é facilmente inserível no contexto doméstico, é um local que de habitação tem muito pouco e a explicação simbólica e ritual começa a fazer mais sentido. Castelo Velho vem colocar uma nova questão no contexto dos povoados Calcolíticos: trata-se de um sítio com uma função social mais especializada que nos outros locais onde ocorriam cerimónias que utilizavam estas estruturas de formas variadas. A arqueologia tem dificuldade em definir ritual, pois até agora só há uma estrutura com deposição de ossos humanos.

Castelo Velho tem uma visibilidade bastante grande, avistando-se até Espanha, logo a monumentalidade deste sítio era para ser vista, era essa a sua função, servia para ser observada. Além disto deveria ser um local fechado, pelo menos no recinto superior, onde se erguia uma estrutura de madeira e argila, até porque se trata de uma zona ventosa. O símbolo deste povoado é o peso de tear, alguns têm uma decoração típica. Usavam grandes lajes de xisto aproveitando as suas faces naturais, o xisto era preso pela terra argilosa da região junta com água.

A primeira fase construtiva do sítio é anterior ao terceiro milênio a.C., quando se registrou uma breve ocupação que, entretanto, permitiu fossem erguidas estruturas habitacionais, como testemunham alguns buracos de poste, lareiras e fragmentos cerâmicos. Data desse período a edificação de um torreão com evidências de ter sido utilizado até cerca de 1300 a.C.

Uma segunda fase construtiva registrou-se entre cerca de 2900 a.C. e o início do segundo milénio a.C., abrangendo a edificação, na cota mais alta do esporão, do que se considera um “monumento” de planta sub-elíptica delimitado por uma pequena muralha e complementado, a Sul, por um recinto subcircular, bem como uma plataforma intermédia circundada por uma rampa ou talude, com átrio. Datam deste período algumas cabanas a ele associadas e diversos fragmentos de cerãmica, dormentes e moventes graníticos, pontas de seta, pesos de tear, diversos objetos de cobre e um de ouro, contas de colar e outros elementos de adorno.

Uma terceira fase construtiva decorreu entre o início do segundo milénio a.C. e 1300 a.C., enquanto as primitivas estruturas continuavam a ser utilizadas, enquanto se reconstruia uma rampa e se erguiam estruturas perecíveis. Data desta fase um espólio constituído por vasos cerãmicos, com motivos decorativos.

Uma quarta fase construtiva, mais recente, consistiu na petrificação da zona “monumental”.

fontes: ippar e wikipédia

Paradise Lost

Praia da Ursa, junto ao Cabo da Roca

Praia da Ursa, Cabo da Roca

Para saber como chegar a esta praia exclusiva, aqui.

Praia da Ursa, junto ao Cabo da Roca

Praia da Ursa, Cabo da Roca

Gotan Project – Confianzas

Yes We Kenn…

Quatro décadas depois da frase de Kennedy “Eu sou berlinense”, Obama esteve esta semana em Berlim, numa oportuníssima operação de charme. Muito por culpa da Administração Bush, os europeus preferem encarar o futuro próximo tendo como aliado um presidente americano mais atento às ameaças – prefiro acreditar nas oportunidades – que vêm da China, da Índia e da Rússia.

A emergência destes gigantes, com valores historicamente diferentes do Ocidente, mas hoje mais prósperos, deve estimular a Europa e os Estados Unidos para uma maior concertação política e económica.

Mas para que o vento Obama seja favorável a esta necessária União Ocidental, caso o candidato Democrata seja eleito, o futuro Vice-Presidente, além de saber história, vai ter de saber tocar piano e falar francês.

Hit the road Jack!

Kiss the Sky

Giselle Bündchen fotografada por Mert Alas & Marcus Piggott paraa W Magazine de Agosto

Giselle Bündchen fotografada por Mert Alas & Marcus Piggott para a W Magazine de Agosto

HTC Diamond Vs Apple iPhone

Quem tiver curiosidade em descobrir virtudes e defeitos destes dois super-gadgets, tem aqui com que se entreter. Brinquei com os dois; A primeira impressão foi mais favorável ao iPhone mas, se tivesse de tomar já uma decisão, escolheria o HTC.

HTC Diamond Vs Apple iPhone

HTC Diamond Vs Apple iPhone

A interface gráfica TouchFLO 3D é notável, embora as dimensões da concorrente sejam mais generosas. Além da melhor performance no vídeo, o HTC é mais versátil nas mensagens, pois para mim a difusão é imprescindível. É incrível como hoje em dia já nem valorizamos o nível de miniaturização de ferramentas tão poderosas como estas!

O Verdadeiro Menino de Ouro

Claro que recordo aquele jogo que o João fez em Alvalade pelo rival, mas também os que fez pela Selecção e claro, pelo Sporting – o temível duo que formava com Jardel deu um campeonato ao clube do coração. Pelo simbólico acto de ter terminado ontem a carreira de jogador de futebol, um muito obrigado, João!

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Tantos anos sem
Poderes sentir
O prazer da glória

Sempre a jogar bem
Fosse na derrota
Ou na vitória

Como mais ninguém
Queremos que fiques
Na nossa memória

Ver-te de verde

Não sei o que sinto

O Grande Artista

JOÃO PINTO

o diabo no corpo

A música pertence ao novo álbum de Madonna, Hard Candy. Este vídeo, com excelente produção e direcção artística, conta com a participação de Justin Timberlake e Timbaland:

Alguém me tinha dito…

Em 2003 conheci um francês que estava a trabalhar em Portugal. Ao longo das semanas em que colaboramos juntos no projecto, íamos trocando cds, até que um dia ele me disse “Há uma miuda que tens de ouvir, é linda de morrer, tem uma voz maravilhosa, ainda vai dar que falar”.

Poderia resistir a tal chamamento?

Arranjou-me uma cópia do primeiro trabalho – Quelqu’un m’a dit, acabado de sair em França uns meses antes. A minha primeira vez com Carla Bruni foi no carro. Pronto, apaixonei-me…